XVI. YÜZYIL AKDENİZ DÜNYASINA KISA BİR BAKIŞ
2. BÖLÜM
2.2. Osmanlı Gemileri
O turismo é uma atividade que deve processar recursos naturais, culturais e humanos sem desgastá-los, de forma articulada e planejada, com a missão de atender aos sonhos, proporcionar experiências memoráveis aos turistas, gerar lucros para o empresário, mas principalmente promover o desenvolvimento sustentável local. A questão do desenvolvimento sustentado é algo que deve estar na mente de todos que trabalham no setor, num país com tantas carências, que tem no turismo, sem dúvida, um instrumento maior para ajudar a resolver muitas das questões sociais e levar a palavra trabalho e emprego a regiões distantes.
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A OMT, pensando em 2020, em seus estudos estratégicos aponta que o número de viagens vai triplicar, que as viagens de curta distância continuarão sendo a imensa maioria, que o destino “sol e praia” deverá continuar sendo o segmento mais comercializado, mais procurado pelos turistas, desde que a ele seja agregado outros diferenciais. Quem vender só “sol e praia” vai realmente perder mercado e turistas, e os diferenciais principais, sem dúvida, serão o ecoturismo, turismo cultural, turismo de aventura, turismo de saúde, de compras, enfim, trabalhar temas, nichos de mercado e segmentos.
Devemos lembrar, com muito cuidado dos movimentos femininos, um universo que deve ser cuidadosamente analisado sob o enfoque de futuros comportamentos, das emoções e dos papéis sociais e de consumo, que incluem internacionalmente as viagens, o turismo. Importa que esta atividade no mercado feminino seja aprofundada e seus resultados cada vez mais adequados à realidade.
O turista não quer mais ser convidado a visitar e contemplar, ele quer participar, quer viver no lugar, quer se emocionar, ter experiências com os destinos que, obviamente, têm que ser ambientalmente corretos. Se tudo der certo, se não tivermos nenhuma crise mundial grave, a receita é a associação de novas técnicas, tecnologias diferenciadas, uma vez que, quem do turismo conseguir dominar a nova tecnologia, vai poder individualizar a oferta a cada cidadão do mundo, que é algo a ser pensado por todos aqueles que trabalham a questão do turismo, sejam do setor público, privado e acadêmico. Customizar a oferta para esse cliente exigente passa a ser fundamental.
A questão da infraestrutura também é importante, como um dos elementos para o desenvolvimento. Não se deve receber turistas onde existe esgoto a céu aberto, ou mesmo onde haja falta de água e de estradas, e nem onde a matéria prima é confundida com produto.
O Código Mundial de Ética do Turismo também recomenda, praticamente em sua essência, uma tendência de se banir destinos turísticos onde exista o terrorismo, a guerra civil, a violação aos direitos humanos, a discriminação racial. De certa forma, surge uma hábil oportunidade para o nosso país.
A evidente urbanização, a entrada das mulheres no mercado de trabalho, as inovações tecnológicas, e outras formas de vida moderna farão um turismo diferente. Na próxima década muitas transformações na sociedade serão refletidas e sentidas no setor de viagens e turismo, e as políticas públicas deverão ser pensadas com base nas novas tendências da atividade. Com base em previsões oficiais,15 a população brasileira estará
15 Previsão do Banco de Investimentos Goldman Sachs. O Brasil em 2020, Revista Época, 25.05.2009,
constituída por aproximadamente 209 milhões de pessoas e o PIB brasileiro estará dobrando até o final de 2020, com US$ 2,6 trilhões de riquezas, estimando que a capital do Estado de São Paulo participe com 18% desta produção de bens e serviços, composta de uma população estimada em 12,2 milhões de habitantes.
As incontestáveis transformações na sociedade acarretarão mudanças cada vez maiores de comportamento nos turistas e no turismo da próxima década segundo a OMT, como as evidências apresentadas na relação, a seguir:
Evidências na Sociedade na
Próxima Década Tendências do Turismo Global com Horizonte em 2020 Desenvolvimento de Ações dos Setores Público-Privado Mudança populacional com menos
crianças (1,5 de filhos, a média da fecundidade brasileira).
Viagens e roteiros temáticos voltados para adultos, na grande maioria. Cada vez mais um número menor de crianças por lar.
Multiplicação de divórcios, e aumento de viagens independentes, inclusive de crescimento do segmento de homossexuais.
