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6102 SAYILI TÜRK TİCARET KANUNU KAPSAMINDA BİRLEŞME, BÖLÜNME VE TÜR DEĞİŞİKLİĞİ İLE ŞİRKETLER TOPLULUĞU

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6102 SAYILI TÜRK TİCARET KANUNU KAPSAMINDA BİRLEŞME, BÖLÜNME VE TÜR DEĞİŞİKLİĞİ İLE ŞİRKETLER TOPLULUĞU

Diante da evolução do futebol, percebe-se que o que hoje é conhecido como futebol passou de práticas similares ao esporte na antiguidade, mais utilizadas em treinamentos de soldados, até sua caracterização como modalidade esportiva na contemporaneidade como uma consequência da divergência entre seus participantes acerca da possibilidade de utilização da mão ou não. Os que defendiam a não utilização das mãos acabaram por criar o esporte.

Em relação à chegada do esporte ao Brasil, existem duas correntes mais fortes. A que atribui o feito a Charles Miller, descendentes de ingleses, que muito jovem foi estudar na Inglaterra e que, quando voltou ao país, trouxe as ideias do futebol principalmente para São Paulo e a que defende que o futebol, antes de Charles Miller, já era praticado, um ano antes, no Rio de janeiro pelo o escocês Thomas Donohoe.

O que se sabe é que, no Brasil, o esporte foi inicialmente praticado pela elite, ou nos clubes, ou nas escolas e universidades, e só posteriormente foi começando a ganhar popularidades entre as camadas sociais mais baixas ainda como uma atividade mais lúdica do que uma situação profissional.

Com o passar dos anos, percebeu-se que aquele esporte que possuía um maior aspecto de divertimento começava a ganhar ares de profissionalismo, sendo necessário o surgimento de leis e normas que regulamentassem as novas relações jurídicas que vinham surgindo.

A evolução normativa começou com o Decreto-Lei nº 5.342 de 1943 apresentando normas relativas ao contrato de trabalho do atleta profissional e determinando que fosse obrigatório o registro dos mesmos no Conselho Nacional de Desportos. A Lei mais moderna que trata do assunto é a nova redação da Lei Pelé, alterada pela Lei nº 12.395/2011. Essa lei trouxe, através de uma nova visão sobre o conceito de desporto apresentado pela CF/88, normas gerais sobre o desporto, normas contratuais, normas relativas aos direitos trabalhistas e normas de incentivo geral à prática desportiva amadora e profissional.

Em relação ao contrato de trabalho desportivo, a Lei Pelé normatizou a obrigatoriedade de o mesmo ser realizado por prazo determinado, devendo obedecer ao intervalo mínimo de 3 (três) meses e máximo de 5 (cinco) anos. O objeto contratual deve ainda conter as chamadas cláusulas obrigatórias que são a cláusula compensatória

desportiva e a cláusula indenizatória desportiva, ambas substituíram a antiga cláusula penal.

Outra exigência em relação ao contrato do jogador profissional é que, apesar de não vir expresso na Lei Pelé, o mesmo deverá ser celebrado por escrito sob pena de nulidade.

Em relação aos ganhos econômicos do desportista profissional, percebe-se que a Lei Pelé, no § 1º do seu art. 31, determinou quais parcelas possuiriam natureza salarial. Através da análise do dispositivo, pode-se concluir que as luvas, os “bichos”, o adicional noturno e o 13º salário possuem sim natureza salarial. Enquanto as parcelas correspondentes ao direito de imagem, por serem indenizatórias, e as correspondentes ao direito de arena, por determinação expressa do § 1º do art. 42 da Lei Pelé, possuem natureza civil.

Acerca da jornada do trabalho do jogador de futebol, a referida lei determina, no inciso VI, do § 4º, do seu art. 28, que a jornada normal de trabalho não poderá exceder 44 (quarenta e quatro) horas semanais. Nesse caso, vale a determinação constitucional que aduz que, por dia, as horas que superarem a oitava hora serão consideradas extraordinárias.

