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Haksız Fesih ve Tazminatlar

Belgede Mecelle'de iş akdi (sayfa 161-178)

Das reuniões realizadas com as famílias, vamos nos deter na análise da 1ª reunião do ano de 2004 e da última reunião do ano de 2005, por compreendermos que as mesmas nos apontam vários elementos para reflexão sobre o nosso trabalho.

Na primeira reunião do ano de 2004, realizada, conforme já colocado anteriormente, com o objetivo de conhecer as famílias com as quais iríamos trabalhar, bem como de apresentar a Instituição a estas famílias, um dos aspectos que mais chamou a nossa atenção, foi o elogio das mesmas a reforma que tinha sido realizada no espaço físico da Instituição. Os pais, que conheciam o espaço que, como já dissemos, era ocupado por uma escola particular, conveniada com a Prefeitura, deram os seguintes depoimentos quando se depararam com a reforma que havia sido feita:

9 ah! Agora sim o espaço está mais seguro para as crianças: posso deixar meu filho sem medo!

9 Vocês se preocuparam com tudo: até a areinha do parque está limpinha, e tem um lugarzinho separado, onde ninguém pisa, só para as criança brincar com areia!!

9 A escola ta toda pintadinha, as cadeirinha e mesa novinha, os banheiro do tamanho dos menino, isso sim que nossos filho precisa!

9 Que diferença, nem parece o mesmo lugar: tem parque, tem brinquedo, areia limpa, sem mato!

Esses depoimentos nos mostram o quanto as famílias percebem e valorizam a organização dos espaços, a limpeza, a segurança, enfim a preocupação com o bem estar dos filhos delas. Essa foi uma das nossas primeiras preocupações: dentro dos limites possíveis, oferecidos por um espaço que não foi projetado com o objetivo de atender uma Instituição infantil, adequá-lo da melhor forma possível, objetivando atender as necessidades de cuidado e educação dessas crianças.

FOTO 26: Reunião de pais. Fonte: Arquivo do CMEICAR. Ano: 2004

Outra questão também muito elogiada pelas famílias nessa primeira reunião foi o fato de todo o corpo técnico-docente-administrativo e funcional da escola, desde a direção até o vigia e a merendeira, estarem presentes à reunião, se apresentando e se colocando a disposição delas.

As professoras também ficaram muito satisfeitas com essa primeira reunião, principalmente pelo fato dos familiares dos alunos terem reconhecido todo o esforço que foi realizado para melhorar o espaço físico da Instituição, bem como o empenho das professoras em se fazerem presentes e

participarem ativamente de todo o movimento das matrículas e arrumação do espaço interno, tornando-o o mais agradável possível.

Bassedas, Huguet & Solé (1999), chamam bastante a atenção sobre a importância dos contatos iniciais entre famílias e escolas, lembrando que os mesmos são fundamentais para o estabelecimento de uma relação mais sólida e produtiva entre essas duas instituições, principalmente no sentido de conhecer quem é esta criança, seus gostos, preferências, sentimentos:

Quando a criança ingressa na escola, por pequena que seja – e quanto maior, ainda mais – já viveu, em sua família, um conjunto de experiências transcendentes a si. Os professores e as professoras necessitam saber como é esta criança, quais os seus ritmos, que pautas de relação está estabelecendo e com que pessoas, o que lhe agrada, o que não lhe agrada, etc. Frequentemente essas informações são obtidas mediante uma entrevista inicial que serve também para marcar os primeiros contatos entre a escola e a família. (BASSEDAS, HUGUET & SOLÉ, 1999, p. 285)

No nosso caso específico esse contato inicial se deu, a partir da matrícula, com a ficha de caracterização, e dessa primeira reunião com as famílias, onde toda a equipe da Instituição se fez presente, se colocando a disposição para conhecer melhor, e dialogar com as famílias das crianças.

De nossa parte, a partir das observações e do registro das falas de familiares e professoras – algumas dessas falas já apresentadas no corpo desse trabalho; percebemos a importância desse primeiro contato com os pais, como sendo fundamental para o fortalecimento de todo o trabalho posterior. Outra questão muito relevante de ser lembrada nesse momento, é o fato de que, no início do ano, até pelo interesse das famílias em conhecer o lugar e garantir a vaga dos filhos, o comparecimento das mesmas é maior, tornando, realmente, esse momento privilegiado para o início de um processo exitoso de relação entre família e escola.

Acreditamos assim que todas essas questões já expostas apontam para a relevância de um trabalho bem estruturado e direcionado desde o início do ano letivo, desde as primeiras oportunidades de contato com as famílias, para o fortalecimento da relação da família com as instituições de Educação Infantil,

como acreditamos também que a nossa relação inicial foi muito produtiva, na medida em que abriu os caminhos para todo o processo aqui descrito.

A última reunião de pais do ano de 2005 foi escolhida para ser analisada nesse capítulo, pelo fato de ter sido um momento no qual, a grande maioria das famílias já com 2 anos de convivência na Instituição, pôde fazer uma avaliação, um balanço do trabalho realizado:

9 Eu gosto desta escola porque as crianças são bem tratadas, elas gostam de vir para cá, elas são felizes, e toda mãe quer ver seus filho feliz

9 Eu tenho pena porque a minha já vai embora, não pode mais ficar. Aqui eu fico tranqüila, porque sei que quando ela entra, só sai comigo, ou com gente de confiança, não vai ficar solta na rua – mesmo se não tiver aula, elas ficam com as criança, não mandam sozinha para casa.

