2.3 Stratonikeia Figür Tipleri
2.2.2 Kadın Figürleri
2.3.2.2 Oturan Kadın Figürleri
2.3.2.2.1 Pudicitia Tipinde Oturanlar
Inicialmente, os alunos foram convidados a participar de um projeto no qual suas atividades seriam utilizadas como fonte para coleta de dados da Dissertação de Mestrado
85
Capítulo 4 - Metodologia
de sua professora de Química. Prontamente, a maioria dos alunos julgou interessante o que estava sendo proposto, porém alguns resistiram a participar, principalmente quando lhes foi comunicado que teriam atividades a serem feitas individualmente, em suas casas.
Apesar do número de aulas de Química na rede pública estadual de São Paulo ser insuficiente para abarcar todo o conteúdo que é proposto pela Secretaria Estadual da Educação29, houve necessidade de se estabelecer um contrato didático, em que os alunos
comprometeram-se a utilizar-se de seu tempo livre para dedicar-se ao estudo da Química, pois não estavam habituados a realizar atividades extra-classe. Outros fatores que limitaram algumas aulas:
aulas simples: insuficientes para a realização das atividades no mesmo dia;
horário das aulas coincidindo com o intervalo dos alunos do Ensino Fundamental I, ocasionando muito barulho no laboratório, que fica neste mesmo prédio, acima da cantina, e tem suas janelas voltadas para o pátio externo da escola; muitas vezes os alunos precisavam repetir o que diziam;
prédios do laboratório e sala de aula das outras disciplinas, distintos, uma vez que o laboratório se localiza em prédio diferente daquele em que eram ministradas as demais aulas do currículo;
vazamento em uma das pias e no telhado em dias de chuva, deixando o laboratório alagado.
Dentre as atividades sugeridas pelo PROQUIM e aplicadas aos alunos, algumas foram selecionadas para análise (Tabela 4.1), conforme o conceito que se queria observar.
Tabela 4.1 – Atividades selecionadas como fonte de coleta de dados
Atividades analisadas Conceito
observado
Objetivo
1a
Construção de Tabelas individuais:
“citações de transformação” Transformação
Observar as concepções prévias dos educandos acerca do conceito de transformação
2a
Construção de Tabelas coletivas: “citações de transformação”
Transformação
Observar a modificação na construção do conceito de transformação após a ação colaborativa da professora e dos outros alunos
3a
“Aqueceu-se um sólido vermelho num tudo de ensaio. Depois de algum tempo de aquecimento detectou-se a liberação de um gás incolor e a formação de um líquido prateado. Pergunta-se: Ocorreu reação química? Qual é a evidência?”
Transformação química
Observar as respostas dos alunos a respeito do conceito de transformação química após a ação colaborativa da professora e dos outros alunos
4a
“Quando se aquece a água há liberação de um gás. Está ocorrendo uma reação química? Explique sua resposta.”
Transformação química
Observar as respostas dos alunos a respeito do conceito de transformação química após a ação colaborativa da professora e dos outros alunos
4.2.1.1. Aplicação: 1
ae 2
aatividades selecionadas como fonte de coleta dados
Primeiramente, a professora-pesquisadora realizou a leitura de um texto intitulado “A
Química é Velha?” 30, o qual fazia referência às transformações oriundas do cotidiano e sua
relação com o meio. Essa fase foi ao encontro da contextualização do conteúdo que seria abordado logo na seqüência, antes dos alunos serem dirigidos a outras atividades.
Tabela 4.2 – Atividades solicitadas para observação de concepções prévias
Atividade solicitada Realização Evocações Aulas
Leitura do Texto Professora-pesquisadora ---
02 aulas 1ª atividade: Tabela individual 118 Alunos 114 2ª atividade: Tabela coletiva Professora-pesquisadora e 136 alunos 41
A professora-pesquisadora solicitou aos alunos que construíssem Tabelas Individuais que refletissem transformações de suas vidas diárias e que, dentre elas, destacassem apenas dez e as listassem em outra tabela apresentando em seu lado esquerdo a transformação abordada e do lado direito como eles reconheceram que realmente se tratava de uma transformação31.
Nesse momento os educandos ficaram confusos e percebemos que resolveram seguir o mesmo modelo de tabela apresentado no material instrucional. Enquanto construíam suas tabelas também consultavam seus colegas para saber o tipo de transformação estavam descrevendo e como estavam justificando o reconhecimento da transformação.
As transformações listadas resultaram em 34 diferentes evocações (citações de 35 alunos das duas turmas do ano de 2006)32 e mais 80 diferentes evocações (citações de 83
alunos participantes das três turmas do ano de 2007)33.
