BIOETHICS FROM THE PERSPECTIVE OF MEDICAL EDUCATION
PROFESYONELLİK EĞİTİMİ AÇISINDAN TIBBIN ANA YAPISINI VE ÇERÇEVESİNİ YENİDEN DÜŞÜNMEK
O Módulo “Biblioteca” surgiu com a necessidade de atender às demandas do Sistema de Bibliotecas (SISBI) da UFRN, que utilizava softwares de alto custo para o gerenciamento do seu acervo. Além do alto custo, os sistemas comprados anteriormente ao desenvolvimento do SIGAA, apresentavam dificuldades no que diz respeito à comunicação com os desenvolvedores quando surgia algum problema, pois não eram brasileiros e, além disso, não atendiam as especificidades do acervo do SISBI.
Por isso, foi desenvolvido pelos analistas de sistemas da SINFO em parceria com bibliotecários do SISBI o módulo biblioteca. Por se tratar de um sistema “embrionário”, ou seja foi gerado na UFRN, está em constante mudança, uma vez que a comunicação com os desenvolvedores do sistema foi facilitada sobremaneira, facilitando à correção de erros e atualizações que visam melhorá-lo cada vez mais.
Assim, o módulo da biblioteca permite a automação de muitas atividades realizadas pelas bibliotecas, desde a solicitação de compra de material informacional pela comunidade acadêmica, a catalogação dos materiais, a consulta de base de dados de todas as bibibliotecas do SISBI, o empréstimo, renovação e devolução do material emprestado. Além disso, é realizado através do módulo biblioteca todo o controle estatístico do acervo e dos serviços realizados pelas bibliotecas.
A criação de mais um serviço no módulo biblioteca, no caso a Disseminação Seletiva da Informação, vem agregar e proporcionar mais qualidade para o sistema. Uma vez criado o serviço no SIGAA, haverá a possibilidade de ser desenvolvido também por outras instituições no Brasil, já que o sistema tem sido expandido para outras universidades.
Isto posto, são apresentados na seção a seguir os procedimentos metodológicos para a elaboração desta pesquisa, com o intuito de evidenciar suas características, etapas, seu universo e, posteriormente, as fases da pesquisa-ação que foram percorridas.
5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Pesquisar, de uma maneira geral, pode ser considerado como o ato de reunir informações para encontrar resposta(s) para uma determinada pergunta e, desta maneira, chegar à solução de um problema. Para isso, faz-se necessário realizar uma investigação planejada, com os métodos adequados para que se possa obter o conhecimento.
Para Gil (2008, p.26) pode-se definir pesquisa “como o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico” sendo seu objetivo fundamental descobrir respostas para determinados problemas mediante o emprego de procedimentos científicos.
Conforme Marconi e Lakatos (2010) não existe ciência sem o emprego de métodos científicos uma vez que faz-se necessário um conjunto de normas e/ou regras para apresentação de trabalhos científicos que visam à demonstração ou aplicabilidade de um problema. Ainda de acordo com as autoras,
o método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros – traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista. (MARCONI; LAKATOS, 2010, p.65)
Deste modo, pode-se considerar que o método depende, fundamentalmente, do objeto da pesquisa, pois é ele que irá indicar os processos que devem ser empregados na investigação.
Para Andrade (2006, p.129) a metodologia “é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento”, ou seja, um processo de construção que utiliza determinadas técnicas para se chegar ao conhecimento. Nas palavras de Gil (2008, p.8) método pode ser definido como o “caminho para se chegar a determinado fim” e método científico “como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento”.
Por isso, passe-se à abordagem da caracterização deste estudo, apresentando as peculiaridades da pesquisa-ação..
5.1 CARACTERIZANDO A PESQUISA
No que se refere ao método, será utilizada a pesquisa-ação baseada em Thiollent (2009) e (2011), com o intuito de buscar fundamentação para que seja possível o aprimoramento da prática. Para Tripp (2005) a pesquisa-ação pode ser representada no ciclo básico da investigação-ação: planejamento, implementação, descrição e avaliação, com vistas a aprender mais durante o processo tanto a respeito da prática quanto da própria investigação.
