2.3 Stratonikeia Figür Tipleri
2.3.1 Erkek Figürleri
2.3.1.1 Ayakta Duran Erkek Figürleri
2.3.1.1.5 Köpeği ile Oynayan Erkek Figürleri
Na interação dos aspectos cognitivos e relacionais é que os educandos se comunicam com o meio exterior ao ambiente escolar e percebem o interesse do educador pela aprendizagem de seus alunos, sabendo ouvi-los e auxiliá-los na busca por novas descobertas e pelo desejo de continuidade da aprendizagem, comprometendo-se com a formação de indivíduos com valores que contribuam para a transformação da sociedade (ELEUTÉRIO, 2006, PEREIRA et al., 2007 e RIBEIRO,2003).
Desse modo, percebe-se que as pessoas libertam suas potencialidades e conseguem articulá-las com o meio em que vivem quando são capazes de se relacionarem autonomamente com seus semelhantes, respeitando suas crenças e valores. Portanto, ao se conectar com o mundo de forma a apropriar-se das informações nele presentes, o ser humano é capaz de transformar-se para melhor se adaptar, captando e apreendendo as diversidades do mundo no qual vive e interage com seus semelhantes. Assim, diversas metodologias de ensino têm sido empregadas a fim de favorecer um aprendizado significativo ao mesmo tempo em que proporcionam a capacitação dos professores através de atividades mediadas pelo diálogo com seus pares (WEIGERT et al., 2005).
RIBEIRO et al. (2003), em investigação realizada com 245 alunos do 3º ano do Ensino
Médio da cidade de Montes Claros, Minas Gerais (amostra casual de 58 alunos, sendo 33 da rede pública e 25 da rede particular), apresentam a opinião desses alunos sobre a motivação para aprendizagem química, propiciada por aulas práticas. Como exemplos, para nortear melhorias no ensino de Química, destacaram fatores como: aumento no número de atividades experimentais, a fim de integrar o conhecimento escolar com o conhecimento cotidiano e professores pacientes e incentivadores.
Esses autores acreditam que o aprendizado deve estar relacionado ao cotidiano para não se transformar em algo desgastante. Enfatizaram, também, que mesmo sem esses educandos entenderem o significado da Química eles a consideram muito importante na promoção de avanços e transformações das condições de vida dos homens. Também observaram, em suas investigações, que as aulas laboratoriais auxiliam no entendimento do conhecimento científico, entretanto, quando são realizadas em grandes grupos e somente como está prescrito em um roteiro deixam os alunos insatisfeitos. Dos resultados obtidos nesse estudo, identificaram que:
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1-a disciplina que os alunos da rede pública mais gostam é Biologia (26%) e as que menos gostam são da área de exatas; já na rede particular a disciplina de maior preferência é Química (42%) e a que menos apreciam é Geografia (5%);
2-de um modo geral, os alunos gostam de estudar Química (59,1% da rede pública e 90,5% da rede particular de ensino), justificando-se, para tanto, com a didática que o professor utiliza em suas aulas;
3-todos os alunos afirmaram que participar de uma aula prática pode ajudar na compreensão do conteúdo.
Observa-se, nesse estudo, que a maioria dos alunos da rede particular gosta mais de estudar Química do que os alunos da rede pública. Isso pode estar relacionado com o fato de que os educandos da rede particular tiveram aulas experimentais, o que não ocorreu com os alunos da rede pública. Entretanto, é satisfatória a porcentagem de alunos encontrada na rede pública que gostam de estudar Química, pois esses alunos já conseguem perceber a importância da Química na sociedade (RIBEIRO et al., 2003). Estes alunos também
apresentam outros fatores que justificam o seu prazer pela aprendizagem Química, sendo eles:
aulas interessantes: 57,1% na rede particular e 31,8% na rede pública;
professores compromissados: 28,6% na rede particular e 22,7% na rede pública; matéria fácil: 4,8% na rede particular e 4,5% na rede pública.
Assim, RIBEIRO et al. (2003) concluíram que a aula experimental é um fator
motivacional para a aprendizagem Química, auxiliando na compreensão dos conteúdos escolares.
