BÖLÜM IV: BULGULAR
4.1. İnsan Hakları, Demokrasi ve Vatandaşlık Kavramları İle İlgili Bulgular
4.1.2. Demokrasi Kavramları İle İlgili Bulgular
Painel de Delphi Revisão de literatura Ronda 1
Ronda 2
Reunião de consensos sobre a clareza do instrumento
Reunião de consensos sobre os fatores de risco
Reunião de consensos sobre as intervenções de enfermagem
Quadro 27 - Desenho do estudo realizado das principais atividades desenvolvidas
O quadro 27 descreve os tempos reais de execução das principais tarefas realizadas. Ao fazer um cruzamento com o cronograma inicial, podemos
189 verificar que a investigação documental demorou mais tempo que o previsto, atrasando o restante planeamento em cerca de 2 meses. A revisão da literatura sobre o processo de tradução e Painel de Delphi foram feitas em 2 tempos distintos porque chegámos à conclusão que era prioritário conhecer o método de tradução transcultural. O início da realização do painel de Delphi sofreu um atraso de mês e meio mas foi desenvolvido dentro do tempo planeado.
A validação do instrumento em blocos operatórios não foi efectuada por falta de tempo útil mas esta alteração já era expectável aquado da realização do cronograma.
Houve necessidade de um investimento financeiro, suportado pela investigadora, aplicado nos tradutores profissionais.
Como produto final, obtivémos um instrumento científico, validado mediante critérios rigorosos que ajuda os enfermeiros perioperatórios pediátricos a identificar os fatores de risco de desenvolver UP e que os orienta para as estratégias de prevenção.
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5 – DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS OBTIDOS
A produção de estudos científicos conduz, sem dúvida, ao enriquecimento de conhecimentos e competências do investigador. No entanto, apenas se torna clinicamente eficaz se houver uma disseminação do estudo e dos resultados obtidos, sendo este “um dever ético de investigador” (Ruivo et al, 2010, p. 34) que deve assumir a liderança e ser pró-ativo na divulgação dos resultados obtidos.
Na revisão sistemática de literatura efetuada pudemos verificar a inexistência de estudos sobre a problemática estudada quando aplicada à pediatria, pelo que é imperativo divulgar o presente estudo para que outros enfermeiros perioperatórios possam refletir sobre a temática, pois é um problema transversal às pessoas que são submetidas ao ato anestésico-cirúrgico.
No decurso do projeto, como já foi mencionado, considerámos importante a realização de uma norma de serviço, onde além da linguagem CIPE, considerámos essencial desenvolver indicadores de qualidade direcionados à problemática.
Assim, no que toca aos Padrões/ Indicadores de Qualidade, sabemos que em 2005 surgiu o programa “Padrões de Qualidade em Enfermagem”, pela iniciativa da Ordem dos Enfermeiros (OE) com o objetivo de promover a aplicação dos 6 padrões de qualidade definidos em 2001. Estes foram obtidos através do enquadramento conceptual (a saúde, a pessoa, o ambiente, os cuidados de enfermagem) e seis enunciados descritivos (a satisfação da pessoa, a promoção da saúde, a prevenção de complicações, o bem estar e o autocuidado, a readaptação funcional, a organização dos cuidados de enfermagem) que regem o desempenho de cuidados com qualidade na enfermagem.63
A implementação deste projeto possibilitará a melhoria dos cuidados de enfermagem, fornece aos cidadãos dados que visam construir uma imagem dos profissionais e da instituição positiva e possibilita a reflexão sobre o exercício profissional.
Dos seis enunciados descritivos (OE, 2001), salientamos para este trabalho a “prevenção de complicações” e o “bem-estar e o autocuidado” -
192 nomeadamente no que diz respeito à identificação precoce dos problemas potenciais, à prescrição, tomada de decisão, implementação e avaliação, ao rigor técnico e científico que suportam as intervenções, à referenciação das situações aos colegas, à supervisão de atividades, e à responsabilização pelas decisões e atos praticados – e à “organização dos cuidados de enfermagem” – salientando a existência de um sistema de melhoria contínua da qualidade e de um sistema de registos sistematizado com referência às necessidades da pessoa, as intervenções de enfermagem e resultados obtidos.