Neste contexto, Thiollent (2011, p.20) apresenta a seguinte definição:
A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
Desta forma, torna-se possível promover condições para ações e transformações do contexto vivenciado de forma participativa, bem como democrática e que contribui, consequentemente, para a mudança social, uma vez que pode se considerar que os indivíduos sempre investigam um problema com vistas à melhorar e/ou solucionar a realidade apresentada.
Segundo Elliott (2000, p.17) a pesquisa-ação pode ser considerada como um processo que se modifica continuamente em “espirais de reflexão e ação”, cada espiral inclui:
Aclarar e diagnosticar uma situação prática ou um problema prático que se quer melhorar ou resolver;
Formular estratégias de ação;
Desenvolver essas estratégias e avaliar sua eficiência; Ampliar a compreensão da nova situação;
Pode-se relacionar as características descritas acima por Eliott (2000) com as explicitadas por Thiollent (2011, p.22):
Há ampla e explícita interação entre os pesquisadores e pessoas implicadas na situação investigada;
desta interação resulta a ordem de prioridade dos problemas a serem pesquisados e das soluções a serem encaminhadas sob forma da ação concreta;
O objeto de investigação não é constituído pelas pessoas e sim pela situação social e pelos problemas de diferentes naturezas encontrados nesta situação;
O objetivo da pesquisa-ação consiste em resolver ou, pelo menos, em esclarecer os problemas da situação observada;
Há, durante o processo, um acompanhamento das decisões, das ações e de toda a atividade intencional dos atores da situação; A pesquisa não se limita a uma forma de ação (risco de ativismo): pretende-se aumentar o conhecimento dos pesquisadores e o conhecimento ou o “nível de consciência” das pessoas e grupos considerados.
Comumente a pesquisa-ação é confundida com a pesquisa participante, uma vez que em ambas prevalece o caráter participativo na pesquisa, contudo, faz- se necessário esclarecer suas diferenças para que seja possível melhor caracterizá- las. Para isso, apresenta-se a seguir as definições das pesquisas supracitadas:
A pesquisa-ação é aquela que, além de compreender, visa intervir na situação,com vistas a modificá-la. O conhecimento visado articula-se a uma finalidade intencional de alteração da situação pesquisada. Assim, ao mesmo tempo que realiza um diagnóstico e a análise de uma determinada situação, a pesquisa-ação propõe ao conjunto de sujeitos envolvidos mudanças que levem a um aprimoramento das práticas analisadas. (SEVERINO, 2007, p.120)
A pesquisa participante é aquela que o pesquisador, para realizar a observação dos fenômenos, compartilha a vivência dos sujeitos pesquisados, participando, de forma sistemática e permanente, ao longo do tempo da pesquisa, das suas atividades. O pesquisador coloca-se numa postura de identificação com os pesquisados. Passa a interagir com eles em todas as situações, acompanhando todas as ações praticadas pelos sujeitos. Observando as manifestações dos sujeitos e as situações vividas, vai registrando descritivamente todos os elementos observados bem como as análises e considerações que fizer ao longo de sua participação. (SEVERINO, 2007, p.120)
Deste modo, pode-se considerar que na pesquisa participante é preponderante o envolvimento do pesquisador e da comunidade na análise de sua própria realidade, pois dessa forma torna-se possível criar uma interação e melhor observação dos fenômenos. Já a pesquisa-ação ocorre em estreita relação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo.
Portanto, apesar de não haver unanimidade no assunto, pode-se afirmar que toda pesquisa-ação é uma pesquisa participante, tendo em vista o caráter participativo do pesquisador, porém a pesquisa participante não pode ser considerada como uma pesquisa-ação uma vez que não visa, prioritariamente, à intervenção da situação observada. Como Thiollent (2011, p. 21) explica:
Nossa posição consiste em dizer que toda pesquisa-ação é do tipo participativo: a participação das pessoas implicadas nos problemas investigados é absolutamente necessária. No entanto, tudo que é chamado pesquisa participante não é pesquisa-ação.[...] Uma pesquisa pode ser qualificada de pesquisa-ação quando houver realmente uma ação por parte das pessoas ou grupos implicados no problema sob observação.
Cabe salientar que a pesquisa-ação ainda está em fase de discussão e, segundo Thiollent (2011), não é considerada uma metodologia e sim um método ou uma estratégia de pesquisa.