Num segundo momento, em aulas simples e realizadas em outro dia, as tabelas foram construídas coletivamente34 em discussões mediadas pela professora-pesquisadora, para
que os alunos pudessem expor idéias que suscitassem discussões relacionadas ao fato de que uma transformação é um processo dinâmico e, portanto, resulta em modificações nos
30 Texto I-1 do capítulo 1 do PROQUIM, constante do anexo B1 na página 164. 31 Atividade I-1 – capítulo 1 do PROQUIM, constante do anexo B1 na página 166.
32 Tabela individual contendo evocações dos alunos do ano letivo de 2006, referentes a
transformações de sistemas e constante do anexo C1, na página 199.
33 Tabela individual contendo evocações dos alunos do ano letivo de 2007, referentes a
transformações de sistemas e constante do anexo C2, na página 201.
87
Capítulo 4 - Metodologia
atributos dos sistemas. No ano de 2006 houve 53 participações e 16 diferentes proposições e, no ano de 2007, 83 participantes e 25 diferentes evocações, compondo um quadro geral de cada turma/série participante.
Para compor o quadro coletivo de cada turma os educandos foram colocando suas sugestões de transformação e como fizeram para reconhecê-las. A cada sistema mencionado pelos educandos surgia uma discussão, mediada pela professora, na busca por mais informações que pudessem esclarecer como se deu o reconhecimento do processo em transformação.
4.2.1.2. Aplicação: 3
ae 4
aatividades selecionadas como fonte de coleta dados
A 3a e 4a atividades selecionadas como fonte de coleta de dados foram respondidas
pelos alunos somente após o desenvolvimento do Guia Experimental I-135 - “O que é uma
reação química” - que solicitava aos estudantes a investigação de alguns sistemas com a
finalidade de identificar propriedades que poderiam facilitar a identificação de formação de novos materiais. Para tanto, foram realizados onze procedimentos experimentais, listados em uma tabela de dados36 que requeriam observações referentes aos sistemas em estudo,
suas características iniciais e finais e comparações entre elas.
Antes do início dos procedimentos experimentais, a professora-pesquisadora conversou com os alunos sobre as normas de segurança em um laboratório e demonstrou os experimentos 1 e 2, porque os alunos apresentaram dificuldades em manusear materiais como tubos de ensaio, lamparinas e pinças.
Os alunos realizaram novamente os experimentos 1 e 2 e deram prosseguimento aos demais, com auxílio da professora-pesquisadora, que mediou as ações de alguns grupos que tiveram maiores dificuldades em lidar com os materiais e registrar suas observações.
Ressalvas:
os alunos ficaram ansiosos para “lidar com fogo” e realizar os experimentos;
os procedimentos experimentais foram desenvolvidos em três dias seguidos, porém em aulas não seqüenciadas;
35 O Guia Experimental I-1 consta do Capítulo 1 do material instrucional, o qual encontra-se no anexo
B1, na página 168.
36 O Guia Experimental I-1 – IV – Tabela de dados – Capítulo 1 do material instrucional encontra-se
os alunos procederam à análise de dados e propuseram conclusões na mesma aula; os alunos tiveram dificuldades em compreender o significado de precipitado, solúvel, insolúvel, tema que acabou sendo discutido no mesmo momento com a turma, para que nenhuma dúvida prosseguisse para outras ocasiões;
a questão 2 das Conclusões37, que se referia ao flash de máquinas fotográficas
antigas, apresentou-se inadequada às concepções dos educandos;
os alunos ficaram curiosos para saber os nomes dos materiais que estavam utilizando;
a utilização da máquina fotográfica e do gravador inibiu a conduta de alguns alunos. Os exercícios destacados para análise da construção do conceito de transformação foram:
“Aqueceu-se um sólido vermelho num tudo de ensaio. Depois de algum tempo de aquecimento detectou-se a liberação de um gás incolor e a formação de um líquido prateado. Pergunta-se: Ocorreu reação química? Qual é a evidência?”38
“Quando se aquece a água há liberação de um gás. Está ocorrendo uma reação química? Explique sua resposta.”39
Antes de responder aos exercícios propostos, a professora-pesquisadora e os alunos discutiram sobre as evidências que surgem quando um material passa por um processo de transformação e que estas não são garantia de que realmente tenha ocorrido uma reação química, caracterizada pela formação de novos materiais.
Em grupos organizados por afinidades entre os educandos, partiu-se para a resolução dos exercícios propostos ao final dos procedimentos experimentais. Deste modo, os alunos puderam expor suas idéias e ressignificar os conceitos pré-existente em sua estrutura cognitiva.
37 Guia Experimental I-1 – VI – Conclusões – Capítulo 1 do material instrucional, encontra-se no
anexo B1, na página 173.
38 Guia Experimental I - 1 – VII – Exercícios – Capítulo 1 do material instrucional, encontra-se no
anexo B1, na página 174.
89
Capítulo 4 - Metodologia