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4.1 Popüler Tarihçilik Bağlamında Nevzat Kösoğlu’nun Tarihe İlişkin Görüşleri

4.1.6 Yeni Yurt: Anadolu

4.1.6.2 Türk-Moğol İmparatorluğu

Os custos dos acidentes do trabalho atingem a empresa, o trabalhador e a sociedade (RISICATO e TORRES, 2005). Geralmente, o trabalhador e sua família sofrem os maiores prejuízos (incapacidade para o trabalho, morte, danos físicos, psíquicos e morais). Os custos da Previdência Social são altos,

considerando os gastos com benefícios, pensões, despesas de recuperação e reintegração no mercado de trabalho.

As empresas perdem social e financeiramente com os acidentes. Dentre os custos mais óbvios, estão: o tempo perdido, as despesas com os primeiros socorros, a destruição de equipamentos e materiais, a interrupção da produção, o retreinamento de mão-de-obra, a substituição de trabalhadores, o pagamento de horas extras, a recuperação dos empregados, os salários pagos aos trabalhadores afastados e os gastos com engenharia de reparação (RISICATO e TORRES, 2005).

No Brasil, uma parte substancial dos custos diretos com acidentes de trabalho recai sobre o Ministério da Previdência Social que, por meio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), tem a missão de garantir o direito à previdência social. Previdência Social é definida como um seguro social destinado a reconhecer e conceder direitos aos segurados, cujas contribuições destinam-se ao custeio de despesas com vários benefícios. Entre eles, a compensação pela perda de renda quando o trabalhador encontra-se impedido de trabalhar por motivo de doença, invalidez, idade avançada, morte, desemprego involuntário, maternidade ou reclusão/prisão (SANTANA et al, 2006).

O INSS é responsável pelo recolhimento das contribuições e custeio das despesas com o pagamento dos benefícios do Sistema Único de Benefício (SUB). O SUB é um sistema de registro de dados do INSS processado pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (DATAPREV), no qual cada evento ou ocorrência previdenciária que origina a concessão de um benefício é registrada (SANTANA et al, 2006).

O SUB permite extrair dados da empresa e dos empregados, a exemplo do diagnóstico clínico codificado pela Classificação Internacional de Doenças -10ª Revisão (CID-10), ramo de atividade econômica, codificado pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), número da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT), data de início e cessação do benefício, valor do pagamento mensal e a espécie do benefício (SANTANA et al, 2006).

A doença é codificada de acordo com a natureza do problema de saúde, se ocupacional ou não, a gravidade da seqüela ou lesão e o tipo de

compensação correspondente, se aposentadoria por invalidez ou licença médica de caráter temporário, entre outros (SANTANA et al, 2006).

Benefícios são gerados a partir de encaminhamentos médicos em geral, ou com a emissão de CAT para acidentes ou doenças do trabalho (B91 a B93). Nesse último caso, as CAT devem ser emitidas pela empresa empregadora até o primeiro dia útil seguinte ao acidente, com cópia entregue ao trabalhador para documentar o pedido de concessão do benefício. A maioria dos casos não obtém a caracterização do diagnóstico ocupacional, o chamado “nexo causal”, não dispondo da emissão de CAT para a solicitação do benefício acidentário, no âmbito da Previdência Social. Entretanto, muitos casos são identificados como acidentes e ou doenças ocupacionais pelos peritos a partir de atendimentos aparentemente não ocupacionais em sua origem (SANTANA et al, 2006).

Assim, muitos benefícios da série B91 a B93 não contam com a CAT, para os quais a identificação do vínculo ocupacional da enfermidade ou agravo foi realizada dentro do sistema de atendimento ao previdenciário. A Figura 2 representa um diagrama dos desfechos possíveis de um acidente de trabalho, e os respectivos tipos de benefício da Previdência Social (SANTANA et al, 2006).

NOTA: B-91, B-92, B93 e B-94 são códigos referentes aos benefícios, de acordo com a natureza do problema de saúde, utilizados pelo INSS.

FIGURA 2- Desfechos dos acidentes de trabalho e correspondência com os tipos de benefícios da Previdência Social no Brasil

FONTE: SANTANA et al, (2006)

Estima-se que 4% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam perdidos por doenças e agravos ocupacionais, o que pode aumentar para 10% quando se trata de países em desenvolvimento.

No Brasil com base no PIB de 2002, essas estimativas de perda ficariam entre US 21,9 milhões e US 54,8 milhões, refletindo baixa efetividade das políticas e programas de prevenção de agravos à saúde no trabalho. Esses valores limitam-se aos custos econômicos e não incluem aqueles decorrentes dos impactos emocionais e familiares, dificilmente mensuráveis. Estudos sobre estimativas científicas dos custos dos acidentes de trabalho têm se multiplicado nos últimos anos. Isso se deve ao desenvolvimento da área da economia da saúde, e a estreita relação entre trabalho e economia, seja pelos fatores de risco para os acidentes, seja pelos seus efeitos sobre a capacidade produtiva (SANTANA et al, 2006).

No Brasil, a escassez e inconsistência das informações sobre a real situação de saúde dos trabalhadores dificultam a definição para políticas públicas, o planejamento e implementação das ações de saúde do trabalhador, além de privar a sociedade de instrumentos importantes para a melhoria das condições de vida e de trabalho. As informações disponíveis referem-se apenas aos trabalhadores empregados e cobertos pelo Seguro de Acidentes do Trabalho (SAT) da Previdência

Social, que representam cerca de um terço da População Economicamente Ativa (PEA) nacional (PNSST, 2004).

Para cada real gasto com o pagamento de benefícios previdenciários, a sociedade paga quatro reais, incluindo gastos com saúde, horas de trabalho perdidas, reabilitação profissional, custos administrativos. Este cálculo eleva o custo total para o país a aproximadamente 33 bilhões de reais por ano. O número de dias de trabalho perdidos em razão dos acidentes aumenta o custo da mão-de-obra no Brasil, encarecendo a produção e reduzindo a competitividade do país no mercado externo (PNSST, 2004).

Uma maneira de referenciar os custos de acidentes de trabalho é realizar uma avaliação econômica, que pode ser feita a vários níveis: do próprio trabalhador, da empresa e da sociedade (PREVIDÊNCIA SOCIAL, 2006).