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Sosyal Bilgiler Öğretiminde Bir Öğretim Materyali Olarak Romanları

BÖLÜM II: ALAN YAZIN

2.7. Sosyal Bilgiler Öğretiminde Bir Öğretim Materyali Olarak Romanları

O serviço onde desenvolvemos o estágio do 1º Mestrado de Enfermagem Perioperatória é um bloco operatório pediátrico na área metropolitana de Lisboa, onde se prestam cuidados intra e pós operatórios imediatos a utentes cirúrgicos desde o nascimento (incluindo prematuros) até aos 17 anos e 364 dias de idade.

Subscreve a carta dos direitos da criança, é acreditado pelo Health Quality

Service desde 2003 e presta apoio a 40 das 53 Freguesias do Concelho de

Lisboa e a 10 das 18 Freguesias do Concelho de Loures bem como cuidados de referência para o Sul de Portugal e Regiões Autónomas Portuguesas.

Organiza os tempos cirúrgicos, programados ou urgentes, entre as várias especialidades e exames complementares de diagnóstico que requeiram anestesia (Geral/ sedação/ loco-regional).

A cirurgia programada funciona até às 16h, com prolongamentos até às 20 horas distribuídos mensalmente pelas especialidades que possuem maior lista de espera (ORL, Ortopedia e Urologia). A cirurgia de Urgência funciona 24h.

Articula-se com todas as unidades do hospital, nomeadamente as valências de cirurgia, neonatologia, unidade de cuidados intensivos pediátricos, medicina, cirurgia de ambulatório, consulta externa, serviço de urgência e exames complementares de diagnóstico.

É composto por quatro salas de operações e uma Unidade de Cuidados Pós Anestésicos (UCPA) com capacidade para 5 crianças.

A equipa multiprofissional é composta por 34 enfermeiros (1 enfermeira chefe; 18 enfermeiros em regime de horário diurno e 15 enfermeiros em regime de horário rotativo); 14 anestesistas; 42 cirurgiões distribuídos pelas diversas especialidades (Estomatologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Neurocirurgia, Ortopedia, Urologia, Queimados, Cirurgia Plástica e Reconstrutiva e C. Geral). Não estão afetos a este serviço os médicos que executam exames especiais (Gastroenterologia- 3, Pneumologia-3 e Patologia Clínica - 2).

41 Em 2012 registaram-se 3.381 cirurgias programadas e 1.106 cirurgias urgentes, num total de 4.487 cirurgias.

Analisando a distribuição das cirurgias programadas por grupo etário observa-se maior predominância de idades entre 1-5 anos (1131 crianças). Nas cirurgias urgentes, predominam as crianças entre 5-10 anos (288 crianças), As crianças com menos de um ano de idade perfazem um total de 509.

O tempo cirúrgico mais frequente é aquele com duração até uma hora. No entanto, em 878 procedimentos a duração foi superior a 2h.

As cirurgias mais frequentes são correção do canal peritónio-vaginal, correção de hipospadias, reimplantação vesico-ureteral, nefrectomia parcial, injeção de deflux, excisão de tumores em vários locais (ex. ventrículos, osso, fígado), correção de escolioses, colocação de válvulas de drenagem ventrículo- peritoneal, estafilo-uranorrafia, plastia de bridas, pensos e enxertos de queimaduras, adenoamigdalectomia, implante coclear, redução de fraturas com colocação de material de osteossíntese, atresia do esófago, entre outras.

Apesar das especificidades das 4 funções do enfermeiro de bloco operatório e UCPA, utiliza-se o método de trabalho em equipa. A distribuição da equipa de enfermagem é realizada semanalmente. Tendo em consideração as competências específicas dos enfermeiros, ficam 3 por sala, rentabilizando os saberes de cada um adstrito a determinada especialidade. Assim torna-se possível o aumento da qualidade dos cuidados prestados e, inevitavelmente, um tratamento em tempo útil com melhor rácio qualidade – preço, aumentando a satisfação da criança/ família.

O desenvolvimento/ atualização profissional é outro fator de extrema importância devido à constante evolução de técnicas (anestésicas e cirúrgicas), pelo que se incentiva a formação contínua em contexto de trabalho e em cursos realizados pelo centro de formação ou outros que desenvolvam competências na área. Porque não é possível que todos os enfermeiros se tornem peritos em todas as áreas de especialidade cirúrgica, recorreu-se à criação de grupos de trabalho, onde enfermeiros do serviço são elementos dinamizadores de grupos como por exemplo a Comissão de Controlo de Infeção Hospitalar, grupo de Reanimação e o grupo das feridas/ UP.