CARDOSO & COLINVAUX (2000) em estudo semelhante ao de RIBEIRO et al. (2003),
apresentam resultados obtidos em questionamento feito a 157 alunos (56 alunos de 8ª série do Ensino Fundamental e 101 alunos de 3º ano de Ensino Médio, provenientes de escolas públicas e privadas), procurando identificar a relação motivacional desses alunos para a aprendizagem química. Esses autores mencionam que alguns alunos relacionam a Química somente a uma profissão e deixam de percebê-la como um corpo de conhecimentos necessários à construção de uma visão de mundo ou mesmo à compreensão das novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas.
A pesquisa de CARDOSO & COLINVAUX (2000) corrobora as idéias apresentadas por RIBEIRO et al. (2003), e da qual selecionamos as seguintes informações:
• 72% dos alunos afirmam gostar de estudar Química. Esse universo de alunos pesquisados se justificou através das relações que “(...) a Química mantém com os
fenômenos da natureza e o cotidiano (56%)”, por ser a Química “(...) fonte de conhecimentos que exige raciocínio, compreensão e pouca memorização (18%)”, as “(...)
aulas práticas são de fácil assimilação (10%)” e o “(...) conhecimento químico é útil em
suas vidas e futuras profissões (16%)”.
• os outros 25% dos alunos entrevistados que disseram não gostar de estudar Química e se justificaram afirmando que “(...) ela é apresentada com uma quantidade excessiva
de assuntos ensinados de maneira confusa e abstrata (53%)”; outros disseram que “(...) não se interessam porque já sabem o suficiente e quando necessário recorrem a revistas especializadas e que esta área de conhecimento não será útil em sua futura profissão (17%); também alegaram “(...) dificuldades em entender e assimilar os conceitos químicos (22%) e por fim “(...) os conhecimentos químicos são difíceis de entender, apesar de serem úteis e importantes (8%).
Nas análises feitas por CARDOSO & COLINVAUX (2000) e RIBEIRO et al. (2003), a maior
parte dos alunos afirmam gostar de estudar Química, considerando a aula prática e a presença em sala de aula de um professor interessado, os motivos pelos quais se interessam pela aprendizagem dos conteúdos apresentados. Para eles, o estudo da Química é indispensável para a vida, pois é fonte de conhecimentos que exige raciocínio, compreensão, pouca memorização, e por estar acompanhada de aulas práticas, facilitam a assimilação de conceitos.
Em pesquisa realizada por ROSA & SCHNETZLER (1998), quanto às concepções
alternativas de educandos do Ensino Médio sobre transformações químicas, as autoras constataram que o estudo da Química, quando praticado através de processos experimentais, proporciona melhorias nos processos de ensino e aprendizagem facilitando a formação de conceitos científicos. PACHECO (1997) complementa essa idéia afirmando que
“(...) deve-se dar ao aluno a oportunidade de expressar suas concepções dos fenômenos de forma direta, experimental, ou de forma indireta, através de registros desses fenômenos (...).”
GIORDAN (1999, p. 10) cita em suas pesquisas relatos de alunos e professores que
“(...) atribuem à experimentação um caráter motivador, lúdico e vinculado aos sentidos, aumentando a capacidade de aprendizado, pois funciona como meio de envolver o aluno nos temas em pauta (...)”. Esses fatores implicam um maior envolvimento dos alunos nas aulas de Química, por apresentarem-se de maneira dinâmica, criativa e contextualizada, explorando as potencialidades dos indivíduos envolvidos na aprendizagem científica. Os
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processos investigativos, quando aplicados como estratégias facilitadoras da aprendizagem, requerem o exercício da criatividade para a solução das situações apresentadas, levando os estudantes a se interessarem pelo ensino contextualizado. Como conseqüência dessa prática, o aluno utiliza-se de uma linguagem recentemente constituída em sua estrutura cognitiva, a qual vai se ampliando pelo seu envolvimento em atividades experimentais empregadas com a finalidade de construção coletiva do conhecimento.
CARDOSO & COLINVAUX (1999) e GALIAZZI & GONÇALVES (2004)afirmam que, ao integrar
o cotidiano ao conhecimento escolar, os alunos desenvolvem seus primeiros conhecimentos científicos favorecendo o desenvolvimento da linguagem e facilitando a compreensão dos fenômenos que nos rodeiam. Desse modo, o educador deve utilizar-se do trabalho experimental para contextualizar situações que sejam familiares aos educandos. Essa estratégia pedagógica envolve a construção de argumentos favorecidos pelo diálogo, em discussões em grupo e no coletivo da sala de aula. Nesse contexto, cada um tem um papel fundamental para a aprendizagem, questionando os entendimentos sobre a experimentação para enriquecer suas próprias teorias.
