1.11. Bağdat Osmanlı Safevî Mücadelesi’nde
1.11.2. Bağdat Safevîlerin Eline Geçmesi (13-14 Ocak 1624)
A técnica de pesquisa utilizada neste estudo foi de entrevista semi-estruturada. As entrevistas foram realizadas com todos os profissionais participantes desta investigação sendo que a totalidade das mesmas foi registrada em aparelho gravador digital.
Os dados coletados através das
entrevistas foram direcionados por um roteiro pré-determinado (ANEXO A). A linguagem utilizada neste instrumento foi elaborada com o objetivo de que a mesma estivesse acessível a todos os indivíduos pertencentes aos três grupos de profissionais entrevistados, quais sejam ACS, enfermeiros e médicos.
Segundo Cruz Neto (2001), este é o procedimento mais comum no trabalho de campo da pesquisa qualitativa. Através desta técnica o pesquisador busca obter informações contidas na fala dos indivíduos entrevistados. Ela ainda
afirma que “num primeiro nível, essa técnica se
caracteriza por uma comunicação verbal que reforça a importância da linguagem e do
significado da fala” (CRUZ NETO, 2001, p. 57).
De acordo com Triviños (2009, p. 146),
“a entrevista semi-estruturada [...] ao mesmo
tempo em que valoriza a presença do investigador, oferece todas as perspectivas possíveis para que o informante alcance a liberdade e a espontaneidade necessárias,
enriquecendo a investigação”. Como
procedimento, mantém a presença do
investigador ao mesmo em tempo que permite a relevância na situação do ator. Este fato favorece, segundo o autor, a descrição dos fenômenos sociais, como também sua explicação e compreensão na sua totalidade.
Além disso, o autor afirma que esta técnica parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses que interessam à pesquisa e assim oferecem amplo campo de interrogativas, oriundas de novas hipóteses que vão surgindo no desenvolvimento da entrevista, mediante as respostas que vão sendo dadas pelo informante. Assim, o informante começa a participar na elaboração do conteúdo da pesquisa.
A gravação, segundo Triviños (2009), se faz necessária para que se tenha o registro, posteriormente transcrito, do conteúdo das entrevistas. Ela permite ao autor contar com o material fornecido pelo informante de forma permanente, podendo consultar os dados na oportunidade que se fizer necessários. Esse
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retorno é que possibilita ao pesquisador areleitura da sua fonte de informação e reflexões verticalizadas sobre os discursos.
Todas as entrevistas foram realizadas no ambiente das 03 (três) UBS da regional Oeste para que os profissionais não tivessem sua atuação profissional comprometida pela ausência no local de trabalho. Esses trabalhadores possuem uma demanda muito grande de trabalho, com um ritmo muito intenso de atividades. Dessa maneira, a estratégia de entrevistá-los no local de trabalho objetivou a minimização dessa ausência. As entrevistas foram realizadas em salas separadas dos demais profissionais para evitar o constrangimento e uma possível avaliação da sua atuação na entrevista por parte dos colegas de trabalho.
Para realização das entrevistas foi necessário o comparecimento periódico nas unidades durante o período de aproximadamente um mês. Nesta ocasião o profissional ACS, enfermeiro e médico, que se encontrasse disponível era convidado a participar da entrevista mediante apresentação e explicação do motivo do estudo, além do possível tempo de duração do procedimento.
Os primeiros profissionais que
aceitaram participar da entrevista foram
incluídos na pesquisa em questão. Antes da entrevista o objetivo do estudo era exposto com a indicação da sua relevância para o contexto da saúde. Após a apresentação da pesquisadora, da sua formação e atuação profissional o motivo do estudo era novamente pontuado e o participante informado sobre a liberdade de desistir do procedimento a qualquer momento. Sinalizava-se também neste momento o sigilo das informações coletadas e a destinação das mesmas.
No momento da entrevista era
apresentada ao participante a anuência da gerência regional da PBH, as aprovações nos comitês de ética em pesquisa da PBH e UFMG. Também nesse momento era entregue ao mesmo um termo de consentimento livre e esclarecido (ANEXO B) contendo o convite à participação, a descrição e objetivos do estudo, possíveis riscos de participação, nome, telefone e endereço do pesquisador, orientador e comitês de ética. O documento foi elaborado em duas vias assinadas e datadas, sendo uma direcionada ao pesquisador e outra ao entrevistado para que houvesse registro da sua autorização.
