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Sermaye-İktidar İlişkilerinin Basın-İktidar İlişkilerine Etkisi

3.2. Bulgular

3.2.3. Medya ve Köşe Yazarlarının Konumlarındaki Değişim

3.2.3.1. Sermaye-İktidar İlişkilerinin Basın-İktidar İlişkilerine Etkisi

Os valores médios obtidos para NTK, nitrogênio amoniacal, nitrito e nitrato estão apresentados nas Tabelas 5.12, 5.13, 5.14 e 5.15 respectivamente e nas Figuras 5.10, 5.11, 5.12 e 5.13 estão apresentados os valores registrados durante as 16 semanas de monitoramento.

Tabela 5.12 - Valores médios e desvios-padrão de NTK do efluente nos pontos de amostragem.

NTK (mg.L-1) Pontos de

amostragem

Total (16 semanas)

Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5

M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp

P1 92 23 60 77 20 98 18 100 10 96 34

P2 71 9 71 61 10 66 11 77 4 76 2

80 Figura 5.10 - Valores de NTK do efluente nos pontos de amostragem, durante as 16 semanas de monitoramento.

Tabela 5.13 - Valores médios e desvios-padrão de nitrogênio amoniacal do efluente nos pontos de amostragem.

Nitrogênio Amoniacal (mg.L-1) Pontos de

amostragem

Total (16 semanas)

Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5

M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp

P1 59 13 37 47 10 64 10 68 4 59 15

P2 66 9 62 56 10 62 11 73 5 70 1

P3 36 10 26 26 1 33 7 44 11 42 3

Figura 5.11 - Valores de nitrogênio amoniacal do efluente nos pontos de amostragem, durante as 16 semanas de monitoramento.

20 40 60 80 100 120 140 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 NT K (mg .L -1) Semanas de monitoramento P1 P2 P3 1 2 3 4 5Fases 20 30 40 50 60 70 80 90 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Nit ro g ênio A mo n iac al (mg .L -1) Semanas de monitoramento P1 P2 P3 1 2 3 4 5 Fases

81 Tabela 5.14 - Valores médios e desvios-padrão de nitrito do efluente nos pontos de amostragem.

Nitrito (mg.L-1) Pontos de

amostragem

Total

(16 semanas) Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5

M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp

P1 0,029 0,012 0,000 0,037 0,010 0,028 0,006 0,038 0,007 0,023 0,011

P2 0,009 0,003 0,012 0,012 0,001 0,009 0,002 0,010 0,004 0,006 0,003

P3 3,727 1,938 3,700 0,481 0,073 3,498 0,903 4,343 0,496 5,783 0,988

Figura 5.12 - Valores de nitrito do efluente nos pontos de amostragem, durante as 16 semanas de monitoramento.

Tabela 5.15 - Valores médios e desvios-padrão de nitrato do efluente nos pontos de amostragem.

Nitrato (mg.L-1) Pontos de

amostragem

Total (16 semanas)

Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5

M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp M ± dp P1 15,4 6,1 0,0 16,4 3,6 16,5 1,4 20,4 5,0 12,3 4,8 P2 3,9 1,1 3,2 4,5 0,6 3,4 1,6 4,4 1,4 3,8 0,5 P3 11,9 5,8 16,6 1,8 1,7 12,1 2,0 12,7 1,7 17,2 3,4 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Nit rit o ( mg .L -1) Semanas de monitoramento P1 P2 P3 1 2 3 4 5 Fases

82 Figura 5.13 - Valores de nitrato do efluente nos pontos de amostragem, durante as 16 semanas de monitoramento.

Analisando os resultados obtidos durante as 16 semanas de monitoramento do sistema, é possível dizer-se que o processo de nitrificação/destrificação não foi completo, houve uma parcial nitrificação, com redução na concentração de nitrogênio amoniacal no sistema nas 16 semanas de monitoramento abaixo das reduções citadas por Von Sperling (2014), de acordo com o autor a eficiência de remoção de amôniaem reatores UASB é de <50% e 50 a 85% para sistemas compostos por reator UASB seguido de BAS e a eficiência de remoção de nitrogênio totalem reatores UASB e sistemas compostos por reator UASB seguido de BAS é <60%. O sistema estudado não apresentou remoção de nitrogênio amoniacal em quase todas as semanas de monitoramento no reator UASB, no BAS apresentou remoção média de 46±9 % e no sistema total de 37±17 %, pois na maioria das semanas houveram aumentos na concentração de nitrogênio amoniacal do afluente para o reator UASB.

