1.11. Bağdat Osmanlı Safevî Mücadelesi’nde
1.11.3. Sadrazam Hafız Ahmed PaĢa’nın Ġkinci Defa Bağdat Seferi(1625)
Com a obtenção dos dados das características biológicas de O. insidiosus, alimentado com P. xylostella criada nas quatro variedades de B. oleracea, foram determinados os parâmetros para a elaboração das tabelas de vida de fertilidade.
As tabelas de vida de fertilidade para fêmeas de O. insidiosus foram elaboradas de acordo com SOUTHWOOD (1978) e KREBS (1994), determinando-se os seguintes parâmetros: taxa líquida de reprodução (R0), tempo de geração (T), taxa intrínseca de
crescimento natural (rm), taxa finita de aumento populacional () e, além disso, foi
determinado o tempo necessário para a população duplicar em número (TD). Estes parâmetros foram calculados a partir das seguintes equações:
R0 = ∑ (mx.lx) T = (∑ mx.lx.x) / ( ∑ mx.lx) rm = log R0 / T. 0,4343 = anti log (rm. 0,4343) TD = Ln(2)/rm Onde:
x = idade específica em dias, ou seja, ponto médio de cada idade das fêmeas parentais, idade esta considerada desde a fase de ovo;
lx = sobrevivência diária a partir de ovos, expectativa de vida até a idade x;
mx = produção diária de fêmeas, fertilidade específica ou número de descendentes por fêmea produzidos na idade x e que originarão fêmeas;
lx.mx = número total de fêmeas nascidas na idade x.
Os parâmetros de crescimento resultantes das tabelas de vida foram calculados de acordo com aquele autor, sendo R0 = taxa líquida, ou seja, a taxa de aumento
populacional, considerando fêmeas de uma geração para outra, ou ainda, o número de fêmeas geradas por fêmea parental por geração; T = tempo médio de geração ou duração média de uma geração; rm = capacidade inata de aumentar em número ou taxa
intrínseca de aumento; = razão finita de aumento, definida como o número de vezes que a população multiplica em uma unidade de tempo. Além desses parâmetros, foi também determinado o TD = tempo necessário para a população duplicar em número.
Oitenta ninfas de primeiro ínstar, oriundas de criação mantida no LBCI, foram utilizadas para iniciar o experimento. As ninfas foram individualizadas em placas de Petri (6 x 2 cm) contendo no seu interior um disco foliar de 5 cm de B. oleracea, sobre um disco de papel filtro pré-umedecido. Diariamente foram oferecidas em cada tratamento/ cultivar, dez larvas de segundo ínstar e, após 24h, as larvas predadas e não predadas, foram substituídas por outras de mesmo ínstar. As avaliações foram realizadas a cada 24 h, observando-se a duração e sobrevivência em cada ínstar e total da fase ninfal.
Ao atingir a fase adulta, as fêmeas de O. insidiosus provenientes das ninfas mantidas nas placas de Petri (6,0 x 2,0 cm) foram acasaladas, mantendo-se os machos durante três dias (período para efetivação da cópula). As fêmeas de O. insidiosus foram individualizadas em placas de Petri (6,0 x 2,0 cm) contendo no seu interior uma folha de
B. oleracea de cada cultivar, sobre um disco de papel filtro pré-umedecido. Diariamente
foram disponibilizadas em cada tratamento/cultivar, quinze larvas de segundo ínstar, a cada 24 h, os insetos, predados ou não, foram substituídos por indivíduos de idade semelhante ao descrito. Foi avaliada a longevidade, reprodução, número total de ovos e de ninfas por fêmea.
O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado. As análises das tabelas de vida de fertilidade e a comparação das médias foram realizadas usando o PROC GLM do SAS INSTITUTE (2002). A proporção de adultos sobreviventes foi comparada entre os tratamentos pelo método Kaplan-Meyer, usando o PROC LIFETEST do SAS INSTITUTE (2002).
Os parâmetros da tabela de vida de fertilidade e respectivos erros padrão foram estimados através da técnica de “Jackknife” e as médias comparadas pelo teste “t”, a 5% de probabilidade.
3. Resultados e discussão
Os picos de produção de ninfas do predador O. insidiosus (mx) ocorreram a partir da segunda semana após a emergência das fêmeas para todos os tratamentos (Figura 1). Entretanto, o maior pico foi observado para fêmeas alimentadas com larvas de P. xylostella criadas em couve que atingiu valor de 4,8 descendentes fêmeas por dia, em seguida brócolis 3,5; couve-flor 3,1, sendo o menor pico observado para repolho 2,6 (Figura 1). A produção média diária de ovos foi 10,4; 6,25; 5,3 e 4,9 ovos/fêmea para couve, brócolis, couve-flor e repolho, para fêmeas com idade de 26, 25, 22 e 10 dias, respectivamente.
A produção diária da progênie foi semelhante para fêmeas de O. insidiosus alimentadas com larvas de P. xylostella criadas nas diferentes brassicáceas (Figura 1). Porém, o tempo para a população duplicar em número foi 0,4 dia menor quando o substrato de alimentação das presas foi repolho (Tabela 1). A produção de fêmeas (R0)
do predador alimentado com larvas criadas nas diferentes brassicáceas foi semelhante, assim como também o tempo de uma geração (T), parâmetros que afetam diretamente a taxa intrínseca de aumento (rm) que por consequência também foi semelhante
(Tabela 1). Os diferentes substratos alimentares das presas não influenciaram na oviposição (Figura 1).
brócolis dias (x) 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 lx 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 mx 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 lx mx couve-flor dias (x) 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 lx 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 mx 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 repolho dias (x) 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 lx 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 mx 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 couve dias (x) 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 lx 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 mx 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0
Figura 1. Número médio de ninfas por fêmea (mx) e taxa de sobrevivência (lx) de Orius
insidiosus alimentado com larvas de Plutella xylostella criadas em diferentes
brassicáceas.