Triviños (2009) afirma que, com relação à gravação das entrevistas, o gravador pode inibir
o informante no começo do trabalho, mas depois de certo tempo a pessoa atua normalmente. Este fato pôde ser observado no momento das entrevistas. Antes, durante ou depois do
procedimento 18 entrevistados (62,1%)
sinalizaram um desconforto de se expressarem diante do gravador.
Entretanto, frente a este
constrangimento foi apontada a relevância da gravação da fala e da participação dos mesmos no estudo, com o intuito de estimular o envolvimento dos mesmos e amenizar o desconforto. Foi possível observar também que ao longo da entrevista o participante se soltava mais.
Após o término da entrevista algumas pessoas se sentiam mais à vontade de falar sobre o tema e estas informações adicionais foram registradas em um diário de anotações de campo. Esta técnica segundo Triviños (2009) pode ser entendida, num sentido restrito, como todas as observações e reflexões que realizamos sobre expressões verbais e ações dos sujeitos, descrevendo-as, primeiro, e fazendo comentários críticos sobre as mesmas.
Ele afirma que nas definições de vários autores as anotações de campo consistem na
manifestação por escrito de todas as
manifestações (verbais, ações, atitudes etc.) que o pesquisador observa no sujeito e as circunstâncias físicas relevantes que o rodeiam.
Além disso, elas devem registrar “as reflexões”
do pesquisador diante da observação dos fenômenos.
Para Neto (2001) o diário de campo é um instrumento utilizado em qualquer momento da rotina do trabalho que estamos realizando.
Nele podem ser registradas percepções,
angústias, questionamentos e informações que não podem ser obtidas através da utilização de outras técnicas.
Como registrado em diário de anotações de campo, durante as visitas às UBS para realização das entrevistas, nas três classes de
profissionais houve recusa explícita em
participar da pesquisa. A recusa de deu por ausência de interesse do profissional. Apenas um participante, do grupo de ACS, desistiu da entrevista. Após o início das perguntas manifestou interesse em suspender participação, se retirando da sala onde estavam sendo realizadas as entrevistas.
O primeiro momento da entrevista, após apresentação da pesquisadora e documentos
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pertinentes, foi direcionado ao conhecimentoacerca de questões sócio-culturais do
entrevistado como idade, sexo, escolaridade no caso dos ACS, origem de graduação, conclusão de curso de pós-graduação e instituição de realização da mesma, em caso positivo, no grupo dos enfermeiros e médicos. Essa caracterização
foi realizada para que houvesse um
conhecimento mais amplo sobre as
características dos profissionais atuantes nas ESF. Neste momento da entrevista foi possível observar que os participantes ficavam mais à vontade para responderem às questões presentes no roteiro (ANEXO A).
No segundo momento os participantes foram questionados sobre as questões presentes no roteiro que se referiam à como os indivíduos relacionam saúde e ambiente, como essa temática é utilizada na prática profissional, quais as influências do ambiente na saúde das pessoas e como impactos ambientais influenciam no surgimento de zoonoses.
Ao final de cada entrevista ela era transferida para o computador e transcrita em forma de texto na sua integralidade. As transcrições foram realizadas de forma literal para manter o registro linguístico da oralidade, não havendo nem mesmo correções gramaticais das falas registradas. Desta forma o material coletado ficou acessível para releituras, criação das categorias e posterior análise.
Cabe ressaltar que o objetivo das entrevistas não foi avaliar ou medir o nível de conhecimento dos profissionais com relação à temática em questão, mas compreender como eles percebem esse tema de maneira associada à sua prática. Isto foi muito bem exposto para o participante para que ele se sentisse à vontade durante a sua fala. Entretanto, um entrevistado do grupo dos médicos (14%), dois do grupo das enfermeiras (40%) e 10 dos ACS (59%) sinalizaram insegurança em responder às questões manifestando falta de domínio sobre temática.