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XVI. YÜZYIL AKDENİZ DÜNYASINA KISA BİR BAKIŞ

2. BÖLÜM

4.1. XVI YÜZYIL OSMANLI DENİZ SEFERLERİ

4.1.11. Magosa’nın Zaptı

No exercício do período analisado, a SPTuris contou, em caráter excepcional, com recursos extras advindos da Prefeitura e alguns outros do Ministério do Turismo, além de parcerias com diversas entidades privadas do setor, especialmente o São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPC&VB), entre outras.

Alguns dos resultados das políticas adotadas pela gestão pública do turismo na cidade, a partir de 2005, tendo como frentes de atuação, a Secretaria de Turismo, a administração do Parque Anhembi, do Autódromo de Interlagos e da empresa de eventos estratégicos da cidade de São Paulo, encontram-se relacionados no quadro seguinte.

Políticas Públicas Implementadas pela São Paulo Turismo – Período de 2005 a 2008

Fatos Destaques

1º) Mudança de Nome da Empresa Pública Integrado e apropriado com o destino turístico em que está inserido.

2º) Realização de Concursos Públicos 84% dos cargos são ocupados por aprovados em seleção pública em dois concursos de efetivação.

3º) Contribuição na Receita Líquida Controle das despesas operacionais,

4º) Painel de Controle e Gestão (CGP) Implantação de sistema interno para monitoramento on-line do cumprimento dos objetivos e metas das diferentes áreas da empresa.

5º) Implantação do Pregão Eletrônico Economicidade dos recursos envolvidos.

6º) Política Comercial do Anhembi Parque

400 mil m2 de área total sediam 30% dos

eventos que acontecem no país e 55% dos eventos da região sudeste, com os espaços: Palácio das Convenções, Auditório Elis Regina, Arena Skol Anhembi, Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo e Pavilhão de Exposições.

Aumento da locação de espaços; reestruturação de suas áreas, criando novas opções de áreas para shows, apresentações e eventos.

Média de ocupação de 25 dias por mês.

7º) Expansão de Eventos Número estimado em 500 eventos anuais, movimentando R$ 2,8 bilhões de negócios na economia.

8º) Estacionamento no Anhembi Parque Arrecadação, automação e mecanismos de controle.

9º) Investimentos Físicos e Financeiros –

Evento Carnaval Recursos anuais de R$ 19 milhões, com obras de melhorias no Sambódromo.

10º) Autódromo de Interlagos Administração de verba de R$ 23 milhões; renovação contratual do GP Fórmula 1 até 2015; outras obras em Interlagos.

Pela 1ª vez em sua história, obteve resultado financeiro positivo em 2008.

11º) Ampliação da Arrecadação do Volume do

Imposto sobre Serviços – ISS Específico do Grupo 13, ultrapassando R$ 124 milhões, média anual de crescimento de 12%, em 2008.

12º) Programas Promocionais Diversos, a seguir especificados pela mídia impressa e irradiada.

13º) Elevação da Ocupação Hoteleira Taxas de ocupação hoteleira acima de 68%, em 2008.

14º) Desenvolvimento de Megaeventos Fórmula 1, Parada GLBT, Virada Cultural, Carnaval, Salão do Automóvel, adiante especificados nas pesquisas.

15º) Atendimento Centrais de Informações

Turísticas – CIT 3 a 5 mil turistas mensalmente atendidos em postos fixos e móveis de atendimento das Centrais de Informação Turística – CIT.

Políticas Públicas Implementadas pela São Paulo Turismo – Período de 2005 a 2008

Fatos Destaques

16º) Programação: Copa FIFA 2014* Cidade de São Paulo será sede da Copa FIFA 2014. Estudos preparatórios para o evento com enorme impacto na indústria do turismo.

Ações conjuntas de investimentos na esfera e planejamento federal, com análise especial no ponto crucial dos transportes. Pós-campeonato, a cidade de São Paulo terá criado um patrimônio importante que enriquecerá as atividades de turismo, principalmente a infraestrutura urbana.

*Logotipo Oficial da Cidade de São Paulo para a Copa FIFA 2014.

Fonte: SPTuris, 2008

As políticas públicas implementadas pela gestão do turismo paulistano tiveram por propósito estabelecer um programa de estruturação dos produtos do destino São Paulo, com projetos em acordo com o estabelecido pelo Plano Municipal de Turismo (PLATUM), nos respectivos períodos.

De 2004 a 2006, o plano teve como objetivo e foco estratégico a ampliação da participação e do fortalecimento da competitividade da cidade de São Paulo no mercado de congressos, eventos e negócios, além de ter priorizado a estruturação do turismo de cultura e lazer.

