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1. PAZARLAMA İLETİŞİMİ VE REKLAMCILIK

1.6. Televizyon Reklamcılığı

1.6.1 Televizyon Reklam Türleri

O registro escrito das primeiras impressões de leitura era composto de respostas dissertativas a cinco perguntas, com identificação do aluno, além do título livro lido e autor. O aluno deveria primeiramente informar se fez a leitura integral da obra e durante quantas semanas participou dessa atividade. Em seguida, caso não tivesse realizado a leitura do livro todo, deveria se justificar. Perguntou-se também se sentiu vontade de reler alguma parte e se chegou a fazê-lo, explicando os motivos. Depois, era solicitado que fizesse um resumo da história e que deixasse um comentário sobre o livro (APÊNDICE C).

Ao tomarmos as fichas de leituras que haviam sido entregues pelas professoras das doze turmas, o quadro geral demonstrava uma situação bastante diversificada. Como já dito, apenas os alunos da 6ª C e das três turmas de 7ª série haviam, em grande maioria, lido o livro inteiro e preenchido as fichas dentro do prazo razoável para que se realizassem as entrevistas. Apenas na quinta semana após o início da leitura, momento em que as entrevistas começaram a ser gravadas, é que os alunos das demais turmas preencheram as fichas, porém não houve tempo, na semana que se seguiu, para a realização das entrevistas em virtude do calendário de provas finais da escola, que ocupava quase toda a grade de horários. Curiosamente, a maioria das fichas foram preenchidas na quinta semana e, no entanto, muitos alunos afirmaram terem terminado ou abandonado a leitura já na terceira semana. Isto é, houve aí um intervalo (a quarta semana) em que, em algumas turmas, não se leu nem se cumpriu nenhuma atividade do projeto.

Em vista disso, com a ausência do registro oral, ou seja, da entrevista com os alunos, definiu-se inicialmente a exclusão das turmas da 5ª série, das 6as A e B e de todas as oitavas séries, para a constituição do corpus de análise. No entanto, uma leitura mais detalhada de todas as fichas revela alguns aspectos interessantes do alcance do projeto e da maneira como alguns problemas de organização afetaram nos resultados quantitativos.

O quadro abaixo procura mapear a situação geral, apresentando o número de alunos de cada turma, o número de fichas marcadas (preenchidas ou com inscrições inconclusas), as fichas completas (com os campos preenchidos de modo satisfatório), e as fichas incompletas (excluía-se, por exemplo, aquelas que traziam um resumo da história que se tratasse de mera cópia de uma parte da história).

Tabela 1: Fichas de leitura

Turmas Nº de alunos Fichas marcadas Completas Incompletas 5ª A 32 29 14 15 5ª B 30 25 7 18 5ª C 31 25 17 8 6ª A 31 27 23 4 6ª B 30 14 8 6 6ª C 30 26 23 3 7ª A 36 26 16 10 7ª B 34 30 24 6 7ª C 30 24 16 8 8ª A 33 23 10 13 8ª B 38 0 0 0 8ª C 35 0 0 10

Em termos percentuais, notamos uma realidade bastante heterogênea, como podemos visualizar no gráfico abaixo.

Outra análise, considerando o número de alunos que afirmam ter lido o livro integralmente e o tempo que levaram para fazer isso, revela desníveis semelhantes. Reunindo esses dados ao tempo que cada aluno das turmas levou para concluir ou abandonar a leitura, temos os seguintes resultados.

Gráfico 2: Leitura integral das obras

Gráfico 3: Tempo dedicado à leitura, em semanas

Observação: A diferença resultante do cruzamento dos dois dados, na 5ª A e na 5ª C, corresponde ao número de alunos que não responderam em que semana terminaram ou abandonaram a leitura.

Nas quintas séries, as fichas estavam preenchidas, mas revelavam que grande parcela das crianças não havia lido o livro por completo, mesmo transcorridas já cinco semanas, ou então afirmavam terem lido inteiro sem que fossem capazes de elaborar um breve resumo da história; copiavam um fragmento do texto ou dos paratextos (contracapa, por exemplo). Dentre esses alunos menores, muitos apresentavam respostas padronizadas, o que sugere certa displicência com a atividade, copiando de um colega a resposta ou reproduzindo alguma dica ou explicação da professora. Havia na ficha, e as professoras foram orientadas sobre isso, um claro incentivo à sinceridade, de modo que o aluno se sentisse à vontade para confessar não ter lido o livro ou não ter gostado, mas nas quintas séries parece que isso não foi levado em conta, tanto por parte dos alunos quanto das professoras, o que demandou certo cuidado na leitura das fichas para que não se reproduzissem resultados falseados.

