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Rodos Adası’nın Alınması

XVI. YÜZYIL AKDENİZ DÜNYASINA KISA BİR BAKIŞ

2. BÖLÜM

4.1. XVI YÜZYIL OSMANLI DENİZ SEFERLERİ

4.1.1. Rodos Adası’nın Alınması

Alicerçado nas potencialidades naturais do maior país tropical do mundo, o turismo é assumido pelo Governo do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva de maneira substantiva como instrumento de desenvolvimento regional e local sustentável, buscando, como no planejamento anterior, os principais objetivos:

1) Melhoria da qualidade de vida de milhões de brasileiros que vivem em regiões com potencial turístico;

2) Diversificação qualitativa dos bens e serviços produzidos e da infraestrutura receptiva do turismo nacional;

3) Geração de novos empregos e a manutenção dos existentes;

4) Qualificação e re-qualificação dos recursos humanos já envolvidos com a atividade;

5) Aproveitamento de mão-de-obra não qualificada, com sua conseqüente capacitação;

6) Redução das desigualdades regionais;

7) Maior aporte de divisas ao balanço de pagamento, sendo a importação de turistas estrangeiros o nosso mais competitivo produto de exportação;

8) Integração socioeconômica e cultural da população;

9) Proteção ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural;

10) Inserção do Brasil no cenário internacional, construindo-se uma imagem externa positiva.

A partir de 2003, no dia 1º de janeiro é criado um Ministério do Turismo voltado para o desenvolvimento desta atividade. Conforme suas diretrizes, este órgão maior do turismo brasileiro passa a praticar uma política pública com base em um modelo de gestão descentralizado e orientado pelo pensamento estratégico. Sua missão maior foi de dar força ao desenvolvimento do turismo como atividade sustentável com destaque na geração de empregos e divisas, visando à inclusão social. Instalou-se um novo Conselho Nacional do Turismo, responsável pela formulação e aplicação da Política Nacional do Turismo, e é lançado um novo Plano Nacional do Turismo que estabelece as diretrizes do período 2003 a 2007. Após este ano, surge o PNT que dá continuidade ao trabalho proposto para o período de 2007 a 2010 com revisão das metas iniciais.

Com a criação do Ministério do Turismo, em 2003, inicia-se uma nova fase de gestão descentralizada do turismo no Brasil, mostrando uma estrutura tendo por órgãos finalísticos34:

Secretaria Nacional de Políticas Públicas de Turismo – responsável pela formulação, elaboração, avaliação e monitoramento do PNT, de acordo com as diretrizes propostas pelo Conselho Nacional do Turismo, bem como articular as relações internacionais e institucionais necessárias para a condução dessa política pública do turismo brasileiro.

Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo – responsável pela realização de ações de estímulo às iniciativas públicas e privadas de fomento, de promoção de investimentos em articulação com os PRODETUR, bem como apoiar e promover associados ao turismo e qualificação dos serviços.

Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) - autarquia responsável, a partir de então, pela promoção, divulgação, e apoio à comercialização de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no exterior.

Nessa estrutura, no Plano Nacional de Turismo, de 2003-2007 e de 2007-2010, o modelo de gestão foi constituído em um núcleo básico formado pelo Ministério do Turismo, pelo Conselho Nacional de Turismo, e pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo.

O Conselho Nacional é um órgão colegiado com a atribuição de assessorar o Ministro na formulação e aplicação da política nacional e dos planos, programas, projetos a atividades de turismo. Atualmente integram este Conselho, 65 conselheiros de instituições e entidades do setor em âmbito nacional, com representantes do governo federal e de diversos segmentos do turismo no Brasil.

O Fórum de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo, por sua vez, é um órgão consultivo constituído pelos secretários e dirigentes estaduais de turismo, que têm função auxiliar no apontamento de problemas e soluções, concentrando as demandas oriundas dos estados e municípios.

Ainda, complementam a rede de gestão, instâncias outras de representação do turismo nas distintas federações, formadas por representantes do setor público, incluindo

34 Plano Nacional do Turismo, de 2003-2006 (lançado em 29 de abril de 2003) e Plano Nacional do Turismo,

representantes dos municípios e regiões turísticas, de iniciativa privada e do terceiro setor, além de outras entidades de importância estadual vinculada ao turismo.

