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SÂMİHA AYVERDİ VE TÜRKİYE’NİN MESELELERİ

Belgede Samiha Ayverdi... (sayfa 63-67)

Yılmaz Öztuna

SÂMİHA AYVERDİ VE TÜRKİYE’NİN MESELELERİ

Periódico ilustrado que seguia o modelo dos que existiam na Europa no início do século, especialmente na França, a revista Fon-Fon! circulou entre 1907 e 1958 no Brasil. Era um ―semanário alegre, político, crítico e esfuziante‖, conforme a autodescrição contida na primeira página do seu primeiro número.

73 O título da revista, segundo uma edição especial da coleção Cadernos da Comunicação, produzida pela prefeitura do Rio de Janeiro, em 2008, e que trazia curiosidades sobre a história e as marcas registradas de Fon-Fon!, era inspirado no som de uma buzina de carro e, de maneira sugestiva, foi escolhido pelos seus fundadores para representar uma cidade que se industrializava, se desenvolvia e que cada vez mais era dominada pelos carros que circulavam nas ruas e avenidas que se abriam por todo o país, especialmente na capital fluminense, que naquele início de século ainda era capital do Brasil – Brasília só tomou o lugar do Rio em 1960.

A revista se propunha a acompanhar a chegada do século XX e as mudanças que provocou em todos os campos: industrial e tecnológico, com o aumento da produção de automóveis cada vez mais velozes; urbanístico, com obras que proporcionavam mais qualidade de vida aos moradores das grandes cidades, como no Rio, e transformavam as paisagens; cultural, com o aparecimento de grandes artistas; social, com o surgimento de uma nova classe, operária, e também com a mudança de comportamento das pessoas. "O Rio de Janeiro era o centro de uma modernidade que irradiava novidades para todo o Brasil, registrada nos textos irreverentes e bem-humorados da revista e nas ilustrações de J.Carlos, Raul Pederneiras e K.Lixto, que os acompanhavam" (2008, p.5).

Como escreve Maria Cecília Zanon (2005), a revista encarregava-se de oferecer ao seu público, em primeira mão, as últimas novidades de Paris, cidade que desde aquela época já era considerada o centro da modernidade, da cultura, da moda e da elegância do mundo. O objetivo das matérias, notas, fotos e sessões era transportar o leitor para o cenário parisiense. Visão confirmada pela doutora em História Social, Monica Pimenta Velloso (2008):

As capitais das metrópoles modernas como Paris, Berlim, Londres, Tóquio, assim também como países e continentes considerados exóticos como o Egito, faziam parte desse percurso que ainda incluía as capitais latino- americanas como Montevidéu e Buenos Aires. Mas, sem dúvida, era em Paris que se concentrava o foco de atenção. (VELLOSO, 2008, p.11)

Assim, as reportagens, seções e artigos da publicação eram, em sua maioria, voltados para o mundo da moda, com ênfase nas ilustrações. Trazia, ainda, textos leves e irônicos sobre a vida mundana carioca, especialmente sobre o comportamento das classes sociais mais altas, e textos do que se chamava de boa literatura da época, inclusive, muitos deles escritos por autores estrangeiros bem conceituados naquele início de século.

74 Desde o lançamento, a revista Fon-Fon! tinha a intenção de ser um veículo de comunicação semanal voltado para a alta sociedade, em que a qualidade da informação fosse essencial e "acompanhasse o desenvolvimento intelectual da população", como lembra Ribeiro (2011). Dentro desta perspectiva, a publicação abordava tudo o que era urbano, moderno e cotidiano, reunindo as informações relevantes para quem quisesse entender essa modernidade na qual ingressava o Rio de Janeiro e outras grandes cidades do país.

A política brasileira era outro assunto relevante dentro das páginas da revista mas, ao contrário das revistas concorrentes, que rotineiramente traziam este conteúdo pulverizado em colunas de opinião e em textos opinativos escritos por ativistas dos partidos ou por críticos especializados, Fon-Fon! apostou no humor para explorar a editoria. "Em geral, todo o conteúdo girava em torno da vida cotidiana e das atividades parlamentares que ocorriam na então capital do país", lembra Ribeiro (2011). Os textos políticos costumavam ser curtos e extremamente irônicos.

Mas era realmente o estilo de vida europeu que predominava nas poucas matérias mais longas da revista. No período analisado nesta dissertação, por exemplo, Fon-Fon! trouxe a matéria "Aspectos de Portugal" (edição 2.235, de 11 de fevereiro de 1950, páginas 40 e 41), em que mostrava "as maravilhas do país e suas modernas construções" – como explicava a linha fina, texto de apoio ao título –, incluindo o Estádio Nacional, "todo feito em granito, um verdadeiro luxo". Ainda em relação à Europa, publicou matérias sobre como se vestiam as babás que trabalhavam nas residências das famílias pertencentes às classes mais abastadas, sobre a construção de uma torre de 90 toneladas para atender a uma TV inglesa, as técnicas de criação de abelhas por apicultores, o crescimento e o desenvolvimento da indústria de tapetes, a vida dos cachorros, curiosidades sobre os hábitos dos macacos, e as novidades da cultura e da arte daqueles países do outro lado do Atlântico, entre outros assuntos.

Podemos destacar por último que, de janeiro a agosto de 1950, chamou a atenção a existência de uma coluna fixa na revista que apresentava as novidades ligadas a outro meio de comunicação, o rádio. Com pequenas notas, Fon-Fon! trazia informações sobre as principais emissoras do país, como as mudanças em suas equipes jornalísticas, os prêmios conquistados por determinados programas ou reportagens, a compra de equipamentos e de novas sedes. A presença desta coluna mostra, portanto, a importância que o rádio tinha para a sociedade da época e que a revista não considerava este meio de comunicação um veículo concorrente na busca por anunciantes e público consumidor.

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Belgede Samiha Ayverdi... (sayfa 63-67)