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2.2. BELÂGATIN ALT DİSİPLİNLERİ

2.2.1. ME‘ÂNÎ – يناعملا

2.2.1.3. Cümlenin - Müsned ve Müsnedün İleyhin – Durumları

2.2.1.3.1. Hazf - Eksilti – فذحلا

No inicio da década de 80 os EUA apresentavam um sistema financeiro dominado pelos grandes bancos comerciais com presença internacional (money center banks) e pelos bancos de investimento (brokers dealerss) e sociedades da bolsa da Costa Leste, por um conjunto de sólidos bancos regionais e por uma multidão de bancos e caixas de poupança de âmbito local e regional, incluindo as savings and loans especializadas no credito hipotecário residencial, bem como pela existência de instituições financeiras ligadas aos fabricantes de bens de consumo (automóvel e electrodomésticos). Durante a década de 80 verificaram-se nos EUA uma serie de graves crises bancárias que afectaram primeiro os "money center banks" que haviam organizado a reciclagem dos petrodolares e na segunda metade da década às crises nos bancos regionais que haviam estado mais directamente associados ao financiamento da expansão de produção

38 A alta dos juros alimentou um influxo crescente de capitais em busca do diferencial de taxas de juro. Neste

influxo tiveram papel chave os capitais vindos do Japão, onde em 1980 também foram suprimidos os controlos de capital.

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energética e agrícola durante o boom dos preços das matérias primas da década anterior e por fim a crise das savings and loans. A ocorrência destas crises bancárias, em simultâneo com o processo de liberalização do sistema financeiro levado a cabo pela Administração Reagan, teve como consequência uma mais acelerada transformação do sistema financeiro dos EUA com a quebra de importância da intermediação bancária realizada pelos bancos comercias e caixas de poupança que recolhiam o essencial dos depósitos das famílias e das empresas e o reforço dos mercados: mercado monetário por grosso, com os seus instrumentos (ex: papel comercial e certificados de depósitos) e os seus operadores, como os money market funds e mercado de

capitais com os seus novos instrumentos como as junk bonds e os seus operadores, em particular

os mutual funds e os bancos de investimento.

O financiamento das grandes empresas, para além do papel principal do auto financiamento, deslocou-se durante a década de 80 para os mercados. A banca comercial especializou-se mais no crédito às famílias (crédito à habitação, ao consumo e emissão de cartões de crédito). As reduções fiscais sobre os rendimentos mais elevados permitiu que elevados volumes de poupança se dirigissem para novos tipos de pools privados de capitais (private equity

funds, hedge funds, venture capital) que iriam animar os mercados de capitais nos anos seguintes.

7.3.1. Da "Grande Inflação" ao inicio do processo de desintermediação bancária - As leis

que regularam o sistema financeiro dos EUA após a Grande Depressão, e em especial o Banking

Act de 1933, fixavam limites estritos às remunerações dos depósitos, através da Regulation Q

dessa legislação. Assim a remuneração das contas de poupança pelos bancos comerciais não podia ultrapassar os 5,25% e dos depósitos a prazo deveria situar-se entre os 5,75 e os 7,75% conforme o prazo. As Savings and Loans (S&L), que como referimos eram caixas de poupança locais ou regionais especializadas no crédito hipotecário residencial, tinham uma ligeira vantagem na captação de depósitos, já que podiam oferecer remunerações 0,25% superiores. Ora durante os últimos anos da década de 70, com taxas de inflação de 10 a 11% ao ano a remuneração dos depósitos estabelecida para as instituições bancárias que os podiam recolher tornou - se obviamente repulsiva para os aforradores que começaram a deslocar-se para um outro sistema financeiro paralelo que se baseava nos mercado monetário por grosso, em que fundos mútuos (money market mutual funds) captavam poupanças sem limites de remuneração e as aplicavam na compra de papel comercial emitido directamente pelas empresas para se quisessem financiar a curto prazo. Estes fundos também não tinham as obrigações de

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constituição de reservas dos bancos comerciais e das S&L e eram em muitos casos criados pelas

brokers dealers e outras instituições operando no mercado de títulos.