De maneira ampla, as metas e os respectivos macroprogramas propostos para os dois períodos do Plano Nacional do Turismo (2003-2007 e 2007-2010) podem ser esquematizados conforme visualização, a seguir apresentada.

Metas (2003 - 2006) Programas (2003 - 2006) Macroprogramas e Metas (2007 - 2010) Programas (2007 - 2010) Macroprogramas e Aumentar para 65

milhões a chegada de passageiros nos vôos domésticos. Gestão e Relações Institucionais Programa de Acompanhamento do Conselho Nacional do Turismo. Programa de Avaliação e Monitoramento do PNT. Programa de Relações Internacionais. Promover a realização de 217 milhões de viagens no mercado interno Planejamento e Gestão Programa de Implementação e Descentralização da política nacional do turismo. Programa de Avaliação e

Monitoramento do PNT. Programa de Relações

Internacionais. Criar condições para

gerar 1,2 milhões de novos empregos e ocupações no turismo

Informações Turísticas Programa de Base de Dados. Programa de Pesquisa da Demanda. Programa de Avaliação do Impacto do Turismo. Programa de Avaliação de Oportunidades de Investimentos.

Criar condições para gerar 1,7 milhões de novos empregos e ocupações. Informação e Estudos Turísticos Programa Sistema de Informações do Turismo. Programa de Competitividade do Turismo Brasileiro Aumentar para 9 milhões o número de turistas estrangeiros no Brasil. Qualificar 65 destinos turísticos com padrão

de qualidade internacional35 Logística de Transportes Programa de Integração da América do Sul. Programa de Integração

Modal nas Regiões

Turísticas. Gerar US$ 8 bilhões em

divisas. Estruturação e Diversificação da Oferta Turística Programa de Roteiros

Integrados.

Programa de Segmentação

Gerar US$ 7,7 bilhões

em divisas. Regionalização do Turismo Programa de Planejamento e Gestão da Regionalização. Programa de Estruturação

dos Segmentos Turísticos. Programa da Estruturação da Produção Associada ao Turismo. Programa de Apoio ao Desenvolvimento Regional do Turismo. Fomento Programa de Atração de investimento. Programa de Financiamento para o Turismo.

Fomento à Iniciativa Privada Programa de Atração de

Investimentos.

Programa de Financiamento para o Turismo.

Ampliar a oferta turística de, no mínimo, três (3) produtos de qualidade em cada Estado da Federação e do Distrito Federal. Infraestrutura Programa de Desenvolvimento Regional. Programa de Acessibilidade

Aérea, Terrestre, Marítima e Fluvial. Infraestrutura Pública Programa de Articulação Interministerial para a Infraestrutura de Apoio ao Turismo. Programa de Apoio à Infraestrutura Turística. continua …

35 O tópico seguinte deste capítulo apresentará detalhamento específico sobre a avaliação da cidade de São

Metas (2003 - 2006) Programas (2003 - 2006) Macroprogramas e Metas (2007 - 2010) Programas (2007 - 2010) Macroprogramas e Qualidade do Produto Turístico

Programa de Normatização da Atividade Turística. Programa de Qualificação profissional. Equipamentos e Serviços Turísticos Programa de Normatização do Turismo. Programa de Certificação do Turismo. Programa de Qualificação Profissional. Promoção e Apoio à Comercialização Programa de Promoção Nacional e Internacional do Turismo Brasileiro. Programa de Reposicionamento da Imagem Brasileira. Programa de Apoio à Comercialização. Promoção e Apoio à Comercialização 36 Programa de Promoção Nacional do Turismo Brasileiro. Programa de Apoio à Comercialização Nacional. Programa de Promoção Internacional do Turismo Brasileiro. Programa de Apoio à Comercialização Internacional.

Fontes: Plano Nacional do Turismo, de 2003-2006; e, Plano Nacional do Turismo, de 2007-2010

É dentro deste contexto que a política pública do turismo está sendo conduzida no decorrer destes últimos anos por seus respectivos gestores sendo a gestão atual do Ministro Luiz Barreto muito eficiente em seu foco no turismo interno. O detalhamento de cada programa, bem como o diagnóstico do turismo no contexto nacional e os seus principais resultados podem ser obtidos no relatório completo de cada um dos planos assinalados.