A partir de 2007, por sua vez, buscou a consolidação de lazer, entretenimento, cultura, negócios e eventos, oferecendo produtos diferenciados, criativos e de qualidade, que vieram destacar o caráter vanguardista e gerador de tendências. Com isso, a cidade de São Paulo passou a adquirir reconhecimento como referência nacional e internacional, proporcionando ao visitante e ao cidadão paulistano uma experiência positiva e enriquecedora, fortalecendo a atividade turística no município.

Entre as ferramentas disponíveis para transmitir a imagem do destino São Paulo, foram destaque seus programas e ações de marketing efetivamente desenvolvido pelo poder público responsável. Este conjunto de informações é resultado do ciclo de planejamento implantado e apresentado no balanço de atividades da empresa São Paulo Turismo.63

Em destaque, o ano de 2008 foi muito importante para a área de turismo e entretenimento, com o planejamento e a concretização de ações focadas na melhoria e incremento na estrutura turística da cidade de São Paulo. Do lado da promoção, a ênfase foi dada no aumento do fluxo de visitantes e no incremento de sua permanência na capital, bem como na ampliação de seu gasto médio, tanto em hospedagem, lazer, alimentação, transportes e compras. O destino São Paulo foi mostrado em campanhas no

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Brasil e no exterior pela CNN, não apenas como pólo de negócios e eventos, mas também como de cultura, entretenimento, compras e gastronomia, buscando fazer do turismo, um instrumental de geração de renda e de criação de empregos, diretos e indiretos, além de um elemento de inserção social, gerador de uma demanda turística na cidade de São Paulo.

Neste ano, as taxas médias de ocupação hoteleira mantiveram altos índices e o ano foi concluído com indicadores da ordem de 68,5%, acima da estimativa prevista, superior em mais de um ponto da registrada em 2007. A média do revpar (revenue per apartment) obtida no ano de 2008 foi de R$ 116,43, ou seja, 9,1% superior ao observado no ano anterior, com uma diária média de R$ 176,39.

Gráfico 8 – Evolução da Taxa Anual Média de Ocupação Hoteleira

Fonte: SPTuris, 2008

Outro indicador importante com evolução positiva no turismo paulistano é o Imposto sobre Serviços – ISS do Grupo 1364, que contabiliza valores arrecadados com

hospedagens, pacotes turísticos e eventos, contabilizado pela Secretaria Municipal de Finanças, registrando valores acima da estimativa. No mês de dezembro de 2008 foi observado um valor de R$ 12,9 milhões, acima de 40% do mesmo período de 2007, derivado do movimento da temporada dos fluxos turísticos na cidade.

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Fazem parte do Imposto sobre Serviços - ISS do Grupo 13 (hospedagem, turismo, viagens e congêneres), os seguintes itens: a) hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flats, apart-hotéis, hotéis residência, residence-service, suite service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação por temporada com fornecimento de serviço; b) agenciamento, organização, promoção, intermediação e execução de programas de turismo, passeios, viagens, excursões, hospedagem e congêneres; c) guias de turismo; d) planejamento, organização e administração de feiras, exposições, congressos e congêneres; e) organização de festas e recepções, bufês; f) recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer natureza (Lei Municipal no 13.701 de 24.12.2003 de São Paulo). 55,2% 58,7% 64,7% 67,0% 68,5% 50 55 60 65 70 2004 2005 2006 2007 2008

Tabela 10 – Arrecadação do ISS do Grupo 13 - Turismo, Hospedagem e Eventos 2004 2005 2006 2007 2008 Janeiro 4.584.148,58 6.804.286,00 7.789.641,00 9.185.751,13 9.363.904,01 Fevereiro 3.390.303,13 4.713.410,99 6.980.140,49 7.970.962,09 8.441.760,86 Março 8.976.062,55 7.467.927,46 7.445.030,81 8.022.060,71 8.235.226,02 Abril 5.872.185,55 7.806.977,17 8.683.836,43 10.536.713,53 10.069.479,21 Maio 5.563.346,64 6.912.713,48 7.674.936,39 9.827.483,94 10.391.724,09 Junho 6.738.714,52 7.410.134,34 5.904.264,01 10.509.621,52 9.963.040,60 Julho 5.979.063,98 5.115.111,02 11.041.659,00 9.874.969,62 10.717.119,00 Agosto 7.216.624,53 8.796.228,04 8.169.072,00 8.378.100,41 10.653.142,56 Setembro 6.429.769,65 8.443.365,29 8.878.728,00 8.654.104,35 10.689.939,43 Outubro 5.299.530,50 7.944.761,98 8.951.453,00 8.582.939,03 10.711.884,24 Novembro 8.721.138,07 6.006.173,62 9.545.699,00 10.040.643,20 12.014.671,61 Dezembro 6.951.448,11 9.675.284,18 9.325.468,27 9.255.950,90 12.897.384,51 Total 75.722.335,81 87.096.373,57 100.389.928,40 110.839.300,43 124.149.276,14 Valores nominais (R$)

Dados fornecidos: DECAR/DICAR (Departamento de Controle de Arrecadação/Divisão Controle de Arrecadação) Itens da Lista de Serviços (Lei n.º 13.701/03) abrangidos pelo Grupo Turismo, Hospedagem, Eventos e Assemelhados

Em termos gerais, no que diz respeito aos impostos, o setor de turismo representa uma importante fonte de arrecadação de ISS do Grupo 13 para a cidade de São Paulo, com uma evolução de 2004 a 2008, mostrada no gráfico 9. Neste último ano, o valor arrecadado foi de R$ 124 bilhões, um montante de 12% maior de crescimento do ano anterior (2007).