Isto posto, pode ser considerado como objeto desta investigação, a necessidade de disseminação de informações seletivas no âmbito da UFRN, sendo o objetivo desta pesquisa-ação a criação de um modelo digital de Disseminação Seletiva da Informação através do SIGAA que permita o envio de material informacional relevante periodicamente, com o intuito de mantê-los atualizados em suas áreas de pesquisa
Quanto à tipologia, a presente pesquisa pode ser classificada como do tipo exploratória, que, para Gil (2008), tem como finalidade o desenvolvimento, esclarecimento ou modificação de conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos, aumentando a familiaridade com o tema em questão.
Por isso, esse estudo foi calcado em pesquisas bibliográficas para que fosse possível realizar uma ampla revisão de literatura. Para isso, foram identificadas e localizadas fontes de informações que ofereceram o embasamento teórico necessário.
Assim, tornou-se possível ter uma visão “panorâmica” do fenômeno estudado. Segundo Braga (2007, p. 25), a pesquisa exploratória “tem o objetivo de reunir dados, informações, padrões [...]. Esse tipo de pesquisa não tem o objetivo de testar uma hipótese, mas de procurar padrões”.
O estudo tem abordagem qualitativa, que Segundo Creswell (2010, p. 206) “emprega diferentes concepções filosóficas; estratégias de investigação; e métodos de coleta, análise e interpretação de dados.” A pesquisa qualitativa, diferentemente da quantitativa, se vale da subjetividade e observação para a inferência de determinados resultados.
5.2 ETAPAS DA PESQUISA
O quadro 1 apresenta as 4 etapas em que a pesquisa foi desenvolvida. A primeira consistiu na análise bibliográfica das fontes que tratam a respeito dos temas centrais desta dissertação: a informação, sociedade da informação, organizações aprendentes e a disseminação seletiva da informação. Para o levantamento de conteúdo informacional foram consultadas bases de dados brasileiras e estrangeiras através do Portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)4.
Quadro 1 – Etapas de pesquisa
ETAPAS ATIVIDADES
1ª ETAPA Análise bibliográfica
2ª ETAPA Variáveis da pesquisa
3ª ETAPA Coleta de dados
4ª ETAPA Análise dos dados
Fonte: Adaptado (EIRÃO, 2011)
Na segunda etapa passou-se para a delimitação das questões de pesquisa, bem como para a escolha do método de coleta de dados para a execução do
4
estudo, de acordo com os objetivos específicos propostos. No quadro 2 pode-se observar os objetivos e a forma de coleta dos dados.
Quadro 2 – Métodos de coleta de dados
OBJETIVOS ESPECÍFICOS MÉTODOS DE COLETA DE DADOS
Realizar um diagnóstico do processo de disseminação de informações no âmbito
da UFRN
Entrevistas com a Direção do Sistema de bibliotecas da UFRN e com o analista de
sistemas da Superintendência de Informática, aplicação de questionários com
os docentes coordenadores das bases de pesquisa do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) e pesquisas nos sites e no
SIGAA.
Definir a política do serviço de DSI Reuniões com a Direção do SISBI e pesquisas na literatura.
Planejar a estruturação do serviço Reuniões com a Direção do SISBI e com a SINFO, e ainda pesquisas na literatura Construir um modelo de DSI que
integração ao SIGAA Diagnóstico do processo de disseminação
de informações e a política do serviço Fonte: Adaptado (EIRÃO, 2011)
A 3ª etapa e a 4ª etapa, a coleta e análise dos dados são apresentadas, respectivamente, na seção 6.
5.3 UNIVERSO DA PESQUISA
O presente estudo tem como universo de pesquisa os docentes da UFRN, tendo em vista que eles são grandes consumidores de informação técnico-científica e estão em constante necessidade informacional para fomentar suas pesquisas e, consequentemente, contribuir com a construção do conhecimento dos seus alunos através de suas aulas.
