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C) SİVİL HAVAYOLU TAŞIMACILIĞINDA KULLANILAN ARAÇLAR

4- Sivil Hava Aracı Türleri

- quando ela ensina História 01

- é da sua autoridade 01

- das aulas 01

- de tudo 03

- ela quer que a pessoa seja alguém na vida 01

O QUE VOCÊ MAIS GOSTA NELA?

- ela ri; 01

- quando ela diz: “olha o dedinho charmoso”; 01 - quando ela brinca com a gente 04

- ela é muito aplicada 01

- ela ensina bem /explica bem 06

- de sua sinceridade 01

- quando ela está calma/boa 03

- do caráter dela; 01

- quando ela fala dela, do passado dela e da família dela 01

- da inteligência 01

- das tarefas que ela faz; 01

- ela é boa e tem moral; 01

- ela ensina bem e brinca com a gente 01

5º ano QUE VOCÊ MENOS GOSTA NELA? 32 questionários - quando ela está com raiva /fica brava 02 - quando ela me chama de irresponsável 01

- das cópias que ela faz; 01

- de ir lavar o banheiro 01

- a tarefa que não é como as de fora, as de fora ela não quer

saber de nada, ela só é ruim 01

- ela é muito chata/um pouco chata 01

- quando ela arranca a folha do caderno 01 - ela me deixou uma semana sem computador 01 - quando ela chega /fica estressada/nervosa/com raiva 06

- ela é muito exigente 01

5º ano QUE VOCÊ MENOS GOSTA NELA? 32 questionários

- quando ela fica chata

- é brava e briga muito 01

- ela é brava e feia 01

- das provas que ela faz 01

- ela nunca passa um texto 01

- ela não deixa a gente usar o celular e ela usa 01

- ela é muito lenta demais; 01

FONTE: A autora (2007)

De acordo com as respostas acima, existe um alto grau de confiabilidade por parte dos/as alunos/as naquilo que é dito pela professora, o que faz com que todos/as a concebam como uma boa professora, aprovando sua didática e se relacionando de forma afetuosa com ela.

5.1.2 O discurso histórico utilizado em sala de aula

Para analisar o discurso histórico apresentado pela professora em sala de aula, utilizaram-se as observações da aula, mas, predominantemente, dos registros dos cadernos dos/as alunos/as e dos registros do diário de classe. Aponta-se, a partir do material, algumas características desse discurso, a seguir.

O fio condutor do discurso é o colonizador português, no caso dos conteúdos sobre o Brasil colônia. Em outros casos, são os personagens do poder político, econômico ou social que possuem “autoridade” e “capacidade” para atuar na realidade social. Índios e negros participam da construção da história, apenas como coadjuvantes no papel de sujeitos inferiores e dependentes, sem importância qualitativa no processo:

A professora diz: “Vamos começar a aula de História”. Alguns alunos/as comentam: “Nós não trouxemos o livro.”

A professora coloca alguns cartazes no quadro de giz:

HISTÓRIA - CAPITANIAS HEREDITÁRIAS: DIVIDINDO O BRASIL – O FRACASSO DAS CAPITANIAS – DUAS PROSPERARAM: SÃO VICENTE E PERNAMBUCO – A CHEGADA DOS JESUÍTAS – A EXPANSÃO DA CANA DE AÇÚCAR.

A professora começa a exposição:

“Há muito tempo atrás, nós nos chamamos Brasil. O Brasil foi dividido...” Um aluno interrompe:

“Em 07 regiões.” A professora continua:

“Sim, mas nós estamos falando das Capitanias Hereditárias. Alguém pode me dizer o que é isso?”

Uma aluna responde: “Lotes de terra.” A professora continua:

“O Brasil foi dividido. Vamos supor que o 5º ano foi dividido em 05 partes, cada uma é um lote, cada uma vai ter um dono; [...] Os donos terão que fazer alguma coisa para o negócio dar certo [...]. Em 1532, D. João III criou este sistema de Capitanias Hereditárias. Ele dividiu o Brasil em 15 faixas de terra, ele doou esses lotes a 15 donatários – os donos das terras – [...]. Essas capitanias tiveram sucesso? Somente duas prosperaram, essas

duas (aponta os nomes São e Vicente e Pernambuco nos cartazes).Vamos lá: ACORDO COM OS ÍNDIOS (outro cartaz). Onde cabe os índios aí? Eles fundaram vilas em São Vicente e Pernambuco e fizeram o plantio da cana de açúcar. Os donatários fizeram acordo com os índios e colocaram eles para trabalharem. Eles fizeram uma aliança. Muito bem, juntou colonos com os índios e foram nascendo os primeiros brasileiros [...].