Gráfico 9 – Arrecadação de ISS do Grupo 13 - Cidade de São Paulo

Fonte: SPTuris, 2008

Comprovando a importância deste indicador relativo ao turismo, e de como se apresentou em 2009 apesar da crise econômica, a cidade de São Paulo totalizou o primeiro semestre com taxas positivas, com crescimento médio de 5% no período, e com 10% de aumento no mês de junho comparado ao mesmo período do ano anterior.

75,7 87,1 100,4 110,8 124,1 50 60 70 80 90 100 110 120 130 2004 2005 2006 2007 2008 R$ milhões

Tabela 11 – ISS do Grupo 13 - Arrecadação no 1º Semestre de 2009

ISS – Grupo 13 2008 (R$) 2009 (R$) Crescimento (%)

Janeiro 9.363.904,01 10.055.827,11 7,39 Fevereiro 8.441.760,86 8.782.284,86 4,03 Março 8.235.226,02 8.287.148,17 0,63 Abril 10.069.479,21 11.166.939,70 10,89 Maio 10.391.724,09 10.122.841,04 (2,59) Junho 9.963.040,60 10.896.322,00 9,37 Total 56.465.134,79 59.311.362,88 5,04 Fonte: DECAR/DICAR - Departamento de Controle de Arrecadação, 2009

Além desses dois exemplos de comprovado desenvolvimento turístico na cidade, foram construídas agendas de alternativas ou prioridades que requisitavam a atenção dos setores envolvidos, públicos e privados, cidadãos e visitantes.

Em se tratando de uma abordagem teórica de políticas públicas do turismo, considerando o caso aplicado do destino São Paulo, segundo Kingdon, J. (1984) na construção dessa agenda de assuntos pertinentes ao turismo, foram incluídos como participantes, os principais atores governamentais e atores não governamentais. No primeiro grupo, composto pelo alto staff da administração pública ou “os fazedores de políticas públicas”, os conselhos municipais de turismo, os respectivos órgãos de atuação e seus funcionários diretos, enquanto que, no segundo, estariam inclusos os grupos de pressão, incluindo acadêmicos, jornalistas, entes associativos e outros. Divididos em atores visíveis e atores invisíveis, os primeiros influenciam na formação da agenda e os segundos, na especificação de alternativas. São atores visíveis, para o caso da agenda pública de ações do turismo paulistano, o presidente do órgão gestor, do conselho municipal de turismo, os conselheiros da diretoria responsável, a mídia, e os integrantes do trade turístico. São atores invisíveis, os acadêmicos, os pesquisadores, os consultores, e mesmo a população e os visitantes do destino envolvido. Incluem-se também, nesse processo as pessoas que, em qualquer fase, tem o poder de provocar- lhes alterações, sejam burocratas, acadêmicos, jornalistas, políticos, cidadãos ou turistas, chamados de policy entrepreneurs.65

Além disso, autores como Cobb e Elder (1971) lembram que 90% da população não participam dos grupos de pressão, o que pode sugerir um sistema estável sem representação, ou seja, para eles “os cidadãos não querem saber do governo”.66

65

VIANA, Ana Luiza. Abordagens Metodológicas em Políticas Públicas. Rio de Janeiro 30 (2):5-43, março/abril 1996, p.10.

66 COBB, Roger, ELDER, Charles. The Politics of Agenda Building: an Alternative Perspective for Modern

Existem temas e assuntos que emergem dentro da política e outros, de fora, no entanto “a agenda governamental pouco muda, sendo sempre os mesmos temas que estão em cena”. Neste aspecto, acrescenta-se que os recursos econômicos disponíveis podem alterar os meios de implementação, embora as formulações das políticas e as matérias (objetos das políticas públicas no turismo) permaneçam as mesmas, quer sejam ampliar o fluxo de visitantes, ampliar sua permanência na cidade, bem como incrementar seus gastos médios em hospedagem, lazer, alimentação, transporte e compras.

A formulação das idéias, outro passo importante da cadeia, se dá através dos indicadores, eventos, crises, símbolos (imagens), percepções, além do processo natural de feedback e da elaboração do orçamento. Assim, ocorre um processo de formação de propostas criativas, mas que somente algumas sobreviveriam ao processo natural da seleção e satisfazem os critérios estabelecidos pelos grupos decisórios de especialistas.