Foram utilizados como amostra desta pesquisa os docentes coordenadores das bases de pesquisa do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES). Esse
parâmetro foi utilizado pelo fato de se levar em conta que um docente que está coordenando uma base de pesquisa tem uma produção científica acentuada e poderia afirmar com maior propriedade a necessidade/importância ou não de um serviço de Disseminação Seletiva da Informação (DSI) para o seu fazer na Universidade. Além disso, o CERES foi escolhido pelo fato de ser o local de atuação da pesquisadora.
Além disso, objetivava-se, através da aplicação de questionários (APÊNDICE D), identificar se estes docentes passam por dificuldades para localizar conteúdos pertinentes e atuais sobre as temáticas de suas pesquisas, bem como verificar se existia demanda, por parte dos docentes pesquisados, para o serviço de DSI na UFRN.
Tendo em vista o aspecto qualitativo da pesquisa, foram realizadas entrevistas semi-abertas, com a Direção do Sistema de Bibliotecas (SISBI) da UFRN e com a Superintendência de Informática (SINFO), administradora do SIGAA. Estas entrevistas estão detalhadas na seção 6.1.
Deste modo, a entrevista com a Direção do SISBI visou identificar a concepção, bem como verificar a demanda pelo serviço de Disseminação Seletiva da Informação e sua importância para o Sistema de Bibliotecas da UFRN. Já a entrevista com a SINFO teve o intuito de recolher informações sobre com será realizada a operacionalização do serviço de DSI no SIGAA.
Cervo, Bervian e Silva (2006, p. 51) definem a entrevista como “uma conversa orientada para um objetivo definido: recolher, por meio do interrogatório do informante, dados para a pesquisa”. Deste modo, a entrevista permite o aprofundamento nas questões mais importantes para a pesquisa e que não podem ser encontradas em documentos.
Além disso, foram realizadas reuniões com os setores já mencionados, SISBI e SINFO, no sentido de unir os sujeitos da instituição e a pesquisadora para o desenvolvimento de procedimentos que viabilizassem a construção da ação proposta.
Deste modo, na seção 5.4 passa-se a abordar as fases da pesquisa-ação que foram percorridas.
5.4 FASES DA PESQUISA-AÇÃO
Tendo em vista as constantes mudanças que ocorrem na sociedade, as organizações necessitam se renovar para acompanhar tais evoluções. As universidades também fazem parte deste contexto, e precisam viabilizar ações que objetivem otimizar fluxos e resolver ou amenizar problemas na instituição
Dessa forma, Thiollent (2009, p. 21) afirma que em um contexto organizacional, “a ação considerada visa frequentemente resolver problemas de ordem aparentemente mais técnica, por exemplo, introduzir uma nova tecnologia ou desbloquear a circulação da informação dentro da organização”. Assim sendo, a ação realizada, o desenvolvimento de um modelo do serviço de Disseminação Seletiva da Informação, contribui, fundamentalmente, para a otimização do fluxo informacional no âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e, além disso, proporciona a construção e difusão do conhecimento entre os docentes.
Considerando que a pesquisa-ação permite aos pesquisadores desempenharem um papel ativo na ação desencadeada em função do problema detectado, com o objetivo de mudar um quadro ou contribuir para a solução de um problema, identificou-se na UFRN, mais precisamente no Sistema de Bibliotecas (SISBI) como um ambiente favorável para a realização deste tipo de metodologia.
Por isso, foram utilizados elementos da pesquisa-ação nesta pesquisa, tendo em vista o objetivo proposto, em conformidade com os dois tipos de objetivos especificados por Thiollent (2011, p. 24):
a) Objetivo prático: contribuir para o melhor equacionamento possível do problema considerado como central na pesquisa, com levantamento de soluções e proposta de ações correspondentes às “soluções” para auxiliar o agente (ou ator) na sua atividade transformadora. È claro que este tipo de objetivo deve ser visto com “realismo”, isto é, sem exageros nas definição das soluções alcançáveis.[...]
b) Objetivo de conhecimento: obter informações que seriam de difícil acesso por meio de outros procedimentos, aumentar nosso conhecimento de determinadas situações. [...]
Assim, considerando as premissas da pesquisa-ação, descritas por Thiollet (2011), Tripp (2005) e outros autores, levou-se em consideração nesta pesquisa, a
integração das três dimensões estabelecidas neste processo, a pesquisa a reflexão e a ação. Procurando a todo tempo obter conhecimento para conduzir a uma reflexão e orientar a ação proposta.