9 A segurança daqui é muito boa, a limpeza também, e as pessoa, que trata a gente bem, atende a gente, dá informação, fala pra gente entender.

9 Eu gosto muito daqui, as vez até tenho pena porque não posso vir mais, elas chamam pra muita coisa, mas eu trabalho e as vezes não posso vir, minha mãe, ou minha irmã é que vem, mas eu gosto de vir, só não venho quando não posso.

Uma das questões que mais chamam a nossa atenção, desde as primeiras entrevistas que começamos a fazer com os pais da Instituição, é o fato da grande maioria deles se referir ao bom tratamento que recebem, e ao fato de terem acesso fácil à direção e aos outros profissionais da Escola, como se isso fosse uma dádiva, uma benção ou um favor. Na nossa visão isso é uma obrigação de todos os que fazem ás instituições, principalmente as instituições públicas, considerando que são pagos pelo povo, para prestar um serviço ao povo, além, é óbvio, do grande compromisso social que possuem na formação das novas gerações.

Em uma das nossas entrevistas, exatamente por estranharmos os entrevistados elogiarem a forma como são tratados e o fato de terem acesso

fácil a direção da Instituição, perguntamos a entrevistada o porque desse elogio, e ela respondeu:

9 mulher, tem escola que trata muito mal a gente, parece que a gente vai lá só pra falar mal, pra atrapalhar. Falar com diretor, aí é que é difícil! Pra você ter uma idéia, faz mais de uma semana que quero falar com o diretor da escola onde meu outro filho estuda e não consigo.

Infelizmente, sabemos que a fala dessa mãe ainda é uma realidade presente em muitas escolas. É como se os pais fossem inimigos, pessoas que não pudessem contribuir com a escola ou, pior ainda, fossem atrapalhar, ou apenas criticar o cotidiano da instituição. As experiências que já tivemos em relação ao livre acesso dos pais à Instituição escolar, demonstram que esse fato é muito importante, fazendo com que os pais se sintam mais responsáveis, mais atuantes, mais presentes. É lógico que para a instituição é uma responsabilidade, uma preocupação a mais, já que os pais estão observando mais de perto o que acontece no interior da mesma, porém, quando se tem um compromisso coletivo com um trabalho de qualidade, essa presença maior dos pais passa a ser um incentivo, uma contribuição para a continuidade do trabalho, pois, do mesmo jeito que os pais criticam e reclamam quando percebem que o trabalho não está adequado às necessidades das crianças, eles também elogiam e reconhecem o esforço que a escola faz para oferecer um trabalho de qualidade.

Outro ponto importante que foi colocado pelas famílias nessa última reunião, é em relação à segurança, como um ponto positivo assegurado pela Instituição, segurança essa que se torna mais visível pela implementação da chamada carteirinha de identificação - carteira com a foto e os dados da criança, que é confeccionada e distribuída pela Instituição no início do ano letivo, com a recomendação de que a criança só sairá da escola, após o período de aula, acompanhada da pessoa que trouxer esta carteirinha.

Esta prática adotada pela Instituição em relação à carteira de identificação, é discutida com as famílias desde a primeira reunião do ano, e recebe sempre o apoio total de todos os presentes, embora a vivência diária da

mesma cause, às vezes, alguns contratempos e dificuldades, principalmente quando as famílias delegam a tarefa de pegar os filhos na escola a outras pessoas e se esquecem de falar na carteira. Porém, sempre que o problema aconteceu, foi contornado pela equipe da escola, principalmente porque as famílias sempre pegam as crianças com as respectivas professoras, na porta das salas de aula, o que facilita uma identificação, um conhecimento e uma interação maior entre as mesmas.

Nos poucos casos em que foi necessário solicitar que o portador que veio pegar a criança voltasse para buscar a carteira, ou tivemos que telefonar aos pais, usando as informações da ficha de caracterização, para confirmar a idoneidade do portador - embora os transtornos do momento às vezes gerassem alguns mal entendidos, posteriormente as questões eram esclarecidas, e as famílias reconheciam que as providências eram necessárias e importantes para preservar a segurança das crianças.

Uma outra questão relevante que a fala dos familiares aponta é essa questão de, muitas vezes, eles não comparecerem por causa do trabalho, ou de outro compromisso igualmente importante.

Por ocasião do terceiro Encontro da Família Carmem Reis, tivemos o cuidado e a curiosidade de procurar saber de todas as famílias ausentes – através de uma entrevista informal, o motivo da ausência, e constatamos que 90% dos ausentes alegaram trabalho e doença como os motivos que os levaram a não comparecer ao encontro. Apenas os 10% restantes é que afirmaram não ter comparecido por esquecimento ou por terem outro compromisso de lazer já programado e ao qual não podiam faltar.

Esse fato para nós foi motivo de muita alegria e estímulo para o trabalho, considerando que a maioria dos ausentes lamentou profundamente não ter comparecido, alegando que gostavam muito das atividades programadas pela Instituição, além da convicção que nos proporcionou de que algumas famílias não comparecem a instituição escolar, não apenas por descaso, ou falta de interesse, mas porque possuem também toda uma necessidade de luta pela sobrevivência que as impossibilitam de comparecer.

Essa constatação foi fundamental para que pudéssemos refletir sobre a necessidade de conhecer mais as realidades, para criticá-las menos, e compreendê-las melhor.

Belgede Mecelle'de iş akdi (sayfa 161-178)