KLASİK DÖNEM İSRÂİLİYAT PROBLEMLERİ
1.3. İsrâiliyatın Nakledilme Süreçleri ve Kaynakları
1.3.3. Tabiîn Dönemi ve Sonraki Dönemler: İsrâiliyatın Yeniden Yapılandırılma Sürec
Ao analisar as mudanças resultantes do contínuo uso das TICs, percebeu-se impacto negativo na relação salarial das profissões consideradas. Contudo, elas também demonstram contribuições favoráveis que ocorreram a partir deste movimento. Mas evidencia-se que as intenções de desregulamentação ameaçam as relações de trabalho.
Quanto aos analistas de tecnologia da informação, foi possível notar que os entrevistados constataram uma alteração negativa que trouxe prejuízos à classe profissional,
principalmente pela redução salarial. Mas o sindicato dos profissionais apresentou uma análise mais ampla quanto aos trabalhadores da área de informática, que inclui os analistas de sistemas.
A precarização vem de uns dozes anos para cá, se for datar... na medida em que começa a reduzir a área de produção das empresas estatais, com o surgimento da alta tecnologia, do computador pessoal, do micro... com a entrada de dados pelo usuário e o crescimento das empresas privadas. Aí, vieram as novas tecnologias e a privatização. Começou uma degradação forte com os trabalhadores de informática (SINDADOS, 2010).
A expansão do espaço de atuação apresentada pela tecnologia acessível a empresas de pequeno porte sinaliza um reflexo negativo nos salários. Sem controle ocupacional, tal expansão afetou o reconhecimento profissional. A expectativa demonstrada na fala a seguir é de que o aumento do número de clientes permita melhorar as condições de emprego.
Na verdade, tá até em expansão, porque qualquer negócio, pequeno que seja, tem um conjunto de computadores, necessita de manutenção para poder funcionar em rede, para ter acesso à internet. Então, na verdade, o que a gente nota é que o profissional tem mais área de atuação. Mas os salários estão baixando consideravelmente, né? O salário de dez anos atrás era bem maior do que o que é hoje, mesmo porque os negócios pequenos não vão pagar um salário tão alto para o profissional. Mas eu creio que a área de atuação está aumentando, com a integração da internet a dispositivos móveis, por exemplo, demandando desenvolvimento de produtos novos e de aperfeiçoamento dos existentes. Então, eu acredito que está aumentando a área. E o nosso projeto pedagógico buscou contemplar esse tipo de situação (PUCMINAS-SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, 2010).
Para os bibliotecários, foram percebidos impactos favoráveis e desfavoráveis das TICs sobre as relações de trabalho em relação à profissão. A fala a seguir ressalta os efeitos dessas mudanças neste processo para os bibliotecários, com ênfase nos conflitos entre os campos profissionais envolvidos na produção da informação. É reivindicado um espaço que anteriormente era cativo dos bibliotecários e que no movimento de expansão outras ocupações tem desvalorizado o bibliotecário.
Melhorou, porque hoje as instituições estão buscando organizar mais a informação. Então, as pessoas buscam uma pessoa que possa fazer isso, como é o caso das editoras no Brasil [...] elas estão interessadas no mercado internacional e ele exige padronização. Então, as editoras têm interesse [...] em atender às exigências de qualidade. Mas prejudicou, porque muitas outras áreas estão tentando atuar em um campo que é nosso, por acreditarem que podem fazer o mesmo trabalho que a gente faz de uma maneira mais eficiente, sem ter tanto rigor em termos de regras como temos. [...] É um nicho em expansão, e não dão valor para o profissional que já estava nisso. Eles tentam desfazer da profissão (UFMG-BIBLIOTECONOMIA, 2010).
