2.7. Okul Öncesi Eğitim Programının Niteliği Ġle Ġlgili Temel BileĢenler
2.7.4. Eğitim Sürec
2.7.4.1 Eğitim Sürecinde Etkinlikler
2.7.4.1.2. Okul Öncesi Eğitim Programında Etkinlikler
Primeiramente, os casos de cada ICT foram analisados levando-se em consideração todos os oito atributos inicialmente selecionados. Corroborando a fundamentação empírica da proposta de De Coster & Butler (2005), esse conjunto de atributos foi suficiente para explicar (por meio de diferentes expressões booleanas relacionando valores de suas variáveis) 100% dos casos de investimento (e, consequentemente, de não investimento) na UFMG e na UNIFEI.
Na ICT de Viçosa, porém, os casos 2 e 8 produziram uma contradição na tabela- verdade, pois foram associados à mesma configuração lógica (em termos dos oito atributos) mas levaram a diferentes resultados (i.e. para o 2, InvPII=1; para o 8, InvPII=0), conforme mostrado na Tabela 6.
Tabela 6 – Tabela-verdade relacionada aos casos 2 e 8 da UFV v1: 1_PotTec v2: 2_InovProdConc
v3: 3_SatNecPotMerc v4: 4_MomMercAlv v5: 5_RepLongProd v6: 6_PlatFamProd v7: 7_EquExpRed v8: 8_ProtInt O: InvPII id: Projeto_#
v1 v2 v3 v4 v5 v6 v7 v8 O id
1 1 1 1 1 0 1 1 C 2,8
C: Contradição
Por serem menos do que sete os casos em questão, não foi possível fazer um teste binomial para resolver a contradição com alguma significância estatística. Contudo, ao comparar os dois casos levando-se em consideração as outras duas variáveis pontuadas pelas comissões de especialistas mas não incluídas na proposta de De Coster & Butler (2005) – i.e. desenvolvimento do Estado, DesEst, e impacto ambiental, ImpAmb –, evidenciou-se que a única diferença entre os dois projetos, nessas dez variáveis, consistia-se na membresia em relação ao conjunto formado pelo atributo DesEst: para o caso 2, que foi aprovado, DesEst=1; para o 8, reprovado, DesEst=0. Nesse sentido, portanto, a menos que essa variável fosse incluída, não seria possível explicar 100% dos casos investidos (e não investidos) na UFV sem alteração dos dados originais.
Quanto a essa alternativa de alteração, porém, observando-se as notas médias nos oito atributos inicialmente selecionados, percebe-se que não há nenhuma maneira fundamentada de diferenciar os dois casos mantendo a configuração do 2 dominante sobre a do 8. Abrir mão dessa dominância99, por outro lado, não seria condizente com a suposição mantida (e empiricamente reforçada pelos bancos de dados) de que a decisão final da comissão é consistente com as notas dadas pelos avaliadores.
Assim, a única maneira embasada de explicar a totalidade dos resultados de interesse na UFV seria pela inclusão do atributo DesEst, o que aponta para uma limitação (ainda que pequena) das variáveis propostas por De Coster & Butler (2005) para explicarem os investimentos feitos nessa ICT.
Situação semelhante ocorreu na UFJF, na qual os casos 1, 17 e 18 também caracterizaram uma contradição, pois foram associados à mesma configuração lógica no que diz respeito aos oito atributos, mas levaram a resultados distintos (para o 1 e o 17, InvPII=1; para o 18, InvPII=0). Comparando-se esses casos, contudo, percebe-se que o projeto 17 e o 18 não se diferenciaram nem mesmo ao se incluírem as variáveis DesEst e ImpAmb (diferentemente do que aconteceu para os casos 1 e 18, que se diferenciaram em ambos atributos, da mesma maneira como no resultado de interesse).
Muito provavelmente, porém, isso ocorreu pelo fato de que, na UFJF, a primeira das quatro ICTs a realizar a avaliação de seus projetos pela metodologia proposta pelo NTQI, esses dois critérios ainda eram considerados, para efeitos de pontuação, uma única variável (i.e. “impacto socioambiental”). Dessa forma, para que a possibilidade de comparação com a
99 E.g. fazendo com que o projeto 2 passasse de 1 para 0 em alguma variável em que ambos são 1, ou que o caso
solução de outras ICTs fosse mantida, os dois critérios tiveram de ser separados artificialmente, pela atribuição das mesmas notas médias a ambos. Entretanto, esse artifício utilizado, embora razoável diante da restrição de dados dessa ICT, pode levar a inconsistências, pois, caso os dois critérios tivessem sido pontuados separadamente pela comissão de especialistas, provavelmente eles não teriam recebido as mesmas notas médias para todos os projetos100. Assim, as notas nesses dois atributos, em especial, têm de ser avaliadas com maior cuidado quando da ocorrência de contradição na UFJF.
Nesse sentido, analisando-se a pontuação dos dois casos em questão nesses dois critérios ressaltados, percebe-se que o projeto 17, que conseguiu obter investimento, tem, também, nota média superior ao 18 (5,67>5,44) e muito próxima ao ponto de quebra (5,87). Somando-se a isso o fato de que, em todas as ICTs, quando questionados sobre os pesos dos critérios, os especialistas atribuíram maior valor ao DesEst do que ao ImpAmb, decidiu-se, com base nessas evidências, forçar, para o projeto 17, o valor 1 para a variável DesEst (o novo banco de dados que contém essa alteração será referido doravante por UFJF*). Feita essa mudança, como era de se esperar, 100% dos casos investidos e dos não investidos foram explicados, resolvendo-se a contradição anterior.
Dessa forma, assim como na UFV, os oito atributos propostos por De Coster & Butler (2005) não foram suficientes para explicar a totalidade dos resultados de interesse na UFJF, sendo necessário, para isso, acrescentar, pelo menos, a variável DesEst.
Portanto, os resultados dessa primeira análise realizada reforçam, por um lado, a elevada capacidade dos critérios adotados inicialmente como atributos no que diz respeito à explicação do investimento e do não investimento inicial em SOAPIs; afinal, foram relativamente poucos os casos de contradição encontrados, sendo que em duas das quatro universidades eles não ocorreram. Por outro lado, as evidências obtidas apontam, também, para a necessidade de se agregarem, a essas variáveis, considerações sobre os impactos sociais (e ambientais) dos projetos a fim de obter-se um refinamento da capacidade de explicação dos resultados em situações em que – diferentemente do contexto de utilização do modelo de De Coster & Butler (2005) – o investimento tem finalidade pública.
Nesse sentido, uma vez que a inclusão dessas dimensões nas análises a serem realizadas permite a (até então, não alcançada) explicação de 100% dos casos de todas as ICTs, essa nova evidência empírica obtida fomentou o uso de todas as dez variáveis para a constituição do novo conjunto de atributos.