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XVI. YÜZYIL AKDENİZ DÜNYASINA KISA BİR BAKIŞ

2. BÖLÜM

2.4. XVI Yüzyılda Osmanlı Donanmasında Kullanılan Gemi Çeşitleri

2.4.1. Kürekli Gemiler

O conceito de cluster no turismo não está devidamente digerido, mas é um grande caminho. O cluster, na realidade, faz com que o espaço geográfico com todos os seus atores possam se organizar competitivamente dando resultados. No Brasil temos profissionais que têm história, pessoas sérias, que pensam estrategicamente e que podem materializar a idéia do cluster. Na verdade trata-se apenas de exercitar a inteligência e de forma planejada e articulada promover os arranjos produtivos entre todos os que atuam direta ou indiretamente na cadeia produtiva. Existem vários conceitos para o tema que é apresentado por Gaudenzi, P. (2008). No entanto, sintetizando, o autor esclarece ser:

“um trade turístico ampliado em que todos irão trabalhar conjuntamente, de forma

organizada, vendendo um ao outro para reforçar um mesmo destino turístico – significa competir entre si, mas unir-se para competir com os destinos de fora” 24.

Trabalhar o conceito de Michael Porter significa promover os arranjos produtivos em torno do negócio do entretenimento onde turismo, cultura, lazer se inserem. Todos os atores, públicos e privados, precisam desempenhar bem seus papéis, como um elenco afinado e comprometido com o sucesso, para que os resultados aconteçam e todos ganhem.

Devemos lembrar a história do Onassis que dizia que “fazer um bom negócio é ver primeiro”. Tem uma pessoa que merece aqui citação e uma homenagem por tudo que fez nesse sentido: o Comandante Rolim, presidente da TAM.25 Era uma pessoa dinâmica,

talentosa e de idéias criativas. Sem dúvida, foi ele que introduziu o conceito de qualidade no setor nacional. Certa vez fez uma pesquisa para saber o que a TAM deveria colocar na sala VIP no Aeroporto de Congonhas. Ele colocou tudo aquilo que os clientes apontaram, mas foi além, colocou também um piano com uma pianista. Seis meses depois, fez a mesma pesquisa, apareceu em 1º lugar, a música que lá era tocada. Ou seja, ele descobriu aquilo que o turista ou que o cliente não sabia que ia ser bom para ele. Essa é uma lição interessante e ajuda a entender uma frase que também é boa para

24

Gaudenzi, P. Planejamento & Experiências – Turismo na Bahia, 2008, p. 97.

25

nós, quando muitas vezes se fala em visão estratégica, que diz que no turismo vale muito “a capacidade de descobrir justamente as coisas invisíveis”.

E nós sabemos sobre a Grécia, sabemos tudo sobre a Europa e EUA, sabemos alguma coisa da América Latina, mas muito pouco sobre América do Sul. Temos preconceitos em relação a esta região e temos que acabar com isso, já que existem mais de 18 milhões de sul-americanos que viajam, anualmente, duas vezes por ano para fora do seu país, e pouco é captado intra regionalmente. O Brasil recebe hoje menos de 3 milhões de turistas sul americanos.

São cenários diversos aqui apontados que remetem e convidam todos à análise, reflexões e necessidades de implementar estratégias diferenciadas e inovadoras por parte daqueles que trabalham políticas públicas no setor.

Não se pode trabalhar políticas de turismo num país continente dependente de transporte aéreo sem estudar o tema aviação e suas tendências futuras. As fábricas não vão produzir mais aviões super gigantescos do tipo 747 ainda que estejamos entrando na era dos Airbus A-380. Elas vão diminuir o número de aviões, que irão ser predominantes pequenos, compactos. Vão reduzir, porque a tendência é do homem, o turista, preferir não se deslocar tanto para lugares tão distantes, e isso deve ser lembrado no planejamento estratégico do turismo brasileiro e seus destinos. Relembremos os estudos da OMT que diz que em 2020, 76% das viagens no mundo serão de curta distância.

Quanto às projeções para a próxima década, tanto a OMT quanto o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) trabalham com previsões sempre muito otimistas que esperam atingir a mais de um bilhão e 600 milhões de viagens no mundo, contra quase um bilhão existente hoje.

O Brasil tem características corretas para ter sucesso neste novo mundo que surge, pois possui forte cultura empreendedora com empresas privadas fortes, e a nunca mais a prosperidade será privilégio de algumas partes do mundo.

Surgirão novas fronteiras de trabalho, com pessoas cada vez mais instruídas, com graus de educação e nível de instrução maior, com melhores condições e oportunidades de trabalhos que possam incorporar às suas vidas pessoais.

O Brasil há dezesseis anos vive um cenário de governabilidade com economia estável, reservas cambiais, acima de US$ 200 bilhões e está se habilitando a ser um grande destino para os chamados “viajantes do futuro”. Segundo a consultoria britânica Henley Centre Headlight Vision (HCHLV),26 especializada em marketing e estratégias

para cenários futurísticos, haverá diversas tribos de viajantes por volta de 2020: a de

26

The Futures Company - the coming together of Yankelovich, Inc. and Henley Centre HeadlightVision - Is a ground-breaking global trends and futures research and consultancy business.

seniores, formada por quem terá entre 50 e 75 anos; clãs mundiais, ou pessoas que viajarão em grupos para visitar amigos e familiares em função do crescimento da imigração em um mundo globalizado; profissionais itinerantes, que aproveitarão horários de trabalho mais flexíveis e viagens com custos menores para morar em localidades com alta qualidade de vida; viajantes urbanos em busca de destinos exóticos e experiências únicas; e executivos globais de empresas que viajam de primeira classe ou preferem alugar jatos a perder tempo e negócios.