De forma geral, os atores sociais que interagem na profissão contábil revelaram que as mudanças tecnológicas afetaram positivamente a profissão por promoverem a redução de atividades que puderam ser automatizadas e, ainda, por ampliarem a atuação do profissional
na empresa como um todo, por meio da gestão das informações financeiras nos sistemas corporativos. Assim, ocorreu a valorização do profissional, assemelhada à expressa por
Schmitz (1988) quando trata o “salário confiabilidade”. Como pode ser percebido na fala de
um entrevistado, “o contador consegue se colocar em maior evidência junto às discussões, o
que gera a valorização do operador, tendo em vista o manuseio que ele tem com essas
informações de diversas origens” (PUCMINAS-CONTABILIDADE, 2010). Os entrevistados
reconheceram a redução de mão de obra para a realização de uma tarefa, mas afirmaram não haver desemprego, porque as exigências do Governo a serem realizadas pelo contador aumentaram. Tal fato favoreceu a geração de postos de trabalho.
A carreira mudou e vai mudar, porque vai acabar a sonegação, e isso vai valorizar a nossa classe. [...] A tecnologia não diminuiu o número de empregados no escritório. Ela está aumentando, porque a obrigação hoje do contador é muito grande. Tem muita coisa, uma conta atrás da outra. Com esse sistema do SPED não entra qualquer dado (SINESCONTÁBIL, 2010).
Hoje, nós temos sistemas corporativos não só do ponto de vista da prática contábil como também do ponto de vista da gestão fiscal, gerencial das instituições privadas e públicas. Então, se tem uma profissão que sofreu um impacto positivo por conta desses sistemas informacionais, da tecnologia da informação, essa profissão é a de contador. E se percebe que foi um impacto positivo também por conta da virtualização. Hoje, o contador consegue trabalhar agilizando os seus trabalhos. Não obstante, também isso tem gerado uma redução de mão de obra na área. Ou seja, houve uma redução de oferta de cargos por conta dessa tecnologia da informação, que é fato (PUCMINAS-CIÊNCIAS CONTÁBEIS, 2010).
O dirigente do Sindicato patronal afirmou que, como contador e empregador de contadores, percebe que seu tempo de dedicação ao trabalho é inferior às quatorze horas diárias ocorridas no passado. Inclusive, revelou existir ociosidade dentro das oito horas que dedica ao escritório, tanto de sua parte quanto da parte dos funcionários. Mas revelou que o trabalho apresenta picos de atividade, devido às exigências governamentais, que impedem a operação com menos funcionários. Em certa medida, isso evidencia a ocorrência de desemprego estrutural.
De forma geral, percebeu-se que os bibliotecários e os contadores admitiram uma melhora no desenvolvimento do trabalho a partir da introdução da tecnologia da informação, mas revelaram preocupação quanto à percepção sobre o que poderia ser eliminado ou reduzido no trabalho do profissional. Foram frequentes as afirmações de que a operação foi facilitada, mas o saber específico requerido do profissional não mudou e, portanto, não é possível que tal profissional seja substituído por uma mão de obra desqualificada ou por um profissional polivalente sem a credencial da profissão. Identificou-se que ambas as profissões
notam a expansão do mercado de trabalho, mas ressaltam a dificuldade de atuar em espaços não regulamentados ou insuficientemente regulamentados.
Tendo em vista o impacto das TICs nas relações de trabalho, é contundente observar como as instituições formadoras estão ministrando seu ensino, tendo em vista as novas ferramentas disponibilizadas ao profissional. Para observar a abordagem do curso quanto às TICs, inicialmente, perguntou-se qual era ferramenta das TICs mais utilizada pelo profissional. Na sequencia, indagou-se se ela era ministrada no curso. O curso de Biblioteconomia informou que não ensina o aluno a utilizar a ferramenta, por não querer induzir uma compra futura.
Hoje, o Pergamo é um software muito usado. [...] as empresas que vendem software dão treinamento para as pessoas aprenderem a usar, porque isso varia de software para software também, porque é muito difícil eu ensinar o aluno a usar um software. Eu vou ensinar o aluno a usar o Pergamo, daí eles vão sair daqui e vão comprar o Pergamo. A Universidade vai ficar fazendo propaganda de um software e não vai ganhar royalties para isso? [...] Então, é muito complicado. Ou a gente ensina todos, ou a gente não ensina nenhum (UFMG-BIBLIOTECONOMIA, 2010).
