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3. GENEL OLARAK CENNET VE CEHENNEM

1.2. Tasavvuf Bağlamında Cennet ve Cehennem

1.2.2. Tasavvufî Açıdan Cehennem ve Azabı

Segundo Noronha e Turchi (2002), o ramo calçadista pode ser dividido em cinco grandes setores: calçadista, curtumes, componentes, máquinas e equipamentos, artefatos de couro. Ainda integram essa cadeia as empresas de frigorífico e pecuária. Todas essas empresas que compõem a cadeia são, em sua maioria, formadas de capital nacional.

3.1.1 O Setor Calçadista

Segundo Antunes, Piccinini e Silva (2000), a indústria brasileira de calçados passou por dois fortes períodos de dinamismo, alternada com períodos de estagnação. Os dois períodos de dinamismo foram os anos de 1880 e 1890, quando havia abundância de matéria- prima e um mercado interno forte tanto regional como nacional. Já em 1920 e 1960, o setor passou por uma forte estagnação. E a partir de 1968, o setor começou a se desenvolver e com isso teve um novo crescimento, tudo devido a incentivos.

A indústria de calçados de couro no Brasil se caracteriza por ter uma tecnologia madura, mais tradicional, um uso intensivo de mão-de-obra, o que justifica os baixos investimentos em máquinas e equipamentos. Segundo Hiratuka e Garcia (1997), a estrutura produtiva calçadista se caracteriza por uma descontinuidade, ou seja, o fluxo de produção ocorre em estágios bem distintos. Sendo que esses estágios são cinco: modelagem, corte, costura, montagem e acabamento.

Na etapa da modelagem é realizada a concepção do calçado. É nessa etapa que o estilista idealiza o produto final, considerando para isso tendências de mercado e de moda. Ele ainda determina que materiais deverão ser utilizados, definindo os modelos e as formas que os sapatos tomarão. Até hoje, as empresas calçadistas utilizavam, para a concepção dos calçados, o pantógrafo, onde se fazia a escala e o corte da cartolina para os modelos. Mas agora, elas utilizam equipamentos de Computer Aid Design (CAD) bi e tridimensionais, a partir de cujas informações estruturais criam-se os modelos, o que facilita na modificação de dados e permite uma precisão no molde.

Na etapa de corte, a matéria-prima, que é couro, tecidos e demais compostos, é preparada de acordo com as determinações que vieram do departamento de modelagem. Nessa etapa, o corte dos materiais é feito através de facas e balancis. Já processos mais avançados utilizam corte a laser ou jato de água.

Depois da etapa de corte, as peças são unidas na etapa da costura e do pesponto. Para isso, existem máquinas especiais, cujas costuras têm um controle numérico, que são de utilização exclusiva para alguns tipos de costura e de produto. Nessa etapa o trabalho é predominantemente manual.

Por último, o calçado passa para a etapa de montagem, na qual o cabedal é unido ao solado. Para essa união se utiliza as mais diversas formas de costura, prensagem ou colagem. É também nessa etapa que o salto, biqueira e palmilha são colocados. E para finalizar, o calçado passa para a etapa do acabamento, quando o calçado é desformado e passa por retoques finais: forro, pintura e encerramento. Isso pode ser visto na figura a seguir.

Figura 7: Processo Produtivo

Fonte: Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (2008)

A indústria calçadista apresenta uma concorrência inter-empresarial e uma participação expressiva na exportação brasileira. Logo, de acordo com Correa (2001), o ramo coureiro-calçadista tem muita importância para o Brasil, não só pela geração de empregos, mas também pelo volume de exportações que gera. Ele é formado por 450 curtumes, seis mil empresas de calçado, 1100 produtores de componentes para calçado, 2300 empresas de artefatos de couro e 110 fabricantes de máquinas e equipamentos.

3.1.2 O Setor Coureiro

O setor coureiro está formado por empresas de pequeno porte em sua grande maioria, apesar disso, ele tem gerado 65 mil empregos por ano, sendo dos quais, apenas 27.821 formais. O que permite concluir que a maioria dos empregados trabalha de forma informal,

justamente porque ainda existem curtumes artesanais que aceitam esse tipo de situação (CORREA, 2001).

De acordo com Correa (2001), conforme a etapa do couro, esses curtumes podem ser divididos e classificados em:

a) curtume wet blue (couro não acabado): desenvolve somente o processamento do couro cru em wet blue;

b) curtume integrado (processa couro wet blue, couro semi-acabado e couro acabado) realiza todas as etapas, processando desde o couro cru até o couro acabado;

c) curtume acabado: usa como matéria-prima o couro wet blue, transforma-o em couro crust (semi-acabado), e então, em couro acabado;

d) curtume de acabamento: apenas transforma o couro crust em couro acabado.

3.1.3 O Setor de Componentes

O setor de componentes é formado por 1.100 empresas de diversas atividades, como: têxteis, metais e acessórios, fôrmas e matrizes, solados, produtos químicos para calçados, outros acessórios e não-tecidos. Essas empresas têm um porte micro ou pequeno, gerando em média 100 empregos diretos (CORREA, 2001).

O Estado do Rio grande do Sul concentra a maior parte dessas empresas, o que representa 52% do total brasileiro. Já São Paulo aparece na segunda posição, com 215 empresas, 20% do total. E a Bahia está na terceira posição, com apenas 10% do total (CORREA, 2001).

3.1.4 O Setor de Máquinas e Equipamentos

O setor de máquinas e equipamentos caracteriza-se por ter empresas com perfis distintos, conforme o segmento a que se destinam. É constituído por micro e pequenas

empresas, muito consolidadas, porque elas têm mais de 50 anos de fundação, sendo localizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (CORREA, 2001).

Com os problemas enfrentados pelas indústrias desse setor nos anos 90, com a valorização do câmbio e a abertura do mercado, muitas empresas fecharam, outras se reestruturaram buscando de alguma forma sobreviver a todas essas dificuldades.

3.1.5 O Setor de Artefatos de Couro

De acordo com Correa (2001), esse setor é formado por 2300 estabelecimentos que juntos geram anualmente, conforme RAIS-MTE (2001 apud CORREA, 2001), 25 mil empregos formais, apesar de serem formados por micro e pequenas empresas.

Essas empresas têm enfrentado sérios problemas devido ao crescimento do surgimento de materiais substitutos do couro de valores muito inferiores. Essas empresas estão localizadas, em sua maioria, em São Paulo, depois Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro (CORREA, 2001).