(trecho da aula observada de número 02)

Diante do exposto, percebe-se que o conteúdo é ministrado a partir da necessidade de transmissão de informações e não da necessidade de construção de um conhecimento histórico coerente e significativo. Isto faz com que o conteúdo ministrado fique sem ligação com uma linha de raciocínio. O que se diz a respeito do processo histórico em determinada aula começa e termina naquele momento específico. Verifica-se ainda que o discurso apresenta um caráter personalista, de culto aos heróis (escolhidos pela História Oficial), como mostra o exemplo desta mesma aula sobre Capitanias Hereditárias:

A professora lê o texto do livro didático sobre as Capitanias Hereditárias:

“Diante de tantos problemas, há alguém disposto a solucionar: os jesuítas. Vocês sabem quem foram os jesuítas? Ninguém sabe? Não fizeram o 4º ano direito. De onde vieram os jesuítas? (os/as alunos/as respondem olhando o texto do livro didático) ”Da Europa.” A professora continua: “Pe. Manoel da Nóbrega era um jesuíta. Como é o nome do padre?:” Os /as alunas/as respondem: “Padre Manoel da Nóbrega.” A professora prossegue: “ Eles chegaram e queriam catequizar todos e difundir a fé católica, criando Ordens Religiosas, criando a Companhia de Jesus.” A professora pergunta: “5º ano, foi boa a chegada dos jesuítas?”Os/as alunos/as respondem: “Foi”. “Sim, eles trouxeram coisas novas, fundaram coisas. Os índios tinham que abandonar certos hábitos... os índios eram acostumados a certas coisas e os jesuítas queriam que eles fossem do jeito deles.”

No discurso histórico não há interação entre os vários aspectos da realidade social: procura-se apenas apresentar o fato a partir de uma necessidade de transmissão de conteúdo, não havendo contextualização conjuntural ou estrutural dos acontecimentos históricos.

No que se refere ao tempo histórico, este se apresenta de forma cronológica, marcado por regularidades e uniformização. As datas comemorativas não têm o peso do patriotismo e da civilidade que tinham no ensino de História das

décadas de 60, 70 e 80 do século XX, antes são “comemoradas” em sala de aula por causa das pressões externas da Secretaria Municipal de Educação, da equipe técnica da Escola, de acordo com o texto de uma aluna, elaborado em casa e lido pela professora, e um outro sobre a morte de João Pessoa, seguido de exercício:

Como se pode observar pelos textos, não há problematização no discurso histórico. Evita-se a análise e discussão dos conflitos sociais, dos problemas sociais.

5.1.3 O método de ensino

A aula ministrada pela professora possui algumas características a serem destacadas: a relação escolar é a de “mestre-discípulo” Apesar da participação dos/as alunos/as ser solicitada, essa participação restringe-se à repetição de frases do livro didático ou à repetição da fala da professora.

A verificação da aprendizagem dos/as alunos/as é feita através de questionários, cujo modelo é de perguntas-respostas, sem nenhuma criatividade, solicitando-se do/a aluno/a a repetição e a memorização dos conteúdos discutidos em sala de aula. A maior parte das atividades desenvolvidas é de caráter individual.

No entanto, a professora, em entrevista, ao constatar as dificuldades de aprendizagem dos/as alunos/as (não sabem dividir, subtrair, ler e escrever corretamente), afirma combater estas dificuldades com a inovação didática:

Eu inovo, sempre que eu posso, eu inovo. Trago novidades, trabalho com textos expositivos, levo para a biblioteca, vídeo, tento fazer gincana, trabalho tabuada com brincadeiras, frações com material concreto, eu inovo. Então é isso que ainda...é dessa maneira que eu ainda estou conseguindo fazer com que eles desenvolvam um pouquinho. Porque se eu fosse trabalhar só livro, livro, livro, caderno, papel, lápis, eles não conseguem.

E, em outro trecho dessa entrevista, falando especificamente das aulas de História:

Fiz a avaliação de História uma vez, foi horrível, foi um desastre! Não estudaram. “Aí, professora, nós não éramos acostumados a fazer a prova de História, nós fazíamos trabalho.” Então eu continuei como a minha colega, eu segui o planejamento de minha colega e vi que teria que fazer trabalhos pesquisados, porque eu fiz uma avaliação, mas não tive sucesso. Porque eles não conseguem, História, Geografia, Ciências, não tem como ensiná-los da forma que eu desejaria. Então, sempre levo para a sala de vídeo; trouxe um CD sobre a história de João Pessoa (chamou muito a atenção deles), escutaram, acharam interessante. Levei para a sala e pedi que eles escrevessem tudo o que eles viram no CD. A maioria não foi bem.

Em relação à abordagem dos conteúdos esta não ocorre de forma interdisciplinar. Não se verificou nenhum conteúdo ou atividade que promovesse a interação da História com outras áreas do conhecimento. Não se parte da vivência

cotidiana dos/as alunos/as ou de seus interesses, mas antes do livro didático ou, no máximo, da data comemorativa.

Apesar de possuir características semelhantes ao modelo tradicional de ensino, o modelo de ensino desenvolvido pela professora dele se difere em aspectos importantes, tais como: não é apresentado um Programa de disciplina que tenha começo, meio e fim; as aulas parecem improvisadas e construídas a partir de recortes de experiências de ensino da professora; não existe uma clareza metódica no trato com os conteúdos didáticos (como abordar cada conteúdo em sua particularidade para ser apreendido pelos/as alunos/as) – ora a professora faz a leitura integral do conteúdo a partir do livro didático, ora inicia por uma exposição e depois leitura do livro didático.

No que diz respeito à seleção dos conteúdos, esta ocorre a partir do livro didático, mesmo a Escola possuindo uma Proposta Curricular elaborada pela Secretaria Municipal de Educação da cidade de João Pessoa em “parceria” com os/as professores/as. Os conteúdos do 1º e 2º semestres foram ministrados pela professora anterior. Já os conteúdos do 3º e 4º bimestres foram ministrados pela professora envolvida no estudo, somando um total de 34 aulas de História ministradas, conforme pode ser visto no quadro abaixo: