2- Osmanlı ve Türkiye Cumhuriyetinde ordunun Konumu
2.1. Osmanlı’nın Yönetim Yapısı ve Bu Yapıda Ordunun Yeri
2.1.1. Osmanlı Devleti’nin Yönetim Yapısı
2.1.1.2. Modern Dönem
2.1.1.2.3. Tanzimat-ı Hayriye
Com o intuito de se atender às necessidades energéticas do crescimento econômico por meio da industrialização, a eletricidade impulsionou esse processo, sobretudo a partir dos anos de 1950, cuja iniciativa governamental foi o estímulo à criação de empresas destinadas a atuar no setor energético como é o caso da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG):
Esta empresa foi fundada em 1952 com o objetivo de dotar o estado mineiro de infra-estrutura básica na área de energia elétrica visando atender a demanda gerada, especialmente, pelo início do processo de instalação de indústrias do setor metalúrgico mineiro. (MULLER, apud DIAS, 2001, p. 40).
Este estado conta com um potencial hidrelétrico total de 24.710 MW, sendo que 21.372 MW foram inventariados e 3.339 MW estimados, segundo o Relatório do Potencial
Hidrelétrico Brasileiro por Estados, de julho de 2005, produzindo pela ANEEL. Vale destacar que a CEMIG possui 31 UHEs que favorecem essa geração energética mineira.
Diante desse quadro, somente na messoregião do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba encontram-se aproximadamente 10 UHEs instaladas, tais como as UHEs de Emborcação, Itumbiara e São Simão, implantadas no rio Paranaíba; as UHEs Volta Grande e Jaguará construídas no rio Grande; as UHEs de Miranda e Nova Ponte no rio Araguari; a UHE de Santa Luzia no rio Piedade; a UHEs de Salto Morais no rio Tijuco e a UHE de Martins no rio Uberabinha.
Como a área de estudo dessa pesquisa concentra-se na bacia do rio Araguari, localizada da região referenciada, o potencial energético desse rio vem sendo inventariado deste 1964/1965. A Canambra Engineering Consultants, cujos resultados da pesquisa, publicado no Hydro Resources of the Paranaíba Basim-Appendix 2, indicou seis locais possíveis de instalação de empreendimentos hidrelétricos em cascata, dentro os quais se encontram os AHEs CB I e CB II. Observe a TABELA 10.
TABELA 10 - Inventário Hidrelétrico do rio Araguari (1964/1965)
Cotas Empreendimento Hidrelétrico
496 a 543 m Usina Hidrelétrica de Tupaciguara 543 a 647 m Usina Hidrelétrica de Capim Branco 647 a 697,5 m Usina Hidrelétrica de Miranda 697,5 a 795 m Usina Hidrelétrica de Pai Joaquim 795 a 844,6 m Usina Hidrelétrica de Macacos
869 a 905 m Usina Hidrelétrica de Perdizes
Fonte: DIAS, L. M. C. (2001, p. 41). Org.: SILVA, F. B., 2006.
Entretanto, em função do crescimento urbano dessa área, as rodovias e ferrovias dificultam o aproveitamento hidrelétrico de algumas dessas quedas d’água anteriormente estudadas, daí a necessidade de uma nova localização desses empreendimentos – presentes no relatório de estudos ambientais da UHE de Miranda, ao longo do rio Araguari, no anexo D, tomo 3, produzido pela CEMIG em 1988 – bem como a substituição da UHE de Tupaciguara pela UHE de Nova Ponte. Veja a TABELA 11.
Cotas Empreendimento Hidrelétrico
520 a 620 m Usina Hidrelétrica de Capim Branco 620 a 701 m Usina Hidrelétrica de Miranda 701 a 805 m Usina Hidrelétrica de Nova Ponte 805 a 844,6 m Usina Hidrelétrica de Pai Joaquim 844,6 a 859,4 m Usina Hidrelétrica de Macacos
869 a 905 m Usina Hidrelétrica de Perdizes
Fonte: DIAS, L. M. C. (2001, p. 42). Org.: SILVA, F. B., 2006.
Nota-se que nos quadros apresentados tinha-se o projeto de construir apenas uma única UHE, a de Capim Branco, localizada a 85 km da foz do rio Araguari, na região denominada de Cantinho. Desse local, a área inundada seria de 133 km2, o que corresponde a 13.340 ha e elevação do nível da água até a cota de 625 m (CARRIJO, 2001).