Aumento de um comportamento mais individualista com certa rejeição a grupos.
Possibilidade de mais investimentos na educação, melhoria na capacitação de educadores, maiores recursos para o ensino.
Adaptações da oferta com alojamento
single ou familiar, com lazer específico.
Desenvolvimento de abordagens diretas de marketing, com maior interatividade, por segmentos, respondendo à demanda da personalização (viagens a la carte, permitindo o consumidor compor sua própria temporada juntando diferentes escolhas de itinerários, hotéis e opções).
Mais mulheres no mercado de trabalho com maior poder de compra.
Viagens específicas para o segmento feminino, em maior número. A transformação da família, com menos casamentos, mais tardios e sem filhos devem ser lembradas nas decisões das viagens e férias dos casais (double income, no children).
Desenvolvimento de produtos visando atingir novos mercados de consumo como, por exemplo, o LGBT, o da melhor idade, o estudante, o jovem, o idoso, particularmente integrando ao mundo feminino.
Mercado deve ser trabalhado com políticas estratégicas voltadas para o movimento feminino, e de outros
segmentos, inclusive dos
desacompanhados (single).
Tática de desenvolver abordagens temáticas na área de marketing.
Futuro do Entretenimento Digiltalizado com Computadores Onipresentes nas Viagens.
Turismo, viagens, negócios no setor devem ser integrados com a tecnologia digitalizada e máquinas em todos os ambientes (DVD, TV, Cinema, HQ, Música, Museus, Literatura, Teatros e outros)
Motivada pela facilidade tecnológica e da pressa, serão ampliadas as tendências dos turistas fazerem cada vez mais reservas de última hora. Internet será consolidada como principal fonte de reserva e venda de viagens.
Políticas públicas deverão aprender a conviver com técnicas e a modernizar-se com as próximas metamorfoses no universo cultural de eventos inteligentes.
Estimular o uso da internet como, além de um banco de informações turísticas, um canal de reservas ou vendas, também uma mídia de suporte de promoção e de comunicação.
Novos objetivos da geração de jovens, em substituição à economia, trabalho e mercado.
Turismo se insere perfeitamente na busca da felicidade, bem-estar e lazer, promovendo ainda mais a criatividade e a fábrica de idéias no turismo.
Ecologia, ambiente rural, aventura, novos desafios para aumentar a emoção e o sentimento das viagens.
Políticas públicas direcionadas ao lazer e a cultura contribuirão para satisfazer a busca do bem-estar da população.
Evidências na Sociedade na
Próxima Década Tendências do Turismo Global com Horizonte em 2020 Desenvolvimento de Ações dos Setores Público-Privado Vida social e do trabalho ampliado
na Internet e em outros meios de comunicação.
Constatação de filhos únicos, com abundância de recursos, desejosos por viagens de prazer, férias e educação no exterior.
Tempo de lazer, turismo, com viagens fragmentadas, mais freqüentes e cada vez mais curtas, em períodos diferentes do ano.
Renovação do turismo com o desenvolvimento da telefonia celular e de GPS, permitindo relacionamento instantâneo com cada prestador desejado.
Turista poderá, através de seu celular, obter acesso a um guia de sua língua, orientando-o permanentemente durante e após a sua temporada. Associação de GPS, celular e banco
de dados geolocalizados
possibilitarão acesso a um conjunto de serviços personalizados e atualizados regularmente.
Existência e uso intenso de softwares para roteiros turísticos de curta distância, vendidos por agentes de viagens.
Políticas dependentes da tecnologia, considerando pessoas tendendo cada vez mais a ficarem imersas no fluxo de informações.
Clientela urbana ativa, consumidora dos meios digitais, fortemente consumidora de curtas temporadas, um alvo prioritário de novas estratégias de marketing e promoção. Promover novas vertentes com base nos conteúdos e meios digitalizados, difundindo com abrangência a informação turística.
Buscar apoio dos meios modernos de comunicação para captação de nova clientela, com menor custo, para uma eficiência maior e valorizar a diversidade da oferta local e de suas identidades territoriais.
Urbanização nas cidades, apesar de que o inchaço pode reverter desejo de mudar de destino-residência.
Grandes cidades, como São Paulo, receberão turistas com motivação de negócios e eventos, além de lazer, cultura, compras.
Urbanos viajam mais, com mais freqüência das estadias, são ávidos por novidades e tendências criadoras. Elevação de valores éticos, respeito às identidades, culturas, diversidades e riquezas.