Em relação às viagens e concentrações, pode-se perceber que não deverão ser computadas na jornada de trabalho, uma vez que são inerentes à situação específica da atividade laboral do desportista profissional por necessitar deslocar-se para competir em localidades distantes da sede do clube e por precisar estar com um nível de preparação adequada para as partidas.

Ainda sobre os direitos aplicados ao jogador profissional, a Lei Pelé estabelece o direito a 30 (trinta) dias de férias a esses trabalhadores. As referidas férias, porém, tem uma característica específica em relação aos trabalhadores ordinários, necessariamente serão coletivas, uma vez que a legislação desportiva determina que as elas devam ser concedidas no período específico de recesso das atividades desportivas. Ou seja, devem ser concedidas a partir da metade de dezembro até meados de janeiro do ano seguinte. Atualmente, apesar de tanta evolução em termos normativos e no aspecto profissional do atleta de futebol, esse esporte ainda revela um lado negativo e pouco conhecido do público em geral.

A grande maioria dos clubes brasileiros sofre por falta de apoio financeiro e, por não conseguirem evoluir, acabam não criando um bom nível para a disputa das melhores competições durante o ano. Isso faz com que essas equipes fiquem um bom

período do ano inativos somente acumulando despesas. Por falta de atividade, muitos jogadores acabam sendo dispensados depois do término da competição, tendo que buscar em outras equipes a possibilidade de se manter em atividade.

Outro problema que assola os atletas é que, cerca de 82% dos registrados no país, recebem até dois salários mínimos. Isso ocorre devido à falta de preparação financeira dos clubes que acabam por contrair dívidas e não possuem condições de investir em seus profissionais. Diante dessa realidade, pode-se concluir que poucos são os jogadores que conseguem viver exclusivamente da renda advinda do futebol, necessitando, inclusive, possuir outro emprego para complementar a renda família. A desorganização dos clubes, das federações e da CBF, principalmente por falta de uma gestão mais profissional e preocupada em modernizar o esporte no país, gera também, em muitos casos, desrespeitos aos desportistas. Os clubes muitas vezes não pagam em dia os salários dos seus atletas por possuir uma má administração. As federações não conseguem lutar pelos interesses dos seus clubes às vezes por falta de interesse político, ou por não receberem apoio. A CBF, por sua vez, como entidade superior do futebol brasileiro, deveria olhar agir com mais respeito aos clubes no sentido de reorganizar o calendário do futebol brasileiro e estabelecer metas a serem cumpridas pelas federações estaduais para poder, cada vez mais, moralizar o esporte no país.

Surgiu em 2013, um movimento, organizado pelos próprios atletas de diversos clubes brasileiros, com o intuito de buscar melhorias para o futebol brasileiro. O

movimento conhecido como “Bom Senso F.C.” organizou um dossiê contendo

propostas e formas de executá-las para tentar solucionar diversos problemas que assolam o futebol nacional.

Várias comitivas do movimento realizaram reuniões com a CBF para tentar incentivar e pedir a instituição mudanças principalmente na reorganização do calendário futebolístico anual, melhores condições para os torcedores irem às partidas e o chamado fair play financeiro para ajudar os clubes a saírem de crises financeiras.

A CBF, em um primeiro momento, admitiu a necessidade de mudanças, porém advertiu que o ano de 2014, devido à Copa do Mundo, seria um pouco mais complicado para efetuar esses tipos de propostas, mas prometeu uma análise mais profunda depois do evento mundial. Os jogadores aguardam soluções mantendo o movimento firmemente.

Percebe-se com clareza que, apesar do intuito e da pressão efetuada pelos atletas, o mais importante, para que ocorram as mudanças, é que haja interesse político das entidades que gerem o futebol em prol da modernização do mesmo. É necessária uma união entre CBF, federações estaduais, clubes, atletas e profissionais do esporte para que seja possível uma transformação mais contundente no futebol brasileiro.

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