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2. TOPLUMSAL DEĞĠġĠMĠN DĠNAMĠĞĠ ĠLETĠġĠM TEKNOLOJĠLERĠ,

2.3. Sosyal Ağlarda Ağ Toplumu

2.3.2. Ağ Toplumunun Kültürel, Ekonomik ve Siyasal Yansımaları

2.3.2.3. Sosyo-Politik / Siyasal Yönden Ağ Toplumu

Antes de iniciar as ações para otimização do sistema de controle, é importante obter um “retrato” de seu desempenho inicial, para possibilitar quantificar os ganhos. Não existe, no entanto, uma regra geral para esta avaliação. Braga e Jota, 1994, apresentam um método que avalia o desempenho de controladores a partir do ponto de vista de diferentes tipos de usuários. Na visão dos gerentes da planta, os critérios recaem principalmente em desgaste dos atuadores, falhas no sistema e custos operacionais. Já os operadores do sistema estão preocupados, principalmente, com os erros de resposta do sistema. Eles querem que a variável controlada atinja a referência de controle rapidamente e permaneça com o mínimo de erro. O engenheiro de controle, por sua vez, está interessado na relação de compromisso entre um bom desempenho regulatório e o mínimo de variações no sinal de controle. Acrescenta-se aqui o ponto de vista do engenheiro de qualidade. Este espera que o sistema de controle regulatório ao longo do processo garanta que a qualidade do produto final esteja dentro de certos limites de tolerância.

Portanto, o desempenho de uma malha de controle pode ser avaliado sob diferentes pontos de vista. Desempenho servo-mecanismo (referência variável),

desempenho regulatório (referência constante), esforço de controle, robustez e variabilidade da variável controlada. Vários desses aspectos, no entanto, são conflitantes. Numa malha com um controlador de apenas um grau de liberdade, por exemplo, é preciso optar entre aperfeiçoar o desempenho servo-mecanismo ou o desempenho regulatório. A principal relação de compromisso, porém, está entre a minimização do erro de controle (o “benefício”) e a minimização do esforço de controle (o “custo”). Este último aspecto também está relacionado com o grau de robustez da malha.

Os indicadores de desempenho podem ser divididos em duas categorias: métodos estocásticos e métodos determinísticos. Os índices estocásticos mais largamente estudados são aqueles baseados na variância mínima de controle como um benchmark, conforme discutido inicialmente por Harris, 1989. Seu princípio é comparar a variância da variável controlada com aquela que seria obtida utilizando um controlador de variância mínima. Teoricamente, um controlador de variância mínima é aquele capaz de remover todos os efeitos de um distúrbio após o tempo morto do processo deixando apenas ruído branco. Com isso é obtido um limite inferior de variabilidade, ou máximo desempenho. Nos anos seguintes, diversas modificações foram propostas para que esta comparação fosse mais realista, levando-se em conta, por exemplo, limitações na variação da ação de controle e limitações estruturais do controlador utilizado (Ko e Edgar, 1998; Horch e Isaksson, 1999; Kozub e Garcia, 1993).

Os indicadores determinísticos, por sua vez, são mais informativos como forma de se prever o comportamento no caso de distúrbios de carga ou mudanças na referência de controle (Jounela et al, 2002). Para controladores PI, índices adimensionais para medição de tempo de acomodação e integral do erro absoluto, conforme proposto por Swanda e Seborg, 1999, são especialmente úteis para comparar o desempenho atual com o melhor alcançável por este tipo de controlador.

Atualmente, está disponível no mercado uma grande variedade de ferramentas comerciais para avaliação de desempenho de malhas. Entre as mais comuns, pode-se citar: TriCLPM® e BRPerfx® da Trisolution, Expertune PlantTriage®, Matrikon Process Doctor®, ABB Loop Optimizer Suite®, Honeywell Loop Scout®. Todas elas utilizam diversos índices determinísticos e, menos freqüentemente, índices estocásticos (Torres et al, 2004; Belli et al, 2006). O Loop Scout® se diferencia por ser uma ferramenta offline1 que utiliza um extenso banco de dados de plantas similares para comparação de desempenho. Já as outras são ferramentas para monitoramento online2 em que,

geralmente, os indicadores de desempenho são comparados com valores de referência obtidos de uma base de dados histórica da própria planta. A seguir, apresentam-se