A capital paulista tem grandes vantagens no contexto brasileiro. Exemplo Rua 25 de Março – é símbolo de economia paulistana, embora caótica, cheia de problemas com muita informalidade e falta de inovações.
Políticas estratégicas devem lembrar que o turista urbano é um segmento que gosta de conforto e tem nível de estudo superior.
Mais produtores do que
consumidores de riqueza. Mais oferta de produtos e serviços diferenciados, maravilhosos, capazes de experiências memoráveis e transformações na sociedade emocional moderna.
Consumidor mais atento à relação preço e qualidade, buscando informações sobre os locais onde pretende viajar.
Atitudes do governo e do setor privado, com mais exigência no uso de inovações com qualidade e tecnologia de ponta.
Nascimento de um novo consumidor
mais atuante Emergência de um consumidor que é mais bem informado, ativo, autônomo e que compara as ofertas.
Igualmente um consumidor mais oportunista, sensível em relação ao preço, qualidade e que se informa muito mais nas viagens.
Antagonismo do consumidor elitizado, personalizado em relação ao turismo de massa, mesmo reconhecendo que a popularização continuará existindo. Manutenção das expectativas de busca por viagens de sol, repouso, calma, descanso, troca de idéias, reencontro com a família, amigos e muita felicidade.
Desenvolvimento de programas e ações estratégicas voltadas ao turismo social e ao lazer que beneficiem a população, em geral ou por segmentos.
Transportes com carros melhores e
menos poluentes Trabalho deve beneficiar o turismo, complementado com pedágios urbanos e muitas motos e carros menores.
Exige reformas e esforços em políticas públicas, incluindo estratégias com sistemas de inteligência (chips, GPS nos autos), incluindo nos semáforos e formas de trânsito.
Evidências na Sociedade na
Próxima Década Tendências do Turismo Global com Horizonte em 2020 Desenvolvimento de Ações dos Setores Público-Privado Mais idosos na ativa, especialmente
mulheres (expectativa de vida, 76 anos - com média dos homens, 72 anos, mulheres vivendo mais, média de 79 anos).
Viagens e lazer para uma população mais velha. Serão 9,2% de idosos representando a população brasileira, com vida longa e necessidade de combater doenças clássicas principais como a obesidade, o câncer, as cardiovasculares, e outras neurovegetativas.
Em 2010, a categoria dos seniors (ativos, aposentados) será a primeira clientela turística no mundo, consagrando grande parte de seu orçamento ao lazer e turismo, dispondo de mais tempo para organizar a viagem, recorrendo a consultores intermediários.
Programas apropriados com atividades para visitantes e moradores prevendo maior bem-estar e qualidade de vida integrada com a saúde, mobilidade, entre elas, estimulando uso de áreas verdes, em parques e praças, visita a museus, centros de cultura e outros acervos. Tática de promover o turismo no começo da alta estação e fora da estação para os seniors.
Políticas de adaptação da oferta em função das expectativas.
Prover também a demanda com aspectos relacionados à segurança, acessibilidade, descoberta e muito prazer.
Aumento da renda per capita do brasileiro (hoje US$ 6.526, em 2020, US$ 12.380).
Maior poder aquisitivo, mais viagens para todos os segmentos de demanda turística, doméstica e internacional. Nível de renda e taxa de crescimento do PIB por habitante dos mercados emissores deverão afetar diretamente o potencial da demanda turística.
Políticas devem tentar reduzir a reconhecida distância das nações desenvolvidas, recorrendo a benefícios que minimizem as desigualdades sociais e injustiças. Como tática, importa valorizar todo tipo de demanda e oferta turística, inclusive mantendo uma oferta adaptada às expectativas de todos consumidores.
Efeitos do aquecimento global e
reflexos no meio ambiente. Turismo baseado em formas de crescimento sustentável, inclusive com a utilização de produtos mais práticos e ecológicos.
Sensibilidade reforçada nas questões da natureza leva crescimento do turismo em áreas de proteção e preservação ambiental (turismo durável, segundo a OMT).
Crescimento do turismo ecológico de observação da natureza, em viagens de curta distância.
Crescimento de uma maior conscientização quanto ao desenvolvimento sustentável.
Promover uma gestão de recursos de ordem econômica, social e política com salva-guarda da integridade cultural, ecológica, essencial à diversidade biológica e dos sistemas de manutenção permanente da vida. Esforços vitais de adaptação nas diversas decisões sobre o meio ambiente. Enchentes, enxurradas e alagamentos serão cada vez mais freqüentes em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Infraestrutura de equipamentos e serviços de apoio nas grandes cidades brasileiras.
