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1. BÖLÜM 1 

2.1.4 Okuma Modelleri ve Sosyal Yapılandırmacı Öğrenme 54 

De acordo com Grabe e Kaplan (1996: 103), as contribuições de Halliday para o ensino da escrita têm tido mais influência no panorama mundial do que se pensa. Os conceitos de Halliday para língua e desenvolvimento da escrita permeiam, da década de 80 para cá, sistemas educacionais dos Estados Unidos, da Austrália, da Nova Zelândia, e do Império Britânico.

Para Halliday, “language is primarily seen as a social semiotic, as a resource

for meaning. It is centrally involved in the process by which human beings negotiate,

construct and change the nature of social experience.” (1978, 1989: vi)

Em Halliday & Martin (1993: 24), temos que a língua é um sistema semiótico estabelecido para realizar o contexto social, que é outro sistema semiótico ainda mais abstrato do que a língua.

Como a Semiótica15 é a ciência que estuda os sistemas de sinais, a Lingüística pode então ser considerada como o estudo da produção de significado pelo sistema formado pelo conjunto dos sinais verbais, chamado língua. Esse é o pensamento que fundamenta a criação de sua gramática sistêmica (1994).

De acordo com Neves (2001: 59), a denominação sistêmica advém do sentido firthiano de paradigma funcional. No entanto, Halliday desenvolve dela o construto

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O termo: abordagem sócio-semiótica de Halliday para o letramento foi cunhado por Grabe e Kaplan (1993: 103), para dizer do espírito que insuflou as mudanças no ensino da leitura e escrita propostas por Halliday quando da implementação do modelo de ensino de inglês para o ciclo básico, nas escolas da Austrália, no início dos anos 80. 15

formal rede sistêmica, que significa dizer de uma teoria de língua enquanto escolha. Já o termo “gramática” foi tomado por ele no sentido descrito por Cope e Kalantzis (1993a: 20):

Grammar is a term that describes the relation of language to metalanguage; of text to generalizations about text; of experience to theory; of the concrete world of human discursive activity to abstractions which generalize about the regularities and irregularities in that world.

Para Halliday, o conceito de gramática pode ser definido como um sistema que provê arranjos para viabilizar as funções comunicativas intentadas pelos falantes, como mostra Santos (1998: 5).

A gramática sistêmica de Halliday foi definida por Neves (2001: 60) como “o mecanismo lingüístico que liga umas às outras as seleções significativas que derivam das várias funções de linguagem, e as realiza numa forma estrutural unificada.” As redes codificam infinitos significados, para atender às diversas funções de linguagem que visam realizar.

De acordo com Kress e van Leeuwen (1996: 5), o conceito básico de qualquer semiótica é o conceito de signo. De uma maneira generalizada, o signo pode ser compreendido como a “forma”, ou o aspecto da coisa representada, como o conjunto de cor, perspectiva, traçado de algo, por exemplo. Ainda, o signo pode ser compreendido através da maneira como ele é usado para expressar sentido, para significar algo para alguém.

A língua vista sob uma perspectiva de semiótica social16 retoma o pressuposto de que todas as formas lingüísticas são usadas de maneira mediada e não arbitrária, para a produção de sentido. (Kress, 1996: 7) Em outras palavras, as escolhas lexicais, sintáticas e textuais, em função do contexto de situação em que ocorrem, são fortes

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Segundo Meurer (2004), a Semiótica Social refere-se à atividade de produção de significação em contextos sociais. Toda atividade de produção de significação é uma atividade semiótica, para o estudioso.

elementos de configurações verbais de sentido cristalizadas nos discursos oral e escrito (Martin, 2002). Tomando emprestadas as palavras de Kress e van Leeuween (1996: 8),

describing a language is describing what people do with words, or images, or music.

Meurer (2004) define discurso como sendo o elemento semiótico do gênero. Segundo o teórico, o gênero textual é composto por recursos alocativos, recursos autoritativos e discurso. Por recursos alocativos, nessa definição, Meurer refere-se aos recursos naturais ou industrializados que são alvo de posse pelas pessoas e que, portanto, conferem-lhes controle sobre algo, poder. Os recursos autoritativos são aqueles que garantem estruturas de dominação, conferindo poder a um ou mais indivíduos, independentemente da circunstância posse. Via discurso, por exemplo.

Kress (1996: 13) resgata o pensamento de Halliday para dizer da função da representação semiótica de uma maneira geral na nossa cultura ocidental do século XXI:

every semiotic fulfils both an ideational function, a function of representing the world

around and inside us and an interpersonal function, a function of enacting social

interactions as social relations.

Segundo Grabe e Kaplan (1996: 103), a abordagem lingüística socialmente contextualizada desenvolvida por Halliday preceitua que a língua é usada primordialmente para atender a propósitos funcionais e que os padrões de desenvolvimento lingüístico dependem das necessidades da pessoa de expressar comunicação significativa.

Reconhecendo a importância da língua na formação da identidade de um povo e no estabelecimento das ordens sociais, históricas e culturais, Halliday (1989: vii) afirma que language is the most important and pervasive of the processes by which human

beings build their world, e Brown (1994: 136), dentre tantos outros, desenvolve o

Do conceito de língua, naturalmente, Halliday repensa o ensino da leitura e escrita:

... what is learning to read and write? Fundamentally it is an extension of the functional potential of language. Those children who don’t learn to read and write, by any large, are children to whom it doesn’t make sense; to whom the functional extension that these media provide has not been made clear, or does not match up with their own expectations of what language is for. Hence if the child has not been oriented towards the types of meaning which the teacher sees as those which are proper to the writing system, then the learning of writing and reading would be out of context, because fundamentally, as in the history of the human race, reading and writing are an extension of the functions of language. This is what they must be for the child equally well. (1978: 57)

E percebe que uma nova abordagem no ensino urge.

New educational agenda was set then, due to this new concept of language – one that enables us to look closely at the role of language both in living and in learning. One which, moreover, provides a basis upon which to decide those kinds of teaching and learning about language which may make a legitimate contribution to the development of the learner. (1989: vi)