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2.2. BELÂGATIN ALT DİSİPLİNLERİ

2.2.1. ME‘ÂNÎ – يناعملا

2.2.1.1. Haber Cümlesi (Bildirme Kipi) – ةيربخلا ةلمجلا

2.2.1.1.4. Haber Cümlesinin Gerçek Amacı Dışında Kullanımları…

Em 23 de Março de 1983 o Presidente Reagan anunciou o lançamento da Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI) com o objectivo de estabelecer um vasto e abrangente programa de I&D destinado a avaliar um conjunto de novas tecnologias que permitissem, eventualmente, a implantação de sistemas de Defesa Estratégica. Considerava o Presidente que os EUA com o passar das décadas tinham tornado a sua a sua estratégia de dissuasão nuclear demasiado dependente da ameaça de retaliação nuclear por via de armas ofensivas, situação tanto mais melindrosa quanto a URSS se parecia encaminhar para uma capacidade de primeiro ataque contra forças (nomeadamente centros de comando e controlo, silos de ICBM e bases de bombardeiros) que, a concretizar-se, deixaria os EUA perante a única escolha de retaliar contra cidades, quando a URSS permaneceria com forças suficientes para, em seguida, destruir cidades americanas. Ou seja deixando os EUA sem uma capacidade de retaliação credível - e por isso mesmo sem meios de dissuadir a URSS de lançar esse primeiro ataque contra forças. Sendo que, além disso, e em termos de Defesas Estratégicas, a URSS ao abrigo do tratado SALT I construíra a única defesa antimíssil mundial para defender Moscovo e mantinha não só um vasto programa de investigação como estaria já a preparar a instalação de elementos de um sistema ABM mais vasto (vd as desconfianças quanto à finalidade da instalação de um radar de grande potência em Krasnoyark).

A proposta da Administração Reaqan era a de avançar na concepção de um sistema de

defesa estratégica multicamadas, capaz de atingir os mísseis balísticos adversários nas quatro

fases do seu percurso (lançamento, pós lançamento, meio do percurso e fase terminal), assegurando um apertado crivo que não deixasse passar o maior número possível de ogivas dos mísseis MIRVados do adversário (sendo capaz de separar as ogivas dos decoys que as acompanhariam) e utilizando de preferência tecnologias não nucleares para interceptar e destruir os mísseis (dando ênfase às armas de energia dirigida e às armas de energia cinética). Assim alguns dos mísseis poderiam ser destruídos logo na fase de lançamento, fase em que a localização seria mais fácil, inutilizando ao mesmo tempo as ogivas que o míssil transportaria na sua parte superior; já na fase pós lançamento o sistema deveria ser capaz de destruir a componente mais restrita dos mísseis onde estariam alojadas as ogivas nucleares (designadas por

bus) antes de essas ogivas serem espalhadas e seguirem depois as respectivas trajectórias; na fase

de meio de percurso o sistema teria a tarefa mais difícil de atacar as ogivas verdadeiras nas suas trajectórias balísticas, antes que começassem a sua descida para a atmosfera; sendo que por

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último as ogivas que tivessem escapado nas fases anteriores seriam objecto de intercepção a sua fase terminal.

Os quatro vectores tecnológicos principais do programa de I&D da SDI eram: a) Tecnologias de monitorização, aquisição dos alvos, seguimento das suas trajectórias e de avaliação da sua destruição, seguindo o principio de que a monitorização e a aquisição dos alvos permaneceriam autónomas em cada fase, por forma a não deixar escapar os mísseis ou as ogivas que tivessem conseguido passar incólumes na fase anterior; enquanto o seguimento da trajectória e a avaliação de destruição seria contínua ao longo das fases, de forma a poder concluir da efectiva destruição dos alvos; iriam ser consideradas tecnologias ópticas, de infra-vermelhos e radar para, em conjunto e de forma integrada, cumprirem os objectivos desta função; b) Tecnologias de intercepção baseadas em armas de energia dirigida, envolvendo o investigação e desenvolvimento de lasers baseados no espaço, lasers baseados em terra, feixes de partículas lançados a partir do espaço e armas de energia dirigida com base nuclear (lasers de raios X, por exemplo); estas tecnologias seriam privilegiadas para atacar mísseis e seu bus na fase de lançamento e imediato pós lançamento; teriam uma forte componente baseada no espçao com todos os problemas das fontes de energia embarcadas que alimentassem as armas respectivas; c) Tecnologias de intercepção baseadas em armas de energia cinética, quer sob a forma de mísseis quer de “canhões” com projécteis de hipervelocidade; este tipo de armas seriam de particular relevo para as fases de meio de percurso quando os RV (ou seja, as múltiplas cargas nucleares contidas nas ogivas nucleares dos mísseis intercontinentais MIRVados) estivessem já distribuídos ou mesmo para fases de pós lançamento em que ainda não tivesse havido essa dispersão; e também para as fases terminais, nos casos de RV não destruídos nas fases anteriores; a SDI encarava também a possibilidade de utilizar armas de energia cinética para atacar na fase de lançamento mísseis balísticos lançados de submarinos, com curto tempo de voo; e d) Sistemas avançados de “gestão da batalha”,ou seja, sistemas informáticos de Comando, controlo e Comunicações e Informação (C3I), integrando toda a multiplicidade de sensores, o respectivo processamento de sinais e a tomada de decisão de ataque aos vários alvos, num sistema multinível com a complexidade do que se descreveu atrás.

Esteve sempre fora de causa que a primeira concretização de um Sistema de Defesa Estratégica se destinasse a proteger populações. As suas primeiras aplicações mais prováveis seriam: a) Complicar de tal forma o planeamento de um primeiro ataque (first strike) contra forças por parte da URSS, que o adversário hesitasse no seu lançamento, pela completa incerteza sobre quais dos alvos de valia militar que acabariam destruídos; b) Defender o território dos

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EUA de um ataque contra cidades por parte de forças nucleares de menor dimensão de outras potências nucleares sem ser a URSS, destruindo os seus mísseis na fase de lançamento ou pós lançamento. Mas a SDI teve outro significado, por vezes não suficientemente referido, de ter sido o primeiro grande investimento para permitir evoluir para uma nova geração de armas pós nucleares – combinando potência de destruição em larga escala e precisão de tiro e dispensando o carácter maciço de destruição colateral típica das armas nucleares; essa foi a razão pela qual Estados que foram derrotados na 2ª guerra mundial e tinham sido impedidos de desenvolver, fabricar ou possuir armas nucleares se mostraram de imediato tão interessados em participar no seu desenvolvimento, como foram os casos do Japão e Alemanha.