faixa etária de 3 anos e meio. 20 crianças na faixa etária de 4 anos 25 crianças na faixa etária de 5 anos 25 crianças na faixa etária de 6 anos
Quadro 2 - nº de crianças por nível: 2004 - matutino
ANO DE 2004 – TURNO VESPERTINO
NÍVEL I NÍVEL II NÍVEL III NÍVEL IV
15 crianças na faixa etária de 3 anos e meio 20 crianças na faixa etária de 4 anos 25 crianças na faixa etária de 5 anos 25 crianças na faixa etária de 6 anos.
Quadro 3 - nº de crianças por nível: 2004 vespertino
ANO DE 2005 – TURNO MATUTINO
NÍVEL II A NÍVEL II B NÍVEL III NÍVEL IV 15 crianças na faixa etária de 4 anos 20 crianças na faixa etária de 4 anos 25 crianças na faixa etária de 5 anos 25 crianças na faixa etária de 6 anos
Quadro 4 - nº de crianças por nível: 2005 matutino
ANO DE 2005 – TURNO VESPERTINO
NÍVEL I NÍVEL II NÍVEL III NÍVEL IV
15 crianças na faixa etária de 3 anos e meio 20 crianças na faixa etária de 4 anos 25 crianças na faixa etária de 5 anos 25 crianças na faixa etária de 6 anos.
Quadro 5 - nº de crianças por nível: 2005 vespertino
Considerando que no ano de 2005, a demanda de crianças com 3 anos e meio foi menor que a de crianças com mais de 4 anos. A turma de nívelI, do turno matutino foi substituída por uma turma de nívelII.
Ainda em relação à caracterização dessas crianças apresentada abaixo, a mesma foi realizada a partir da análise das respostas de 164 pais as fichas de caracterização. Não foram analisadas as 170 fichas, porque 6 fichas continham muitas informações incompletas, por se tratar de crianças vindas do
interior para morar com outros familiares, que não dispunham de todas as informações necessárias.
Após a análise e tabulação dos dados dessas 164 fichas, foi possível saber que 77 crianças são do sexo masculino, enquanto 87 são do sexo feminino. Dessas crianças, 60% moram com os pais, 15% só com a mãe, 5% com a mãe e o padrasto, 12% com a mãe e os avós, e os 8% restantes com tias, avós e/ou outros adultos, sejam da mesma família consangüínea, ou não. Esses dados nos levam a compreender que estas crianças fazem parte de várias estruturas familiares diferentes, com a predominância da chamada família nuclear, composta por pai, mãe e filhos.
Em relação ao número de irmãos, 15% dessas crianças não tem irmãos; 38% possui apenas 1 irmão, 32% entre 2 e 3 irmãos; e os outros 15% possuem entre 4 e 7 irmãos. Estes dados nos surpreenderam, na medida em que mostraram, diferentemente do que geralmente acontece nas chamadas famílias das classes populares, um número pequeno de irmãos nessas famílias, considerando que apenas 15% das mesmas possuem 4 ou mais filhos; o que contribui para que 45% dessas crianças morem em casas com até 4 pessoas no máximo; 38% morem com 5 a 7 pessoas, e apenas 17% residam com mais de 7 pessoas na mesma casa.
Ainda com o objetivo de conhecer melhor as crianças com as quais iríamos trabalhar, a ficha de caracterização mostrou que 95% delas brincam/convivem e interagem com outras crianças; 68% fazem isso dentro da própria casa, enquanto 13% brincam na rua e 19% brincam e interagem com crianças em outros ambientes, diferentes da casa e da rua. No tocante ao lazer de final de semana, 58% dessas crianças freqüentam a praia, 29% ficam em casa, 5% vão à igreja e os outros 10% passeia, visita parentes e viaja .
È importante frisar que o alto número de crianças que freqüentam a praia no final de semana deve-se ao fato do bairro aonde residem está localizado numa praia, que muitas vezes, é também o meio de subsistência da própria família, já que a grande maioria trabalha e vive em função de atividades, formais ou informais, realizadas nessa praia que possui um fluxo turístico muito grande, sendo um dos principais cartões postais da cidade.
Vamos agora, a partir também da análise e tabulação da ficha de caracterização, conhecer um pouco mais as mães e os pais dos nossos alunos.