CALDAS & HÜBNER (2001) ratificam esses argumentos em pesquisa realizada com 75
participantes, sendo 50 alunos e 25 professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental de uma escola particular, de alto padrão, localizada na cidade de São Paulo. Nessa pesquisa, esses autores identificaram que o interesse e a motivação dos alunos pelo aprender na escola diminuem gradativamente com o avançar nas séries escolares.
O motivo descrito pelos autores, para o crescente desinteresse pelo aprendizado, pode estar relacionado ao fato dos educadores não apresentarem atividades motivadoras e desafiadoras para a conquista do novo e à falta de subsídios que cercam os educandos, dificultando seu processo de interação com o aprender, tornando a construção de novos conhecimentos algo exaustivo. Nessa mesma pesquisa, os autores se deparam com as seguintes situações de envolvimento com a aprendizagem escolar:
80% dos alunos de Educação Infantil a consideram como muito legal e os 20% restante a consideram apenas como legal. Os professores das séries iniciais da escolarização corroboram dessa mesma visão, ao indicarem que 100% de seus alunos gostam muito da aprendizagem que ocorre na escola.
já 80% dos alunos da série final do Ensino Fundamental consideram este tipo de aprendizagem como legal, 10% como muito legal e 10% como pouco legal. Esse fato indica que alguns alunos, apesar de seu desencantamento, ainda gostam das aprendizagens realizadas no âmbito escolar. Contudo, os professores participantes dessa pesquisa e que ministram aulas nessa mesma etapa de ensino da Educação
Básica, acreditam que 80% desses alunos consideram pouco legal a aprendizagem nesse espaço educacional.
Esses resultados vêm ao encontro às conclusões de CARDOSO & COLINVAUX (1999) e RIBEIRO et al. (2003), que apontam o relacionamento entre professores e alunos em um ambiente agradável e interessante como fator determinante da motivação e interesse pelo aprender na escola. Esses trabalhos mostram que grande parte dos alunos gosta mais de uma disciplina ou menos de outra, por causa do professor.
Em vista disso, o professor deve adotar uma postura na qual trace um trajeto epistemológico que se inicie do próximo para o remoto e do concreto para o abstrato. Logo, a construção de conceitos deve pautar-se, em parte, nas observações que os alunos fazem no âmbito macroscópico, para depois articularem suas concepções a conceitos menos inclusivos e nas relações que conseguem estabelecer entre os saberes pré-estabelecidos em suas mentes e os que vierem a se estabelecer através do contato com os outros.
Conforme afirmações de SILVA & NÚÑEZ (2002),o trabalho experimental pode promover
a ressignificação de conceitos por converter-se numa atividade cognoscitiva criadora, investigativa e produtiva, mobilizando conhecimentos e habilidades nos alunos que vão se enredando gradativamente.
KRASILCHIK (1987), em estudos realizados na década de 1980, identificou alguns
problemas relacionados ao Ensino de Ciências e que, mais de 20 anos depois, ainda se encontram presentes nas escolas brasileiras. O mesmo foi relatado em artigo escrito por
SCHNETZLER (2004). Dentre os diversos fatores apresentados, têm-se:
a memorização de fatos como fórmulas, nomes, descrições de fenômenos;
falta de vínculo com a realidade dos alunos, tornando o ensino irrelevante e sem significado por estar descontextualizado;
inadequação das atividades propostas devido ao desajustamento com o desenvolvimento intelectual dos educandos;
passividade dos alunos em aulas ministradas de forma expositiva e autoritária, descaracterizando a importância da atividade dos alunos na busca pela formação de novas idéias.
Assim sendo, para que a escola se torne interessante e transforme os alunos em cidadãos reflexivos e atuantes na sociedade, é fundamental que o ambiente da sala de aula seja intelectualmente ativo e cooperativo, por meio de estratégias de ensino pautadas em suas capacidades cognitivas, como o diálogo e o relacionamento com seus semelhantes.
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