A evolução dos acontecimentos revela um cenário das políticas públicas no Brasil com uma nova missão da Embratur. Em 2009, ela comemora 43 anos e o momento do país pós-real, garante todo um cenário macro-econômico de estabilidade com um ambiente propício para prosseguir o desenvolvimento do turismo brasileiro, pois o destino Brasil mostra uma musculatura e uma imagem externa favorável junto aos mercados emissores potenciais. A seguir, é apresentada a linha do tempo desse Instituto Brasileiro de Turismo, no período de 2003 até o presente, com os destaques do novo foco de gestão.

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O Plano de Marketing Turístico Nacional – Plano Cores do Brasil e o Plano de Marketing Turístico Internacional – Plano Aquarela constituem as referências para a realização dos programas, ações e campanhas de promoção do turismo no mercado nacional e internacional, respectivamente.

Linha do Tempo do Turismo – Período 2003 até o Presente

Períodos Destaques Históricos do Brasil e da Embratur Foco da Gestão Pública 15º) 2003 - 2006 Projeto Caravana Brasil junto a operadores internacionais

do turismo.

Abertura de escritórios brasileiros de turismo no exterior (EBT’s).

Criação da Gerência de Eventos Internacionais no Brasil. Desenvolvimento e Implementação do Plano Aquarela. Fluxo de Turistas ao Brasil aumenta 11,8% em 2005. Hotéis empregam 260 mil no Brasil.

Planejamento estratégico com novas formas de atuação no Exterior; Comercialização do Destino Brasil; trabalho de coleta e gerenciamento de dados.

Criado o Plano Aquarela (Marketing Turístico Internacional do Brasil e Marca Brasil).

16º) 2006 – até o

presente Primeira Mulher na Presidência da Embratur. Revisão do Plano Aquarela – Marketing Turístico Internacional.

Instituição da Inteligência de Mercado – ações estratégicas visando focos de mercados do interesse do turismo.

Intensifica promoção do turismo brasileiro no exterior.

Meta a atingir: receber 9 milhões de estrangeiros, gerar US$ 8 bilhões de receita e 1,2 milhão de empregos.

Fonte: Elaborado por Carvalho, C. L., com base no documento Embratur - 40 anos, 2007

Pela análise do que já foi construído é evidente que a atividade turística se estabeleceu como um dos instrumentais mais relevantes na economia do país. Mesmo que esteja sendo desenvolvida durante quase um século, seus resultados são decorrentes das políticas públicas desenvolvidas, especialmente depois da implantação do Plano Real em 1994 e da evolução de uma sociedade que demonstra apresentar um envolvimento emocional e de conscientização mais integrado com o que pode representar a atividade turística para o país.

Dando continuidade à linha do tempo, no período a partir de 2003, recordamos na ilustração abaixo os principais marcos da gestão pública do turismo nacional.

Linha do Tempo e Política do Estado no Turismo - 2003 a 2008

Período Destaques das Políticas e Planos Públicos Focos da Gestão Pública 1º) 2003 - 2006 Reestruturou o setor, redefiniu parte da política

nacional do turismo, os programas e as ações públicas.

Criou uma rede em defesa do turismo brasileiro e um sistema de promoção do Brasil no mercado internacional.

Criou o Plano Nacional de Turismo (2003/2006).

É criado o Ministério do Turismo pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhando o foco da gestão do governo federal.

Atuação da Embratur é voltada exclusivamente para o mercado internacional (Plano Aquarela).

Inicia a construção do projeto da Lei Geral do Turismo.

2º) 2007 - 2008 Deu continuidade ao plano anterior e estabeleceu a articulação com os governos estaduais e municipais. Inaugurou a abordagem da inclusão social com uma nova versão do PNT (2007-2010), denominado “Uma Viagem de Inclusão”.

Programa: “Viaja Mais”.

Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil.

Lei no 11.771/08 (Lei Geral do Turismo).

“Ter mais pessoas viajando”, visando movimentar hotéis, restaurantes, operadoras de turismo, transportes, e todos os segmentos da cadeia produtiva da atividade turística.

Gestão compartilhada e descentralizada. Dados do Banco Central (2007) informam que o turismo gerou para o Brasil divisas no valor de US$ 4,953 bilhões, 14,8% acima do montante de 2006.

Aponta a chegada de 5.025.834 turistas estrangeiros no país.

Crise nos aeroportos brasileiros.