Os demais cursos investigados apresentaram como prática de ensino as disciplinas de laboratório. O curso de Ciências Contábeis apresenta a necessidade de evoluir com maior celeridade, tendo em vista as intensas mudanças experimentadas no mercado de trabalho, a partir da inserção dos sistemas de escrituração pública digital, dos sistemas de entrega das declarações acessórias e dos sistemas integrados de gestão utilizados pelas empresas.
A tecnologia no curso de Contábeis, propriamente dito. Ele, hoje, se limita ao uso de internet, ao uso de laboratório com programas que são ofertados no mercado e repassados para os alunos (UFMG-CIÊNCIAS CONTÁBEIS, 2010).
Aqui na escola tem o laboratório contábil, que é exatamente esse contato do aluno com os sistemas de processamento contábil. A aula é dada em laboratório, no computador. Ele (aluno) vai aprender o controle do orçamento, a relação com o plano de contas... ou seja, lidar com o sistema (UFMG-CIÊNCIAS CONTÁBEIS, 2010).
Olha, eu diria que nós temos que avançar um pouco nisso, acompanhando mais o mercado. Nós temos algumas práticas, inclusive de trazer sistemas para o laboratório, mas falta uma evolução maior, um dinamismo maior até para dar resposta aos nossos alunos, no que diz respeito à experiência que eles têm no local de trabalho. Ofertamos duas disciplinas. Nós temos mostrado para os alunos. Agora, do ponto de vista pedagógico, eu diria que existe a necessidade de dar um retorno com maior agilidade àquilo que o mercado tem de evolução da tecnologia da informação (PUCMINAS-CIÊNCIAS CONTÁBEIS, 2010).
O curso de Sistemas de Informação, que lida diretamente com a tecnologia, revela a complexidade de prever quais serão as ferramentas mais demandadas pelo mercado de trabalho. Por isso, o professor é o responsável por introduzir as ferramentas que considerar conveniente para o profissional.
A gente busca, sim, trazer, apresentar ferramentas de mercado e utilizá-las. Isso, dentro de cada disciplina. Mas a gente não pode, por exemplo, em termos de projeto pedagógico, prever isso, porque a ferramenta que é usada hoje logo em um ano e meio pode deixar de ser utilizada. As principais são apresentadas, sim, dentro da disciplina, mas não são contempladas em um nível de projeto pedagógico. É deixado pra cada professor escolher o que ele deve apresentar (PUCMINAS-SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, 2010).
Ao serem indagados sobre a preservação do espaço profissional diante do contexto da sociedade da informação, foi possível identificar conflitos eminentes na atuação profissional. De forma geral, identificou-se que o discurso inicial é de expansão dos espaços de atuação, mas, em seguida, observa-se a preocupação quanto ao aumento da concorrência e à diminuição dos espaços de atuação cativos aos profissionais.
Os bibliotecários revelaram pontos negativos quanto ao avanço da sociedade da informação. Apesar de reconhecerem o aumento da demanda pela informação, os profissionais enfrentaram o aumento da concorrência no espaço de atuação, fato negativo para a profissão. A fala da ABMG revela a dificuldade de reagir de forma mais dinâmica para competir com os engenheiros e os analistas de tecnologia da informação.
Muitas outras áreas estão tentando atuar em um campo que é nosso, muitas outras áreas estão acreditando que podem fazer o mesmo trabalho que a gente faz de uma maneira mais eficiente, sem ter tanto rigor em termos de regras como nós temos. Eu acho que neste sentido piorou, porque tem gente caindo de paraquedas de tudo que é lado para atuar. E isso é refletido na academia! Veja que os cursos de Biblioteconomia aqui na escola, metade do corpo docente não é bibliotecário. E daí eles ficam... assim... eu escutei professores falando que Biblioteconomia para eles poderia ser curso técnico. Então, são profissionais que caem de todas as áreas para trabalhar com informação, porque é um nicho em expansão, que não dão valor para o profissional que já estava nisso. Eles tentam desfazer desta profissão para abocanhar o pedaço maior. Isso acaba prejudicando a identidade dos cursos de Biblioteconomia [...] eu acho que tem os dois lados da moeda, que realmente as pessoas estão valorizando mais a administração de informação, a presença de uma pessoa responsável por isso dentro das instituições, mas ao mesmo tempo está atraindo gente de tudo que é área (UFMG-BIBLIOTECONOMIA, 2010).