Farabegoli; Chiavola; Rolle (2009) obtiveram valores de remoção média de amônia de 91±2 % para um efluente real de esgoto sanitário, coletado após gradeamento, desarenação e sedimentação primária e de 96±0,6% para um efluente de esgoto quimicamente pré-tratado, contendo uma carga menor de sólidos suspensos. No entanto, quanto maior a taxa de aeração, maior a remoção, pois o efluente real com uma concentração de 2,4 mg.L-1 de OD apresentou eficiência de remoção de amônia de 68±3, enquanto que com uma concentração de 5,8 mg.L-1 de OD apresentou eficiência de remoção de amônia de 99±1 %. 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Nit rato ( mg .L -1) Semanas de monitoramento P1 P2 P3 1 2 3 4 5 Fases

83 No presente estudo foi obtido um valor médio de concentração de amônia de 66±9 mg.L-1. Sato et al. (2006) obteve um valor médio de 33±9,8 mg.L-1 de NH

4-N para reator

UASB.

Com relação à concentração de amônia no efluente final do sistema, no presente estudo foi obtido um valor médio de 36±10 mg.L-1. Chong et al. (2012) apresentaram dados resumidos a partir de estudos desenvolvidos na última década sobre a eficácia de unidades de pós-tratamento comuns em alcançar níveis médios indicados de qualidade do efluente e a configuração composta por reator UASB seguido de biofiltro apresentou valores em torno de 18 mg.L-1 de NH4-N no efluente final.

As concentrações de amônia mostraram-se acima das citadas por Sato et al. (2006) e Chong et al. (2012) neste estudo.

Kayhanian (1999) realizou um estudo sobre a inibição de amônia em biogaseificação de altos sólidos e de acordo com o autor a amônia é produzida pela biodegradação anaeróbia da matéria nitrogenada, principalmente sob a forma de proteínas e uréia, todo o nitrogênio orgânico presente na matéria-prima será convertido à amônia o que pode explicar o aumento observado de nitrogênio amoniacal do P1 para o P2, tal fato sugere uma grande presença de nitrogênio orgânico na entrada do sistema que foi biodegradado anaerobiamente no reator UASB e convertido a amônia.

A concentração de nitrito aumentou consideravelmente do reator UASB para o BAS, os valores de saída do sistema variaram de 0,400 a 7,060 mg.L-1, o que sugere que

esteja ocorrendo nitrificação do efluente e o consumo de alcalinidade que ocorreu do reator UASB para o BAS é mais um indicador de que tal fato esteja acontecendo. Com relação ao nitrato, houve uma remoção significativa apenas na Fase 2, com eficiências de remoção total do sistema de 78 a 97%, as Fases 3 e 4 apresentaram eficiência média de remoção de 26±17 e 34±21 % respectivamente e na Fase 1 e 5 não houve remoção alguma, mas sim um aumento da concentração de 0 para 16,6 mg.L-1 e de 12,3±4,8 para 17,2±3,4 mg.L-1, respectivamente. Tais resultados sugerem que na Fase 2, onde houve altos valores de remoção de nitrato pode ter ocorrido uma desnitrificação total, enquanto nas demais Fases, as bactérias nitrificantes podem ter levado parte do nitrogênio amoniacal a nitrito e este a nitrato, realizando o processo de nitrificação.