Ao abordar o futuro, fala-se na cultura e valorização da conexão permanente. Não se trata de viver em aeroportos à espera de vôos e conexões e sim de facilitar a vida do viajante. Este será um dos itens que vai ditar as tendências do setor de turismo em todo o mundo. Consumidores terão conhecimento sobre os mais variados serviços e exigirão confronto, nada de problemas e tecnologias de ponta. Vão valorizar a correta gestão de recursos humanos e a qualidade da hospitalidade em seu sentido acadêmico, ao mesmo tempo em que demandarão estar conectados, de forma permanente, por meio de internet sem fio, celulares ou satélites em busca de informação precisa, onde quer que estejam, e também como obter as melhores condições nos preços, roteiros ou ganhos de tempo.

Turistas buscarão qualidade de informação para escolher uma viagem que irá, mais do que proporcionar um belo roteiro, oferecer memórias e experiências inesquecíveis objetivando o chamado FIB. Que tem que estar presente em todas as etapas de uma viagem, desde a reserva até a volta para casa na retirada numa esteira de aeroporto adequada para receber bagagens transportadas por um Airbus 380 com 800 passageiros. E não quererá mais saber de filas na imigração ou de cara fechada de policiais federais e fiscais. O bem vindo tem que estar na boca de todos que querem seduzir o turista. – essa é uma de nossas “lições de casa”.

Aconselha-se partir já para a requalificação dos sistemas de transporte aéreo e intermodais, especialmente em regiões da Amazônia Legal, implantar infraestrutura adequada nos aeroportos, ofertar mais vôos, criar modelos de deslocamentos mais rápidos a destinos sonhados e, acima de tudo, dar conforto e garantia de segurança a quem viaja e investe no segmento. É tempo de companhias aéreas inteligentes como a Jet Blue dos EUA, tempo de focar no turismo doméstico e intrarregional, de explorar nichos e segmentos de mercado, de fidelizar e seduzir com criatividade o imaginário dos turistas que nos visitam. Ou seja, roteiros inusitados e segmentados em vez dos pacotes turísticos tradicionais.

Com isso, o Brasil pode entrar na disputa pelas diversas tribos de viajantes do futuro que prometem “desequilibrar” o mercado nos próximos anos e melhorar sua posição no cenário mundial. Os governos têm trabalhado corretamente e feito muito nos

últimos dezesseis anos. Mas estamos em 2008 com os mesmos 5 milhões de turistas estrangeiros que recebíamos em 2000, ainda que as viagens domésticas e o faturamento com o turismo interno tenha crescido. Refletir e repensar modelos mentais é preciso, principalmente com relação às oportunidades que as cidades apresentam.

No futuro, segundo Kelly, E.27(2009):

“as grandes oportunidades estarão nas cidades. As cidades criam estilos de vida muito melhores para as pessoas, sendo que nelas as pessoas podem trabalhar menos que no campo, principalmente as mulheres”.

Tomando um caso específico, um breve olhar sobre São Paulo permite constatar que a cidade vive um grande momento. Cada vez mais criativa, com diversidade cultural invejável, onde tribos e talentos convivem e produzem riquezas. A metrópole, mesmo com os problemas sociais inerentes ao seu gigantismo, cede espaço também para uma cidade global, atenta e aplicada que processa o conhecimento e que tem hoje seus cidadãos “aprendendo a cantar cada vez mais sua aldeia”, como dizia Tolstoi. Idéias e projetos inovadores e criativos que brotam cada vez mais dos seus talentos, é a matéria- prima a ser formatada em produtos turísticos que seduzam consumidores e cumpram a difícil missão de conferir identidade e personalidade a um destino tão diverso.

A abordagem deste estudo é coerente, atual e adequada à lembrança do arquiteto americano Chein Chung Pei, que participou do projeto da pirâmide de vidro no Museu do Louvre, ao comentar: “as cidades brasileiras não só precisam criar infraestrutura para atrair os turistas, mas devem encontrar um ícone arquitetônico ou cultural que as represente”.28 Iria além. Não basta o ícone, mas trabalhar a construção de uma marca,

uma identidade para o destino. Uma marca que seja percebida externamente e prometa algo especial. Vale para uma cidade e vale para um país, pois como já dito, a diversidade às vezes é inimiga da busca da identidade ideal, pois dificulta a busca do foco.

Para que isso seja ainda melhor entendido, vamos fazer uma breve avaliação das políticas públicas implementadas no decorrer da história do setor turístico brasileiro. O Capítulo 4, a seguir, relata essa evolução e destaca as principais gestões do poder público, distintas por propostas de ações, diretrizes, estratégias e programas em fases cronológicas marcantes. O processo da rememoração nos próximos capítulos irá contribuir para chegarmos na escolha da capital paulista – a cidade de São Paulo como destino, com subsídios e conceitos mais amplos no trabalho de sua identidade turística.

27

Kelly, Eamonn. Era da Globalização Multipolar. Folha de S.Paulo, Economia, B7, 25.05.2009.

28