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Ortaöğretim Okullarına Giriş Şartları

25. Yunanistan’da cinsiyete göre öğrencilerin dağılımı (kamu ve özel sektör okulları)

4.1 Birinci Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar

4.1.2 Danimarka

4.1.4.3 Ortaöğretim Okullarına Giriş Şartları

Entre fins do século XIX e meados do século XX, o Brasil viveu intensas mudanças, estimuladas por um novo dinamismo da economia mundial e que afetaram desde a ordem e as hierarquias sociais até as noções de tempo e espaço (Sevcenko, 1999, p.7). As bases de inspiração das novas elites eram correntes cientificistas, enquanto sua base de apoio econômico e político era dada pela recente riqueza da cafeicultura do Sudeste. Daí o apoio dos cafeicultores ao federalismo, que deveria assegurar-lhes o controle local e a possibilidade de influir na ordem nacional (ibidem, p.14-16). Após a proclamação da República (que reuniu cafeicultores paulistas, militares radicais e políticos republicanos), tomou-se uma série de

medidas liberalizantes, como a abertura da economia e a criação de um moderno mercado de ações, com o objetivo de industrializar e modernizar o país a todo custo. Como resultado, houve grande entrada de capitais estrangeiros e escandalosos movimentos especulativos, o que arruinou membros da elite econômica monarquista, levando à ascensão uma nova camada de arrivistas, enriquecidos em negociatas e no jogo especulativo (ibidem). Ao mesmo tempo, a abolição, a imigração e a consolidação do trabalho assalariado completavam um conjunto de transformações que desestabilizavam a sociedade tradicional (ibidem). O sintoma mais nítido do desejo das elites de promover a modernização “a qualquer custo” foi a Revolta de Canudos (1893-1897)36. Situações semelhantes se sucederam, reiterando a permanência desse impasse, como a Revolta da Vacina em 1904 (ibidem, p.20).

Após os primeiros anos de instabilidade econômica e política, a estabilidade da República foi garantida pela chamada República dos Conselheiros, abrangendo os três governos civis entre 1894 e 190637. Foram lançadas então as bases do novo regime, através da “política dos governadores” (apenas os candidatos aliados à bancada situacionista no Congresso tinham seus diplomas validados) e do Convênio de Taubaté – que, ao criar um favorecimento cambial arbitrário à cafeicultura, fundou as bases da “política do café-com-

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Após três tentativas fracassadas de invadir o povoado, a única maneira de justificar a catástrofe foi atribuir aos revoltosos a imagem de conspiradores monarquistas decididos a derrubar o novo regime, mantidos a partir do exterior por líderes expatriados. Aniquilá-los era assim uma questão de vida ou morte para a jovem República (Sevcenko, 1999, p.16-17). Euclides da Cunha, que participou da quarta expedição como correspondente de “O Estado de SP”, foi acreditando na versão oficial, mas lá chegando viu que eram apenas trabalhadores rurais pobres, sem educação formal, com um profundo sentimento de religiosidade e atordoados por inesperadas mudanças de grande impacto simbólico, como a deposição do Imperador e a separação da Igreja do Estado (ibidem, p.19). Além de tentar manter em seu meio isolado o respeito por esses princípios, procuravam se defender dos desmandos das autoridades e potentados locais, das formas tradicionais de exploração a que as populações pobres eram submetidas nos sertões brasileiros, tanto pelo poder público quanto por agentes privados (ibidem). Com Os sertões, publicado em 1902, Euclides explicitou as deficiências e ignorância do exército e das elites litorâneas – sempre voltadas para a Europa –, em relação às terras, gentes, hábitos e à cultura popular brasileira (Sevcenko, 1999, p.20). Mostrou que havia um outro Brasil, totalmente desconhecido, e por isso é peça chave para entender as tensões que assinalam a cultura brasileira no século 20 (Sevcenko, 1999, p.18-20).

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Governos Prudente de Moraes (1894-1898), Campos Sales (1898-1902) e Rodrigues Alves (1902-1906). Foi assim chamada devido à destacada participação de monarquistas e membros da elite ilustrada do Império, como Rodrigues Alves, Rui Barbosa e o Barão do Rio Branco. Apesar dessa origem, a atuação desse grupo se efetivava por meio do discurso cientificista e da competência técnica da geração dos republicanos positivistas (Sevcenko, 1999, p.33-34). Procurando forjar um Estado-Nação moderno, articularam a tradição do Império, os interesses da cafeicultura de São Paulo e a finança internacional. Desse modo, segundo Sevcenko (2003, p.64), a República dos Conselheiros foi resultado de dois conjuntos de ações: a adesão dos monarquistas e a reversão de republicanos militantes ao conservadorismo.

leite”, por meio da qual São Paulo e Minas Gerais imporiam sua hegemonia até 1930 (Sevcenko, 1999, p.33). Promoveu-se o saneamento da crise financeira interna e externamente, recuperando a credibilidade e os nexos com a rede cosmopolita (Sevcenko, 2003, p.64). Mas os vínculos com o crédito internacional assentavam-se na garantia de uma economia liberal (instituições estáveis, segurança de expectativas, capital consolidado), notando-se então o prestígio quase fetichista das instituições liberais, principalmente pela elite republicana paulista (ibidem, p.67). De acordo com Sevcenko (2003, p.64), foi aliás o predomínio paulista – defensor dos postulados do liberalismo clássico – que trouxe a República dos Conselheiros. Seria essa República que articularia o processo de Regeneração, em 1904, a fim de adequar a nação ao espírito moderno e civilizado da belle époque.

No início do século XX o Rio de Janeiro, capital e vitrine da República, era ainda uma cidade de feições coloniais, com ruas estreitas, um porto obsoleto, sendo ainda foco de várias endemias (Sevcenko, 1999, p.21-23). O presidente Rodrigues Alves ordenou então três reformas simultâneas, naquilo que ficou conhecido como a Regeneração: a modernização do porto (chefiada pelo engenheiro Lauro Muller); a reforma urbana (pelo engenheiro Pereira Passos, nomeado prefeito); e o saneamento da cidade (pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz), sendo dados aos três foram poderes ilimitados, criando uma situação de tripla ditadura (ibidem). As brigadas sanitárias invadiam as casas, sobretudo as mais pobres, desinfetando, limpando, interditando, exigindo reformas, removendo doentes, e muitas vezes mandando evacuar ou mesmo demolir o local (Sevcenko, 2003). Na reforma urbana, os casarões do centro eram demolidos, sem indenização nem realocação da multidão pobre, levando à disseminação dos cortiços e favelas (Sevcenko, 1999, p.23). O marco da Regeneração foi a inauguração da Avenida Central, decorada em estilo art nouveau com muitos mármores, além de modos, modas e festas francesas (ibidem, p.26). Eram hegemônicos então os discursos técnicos confiantes em representar a vitória do progresso, dispostos a fazer a modernização a

todo custo, desencadeando ações de forte opressão às populações menos favorecidas38 (ibidem, p.27). Mas, apesar da pulsação difusa de violência, que revelava tanto a intensidade das transformações quanto as resistências à elas, a consolidação do novo regime se deu numa atmosfera de euforia e ostentação (ibidem, p.32).