Entretanto, no ano de 1996, o DNAEE autorizou a CEMIG a realizar os estudos de viabilidade das UHEs CB I e II a fim de que duas UHEs de menor porte causassem menor impacto do que uma UHE maior. Além de se ter um “melhor aproveitamento do rio, pois funcionarão de forma inter-relacionada com os empreendimentos em operação (UHEs de Nova Ponte e de Miranda)” (CARRIJO, 2001, p.53). Portanto, a definição do número de UHEs possíveis de existirem no rio Araguari, bem como suas localizações, foram definidas em três fases:
• FASE 1: (1965 – 1987) – Foi feito um estudo de inventário da bacia do rio Paranaíba até o estudo de viabilidade da UHE de Capim Branco com aproveitamento único, gerando 519 MW de energia suficientes para abastecer 1.200.000 residências;
• FASE 2: (1987 – 1995) – Revisão da partição da queda do rio Araguari no trecho entre a UHE de Miranda e o reservatório da UHE de Itumbiara; • FASE 3: (1995 até o presente) – Estudos de aprofundamento da viabilidade da construção das UHEs de Capim Branco I e II na concepção final, produzindo 450 MW de energia suficientes para abastecer 1.000.000 de residências.
Assim, essa modificação no projeto de construção da usina hidrelétrica Capim Branco para o Complexo Energético Capim Branco I e II apresentou um déficit de 69 MW de
potência instalada, acarretando na diminuição de 200.000 residências a receberem energia elétrica proveniente destas usinas, conforme mostra a TABELA 12.
TABELA 12 – Alternativas Estudadas para Melhor Aproveitamento do Potencial
Hidrelétrico do rio Araguari.
Alternativas Estudadas Potência Instalada Residências Atendidas
Capim Branco Único 519 MW 1.200.000
Complexo Energético Capim
Branco I e II 450 MW 1.000.000
Déficit 69 MW 200.000
Fonte: CCBE (2003, p. 4). Org.: SILVA, F. B., 2006.
Neste contexto, das sete UHEs previstas para serem instaladas no rio Araguari, apenas quatro foram implantadas ou estão em processo de implantação conforme mostra o QUADRO 06 e o MAPA 05 abaixo.
Com a finalização desse projeto hidrelétrico, a paisagem do rio Araguari será marcada por quatro lagos, desde a confluência com o rio Anzol até a sua foz no rio Paranaíba, objetivando um manejo integrado na geração de energia elétrica na região, acentuando assim o papel dos rios de menor porte na geração de energia, inseridos na região dos Planaltos e Chapadas da Bacia Sedimentar do Paraná. Dessa forma, o favorecimento da atividade hidrelétrica deste rio é evidenciado pela “[...] existência de desníveis altimétricos significativos gerados pelos ressaltos topográficos dos terrenos drenados pelo canal fluvial referido, favorecendo a instalação de empreendimentos hidrelétricos”. (DIAS, 2001, p.42).
QUADRO 06 – Usinas Hidrelétricas do rio Araguari (2006).
Fonte: CEMIG (2006). Org.: SILVA, F. B., 2006.
UHE Início da
Construção Funcionamento Data de Porte Volume do Reservató rio
Tamanho da
Barragem Capacidade Instalada Municípios Afetados Responsável Empresa
Nova Ponte 1989 1994 Médio 12,8 bilhões de
m3 água 1600 x 142 m 510 mil KW Iraí de Minas, Nova Ponte, Patrocínio,
Pedrinópolis, Perdizes, Sacramento, Santa Juliana, Serra do Salitre CEMIG
Miranda 1990 1998 Médio 1,4 bilhões de m3
água 1050 x 85 m 397.500 KW Araguari, Nova Uberlândia, Ponte, Indianópolis e
Uberaba
CEMIG
CB I 2003 Jan/2006 Médio 241 milhões de
m3 água 780 x 52 240 MW Indianópolis e Araguari,
Uberlândia
CCBE1
CB II 2004 Dez/2007 Médio 872.830.000 m³
MAPA 05 – Potencial Hidrelétrico do Rio Araguari
Org.: SILVA, F. B., 2006
Usina Capim Branco 1 Usina Capim Branco 2
Usina de Miranda
Usina de Nova Ponte
48º 30' 48º 47º 30' 47º 19º 30' 19º 19º15" 18º 45º 18º 30'
Fonte: Brasil visto do espaço – 2004 Sem escala
Adaptação: GONÇALVES, D. B - 2007
Fonte: Mapa Geopolítico de Minas Gerais – IGA/CETEC - 1994
Adaptação: GONÇALVES, D. B - 2007
Fonte: IBGE – 2000 Sem escala
Vale ressaltar que a maioria das atividades humanas causa algum tipo de impacto negativo para o meio ambiente. As atividades do setor elétrico não fogem a essa regra. Daí a análise dos impactos sócio-ambientais provocados pelos empreendimentos hidrelétricos no território da bacia do rio Araguari.
2.4.3. Grandes empreendimentos hidrelétricos e seus impactos no território da