No que diz respeito à problemática, o estabelecimento de uma política de avaliação dos riscos em todas as instituições de saúde é fundamental e há a recomendação para a educação os profissionais de saúde sobre a forma obtenção de uma avaliação de riscos precisa e fiável (EPUAP & NPUAP, 2009, p.10). Também porque a satisfação dos enfermeiros se repercute nos cuidados, e ainda dentro do enunciado anterior, encontram-se referências à formação e dotação de enfermagem adequada à complexidade de cuidados.
O projeto de melhoria deve ser elaborado por um grupo multidisciplinar que deve fazer uma avaliação da situação mediante análise das práticas, das especificidades das pessoas e de cada serviço pois “as recomendações só serão eficazes se forem tidas em conta as circunstâncias locais de cada instituição e se forem incorporadas nas formações” (GAIF, 2010, p. 39). A melhoria contínua da qualidade, conseguida através do desenvolvimento de programas específicos, é um dos objetivos que pode ser observado no site do Centro Hospitalar onde foi realizado o estágio. Consequentemente, elaborar um plano de implementação de boas-práticas e normas de serviço baseado na identificação dos pontos frágeis e “nomear um responsável pela coordenação da implementação das recomendações” é fundamental (GAIF, 2010, p. 40). Salientamos que as UP foram identificadas por muitas instituições de saúde como uma problemática que beneficiariam com a inclusão neste projeto de melhoria. Foram desta forma, consideradas um indicador importante dos cuidados de Enfermagem, isto é, o resultado da avaliação traduz a forma como os enfermeiros previnem o seu aparecimento.
Assim, cada vez mais é essencial conhecer a evidência desses cuidados, sendo para tal necessário haver um sistema que monitorize e regularmente a
193 situação tal como ressalta a GAIF (2010, p. 40) ao recomendar que “deve ser garantido o fornecimento dos recursos necessários (…) e as intervenções e os seus resultados devem ser monitorizados através de estudos de prevalência e incidência, inquéritos e auditorias”.
Morison (2004, p. 83) refere que “ as taxas de incidência e prevalência observadas podem ser mal interpretadas se não forem aferidas para refletir as características dos pacientes e organizações”. Ao interpretar esta afirmação, chegamos à conclusão que não basta conhecer os resultados de n.º de UP decorrentes do ato cirúrgico, importa também conhecer as condições inerentes, para poder interpretar melhor os dados obtidos (ex. existência de condições para o procedimento com segurança, conhecimentos, formação...) porque, sendo uma ferramenta importante para refletir e reestruturar dos cuidados de enfermagem, podem ajudar a nortear as decisões dos gestores. De notar que a GAIF (2010, p. 18) expõe que “embora o aparecimento de uma UP possa dever-se a cuidados insuficientes ou inapropriados, se a UP se desenvolver apesar da aplicação consistente de intervenções de eficácia comprovada, não poderá refletir a qualidade dos cuidados”.
Os indicadores traduzem-nos apenas a realidade do serviço/ instituição numa determinada altura, para que se possam adequar medidas preventivas. Porém, para Morison (2004, p. 83), os resultados obtidos dos indicadores não traduzem a realidade, argumentando que “não existe um único indicador reconhecido de prevenção de sucesso de úlceras de pressão”. Continua argumentando que “enquanto a previsão do risco for baseada numa compreensão incompleta da etiologia das úlceras de pressão, a “taxa de conversão” é provável que seja artificialmente baixa devido à reduzida sensibilidade dos instrumentos utilizados para prever o risco” (Morison, 2004, p. 83).
Os indicadores da qualidade são de extrema importância porque traduzem a realidade existente num determinado serviço e espaço temporal, possibilitando a monitorização do procedimento em toda a sua plenitude (estrutura, processo e resultado), promovendo a análise e a reflexão, facilitando a identificação de problemas e consequentemente a possibilidade da introdução de mudanças no sentido da melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados.