Vamos caracterizar mãe e pai separadamente porque foi assim que foi perguntado na ficha, e não foi possível analisar em conjunto.
Das mães que responderam a ficha, 75% se apresentaram como católicas; 17% como evangélicas e as 8% restantes como outras religiões ou não professando nenhuma religião. Em relação ao grau de instrução, 12% se disseram analfabetas, 28% como tendo cursado entre a 1ª e a 4ª série; 29% como tendo cursado entre a 5ª e a 8ª série; 7% como tendo o ensino médio incompleto; 6% como tendo concluído o fundamental; 8% como tendo concluído o Ensino Médio e os outros 10% não souberam informar o grau de escolaridade, embora não se declarassem analfabetas. Uma mãe declarou ter o curso superior completo.
Dando continuidade a caracterização das mães, em relação a profissão; 44% se apresentaram como sendo do lar, trabalhando apenas em casa e cuidando dos filhos; 23% se disseram empregadas domésticas, faxineiras e diaristas; 8% trabalham em hotéis, bares ou restaurantes, como cozinheiras ou auxiliares de cozinha. As 25% restantes se colocaram como artesãs, ambulantes, garçonetes, camareiras, ASGs, manicures e outras profissões que podem ser chamadas de liberais, pela ausência de vínculo empregatício, já que são exercidas mais no chamado período de veraneio, pela presença maior de turistas e visitantes na praia do bairro no qual residem, e nos estabelecimentos comerciais ao redor da mesma.
Em relação à caracterização dos pais dos alunos, das 164 fichas respondidas, apenas 145 possuem informações sobre os pais, as 18 restantes foram respondidas por pessoas que não tinham essas informações, ou eram fichas de crianças em cujo registro não constava o nome do pai. Nas fichas respondidas, em relação à instrução, vamos encontrar que, 4% são analfabetos; 10% se consideram alfabetizados – escrevem o nome; 36% cursaram entre a 1ª e a 4ª série; 30% entre a 5ª e a 8ª série; 3% possuem o Ensino Médio incompleto; 3% concluíram o Ensino Fundamental e 5% o Ensino Médio; os outros 9% não informaram e um pai disse ter o curso superior.
Em relação à profissão, 15% dos pais trabalham na construção civil, como pedreiros e/ou auxiliares de pedreiro; 10% são zeladores, eletricistas e funcionários públicos; 18% se colocam como autônomos, exercendo as profissões de ambulante e artesão, dentre outras; 13% são garçons,
cozinheiros e/ou auxiliares de cozinha; os outros 44% restantes não possuem profissão fixa, ficando desempregado e/ou subempregado. É importante frisar que esses subempregos aparecem principalmente no período de veraneio, quando a praia – vizinha ao bairro em que habitam, fica repleta de turistas, oferecendo oportunidades de trabalho, mesmo que temporárias.
Finalizando este capítulo, é importante dizer que estes dados construídos, principalmente a partir das fichas de caracterização, foram fundamentais para nortear todo o trabalho que realizamos com as crianças e suas famílias.
No início do ano letivo, cada professora ficava com as fichas dos seus alunos por um período de aproximadamente 30 dias, consultando-as e fazendo registros quando necessário. Após esse período, as fichas eram guardadas no armário da sala da coordenação e secretaria, onde, tanto as professoras, quanto a equipe técnico-administrativa-pedagógica tinha acesso as mesmas sempre que se fazia necessário e, primordialmente, quando ia se discutir especificidades de alguma criança e/ou família.
Vamos agora, retomar a concepção de criança, Instituição de Educação infantil e família que norteia a nossa proposta de trabalho, procurando, no próximo capítulo, fazer um resgate histórico das mesmas, até situá-las na contemporaneidade, por acreditarmos que esse resgate vai contribuir com o trabalho que nos propomos a realizar, considerando que, sendo concepções historicamente construídas, é preciso que as conheçamos para que possamos compreender melhor as nossas crenças, posturas e práticas, sabendo que, conforme aponta Weisz (2001), cada uma delas é norteada por uma concepção que a sustenta, ressaltando assim a grande relação entre teoria e prática.
Dessa forma, prosseguindo na construção dos caminhos a serem trilhados, vamos retomar um pouco o passado, procurando no mesmo alguns elementos para construir o futuro.