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1.3 - Escolha da Problemática

O facto da mestranda trabalhar há 15 anos no local onde se processou o estágio facilita o reconhecimento dos problemas existentes e, consequentemente, o levantamento das necessidades individuais e do serviço.

Para a escolha da problemática realizámos uma entrevista com a Enfermeira chefe e Enfermeira Supervisora, onde se destacaram dois problemas principais: o acolhimento da criança no bloco operatório e a prevenção das UP.

A problemática do acolhimento da criança no bloco operatório baseia-se no facto dos pais não poderem acompanhar a criança durante a fase da indução anestésica e do primeiro contacto entre a criança/ pais e os enfermeiros perioperatórios ser realizado no transfere num curto espaço de tempo em que a separação é sempre muito emotiva, sendo difícil estabelecer uma comunicação eficaz. A transmissão de informações essenciais sobre a criança fica comprometida, criando uma sensação de desconforto na equipa de enfermagem.

Quanto à problemática das UP, evidenciaram-se vários problemas:

 Os dispositivos de posicionamento eram em número reduzido, estavam em más condições e não se adequavam a todas as idades;

 Não existia uma norma para orientar os enfermeiros na prevenção de UP no perioperatório em pediatria;

 Não existia uma escala de avaliação de risco de desenvolver UP no perioperatório pediátrico porque quando se aplicava a escala de Braden Q no intraoperatório, todas as crianças estariam em alto risco de desenvolver UP;

 Quando existem duas cirurgias longas em simultâneo, era necessário partilhar os dispositivos de acordo com as necessidades de cada criança, sendo por vezes necessário recorrer à imaginação para construir dispositivos médicos que possibilitassem eventualmente diminuir a pressão.

Desta forma, os profissionais aplicavam medidas preventivas de acordo com os seus próprios conhecimentos e competências, recorrendo a dispositivos de posicionamento e proteção sem qualquer orientação científica específica.

43 Esta temática constituía igualmente uma preocupação a nível da Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portuguesas (AESOP) e tem vindo a ser debatida nas formações sobre Posicionamentos Perioperatórios. O problema foi discutido pelos enfermeiros presentes na formação, incluindo a Sra. Enfermeira Supervisora do serviço em questão e Presidente da AESOP, enfermeiros chefes de blocos operatórios, a própria mestranda) e professores a lecionar em Escolas Superiores de Enfermagem. Concluímos ser um problema comum aos blocos operatórios com uma necessidade rápida de resolução.

Entre 23 de Novembro de 2011 e 1 de Dezembro de 2013, foram registados 10 relatos de incidentes, dos quais 4 são do serviço em questão.Fred et al (2012) refere que este último aspeto deve-se ao facto das alterações poderem ocorrer a nível subcutâneo ou muscular e a sua visualização poder ser efetuada apenas após a cirurgia, podendo também ser confundidas com hematomas ou queimaduras. A quase ausência de relatos de incidentes envolvendo UP direcionadas ao bloco operatório dificultou-nos a escolha da problemática.

A AORN refere ainda que “a incidência de úlceras de pressão decorrentes da cirurgia pode ser tão altas como 66%”8 (AORN, 2012, p. 437).

Como já explanado, a criança que vai ser operada está totalmente vulnerável e dependente dos cuidados dos profissionais. A segurança da criança deve ser mantida, antecipando e evitando lesões mediante implementação de medidas preventivas e intervenções de enfermagem adequadas (Munro, 2010). Se, por um lado, a ausência de UP é um indicador de qualidade dos cuidados de enfermagem, por outro a vulnerabilidade extrema exige que tomemos medidas preventivas do seu aparecimento no período perioperatório. É imperativa a existência de um instrumento que avalie as necessidades/ fatores de risco e que oriente para as estratégias de prevenção mais adequadas.

Por todos os fatores enunciados, a escolha da temática recaiu na Prevenção de UP.

Foi igualmente efetuada uma análise SWOT (Apêndice 1) para analisar os pontos fortes e em especial para identificar os aspetos a serem desenvolvidos

44 pela mestranda no sentido de promover uma atuação responsável e independente nas intervenções identificadas. Desta forma, identificámos a necessidade de aperfeiçoar as competências na área da circulação e desenvolver a instrumentação.

1.4 - Úlceras de Pressão: o tempo passa mas a