A longevidade das fêmeas de O. insidiosus criadas com larvas de P. xylostella oriundas de diferentes substratos de brassicáceas foi semelhante (F3,57=0,36;
P=0,7819) e apresentaram em média 32,4; 30,6; 29,1 e 31,1 dias de vida adulta quando as presas foram criadas em brócolis, couve, couve-flor e repolho, respectivamente. Fêmeas alimentadas com larvas que foram criadas com folhas de brócolis viveram em
média quatro dias mais do que quando alimentadas com larvas criadas em folhas de couve-flor (Figura 2). Entretanto, a sobrevivência foi significativa e fêmeas alimentadas com larvas criadas com brócolis e couve tiverem menor mortalidade, principalmente até 50 dias, período este considerado desde a eclosão das ninfas (Figura 2).
Tabela 1. Parâmetros da tabela de vida de fertilidade (média±EP)1 de Orius insidiosus alimentado com larvas de Plutella xylostella criadas em diferentes brassicáceas. Variedades R0 T rm λ TD italica (brócolis) 48,5±13,61 a 29,1±1,98 a 0,1±0,01 a 1,1±0,01 a 5,2±0,24 b acephala (couve) 35,0±9,68 a 28,3±1,56 a 0,1±0,01 a 1,1±0,01 a 5,6±0,34 a botrytis (couve-flor) 31,0±9,35 a 28,0±1,60 a 0,1±0,01 a 1,1±0,01 a 5,6±0,34 a capitata (repolho) 32,1±6,66 a 26,8±1,41 a 0,1±0,02 a 1,1±0,02 a 5,3±0,23 ab 1
Figura 2. Curvas de sobrevivência de fêmeas de Orius insidiosus alimentadas com larvas de Plutella xylostella criadas em diferentes brassicáceas. Existe diferença significativa entre as curvas de sobrevivência para as fêmeas pelo teste Log-Rank (GL=3; χ2=10,4042; P=0,0154) e teste Wilcoxon (GL=3;
χ2=20,3694; P=0,0001).
Os diferentes substratos de alimentação das presas tiveram alguns efeitos no ciclo de vida desse predador. Predadores polífagos podem apresentar alterações em suas características biológicas quando as presas são criadas em diferentes plantas (DE BORTOLI & OLIVEIRA, 2006; OLIVEIRA et al., 2008; OLIVEIRA & DE BORTOLI, 2008).
Dentre os parâmetros de tabela de vida de O. insidiosus alimentado com larvas de P. xylostella criadas em diferentes brassicáceas, somente o tempo para a população
Dias 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 S o brev ivê nc ia (%) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 brócolis couve couve flor repolho
duplicar em número (TD) foi afetado (Tabela 1). Fêmeas de O. insidiosus alimentadas com o pulgão A. gossypii criado em diferentes cultivares de algodão começaram a oviposição mais cedo e apresentaram maior número de ovos quando foi utilizado o cultivar Antares, o que influenciou a taxa de reprodução, o tempo médio de uma geração, a razão infinitesimal de aumento populacional e a expectativa de vida, que foram maiores nesta cultivar (DE BORTOLI et al., 2008). Entretanto, OLIVEIRA et al. (2008) não observaram diferenças na sobrevivência de O. insidiosus alimentado com A.
gossypii criado em diferentes cultivares de algodão, com 60, 56 e 57,33% de ninfas que
passaram para a fase adulta nas cultivares Antares, CNPA7H e Acala 90, respectivamente. A maior sobrevivência dos predadores O. insidiosus ocorreu quando o substrato alimentar das presas foi brócolis e couve.
Tais resultados podem ser atribuídos a duas propriedades das plantas. Uma delas está ligada ao metabolismo, uma vez que a fixação de nitrogênio pelas plantas pode ser diferente dependendo da cultivar. Plantas com relação equilibrada entre nitrato e amônia possuem tendência em favorecer o desenvolvimento e reprodução do herbívoro (DE BORTOLI, 2006). Altos níveis de amônia podem ser prejudiciais ao desenvolvimento das brassicáceas, o que pode tornar essas plantas não favoráveis aos herbívoros e, por conseqüência, afetar as características biológicas do inimigo natural. Além disso, metabólicos secundários produzidos pelas brassicáceas, como glucosinolatos, podem ser diferentes dependendo da cultivar (THULER et al., 2007). A sinigrina presente em cultivares de brassicáceas mesmo em baixos teores pode influenciar negativamente os insetos fitófagos (BODNARYK, 1997). A outra propriedade tem haver com a característica física das plantas, como a cerosidade da superfície foliar determinada pelo teor de alcano e o brilho (EIGENBRODE et al., 1998), que também podem influenciar as características biológicas dos insetos herbívoros e por consequência as características biológicas dos inimigos naturais.
4. Conclusão
As variedades de brassicáceas influenciaram de forma positiva na dinâmica populacional de O. insidiosus, sendo este capaz de sobreviver e reproduzir predando larvas da traça-das-crucíferas nas variedades brócolis, couve, couve-flor e repolho.
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CAPÍTULO 4 – RESPOSTA FUNCIONAL DE Orius insidiosus (SAY, 1832)