Eu acho que fomos muito prejudicados. Mas somos culpados. Não só a Associação, os bibliotecários, o Conselho, a escola também. Por quê? Se está um espaço vazio e você não ocupa, claro que quem é mais esperto ocupa. [...] O bibliotecário é preparado na escola de forma muito técnica. Eu, particularmente, acho que ele é muito técnico. Outras áreas, por exemplo, você não é bibliotecária e está fazendo mestrado, você pode ver na escola que lá tem médicos, tem engenheiros, tem todas as áreas. Pode contar nos dedos quantos bibliotecários têm fazendo (ABMG, 2010). Essa área de informação mesmo. Vem o engenheiro e ocupa... Aí, vêm os analistas! É uma briga de bibliotecários com analistas de sistemas, porque eles querem criar softwares para bibliotecas, entendeu? [...] Eu acho que prejudicou muito! (ABMG, 2010).
Os contadores registram uma perspectiva positiva quanto ao aumento da atuação nas empresas, mas uma dificuldade de adequação ao tratamento da informação para os usuários.
A próxima fala apresenta uma análise crítica da atuação profissional do contador ao revelar os desafios presentes no contexto da sociedade da informação. A fala seguinte expressa uma visão mais otimista, reconhecendo a ampliação do espaço de atuação profissional. A fala do empresário revela melhorias no processo de trabalho, devido ao acesso a informações de forma mais rápida.
Aquele profissional que está no mercado atuando, fazendo contabilidade, ele ainda não se deu conta ou ele ainda não tem noção da importância do papel dele nesse processo de... não só de produção da informação, mas no trato dessa informação. Quando se fala da reforma da legislação societária, são abordadas mudanças significativas; por exemplo, sobre os relatórios, sobre as demonstrações. Eu não sei te dizer até que ponto o nosso profissional de contabilidade... Ele ainda está muito preso e preocupado em fazer o relatório, gerar a informação e o trato dessa informação... [...] Eu acredito que ele ainda não está interagindo com isso. Ele produz a informação e quem quiser, faça uso dessa informação do jeito que quiser. (UFMG-CIÊNCIAS CONTÁBEIS, 2010).
Eu acho que o pessoal da contabilidade é fornecedor da informação, e o fato de hoje em dia a informação ser requerida... a cada dia com uma maior velocidade, isso valorizou, sim, e trouxe um espaço maior para a profissão. Eu não acho que ele perdeu o espaço profissional por causa disso, não. Eu acho que ele ganhou (UFMG- CIÊNCIAS CONTÁBEIS, 2010).
Favoreceu. Sei que existe pra melhorar. Você prescinde dessas informações, e quanto mais rápido melhor. A questão da internet então tem a informação quase que instantânea. Às vezes até antes. Tem uma publicação que vai sair no Diário Oficial de amanhã, ele tá chegando hoje no final do dia pra você. Isso acontece demais com as publicações de atos judiciais. Vai circular no Diário de Minas Gerais amanhã,
Diário Oficial do Estado, você já tá sabendo hoje, você já teve aquela informação
hoje. Então, essas informações eu acho que elas são ferramentas que vieram pra ajudar (SESCON-MG, 2010)
Quanto à expansão da área de atuação profissional, os profissionais da área de informática apontaram o aumento da concorrência com outros profissionais, o que impacta negativamente o espaço de atuação profissional.
Eu acho que a competição fica mais acirrada, porque você tem vários profissionais de cursos correlatos: Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Ciência da Informação, que eles podem... não digo invadir a área do outro, mas eles podem atuar numa área bem próxima da sua. E se você não estiver atuando da maneira correta, pode perder o seu espaço, né? Então, eu creio que essa universalização ou popularização, vamos dizer, afeta, sim, o espaço de atuação profissional, sem dúvida (PUCMINAS-SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, 2010).