Este processo de desintermediação bancária ameaçava as instituições tradicionais e levou a que em dois momentos se verificassem iniciativas legislativas de desregulamentação para proteger estes últimos: 1) Em 1978, durante a Administração Carter, foi publicada uma lei - o Depository

Intitutions Deregulation and Monetary Control Act - que alterou a regulamentaçao existente para tornar mais facil aos bancos comerciais e ás S&L competir com os money market mutual funds; entre outras medidas a Lei reduziu o montante de reservas obrigatórias que os bancos tinham que colocar em contas sem remuneração na Reserva Federal; estabeleceu uma Comissão encarregada de durante os seis anos seguintes proceder à eliminação dos limites à remuneração dos depósitos; aumentou a cobertura da Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) de 40 mil para 100 mil dólares; autorizou o acesso das instituições que recebiam depósitos, incluindo as S&L a recorrer a" janela de crédito" da Reserva Federal em caso de problemas de liquidez; e suprimiu as "leis anti-usura" ainda existentes nos Estados e que fixavam limites aos juros cobráveis nos empréstimos hipotecários residenciais; 2) Em 1982, já na Administração Reagan, o secretário do Tesouro impulsionou a apresentação e passagem no Congresso da Grahaarn-StGerman

Depository Institutions Act que alterou em particular o enquadramento regulatório das S&L, que passaram a poder oferecer crédito a empresas e a agricultores desde que não ultrapassassem os 10% dos seus activos, e sobretudo autorizou-as a investir em projectos de imobiliário não residencial comercial até um limite entre 20 a 40% dos activos; e criou um programa de assistência financeira ás S&L que estivessem perigosamente subcapitalizadas pelo qual o

Federal Savings and loans Insurance Corp (FSLIC) e a FDIC comprariam certificados de capital das instituições com racios networth/asset inferiores a 3%, que seriam redimidos quando as instituições readquirissem "saúde financeira"

7.3.2.A Crise da Divida das Economias em Desenvolvimento e os Money Center Banks - Em

12 de Agosto de 1982 o México anunciou que não estaria em condições de pagar os juros da sua

dívida externa de 80 biliões de dólares39, quase toda expressa na moeda dos EUA. A situação

continuou a deteriorar-se e no final de 1982 aproximadamente 40 países estavam com atrasos no pagamento dos juros e em Outubro de 1983 já 27 países, dos quais 16 da América Latina, com dívidas totais de 239 biliões de dólares, tinham reescalonado a sua dívida ou estavam em

39 Em Julho de 1982 ocorrera já uma crise bancária nos EUA quando o FDIC decidiu o encerramento do Penn

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processo de o fazer. Desenhava-se entretanto a possibilidade de outros países fortemente endividados seguirem o seu exemplo. Cálculos feitos na altura estimavam em 500 biliões de dólares o conjunto de empréstimos que os sindicatos dos maiores bancos mundiais, liderados pelos bancos norte americanos e britânicos haviam feito aos países em desenvolvimento com grande potencial de matérias primas e energia e às economias em rápida industrialização, reciclando desse modo os petrodolares que os produtores da OPEP acumularam após os aumentos de preços de 1974 e 19787). Estes sindicatos organizaram uma rede de interdependências entre o conjunto de grandes bancos que os integravam a todos, e nos quais se distinguiam o City Bank e o Chase Manhattan ou o Barclays e o National Westminter, sem que fosse possível determinar com rigor qual a exposição total de cada um à dívida externa dos países em desenvolvimento e industrialização, correndo-se assim o risco de uma reacção em cadeia que ameaçava destruir o centro do sistema bancário mundial, se se assistisse a uma sucessão de suspensões de pagamentos de juros por parte dos principais devedores da América Latina, Ásia e países do bloco soviético. O default do México desencadeou uma crise financeira de grandes proporções atingindo o centro do sistema financeiro dos EUA e do Reino Unido cujos bancos mais internacionalizados em pouco tempo se encaminharam para uma situação de

insolvência. Recorde-se que só os quatro maiores devedores latino americanos (México, Brasil,

Venezuela e Argentina) deviam aos grandes bancos comerciais do mundo 176 biliões, ou seja, quase 74% do total da dívida do terceiro mundo, e destes, 37 biliões eram devidos aos oito maiores bancos dos EUA, sendo equivalentes a 147% do seu capital e reservas na altura. Ou seja, sete ou oito dos 10 maiores e mais internacionalizados dos bancos comerciais dos EUA poderiam na altura ser declarados insolventes se tivessem que reflectir no seu balanço as perdas que resultavam do default dos devedores da América Latina.