Nas oitavas, o quadro era ainda mais peculiar, principalmente, como vimos, por terem sido as turmas que mais sofreram com a troca de professoras. Apenas na 8ª A havia algumas fichas preenchidas, porém nelas via-se o mesmo problema das leituras não concluídas. Mas com um dado interessante: os alunos foram plenamente sinceros e utilizaram da ficha para manifestarem-se contra a ideia de ler em sala de aula, queixando-se das conversas que desconcentravam, da falta de conforto, ou do próprio livro (Capitães de Areia, Jorge Amado), que para alguns não despertou interesse. Nas demais turmas de oitava série, as fichas estavam todas em branco ou apenas com identificação do aluno.

O resultado positivo na 6ª série A, em termos de leitura integral (65%) e de apreciação da leitura (muitos afirmaram terem gostado d’A Marca de uma Lágrima, de Pedro Bandeira), esbarrou com a questão prática dos prazos e, tendo concluído a leitura apenas na quinta semana, foi impossível, infelizmente, realizar a entrevista com esses alunos. É a turma em que, como já relatado no capítulo anterior, a professora interrompeu a leitura para privilegiar a preparação para o SARESP. O mesmo ocorreu na 6ª B, onde a leitura praticamente não foi retomada e pouquíssimos alunos chegaram até o fim da obra. Ainda que pertencesse à mesma professora da 6ª A, vemos em ambas as turmas resultados muito díspares.

Nas quintas séries B e C, cujas aulas de LPT também eram ministradas pela docente mencionada acima, os dados apresentam contrastes semelhantes (quanto à leitura integral: 10% contra 52%, respectivamente). Na 5ª A, a outra docente faltou durante as três semanas seguidas em que a leitura deveria acontecer, de modo que o projeto foi conduzido por professoras eventuais e os resultados se mostram igualmente insatisfatórios.

Em síntese, no que diz respeito a esses dados quantitativos, a turma que demonstrou melhor desempenho foi a 6ª C: 67% dos alunos leram o livro inteiro, dos quais quase todos concluíram ainda na terceira semana.

Nas turmas das sétimas séries encontramos valores positivos no preenchimento das fichas (74% das fichas marcadas estão completas, representando mais da metade do número de alunos de cada turma) e resultados medianos na leitura integral: 43%, em média, dos alunos das três turmas. Sobre o fato de terem terminado a leitura na quarta semana, principalmente a 7ª B, e boa parte dos alunos da 7ªA, é devido às trocas de professoras que relatamos há pouco. Em uma das turmas, a professora recém-chegada não foi informada sobre o projeto e, mesmo sob o pedido dos alunos, durante a terceira semana os livros não foram levados para a sala nas aulas de LPT, apenas por mim nas aulas de LP, até que se resolvesse o problema de comunicação.

Mas, sobretudo pelo fato de ter realizado as entrevistas nas três sétimas séries, os dados quantitativos dessas turmas, ainda que abaixo do esperado, indicam a possibilidade de um estudo mais cuidadoso da recepção, pois permitem a comparação de três realidades distintas na leitura de uma mesma obra. Além disso, a entrevista tende a compensar o que falta mostrada nas fichas, visto que aquele aluno que deixou seu registro escrito incompleto, ou mesmo que não o tenha feito, não estava impedido de se manifestar oralmente (às vezes era assim que ele se desempenharia melhor); e mesmo o aluno que não tenha lido o livro integralmente está sujeito identificação com as personagens e pode deixar impressões válidas para nossa análise.

Por essa razão, privilegiando a comparação dos dados qualitativos extraídos das fichas e das transcrições das entrevistas, decidiu-se, por fim, pela exclusão da 6º C do corpus de nosso estudo. Não temos dúvida de que, caso na 6ª A houvesse sido feita a entrevista, a aproximação dos dados dessas duas turmas poderia resultar em conclusões interessantes, pois nelas o número de alunos alcançados foi bem superior às sétimas séries. Mas acreditamos que esses indicadores quantitativos já são suficientes para se concluir que, dada a dimensão do projeto, eram previstos produtos variados, cujos denominadores estão afetados por diferentes injunções: as condições sociais, políticas, pedagógicas e metodológicas da relação professor/aluno em cada uma das turmas nunca são as mesmas. O comprometimento de cada docente varia e o dos alunos, também; a falta de apoio da escola, na dificuldade em disponibilizar o tempo de formação para os docentes envolvidos ou em lidar com o problema das ausências e trocas dos professores, é sem dúvida uma questão de política educacional importante (além de algumas fragilidades da máquina estatal que permite

essas ausências ou, às vezes, até colabora com as trocas, como foram os casos das mudanças na contratação em pleno período letivo e da impossibilidade de se atribuírem as aulas daquela docente que se encontrava afastada).

Assim o corpus ficou constituído das 59 fichas de leitura das 7as A, B e C (excluímos, então, aquelas consideradas incompletas) e as transcrições das entrevistas com os alunos das três turmas.