Deste modo, o estudo buscou seguir as grandes fases da pesquisa-ação descritas por Thiollent (2009). Segundo o referido autor, na prática estas fases não têm a forma totalmente predefinida. existe uma simultaneidade da pesquisa e da ação, permitindo com que estas fases, exploratória, principal, da ação e da avaliação, se misturem ou aconteçam de formas alternadas. Cabe ressaltar que didaticamente essa divisão é útil, pois permite estudar melhor cada fase da pesquisa-ação.
A primeira etapa, a fase exploratória, tem grande importância pelo fato de as fases subsequentes dependerem fundamentalmente dela, tendo em vista que é nesta etapa onde devem ser obtidas as informações significativas para a elaboração do projeto.
Assim, nesta fase foi realizada a revisão bibliográfica, reunindo material informacional e realizando estudos para construir o conhecimento necessário para elaborar um modelo de Disseminação Seletiva da informação de acordo com a literatura existente.
Além disso, foram estabelecidas parcerias com a Direção do Sistema de Bibliotecas (SISBI), uma vez que a ação proposta envolve as bibliotecas da UFRN, cabendo a este setor o apoio no que diz respeito à infraestrutura e recursos humanos necessários para o desenvolvimento do serviço e com a Superintendência de Informática (SINFO), pois o serviço será integrado ao SIGAA, sendo necessário o apoio do analista de sistemas responsável pelo “módulo biblioteca” onde o serviço será disponibilizado.
Neste sentido, foram preparados os roteiros de entrevista e realizadas as entrevistas com estes setores envolvidos, com o objetivo de coletar informações e planejar a ação proposta de forma participativa. As entrevistas são apresentadas na seção 6.1.
Ainda nesta fase, foram elaborados e aplicados os questionários com os docentes coordenadores das bases de pesquisa do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), como já foi mencionado, esta amostra foi escolhida pelo fato de se tratar do local de trabalho da pesquisadora em tela, o que facilitou sobremaneira o
acesso a estes indivíduos. Os resultados obtidos através dos questionários são apresentados e analisados na seção 6.2.
Segundo Thiollent (2009) a fase principal inicia depois da análise dos resultados, é nesta etapa onde os pesquisadores e participantes devem se reunir para direcionar a investigação. Essas reuniões têm como objetivo conceber e orientar o processo de pesquisa-ação, bem como coordenar o conjunto dos trabalhos.
Neste estudo, foram realizadas reuniões com a atual diretora do SISBI, Magnólia Andrade, para definir as características, as estratégias de condução como também o dimensionamento da equipe do serviço de Disseminação Seletiva de Informações na UFRN. Essas reuniões, com base no diagnóstico realizado através dos dados coletados na pesquisa, tiveram o objetivo de definir a política do serviço.
Foram realizadas também, reuniões com o analista de sistemas da SINFO, Jadson Santos, responsável pelo “módulo biblioteca” no SIGAA. As reuniões com ele possibilitaram o planejamento de como será operacionalizado o serviço e a elaboração da modelagem do sistema, etapa inicial para a criação de um programa de software.
O diagnóstico e a política do serviço, as duas primeiras etapas descritas por Souto (2010) para a criação de um serviço de DSI, e mencionados aqui são apresentadas detalhadamente na seção 7 desta pesquisa. Estas etapas também fazem parte da fase 3 da pesquisa-ação, a fase de ação, que conforme Thiollent (2009, p. 66) “reúne vários objetivos práticos: difundir os resultados, [...] apresentar propostas que serão negociadas entre as partes interessadas, implementar ações- piloto [...]”.
Neste sentido, com o apoio dos dados coletados e das reuniões realizadas, foram criados protótipos da interface gráfica do usuário com o intuito de encenar como o serviço será disponibilizado no SIGAA. Isto possibilitou desenvolver um modelo/padrão para o serviço, apontando a sua viabilidade no SIGAA, uma vez que tornou-se possível visualizar como ocorrerá todo o processo de DSI no sistema.
A última etapa, a fase de avaliação, somente poderá ser realizada quando, de fato, o serviço for implementado no SIGAA e entrar em operação.