No princípio da década de 80 os maiores bancos dos EUA (os já referidos Money Centere Banks - Bank of America, Bankers Trust (New York), Chase Manhattan (New York), Chemical Bank

(New York), Citicorp (New York), First Chicago (Chicago), Manufacturers Hanover (New York?) e JP Morgan (New York)) estiveram em risco de declarar falência. No resto da década de 80 a concessão de novos empréstimos aos países em desenvolvimento caiu acentuadamente, preocupando-se os bancos em reduzir e reescalonar a dívida existente. Nos anos que se seguiram a 1983 as operações de reescalonamento de dívida e os apoios internacionais aos países em dificuldades aliviaram um pouco a situação. Mas as autoridades reguladoras do sistema bancário dos EUA não exigiram que os bancos mais atingidos pela crise da dívida dos países em desenvolvimento fossem obrigados a reconhecer os prejuízos que enfrentariam com o

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reescalonamento da dívida e a constituir de imediato as vultuosas reservas necessárias para cobrir esses prejuízos. Fizeram-no para evitar um pânico e uma crise generalizada no sistema financeiro dos EUA e do mundo desenvolvido. Os principais bancos foram assim autorizados a

manter a ficção do valor facial dos empréstimos à América Latina nos respectivos balanços40.

Em 1984 a crise do Continental Illinois de Chicago, o décimo maior banco dos EUA, na sequência da falência do banco regional Penn Square esteve em vias de precipitar uma crise generalizada de confiança em todo o sistema bancário dos EUA.(ver Caixa). Tendo em conta esta prudência das autoridades monetárias e dos reguladores financeiros dos EUA podemos identificar duas fases iniciais na resposta à crise financeira associada à dívida dos países em

desenvolvimento41. Na primeira fase que decorreu entre 1982 e 1984, a avaliação da situação

feita pelos EUA e pelas organizações financeiras internacionais foi a de que os países devedores tinham problemas graves de liquidez mas permaneciam solventes e que, por isso, era concebível uma normalização da sua situação desde que contassem com apoios em termos de liquidez e de incentivos ao ajustamento interno, normalização que lhes permitiria em seguida regressar aos mercados. Seguindo uma orientação pela qual a intervenção das instituições públicas multilaterais ou nacionais não deveria nunca substituir-se ao desejável papel dominante do financiamento privado. Nesse período, a resposta à crise da dívida externa incluiu três elementos: 1) assistência do FMI aos países devedores reorientando a actuação do Fundo das discussões sobre o seu papel no fornecimento de liquidez à economia mundial para a intervenção nas crises de balanças de pagamento, mediante a concessão de créditos de emergência condicionados a um conjunto de reformas estruturais que reforçassem a abertura das economias e a sua competitividade futura e reduzissem o peso do Estado, de acordo com o que posteriormente se haveria de designar por Washington Consensus; 2) O reescalonamento em vários anos da dívida de curto prazo de forma a adiar o pagamento de juros e a amortização do capital em dívida até que as maiores dificuldades, da conjuntura internacional e internas, fossem ultrapassadas; e 3) A concessão concertada de créditos (o “involuntary lending”, como foi designado) para impedir in

extremis que países devedores se atrasassem no cumprimento dos pagamentos.

40 Só quase uma década depois, quando as economias do terceiro mundo começavam a recuperar é que os bancos

“limpariam “ o crédito mal parado dos seus balanços.

41 Com a crise de 1929 bem presente, e tendo em conta a necessidade de evitar a todo o custo o erro de contracção

da massa monetária que a Reserva Federal então aplicara, Paul Volker, no inicio de 1982 começa a dar sinais de mudança de política apontando a necessidade de uma intervenção nos mercados cambiais para travar a subida imparável do dólar e para uma gestão mais flexível da oferta de moeda que se traduziu no abandono, ao fim de três anos, do Target Money supply.

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CONTINENTAL ILLINOIS – ATINGIDO PELO RECESSO DAS VAGAS DAS MATÉRIAS-PRIMAS