Linha do Tempo e Política do Estado no Turismo - 2003 a 2008

Período Destaques das Políticas e Planos Públicos Focos da Gestão Pública 3º) 2008 – até o

presente Deu continuidade aos planos antecessores, prometendo um modelo de gestão pragmático. Programas: “Viaja Mais a Melhor Idade”, “Viaja Mais Jovem” (experiência piloto no Acre), “Viaja Mais Trabalhador”, entre outros.

Ação: Prodetur Nordeste II, específico para os estados nordestinos.

Foco correto na priorização e fortalecimento do mercado interno e intrarregional diante da crise mundial.

Orçamento do MTur para 2008 é da ordem de R$ 2,6 bilhões (em 2003 era de R$ 377 milhões).

Aprovação da Lei Geral do Turismo (LGT) (unificação da legislação do turismo no Brasil) visando criar condições favoráveis ao investimento e a projetos da iniciativa privada.

Metas do PNT objetivam gerar 1,7 milhão de novos empregos e ocupações.

Fonte: Elaborado por Carvalho, C.L., com base em entrevista da Revista: Turismo em Números, Ano 8, Edição 73/2008, p. 6-16

Como fato marcante em 2008, de grande importância, também é aprovada a Lei Geral do Turismo,37 que desde 1997 tramitava no Congresso Nacional, como matéria que

define as atribuições do turismo e cria seu marco regulatório.

A Lei Geral do Turismo estabelece a Política Nacional do Turismo e as atribuições do governo nas ações de fomento ao turismo. Com concordância geral, a aprovação da lei traz maior segurança jurídica para os investimentos internos e estrangeiros no setor turístico brasileiro.

Em particular sobre o Plano Nacional do Turismo – 2007-2010, as principais políticas públicas adotadas não diferem muito em suas macro-estratégias apresentadas no documento “Diretrizes para uma Política Nacional de Turismo 1996-1999”, e traça metasbem ambiciosas como:

a) promover a realização de 163 milhões de viagens no mercado interno brasileiro em 2007 e 217 milhões até 2010;

b) criar 335 mil novos empregos e ocupações em 2007 e 516 mil em 2010; c) gerar US$ 5,1 bilhões em divisas em 2007 e 7,7 bilhões até 2010;

d) estruturar 65 destinos turísticos com padrão de qualidade internacional até 2010.

Como outros países, a exemplo da Espanha, Itália, França, o poder público vem percebendo a importância do turismo e, conseqüentemente, passou a intervir no mercado turístico, a fim de melhor planejar e otimizar o desenvolvimento da atividade. A partir de tal fato ficou evidenciada a grande importância da formulação e avaliação das políticas públicas de turismo, objetivando um desenvolvimento sustentável com melhores

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“A Lei número 11.771/2008 composta por quarenta e nove artigos que estão divididos em seis capítulos, dispõe sobre a política nacional do turismo, define as atribuições do Governo Federal no planejamento, desenvolvimento e estímulo ao setor turístico, disciplinando a prestação de serviços turísticos, o cadastro, a classificação e a fiscalização dos prestadores destes serviços”, segundo Lenhart, N., Cavalhero, Lirian. Comentários à Lei Geral do Turismo, 2008. p. 15.

condições sociais e econômicas para as populações locais, proporcionando um elevado grau de satisfação para os turistas e gerando, ao mesmo tempo, a fidelidade destes usuários.

Para isto, é fato a necessidade cada vez maior de avançar nas políticas públicas de turismo, principalmente na formação de profissionais e especialistas que possam atuar como assessores e consultores na elaboração, formulação e avaliação de tais políticas. O papel da Universidade é fundamental no desenvolvimento do pensamento estratégico do setor. O setor que abrange o turismo não deve pode ser trabalhado por ações pontuais e isoladas, em benefício de grupos sociais. Deve-se observar a relevância da elaboração ou formulação de políticas públicas de turismo de forma comprometida e diretamente relacionada com a realidade local, estadual e federal, levando-se em conta a potencialidade turística, as deficiências, as condições favoráveis, a situação da população e quaisquer outros entraves técnico-burocráticos ou legais.

Saliente-se que elaborar, aplicar e avaliar políticas públicas no turismo brasileiro é um processo de constante construção, reconhecendo que o grau de satisfação da população é que vai evidenciar o possível sucesso ou fracasso.