1

Cálculos são realizados em batelada, a partir de um conjunto de dados coletados do processo.

alguns dos índices mais freqüentemente encontrados nessas ferramentas, classificados por tipo de aplicação:

1) Índices para medição de desempenho regulatório e servo-mecanismo:

Variabilidade relativa da PV3: Mede a dispersão total da variável de processo (6σ) em relação aos limites toleráveis especificadas para o processo ( PVmax e PVmin). Um valor de 100% indica que a variável controlada ocupa, praticamente, toda a faixa de tolerância entre os limites aceitáveis. As equações para normalização e cálculo da variabilidade são mostradas a seguir.

% = (1)

% = 6 % (2)

Desvio padrão do erro de controle: Mede a dispersão do erro normalizado

entre 0 e 100%. Este índice é ideal para verificar o desempenho do controlador em rejeitar perturbações ao longo do tempo. Como utiliza o erro, ao invés da variável de processo, sofre pouca influência de mudanças na referência de controle.

Média do erro de controle: Normalizado entre -100 e 100%. Valores

diferentes de zero indicam a presença de deslocamento entre a variável controlada e sua referência, normalmente indicativo de falta de capacidade de controle.

Tempo de acomodação e IAE normalizados: Proposto por Swanda e Seborg

em 1999, estes indicadores medem o tempo de acomodação (! d) e a

integral do erro absoluto (IAEd) de forma adimensional (equações 3 e 4),

onde $% é o tempo morto aparente do processo. Estes valores são comparados com valores de referência (equações 5 e 6) parametrizados por um fator de “agressividade” (tipicamente igual a 2), que corresponde à relação entre a constante de tempo de malha fechada e o tempo morto. Dessa forma, é possível comparar malhas de controle, determinando quais são as mais conservadoras e quais são as mais agressivas.

! &= '

( , onde )% é o tempo de acomodação em segundos (3)

*+,&= -./ |12|(

, onde |3| é o tamanho do degrau no SP (4) ! 145= 2.3'9 ( + 1 (5) *+,145 = 1 + '9 ( (6) 3 Variável de Processo

2) Índices para medição de esforço de controle e desgaste de atuador

%Excursão da CO4: Somatório de todos os incrementos da variável controlada durante certo período de avaliação, desconsiderando aqueles incrementos relacionados com ruído no sinal.

Desvio padrão da CO

3) Índices para avaliar o dimensionamento do sistema e características do processo

Banda de ruído: Pode ser estimada pela variabilidade (6σ) da variável de

processo durante um período em que a malha opera em regime estacionário e livre de perturbações de carga.

Tempo de Saturação: Percentual do tempo em que o valor da saída de

controle permanece em um dos limites de máximo ou mínimo.

Dimensionamento: Pode ser estimado pela razão entre a dispersão da PV e

a dispersão da CO. Também serve de estimativa para o ganho do processo, sendo seu valor ideal próximo de 1. Valores muito menores indicam um processo cuja faixa de medição é superdimensionada ou cujo atuador é subdimensionado (o que é mais comum). E isso implica numa faixa de controlabilidade limitada. Já valores muito maiores que a unidade indicam um processo superdimensionado e isso resulta em limitação na resolução de controle e realça não-linearidades de atuadores, tais como agarramentos e histerese.

4) Outros índices úteis:

Tempo em modo automático: Tempo em que o controlador opera em

modo automático normalizado para um dia de operação.

Mudanças de SP por dia: Número de mudanças na referência de controle

normalizado para um dia de operação.

Outra funcionalidade presente em algumas ferramentas de gerenciamento de malhas de controle é a obtenção automática de um modelo matemático com a dinâmica simplificada do processo. Em muitos casos, a identificação de um modelo de primeira ordem com tempo morto a partir de uma mudança na referência de controle é suficiente para estimar o grau de robustez e diagnosticar uma sintonia inadequada

do controlador. A constante de tempo dominante do processo pode, por exemplo, ser identificada utilizando uma técnica baseado no método dos momentos proposto por Ingimundarson e Hägglund, enquanto diversas técnicas para identificação automática do tempo morto são apresentadas por Bjorklund e Ljung (2003).