É o principal obstáculo para a alavancagem do turismo e a Copa FIFA 2014 pode e deve ajudar com grandes transformações nas cidades- sede brasileiras, além do âmbito esportivo.
Possivelmente os Jogos Olímpicos de 2016 também estimulem novos fluxos turísticos nas cidades.
Grandes investimentos traduzidos numa melhora da infraestrutura, com estádios reformados, confortáveis, de padrão internacional, além do aprimoramento nos transportes urbanos, infraestrutura aero-portuária, despoluição de áreas degradadas, novos conjuntos residenciais, centros olímpicos, e outros benefícios estruturais.
Segurança pública e outros fatores importantes das cidades, especialmente com grandes concentrações urbanas.
Afeta muito o turismo e a perspectiva é que venha a ser relativamente um pouco menor com o gradual envelhecimento da população. Crises, desemprego, epidemias,
poluições, problemas não
necessariamente exclusivos de grandes cidades, que também afetarão os fluxos turísticos.
Programas voltados para a segurança serão implementados em políticas públicas, com novo sistema de informações e mapeamento criminal, fechamento de bares, aumento do encarcerados, e da campanha nacional de desarmamento nacional. Outros fatores temporários contarão com a atenção e o apoio governamental imediato.
Fonte: Mega-Tendências do Turismo, OMT, 2008; O Brasil em 2020, Revista Época, maio 2009, número 575; e Segmentos do Turismo, Maison de La France, 2010.
Alguns caminhos novos devem ser abertos, tais como a necessidade de organizar mercados flexíveis com transparência nas regras; identificar produtos inovadores; estabelecer a cooperação intra-regional entre os destinos e regiões, setor privado, universidades; buscar agregar produtos complementares (turismo combinado); buscar caminhos para substituir a massificação em decadência; trabalhar e contar cada vez mais com as condições locais, sociais e econômicas.
Turistas modernos querem conhecer as características locais do destino turístico, sua cultura autêntica, ou seja, saber como são sem maquiagem, apostando na tecnologia, na investigação e no desenvolvimento, em formas novas de gerir negócios, segmentos e clientela; na tecnologia como ferramenta a serviço da criatividade permanente; na qualificação de turismo associado à preservação ambiental e responsabilidade social; na necessidade de buscarmos cenários turísticos dignos para o turista e para o cidadão que lá vivem.
É lógico que é muito difícil isso acontecer num país com tanta desigualdade como o Brasil. Mas, no fundo, deve ser o objetivo maior de quem trabalha com o turismo, ou seja, atingir a máxima de que “a cidade boa para o turista é aquela cidade que é boa para o cidadão” – que não necessariamente é o turista. Aliás, muitos se apossam dessa frase dita, em 1995, pela então prefeita de Salvador, Lídice da Mata, num seminário sobre Municipalização que se tornou símbolo do Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT), um trabalho inédito de conscientização e planejamento participativo local desenvolvido pelo Governo Federal junto a 1800 municípios brasileiros com potencial turístico de 1995 a 2002. Um divisor de águas na história da melhoria da qualidade do turismo nacional quer gostem ou não seus críticos.
Foi uma pena o Ministério do Turismo “sepultar” em 2003 o Programa Nacional da Municipalização do Turismo (PNMT) referência em políticas públicas para a OMT16 , que
o idealizou para mercados turísticos emergentes e em desenvolvimento.A publicação pela OMT do excelente Manual para Planejadores Locais, em 1993, foi a origem desse programa inédito na América Latina. Foi a primeira publicação em idioma português na história da OMT e a adaptação para a realidade brasileira foi obra da então Secretaria Nacional de Turismo e Serviços do Ministério da Indústria do Comércio e do Turismo.
O PNMT realizou em mais de 600 municípios brasileiros com potencial turístico centenas de oficinas de planejamento participativo que ajudaram a conscientizar comunidades locais para a importância da atividade como instrumento para a sua sustentabilidade e capacitar profissionais para inventariar a oferta,estudar demandas e transformar o potencial em produto.
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Foi, talvez, o maior equívoco do Plano Nacional de Turismo (2003-2007) quando, acabou com o PNMT e deu lugar a um programa de regionalização do turismo que como prevíamos jamais “decolou”.