194 Mas então taxa de conversão refere-se a quantos pacientes vulneráveis desenvolvem úlceras de pressão? No caso da pessoa perioperatória, é uma problemática porque, apesar do risco não ser igual para cada pessoa, todas são considerada vulneráveis, simplesmente porque não temos forma de saber o grau de risco.
Em suma, como principais resultados deste projeto, salientamos que: São vários os fatores de risco de desenvolver UP no perioperatório e
não se conhece a relação entre eles;
É função do enfermeiro perioperatório garantir a segurança da criança que vai ser intervencionada;
A necessidade de constante atualização científica no que diz respeito aos melhores métodos preventivos;
As UP são uma problemática transversal aos blocos operatórios, sendo a realização dos diagnósticos de risco um desafio;
Não existem estudos referentes aos fatores de risco direcionados à pediatria no perioperatório;
A tradução transcultural e adaptação do instrumento Braden Q+P foram realizadas com sucesso mediante critérios científicos rigorosos, tendo sido aceite pela autora;
A existência de dispositivos adequados à idade das crianças em boas condições e em quantidade suficiente é muito importante para uma boa prevenção.
A formação dos enfermeiros é fundamental na gestão de todo o processo para que apliquem o instrumento de avaliação do risco Braden Q+P de forma correta e consciente. Além disso, ajuda-os a perceber a importância da sua utilização e a manterem-se atualizados.
É necessária a realização de estudos científicos nesta área e proceder à validação estatística do instrumento.
Realizámos a difusão científica através de 2 artigos que aguardam publicação, um póster e uma comunicação livre em dois congressos. Um dos artigos faz o enquadramento da responsabilidade do enfermeiro perioperatório na
195 vigilância antecipatória do risco (Apêndice 14) e outro retrata a problemática das UP e o processo de tradução transcultural e adaptação à realidade portuguesa (Apêndice 15). Fizemos também reuniões de serviço informais e no contexto de trabalho.
Geralmente o processo de publicação dos artigos é moroso, pelo que optámos por participar em eventos profissionais de enfermagem perioperatória para fazer uma divulgação mais rápida. O póster elaborado foi acerca dos Fatores de Risco em Pediatria, exposto e apresentado no XVI Congresso Nacional da AESOP que decorreu entre o dia 27 a 29 de Março no Centro de Congressos do Estoril. Baseou-se na divulgação da problemática, revisão sistemática da literatura sobre os fatores de risco para o perioperatório em pediatria, diagnósticos CIPE e medidas preventivas (Apêndice 16). Durante o congresso foi notória a curiosidade que a temática levantou. É um problema real e um desafio constante.
A comunicação livre foi realizada no Congresso de Enfermagem Perioperatória: da Prática à Evidência, realizada no Instituto Politécnico de Setúbal, Escola Superior de Saúde, nos dias 30-31 de Maio de 2014, intitulada “Tradução e Adaptação Transcultural para a Língua Portuguesa do Instrumento de Avaliação do Risco de Úlcera de Pressão para o Perioperatório Pediátrico Braden Q+P, cujos objetivos foram: Alertar para a problemática das Úlceras de Pressão no Perioperatório; Explicar o processo de tradução e adaptação transcultural para a língua Portuguesa do instrumento e Divulgar o instrumento de avaliação do risco de UP para o perioperatório em pediatria. Esta comunicação permitiu que fosse efetuada uma divulgação junto da população perioperatória em geral e professores da própria organização académica.
De certa forma, consideramos que a carta enviada à direção da Área de Anestesiologia e Blocos Centrais do Centro Hospitalar e Gestores operacionais do bloco operatório em questão, foi também um meio de disseminar a problemática junto da organização.
Procurámos divulgar a problemática em vários contextos, esperando que num futuro próximo existam mais estudos nesta área e se possam prestar melhores cuidados, suportados pela evidência científica. Estamos convictas que a realização deste estudo contribui para a consciencialização da problemática, tendo sido dado um grande passo para que os enfermeiros perioperatórios
196 possam utilizar um instrumento que não só os ajude na identificação dos diagnósticos de enfermagem para o desenvolvimento das UP e como também os oriente na prevenção dessa problemática.
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