De acordo com Von Sperling (2014) no processo de desnitrificação observa-se consumo de oxigênio que é referido como demanda nitrogenada ou demanda de segundo estágio, por ocorrer numa fase posterior à das reações de desoxigenação carbonácea. A

84 nitrificação ocorre lentamente, pois as bactérias nitrificantes têm uma taxa de crescimento mais lenta do que as bactérias heterotróficas.

Segundo Alem Sobrinho e Jordão (2001) a desnitrificação ocorre em reator com oxigênio dissolvido nulo e com consumo de matéria orgânica, no entanto o reator UASB apresenta praticamente nenhuma eficiência de remoção de N e fósforo (P), e seu uso seguramente terá efeito negativo sobre sistemas de tratamento biológico com objetivo de boa remoção desses nutrientes, pois o efluente do reator UASB possui relações N/DQO e P/DQO bem superiores aos valores desejados para o bom desempenho desses sistemas depuradores. Quando o objetivo do tratamento de esgoto é também o de remoção satisfatória de N, o reator UASB deve ser usado para tratar inicialmente uma parcela do esgoto bruto afluente à ETE (possivelmente não mais de 50%), devendo o restante ser encaminhado diretamente ao tratamento biológico complementar com nitrificação e desnitrificação, de modo a se ter matéria orgânica suficiente para a desnitrificação (ALEM SOBRINHO; JORDÃO, 2001).

No estudo conduzido por Araújo e Freitas (2014) o processo de nitrificação foi favorecido, ocorrendo a oxidação de 25% do nitrogênio amoniacal, no entanto nada é mencionado com relação ao processo de desnitrificação.

De acordo com Khan et al. (2011) vários autores reportam que nenhuma ou uma pequena remoção de nutrientes pode ser esperada em um sistema anaeróbio tratando esgoto doméstico. A razão da baixa remoção de nutrientes é que durante o processo anaeróbio, nitrogênio orgânico e fósforo são hidrolisados a amônia e fosfato, que não são removidos a partir do sistema e, em consequência, a sua concentração na fase líquida aumenta, o que explica os resultados obtidos no presente estudo. A concentração de nitrogênio amoniacal e fosfato em águas residuais municipais tratadas em condições anaeróbias tem sido relatada em uma faixa de 30 a 50 e 10 a 17 mg.L-1, respectivamente (FORESTI et al., 2006). Em seu estudo do estado da arte sobre as melhorias no desempenho de reatores UASB, Chong et al. (2012) concluiu que nenhum dos tratamentos compostos por reator UASB seguido de filtro aerado com retorno de lodo foram capazes de remover amônia, a remoção foi apenas em torno de 13 a 27% e isso foi atribuído possivelmente à presença de heterótrofos. Portanto realmente não era esperado que ocorresse uma diminuição significativa na concentração de N no reator UASB.

Com relação à legislação, a CONAMA 430 permite o lançamento de 20,0 mg.L-1 para nitrogênio amoniacal total em corpos d’água classe 2 (BRASIL, 2011) e com relação

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à concentração nesta categoria de corpo d’água, a CONAMA 357 (BRASIL, 2005)

estabelece as respectivas concentrações em amostras coletadas em qualquer ponto:

 Para Nitrogênio amoniacal total:

- 3,7 mg.L-1, para pH ≤ 7,5; - 2,0 mg.L-1, para 7,5 < pH ≤ 8,0; - 1,0 mg.L-1, para 8,0 < pH ≤ 8,5; - 0,5 mg.L-1, para pH > 8,5.  Nitrato 10,0 mg.L-1  Nitrito 1,0 mg.L-1

O Decreto Estadual 8468 estabelece os mesmos padrões que a CONAMA 357 para nitrato e nitrito e uma concentração de 0,5 mg.L-1 em amostras coletadas em qualquer ponto de corpo hídrico Classe 2 (SÃO PAULO, 1976). Isso indica mais uma vez que a configuração de tratamento estudada não apresenta resultados satisfatórios para a remoção de nitrogênio, pois os valores para todos os parâmetros se mostraram acima dos limites estabelecidos pela legislação em praticamente todas as semanas de monitoramento.