4.1 Popüler Tarihçilik Bağlamında Nevzat Kösoğlu’nun Tarihe İlişkin Görüşleri
4.1.11 Sultan II. Abdülhamid Dönemi
4.1.11.5 Sultan Abdülhamid’in Kişiliği ve Yöneltilen Eleştirilere Cevaplar
Ao se pensar os instrumentos, foram consideradas duas fontes de informação: as testemunhais – os profissionais da escola e a pesquisadora; e as documentais – a proposta pedagógica da escola e os registros escritos dos dados construídos. Entre estes, a princípio, foram considerados: o diário de campo da pesquisadora; as respostas ao questionário e a transcrição da entrevista semi- estruturada.
Optou-se por utilizar a observação participante para estabelecer o contato e a relação da pesquisadora com os profissionais da escola para poder conhecer suas práticas e acompanhar o seu desenvolvimento, pois, como afirmam Laville e Dionne (1999, p. 178), a observação participante é uma “técnica pela qual o pesquisador integra-se e participa da vida de um grupo para compreender-lhe”.
Outros autores, como Fiorentini e Lorenzato (2006), entendem que a observação, além de participante, é direta, pois é realizada no local em que acontece o fenômeno estudado, “junto aos comportamentos naturais das pessoas quando essas estão conversando, ouvindo, trabalhando, estudando em classe, brincando, comendo” (Ibid., p. 107). Estes autores consideram ainda que o registro da observação deva ser realizado de modo a “produzir pouca ou nenhuma interferência no ambiente de estudo” (FIORENTINI E LORENZATO, 2006, p. 107), mesmo que “o pesquisador possua um grau de interação com a situação estudada” (ANDRÉ, 2005, p. 26).
Foi esta a situação definida. A pesquisadora enquanto realizava o trabalho de campo, interagia com os participantes e se integrava ao grupo, procurando acompanhá-lo em seu movimento natural.
As observações realizadas durante o trabalho de campo eram registradas no diário da pesquisadora, sempre que possível ainda na escola, ou imediatamente após o seu retorno ao município de São Carlos-SP. De acordo com Fiorentini e Lorenzato (2006. p. 108), nas observações registradas em diário de campo “devem constar a descrição dos locais, dos sujeitos, dos acontecimentos mais importantes e das atividades, além da reconstrução de diálogos e comportamentos do observador”.
Além do registro da realidade, os diários devem conter as reflexões, os pensamentos que gostaria de dizer a alguém ou guardar para dizer a si mesmo em momentos futuros... por isso, a pesquisadora os registrou, para não ser traída pela memória e pela grande quantidade de informações que se tem de administrar durante o desenvolvimento das atividades.
Assim, o diário de campo se tornou rica fonte de dados porque, como entende Sousa (2004, p. 38) apoiada em Bogdan e Biklen (1994), ele “têm o intuito e a pretensiosa função de ‘mostrar’ ou ainda de ‘apreender’ um pouco do que se passa no pensamento de alguém, nos momentos em que interage com o conhecimento que se apresenta, na realidade objetiva”.
Outro instrumento utilizado, o questionário (Apêndice D), foi elaborado com o intuito de analisar as características de formação e de atuação profissional dos professores; sua participação e seus entendimentos sobre os momentos de trabalho coletivo na escola; suas concepções sobre formação continuada de professores e sobre desenvolvimento profissional.
Entretanto, as respostas ao questionário foram insuficientes para algumas compreensões e a deixaram com mais dúvidas. Por exemplo, as respostas dadas à questão: “Como são desenvolvidas as HTPC nesta escola?” A essa questão, cerca de 38% dos professores responderam que era desenvolvida em dois momentos: um por série e um coletivo. Mesmo sabendo que eram dois momentos diferentes, a pesquisadora continuava a se perguntar “como, de que forma eram desenvolvidas as HTPC nesses dois momentos diferentes?”
Outro exemplo de questão não respondida totalmente refere-se à formação inicial. A questão era: “Qual é sua formação?” cujas opções de resposta eram: “( )
Magistério ( ) Pedagogia ( ) Outras: __________________________”. Mas o
profissional que assinalava a opção “outras” não especificava o curso realizado. Ausência de respostas como essa, suscitaram novas questões como: “Qual foi o curso que essa professora fez para lecionar nas séries iniciais que não o Magistério e a Pedagogia?” Para tentar responder a questões como esta, foi elaborado outro instrumento de construção de dados, que não estava previsto inicialmente: as narrativas (apêndice E). Precisou de um instrumento que
complementasse as informações obtidas com os questionários e permitisse saber um pouco mais sobre a trajetória pessoal e profissional dos professores.
De acordo com Nacarato (2000, p. 40), “ao se contar uma história não se reproduz simplesmente a história vivida. Há uma recriação, uma reelaboração e reconstrução de significados”. Para a autora, as histórias situam a experiência no tempo e no espaço e são uma forma de compreender o pensamento do professor. Era isto o que precisava. Assim, propôs aos profissionais da escola escrever uma narrativa a partir da comanda: “História de vida, trajetória profissional, relação com a escola, a Matemática e as HTPCs”.
Os dados construídos a partir da observação e registro no diário de campo da pesquisadora, das respostas ao questionário e da produção de narrativa foram determinantes para a composição do último instrumento de construção de dados: a entrevista semi-estruturada (apêndice F).
Ela foi construída durante o desenvolvimento do trabalho de campo, após três meses de observação na escola. A partir das dúvidas surgidas nas respostas dos outros instrumentos de construção dos dados e para aprofundar a compreensão sobre as práticas de formação continuada que ocorriam na escola desde o ano de 2007. Sua organização contemplou três pontos: 1) formação do professor e ensino de Matemática; 2) experiências de formação continuada; e 3) campeonato de Matemática realizado pela coordenadora pedagógica da escola.
Tentou-se, desta forma, apreender as práticas dos profissionais da escola e a sua realidade com uso de quatro instrumentos: observação participante e registro no diário de campo da pesquisadora; questionário; narrativa; entrevista semi- estruturada.