4.1. Eserler
4.1.4. Süper Çocuklar
4.1.4.4. Süper Çocuklar-4 Süs Delisi
A cavidade do OPO é formada por dois espelhos de raios de curvatura iguais a 25 mm fabricados pela ATFilms 2
. O espelho de entrada é altamente refletor, R = 99, 9% para 1560 nm e parcialmente transmissor para 780 nm, R = 70% ± 3%. O espelho de saída é altamente refletor para 780 nm, R = 99, 9% e para 1560 nm, R = 96% ± 1%.
Para minimizar quaisquer interferências no processo de medida devido a vibrações mecânicas ou variações de temperatura, procuramos construir uma cavidade que pudesse ser mecanica-
2
mente estável. Dessa forma, os suportes para os espelhos foram montados em bases que ficam fixas à mesa ótica após o tamanho da cavidade ser ajustado.
Figura 5.6: Montagem da cavidade do OPO. Suportes dos espelhos fixos em uma estrutura rígida de metal de modo a garantir estabilidade mecânica.
Para o cálculo do tamanho da cavidade, propagaremos o feixe, partindo do centro do cristal até o espelho de saída. Para minizarmos as perdas por difração, consideraremos que o raio de curvatura da frente de onda do feixe dentro da cavidade deve ter o tamanho do raio de curvatura do espelho(RE). Supondo a origem no centro da cavidade:
R(z) = z " 1 + πω 2 0 λz 2# , R(Lcav 2 ) = L 2 1 + πω 2 0 λLcav 2 !2 = RE, zR = p(2RE − Lcav)Lcav 2 . (5.2)
Observamos nessa relação, por exemplo, que para um dado raio de curvatura do espelho temos um conjunto de opções que relacionam o comprimento de Rayleigh com o tamanho da cavidade. Buscamos parâmetros que nos gere uma maior taxa de conversão paramétrica, para
isso usamos a seguinte relação[33]:
l = 5, 6zR, (5.3)
em que l é comprimento do cristal e zR o comprimento de Rayleigh dentro do cristal que vale
2, 68 mm. O comprimento da cavidade sem o cristal deve medir em torno de L = 49, 9mm. Nos interessa saber qual o comprimento ótico de difração(Lod) dessa cavidade, ou seja, qual
comprimento que ela deve ter após inserirmos o cristal de comprimento l = 15mm. Calculamos da seguinte forma: Lod = Lcav − l 1 n − 1 . (5.4)
Ao relacionarmos as equações 5.2 e 5.4, obtemos que a cavidade do OPO deve medir em torno de 56, 5mm.
5.3.1
Laser de bombeio. Ti:Sa.
O laser de Ti:Sa foi montado pelo colega Flavio C. D. de Moraes no seu trabalho de mestrado [11]. Esse laser gera um campo com ruído de amplitude e fase igual ao shot-noise para frequên- cias de análise superiores a 10MHz. Ele é bombeado por um Verdi-V18 da Coherent e opera entre 730 nm e 800 nm, podendo ser extendido através da troca dos espelhos da cavidade que contém o meio de ganho. Operando em 780 nm sua potência de saída chega a 832 mW para um bombeio de 5 W e sua largura de linha inferior a 0, 6 MHz. Foi verificado que o perfil transverso do laser corresponde a um perfil gaussiano livre de astigmatismo e que ele sofre uma variação média de frequência de 10, 35(81)MHz/minuto.
Um dos objetivos da construção do laser foi para que esse servisse como bombeio para o OPO que está em construção, visto que esse laser gera um estado coerente, sem excesso de ruído quântico. O motivo de querermos o bombeio nesse comprimento de onda é que dessa forma podemos trabalhar em conjunto com o sistema atômico de rubídio ja presente no laboratório que possui as linhas de transição, D1 e D2, nos comprimentos de onda de 795 nm e 780 nm.
5.3.2
Caracterização dos espelhos da cavidade
Com as medidas dos dados técnicos fornecidos pela ATFilms buscamos confirmar as transmis- sões dos espelhos para os comprimentos de onda utilizados. As curvas fornecidas pela ATFilms encontram-se no apêndice A, para o cristal não temos curvas de caracterização. Medimos a intensidade do feixe antes e depois de cada espelho para 780 nm e 1560 nm. Para 780 nm medi- mos 29, 6(0, 4)% para a transmissão do espelho de entrada. Para o espelho de saída obtivemos 3, 84(0, 04)% de transmissão para 1560 nm.
5.3.3
Acordo de modo
Para fazermos o acordo entre o modo do feixe de bombeio e o da cavidade do OPO, precisamos encontrar um conjunto de lentes que satisfaça as condições de transformação da cintura do feixe de bombeio à cintura da cavidade do OPO.
A cintura no centro da cavidade do OPO vale 19µm, calculada a partir do parâmetro de Rayleigh em 5.3 e a cavidade possui 56, 5mm de comprimento. A cavidade do feixe de bombeio consiste de 4 espelhos, sendo 2 curvos e dois planos, e um cristal, a cintura do laser de bombeio vale 300 µm e a separação entre os espelhos planos vale 120 mm.
Figura 5.7: Representação da cavidade do laser Titânio Safira.
O espelho de entrada da cavidade do OPO se comporta como uma lente divergente de distância focal F 3 = −48, 54 mm (calculada pela equação do fabricante de lentes). Usemos a figura 5.8 como guia para nos referirmos ao processo adotado para realização do acordo de modo.
Dada a cintura da cavidade do laser do Titânio Safira temos um parâmetro de Rayleigh que denominaremos de zT S
R . Para a cavidade do OPO, temos uma cintura no centro da cavidade
relacionada ao parâmetro zc
R que se propaga livremente até o espelho de entrada. O espelho
de entrada funciona como uma lente divergente com distância focal F 3. Após, temos outra propagação livre até a primeira lente(F 2) do conjunto de lentes necessário para o acordo de modo e assim sucessivamente. Quando a relação entre as distâncias focais das lentes e as distâncias relativas em que serão posicionadas fornecerem valores compatíveis com o valor de zT S
R , haverá o acordo de modo. Para o nosso sistema o conjunto de lentes mais adequado foram
F1 = 100 mm e F2 = 150 mm separadas entre si em torno de 710(1) mm.
Figura 5.8: Caracterização do acordo de modo.
Obtemos a caracterização dos parâmetros necessários para a montagem do OPO. Após uma otimização do alinhamento e do posicionamento dos elementos óticos, passamos à caracterização do sistema operante.