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A’RAF SÛRESİ ﻧَ

Belgede KUR ÂN DAN İDRAKE YANSIYANLAR (sayfa 103-107)

Em referência a esse cenário empreendedor comentado nesse trabalho, principalmente a respeito do volume de MEI quem vem incrementando o mercado de empresas, é em boa parte um reflexo do âmbito econômico que passa o país. Então observando um pouco da conjuntura econômica do Brasil como o nível de emprego crescimento econômico, veremos qual variável tende a altera o quadro de empreendedores.

Quanto a situação de empregos, podemos verificar segundo resultado da RAIS(2013), que o Brasil fechou dezembro de 2013 com cerca de 48,948 milhões de empregos formais, numero expressivo, mas só representando uma variação anual de 3,14%, em valores absolutos 1,490 milhões. De 2003 a 2013 sempre apresentou incrementos positivos de empregos, alguns anos com variações menores que outros, como mostra o gráfico a seguir. Esses altos e baixos possuem vários fatores macroeconômicos, internacionais, governamentais que os influenciaram, mas que no momento não serão analisados.

Gráfico 7: Incremento de emprego anual (2003-2013)

Elaboração: Rais (2013).

Fazendo um retrospecto dos números totais anuais de empregos formais a partir de 2007 em diante, segundo dados da RAIS dos respectivos anos, um total de 37,6 milhões ao

32 final de 2007, representando aumento de 6,98% ao ano anterior, passando para 39,4 milhões; 41,2 milhões; 44,1milhões 46,3 milhões; 47,459 milhões nos anos seguidamente posteriores.

Quanto a performance do quadro de desemprego, algumas instituições elaboram essas pesquisas, entre elas o IBGE, Ministério do trabalho, Dieese, entre outras. As metodologias para elaboração desses estudos variam um pouco dependendo da entidade. As taxa de desemprego em geral são auferidos com bases em amostras em certas regiões, o Dieese através das Pesquisas de Emprego e Desemprego (PED) elabora, se baseando nas regiões metropolitanas do país, no caso são Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. E esta representa a proporção da população economicamente ativa (PEA) que se encontra em situação de desemprego total, junção do aberto mais oculto.

Desempregados são indivíduos que se encontram em situação involuntária de não-trabalho, por falta de oportunidade de trabalho, ou que exercem trabalhos irregulares com desejo da mudança. O desemprego pelo conceito da PED pode ser classificado como:

 Aberto - pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos 30 dias anteriores da pesquisa e não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias;

 Oculto pelo trabalho precário – Pessoas que realizam trabalhos precários; algum trabalho remunerado de auto-ocupação; ou que realizam trabalho não-remunerado em ajuda a negócios de parentes e que procuraram mudar de trabalho nos 30 dias anteriores a pesquisa ou fizeram sem êxito ate 12 meses atrás.

 Oculto pelo desalento – pessoas que não possuem trabalho e nem procuraram nos últimos 30 dias anteriores a pesquisa, por desestímulos do mercado ou circunstâncias fortuitas, porém procuraram trabalho nos últimos 12 meses.

No gráfico abaixo esta o demonstrativo dos dados mensais das taxas em porcentagem de desemprego total colhidas pela PED, restringindo a amostra ao período de janeiro de 2009 a dezembro de 2014 para verificar o comportamento dentro do período onde se inicio o MEI.

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Gráfico 8: Taxa de Desemprego

Ainda dentro do contexto de força de trabalho população em idade ativa (PIA), composta por pessoas maiores de 15 anos e compreende a PEA e a não economicamente ativa, esta ultima são categoria é formada por pessoas incapacitadas para o trabalho, ou desistiram ou não querem mais buscar trabalho conforme classificação do IBGE. Segundo as estimativas da elaboradas pela PED de janeiro 2009 a junho de 2014 mostra que houve um aumento da PEA dentro deste intervalo, o esboço dos dados está na figura abaixo:

Gráfico 9: População Economicamente Ativa

0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 Ja n -200 9 Abr Ju l Ou t Ja n -201 0 Ab r Ju l Ou t Ja n -201 1 Ab r Ju l Ou t Ja n -201 2 Abr Ju l Ou t Ja n -201 3 Ab r Ju l Ou t Ja n -201 4 Ab r Ju l Ou t 19.000 19.200 19.400 19.600 19.800 20.000 20.200 20.400 20.600 20.800 21.000 Jan -200 9 Ab r Ju l Ou t Jan -20 1 0 Ab r Ju l Ou t Jan -201 1 Ab r Ju l Ou t Jan -201 2 Ab r Ju l Ou t Jan -201 3 Ab r Ju l Ou t Jan -201 4 Ab r PE A (e m 100 0)

34 Em relação ao Crescimento econômico, ele sinaliza o aumento quantitativo de produção. Consequentemente, tende a melhoria do bem estar da nação, com o enriquecimento dela, geração de empregos, elevação do nível de vida, entre outros.Um bom nível de crescimento gera uma economia aquecida, com bastante atrativos econômicos para investimentos no país.

São vários fatores que são condicionantes internos de como será o desempenho do PIB, consumo, salários, taxa de juros, inflação, gastos públicos, investimentos privados, alem do perfil econômico mundial que é dinâmico e estar em continua interação com a economia brasileira.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil até final do ultimo trimestre de 2014, ocupava o sétimo lugar no ranking mundial de PIBs, ameaçado em anos próximos a cair para oitava posição pelas estimativas. Recentemente o IBGE divulgou o crescimento do Brasil em 2014, ficou em 0,1% de aumento em relação ao ano anterior, obsevando o histórico de variações anuais, no gráfico abaixo, o do último ano é o segundo pior desde o inicio da década de 2000, ficando atrás do decréscimo de 2009, de 0,2%, ocorrido principalmente por conta da crise mundial ocorrida naquele período.

