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Ücretin Hesaplanması

Belgede Mecelle'de iş akdi (sayfa 118-129)

A) Ücret Ödeme Borcu

2. Ücretin Hesaplanması

No tocante as funções dessas duas instituições na sociedade atual, considerando algumas discussões já iniciadas, principalmente no que diz respeito às novas demandas formativas que a sociedade impõe à escola na atualidade, bem como á todas as transformações pelas quais a família vem passando no seio dessa mesma sociedade, o que nós inferimos é que, realmente, as funções dessas duas instituições não devem ser tão diferentes, nem mesmo tão separadas ou dissociadas, mas complementares.

Embora, seja importante relembrar que, no tocante aos processos de ensino e aprendizagem do saber sistematizado, a tarefa é, prioritariamente, da escola, cabendo a família porém, no intuito de complementar esse trabalho da escola, ajudar e incentivar os filhos em casa, criando horários e momentos de estudo, bem como valorizando a escola e o conhecimento.

Ambas precisam assumir e discutir, em conjunto, as reais condições de cada uma delas para atender aos interesses e necessidades das novas gerações, visando à integração das mesmas na sociedade, ou seja, cada escola, juntamente com as famílias dos seus alunos, precisa refletir sobre a colaboração efetiva que pode estar oferecendo para a socialização/integração do indivíduo no contexto social do qual faz parte, pois:

Assumir um trabalho de acolhimento às diferentes expressões e manifestações das crianças e suas famílias significa valorizar e respeitar a diversidade. Cada família e suas crianças são portadoras de um vasto repertório que se constitui em material rico e farto para o exercício do diálogo, aprendizagem com a diferença, a não discriminação e as atitudes não preconceituosas. (BRASIL, 1998. Vol I, p. 77).

Que homem precisamos formar? Não para atender aos interesses da sociedade, no sentido de reproduzir o modelo social vigente, que é muito excludente, mas no sentido de modificar, de mudar o que está posto, objetivando a formação de uma sociedade mais igualitária e justa. Entendemos que é dessa forma, observando os interesses e necessidades dos sujeitos alunos, e envolvendo as famílias nessa discussão, que a escola vai deixar de ser “transmissora de ideologias dominantes”, para se tornar agente de mudanças sociais efetivas.

Em relação à segunda problematização que norteou nossos estudos, entendemos que, durante todo o percurso, ficou muito claro que escola e família precisam caminhar juntas. Diante da grande demanda que se apresenta para a escola hoje, de todas as mudanças pelas quais a família vem passando, bem como pelas próprias falas de gestoras, professoras e famílias por nós entrevistadas, não se pode mais conceber que as duas instituições responsáveis pela formação das novas gerações, não se unam em torno desse ideal.

Portanto, buscar em conjunto diretrizes educativas comuns, que possibilitem ao indivíduo uma reflexão e atuação crítica e responsável, objetivando tornar o mundo globalizado menos excludente e mais igualitário, deve ser o grande objetivo da escola e da família hoje.

As possibilidades para o fortalecimento dessa relação, principalmente no tocante ao que cabe a escola, segundo o que aponta a nossa pesquisa, são muito

grandes, basta apenas que haja uma compreensão da relevância dessa relação, e que se inicie um processo de conscientização de todos os que fazem a escola, para que se discuta em conjunto estratégias que venham a fortalecer essa questão. No que diz respeito ao que a escola deve fazer para fortalecer sua relação com a família do aluno, o primeiro passo é entender e aceitar que a família pode contribuir com o processo formativo dos filhos e que ela – escola, não consegue dar conta sozinha das demandas que as transformações sociais estão lhe cobrando:

Cabe, portanto, às instituições estabelecerem um diálogo aberto com as famílias, considerando-as como parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil. (BRASIL, 1998. Vol I, p. 76).

A família também, pelas bruscas mudanças que tem vivenciado na sua estrutura, precisa reconhecer na escola a sua grande aliada no processo educativo dos seus filhos, buscando se unir a ela para melhor desempenhar essa tarefa.

Depois de todo o percurso aqui analisado, compreendemos que essa relação é possível: compreensão da relevância desse entendimento, união em torno desse objetivo e boa-vontade para colocar as idéias em prática, foi o caminho trilhado pelo Centro Pré-escolar pesquisado, com resultados positivos.