Gráfico 10: Taxa de Crescimento Anual do PIB e PIB per capita

35 O gráfico 9 também mostra a dinâmica de evolução do PIB per capita, que é o PIB dividido pelo total de habitantes do país, que hoje gira em torno de 200 milhões de pessoas. Dos 5,52 trilhões do PIB (2014), gerou cerca R$ 27.229, com queda de (-0,7%) em relação ao ano de 2013(IBGE, 2015). A evolução do Per capita não acompanha a mesma do PIB devido ao contingente populacional, que não se movimenta da mesma grandeza das taxas econômicas.

Para visualizar o comportamento das variáveis de taxa de crescimento do PIB, taxa desemprego, taxa de incremento de emprego, e a taxa de evolução do número de MEI, no próximo gráfico mostra o cruzamento dos gráficos dos respectivos dados de evoluções.

Gráfico11: Cruzamento das evoluções das variáveis(2009-2014).

0 20 40 60 80 100 120 140 160 -2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Tx Cresc.PIB tx emprego tx desemprego Taxa de Cresc.MEI 2009 2010 2011 2012 2013 2014

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Considerações Finais

No presente trabalho, é possível perceber que as pequenas unidades comercias unidas um grande aglomerado econômico, atualmente são cerca de 14 milhões no grupo de MPEs, dentro dessa fatia encontram-se 9,9 milhões de microempresas que engloba 5 milhões de MEIs, dados esses fornecidos em parceria pela Confederação Nacional do comercio(CNC) e o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação(IBPT). Fatia de mercado que já chegou a representar em 27% do PIB, cerca de 599 bilhões em valores de 2011 como já citado anteriormente.

Foi obsevado também que nos últimos, ações públicas em prol da desburocratização que tem proporcionado um acesso fácil e dinâmico na abertura de pessoas jurídicas. Sendo essa ação em parte responsável pelo “boom” de empresas surgidas após a LC. n°128/2008, tendo como fatores também a economia e mercado de trabalho. O alto números de formalizados no MEI representa aumentos percentuais de cerca de 75% em 2010; 135% em 2011; 61,1% em 2012; 37,5% em 2013 e 27,1% no fim de 2014. O salto de inscritos no decorrer dos anos de 2010 para 2011 pode ser devido aos fatos de que esse novo regime somente vigorou em todo país a partir de Fevereiro de 2010 ao período de disseminação por todo território da didática desse modelo de empresa.

Apesar de o quadro econômico de crescimento do país ter se mostrado positivos do cenário de recessão em 2009, onde realmente entrou em vigor a “lei do MEI”, até 2014, observasse que a cada ano o país tem apresentado taxas cada vez menor de crescimento anuais, -0,2% em 2009; 7,6% em 2010; 3,9% em 2011; 1,8% em 2012; 2,7% em 2013 e 0,1% em 2014.

Fazendo o comparativo de mercado de trabalho, notasse através do exposto que o perfil de evolução de empregos do inicio dos anos 2000 a 2014 um padrão de comportamento similar a evolução da taxa de crescimento quase em mesma escala no mesmo intervalo. Portanto o incremento de geração de empregos dos últimos anos perfilados ao mesmo período do regime do MEI mostra um decréscimo da escala: 4,48% em 2009; 6,94% em 2010; 5,09% em 2011; 2,48% em 2012; 3,14% em 2013, o valor do percentual de 2014 tende a ser menor ao do ano anterior, já que a economia no

37 período foi de crescimento muito baixo, ou seja, no total houve uma diminuição das adições de empregos na economia durante parte do período.

Olhando um pouco para a ótica do desemprego, observa-se que pela PED as taxas de desemprego começam um pouco mais elevadas em inicio de 2009, como já mencionado, fruto do encolhimento da economia no ano, e no decorrer do período, chegando a de 2011, ocorre uma estabilidade mantendo movimentos quase cíclicos durantes os meses, desse modo ela se manteve quase constantes em porcentagem anuais. Entretanto se obsevou um aumento da população economicamente ativa a disposição no mercado e na economia como um todo, principalmente no período pós 2012. Porém as taxas de desemprego em tese teriam que mostrar elevação, já que concorrentemente a economia apresentou baixo crescimento. Como já comentado elas tendem a ficar regulares.

Em atenção aos objetivos desta pesquisa, foi possível obsevar que as influências das duas variáveis analisadas são distintas, mantendo todas demais constantes. O baixo nível de crescimento proporcionará uma economia menos ativa sem grandes evoluções de investimentos e inovações, demandando assim poucas interações comerciais, sendo o que acontece dentro do período em análise. O que em tese não influi positivamente no crescimento do número de MEI. O que em tese, negaria a hipótese que esses empreendimentos fossem motivados em sua maioria por oportunidades.

Já em relação ao mercado de trabalho, em análise ao nível de empregos dispostos na economia, obsevasse que ocorre uma menor ofertas de empregos na economia, ou seja, um maior desemprego no mercado, porém as tendências de desemprego não foram acentuadas, levantando a teoria que essa mão-de-obra esta se alocando em outra fonte alternativa. Assim menos empregos demandarão buscas alternativas de ocupações para obtenção de renda para a população que agora ociosa, empreendem, inovam e enfrentam obstáculos estruturais e logísticos na abertura de empresas como alternativas de emprego. Assim sustentasse em tese a idéia que caracteriza em maioria, de empreendedorismo por necessidades os perfis de MEIs crescentes.

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