Quando falamos em resultados, não estamos entendendo que chegamos ao final do percurso, mas que conseguimos iniciá-lo.

Aumento na frequência dos alunos, uma média de mais de 50% de presença dos pais nas reuniões, maior interesse e participação dos pais nas atividades dos filhos, reconhecimento, por parte dos pais, de que os filhos aprenderam muito na escola, opinião favorável, da grande maioria dos pais entrevistados, em relação ao trabalho desenvolvido pela escola, reconhecimento das gestoras e das professoras de que houve uma melhoria no relacionamento da escola com a família, são, para nós, indícios seguros de que o trabalho realizado foi positivo.

Olhando novamente para as entrevistas dos pais, percebemos que as opiniões - em relação á forma como são recebidos e tratados na escola, a segurança que a escola oferece as crianças, a fala clara e compreensível com que as pessoas da escola (gestoras, professoras e funcionários), se dirigem aos pais, a preocupação da escola em melhorar sempre o trabalho com a criança, solicitando a opinião dos

pais; demonstram uma coerência, uma unidade que nos permite inferir que o trabalho realizado está sendo realmente positivo.

Assim sendo, entendemos que o objetivo maior desse nosso estudo: “refletir sobre ações e estratégias realizadas pela escola, que possam contribuir para o fortalecimento da relação dessa instituição com família do aluno” foi alcançado, considerando, obviamente, todas as questões já elencadas no início dessas considerações.

Compreendemos que esses dois estudos apontam na direção de que:

[...] quando se estabelece uma relação construtiva baseada em objetivos compartilhados, no respeito mútuo e no conhecimento do que o outro proporciona no processo educativo, cria-se um contexto mais favorável à aprendizagem do aluno, tanto na escola como na família. (MARCHESI & MARTÍN, 2003, p.128)

Dessa forma, acreditando na relevância de uma relação participativa entre famílias e instituições educativas, e a partir de alguns estudos já realizados sobre esta temática, bem como das pesquisas efetuadas na especialização e no mestrado, defendemos algumas teses que são importantes de serem lembradas, e que, com certeza, serãoconsideradas no trabalho que nos propomos a empreender agora:

• É possível estabelecer uma boa relação entre a escola e a família, apesar das dificuldades a serem enfrentadas.

• Cabe a escola dá o primeiro passo em busca de fortalecer a sua relação com a família do aluno.

• Uma boa relação entre a família e a instituição de educação infantil é fundamental para a aprendizagem e o desenvolvimento da criança.

• A escola e a família, embora possuindo funções específicas, possuem também funções que podem ser compartilhadas.

• A família, tenha ela a estrutura que tiver, é fundamental no processo formativo das suas crianças.

• Precisamos ter um olhar para a relação que se estabelece no interior das famílias e não para as estruturas que elas apresentam.

• Escola e Família são instituições historicamente construídas.

• Chegar a um consenso em torno do horário mais adequado para fazer uma reunião de pais, considerando a opinião dos próprios pais, é um passo muito importante para se conseguir a adesão e comparecimento dos mesmos a escola.

Entendemos pertinente ressaltar também que, ampliar os espaços de interação entre escola e família, possibilitando que estas duas instituições compartilhem ações de cuidado e educação, significa uma grande contribuição para o processo formativo das crianças pequenas, principalmente neste momento de busca de novos paradigmas para um mundo em permanente transformação.

Partindo destes postulados, e conscientes de que uma relação dessa natureza é uma construção coletiva, com avanços e recuos, idas e vindas, acertos e equívocos, vamos apresentar a experiência que conseguimos realizar buscando construir num Centro Municipal de Educação Infantil, que dirigimos durante dois anos, uma relação com a família que objetivasse compartilhar as ações de cuidado e educação das crianças que estavam sob a nossa responsabilidade.

Compartilhamento esse que só entendemos possível, através da sistematização de um trabalho educativo junto ás famílias, pautado, principalmente, no diálogo e na interação entre as pessoas que compõem estas duas grandes instâncias formativas da nossa sociedade.

Dessa forma, considerando a grande contribuição desses caminhos já percorridos, para a ampliação/aprofundamento dos novos caminhos a serem construídos, vamos prosseguir na descrição reflexiva da nossa experiência.

Belgede Mecelle'de iş akdi (sayfa 118-129)