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2.7. Okul Öncesi Eğitim Programının Niteliği Ġle Ġlgili Temel BileĢenler

2.7.3 Aile-Öğretmen-Çocuk Arasındaki ĠliĢkiler

Uma vez definidos o resultado de interesse e os atributos causais a serem levados em consideração, faz-se necessário selecionar os casos que serão analisados em termos dessas variáveis. Nesse sentido, por terem sido avaliados por comissões de especialistas nos oito critérios propostos por De Coster & Butler (2005)79 e por terem recebido ou não investimento inicial de recursos financeiros e gerenciais com base nessa avaliação, os 81 SOAPIs participantes da primeira edição do PII nas universidades federais de Juiz de Fora (UFJF), Itajubá (UNIFEI), Viçosa (UFV) e Minas Gerais (UFMG) foram escolhidos como os casos a serem estudados.

De fato, no âmbito do Estado de Minas Gerais (MG), o PII (uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, SECTES- MG, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais, SEBRAE-MG, com Instituições de Ciência e Tecnologia – ICTs – localizadas em cidades do Estado e com as respectivas prefeituras) tem sido o principal instrumento de promoção do surgimento de SOAs. Afinal, esse programa objetiva, especificamente, promover a inovação tecnológica a partir de instituições acadêmicas de MG, esperando-se,

79 Ver Anexos A e B.

como principais resultados, proteções e transferências de tecnologia tanto por licenciamentos quanto, preferencialmente, pela abertura de novas empresas.

Nesse sentido, o apoio, gerencial e financeiro, a projetos inovadores existentes nessas ICTs é o fundamento do PII. Com base nesse auxílio, visa-se dar suporte ao desenvolvimento tanto de documentos (e.g. Planos de Negócios) quanto de testes, protótipos e aumentos de produção que favoreçam a proteção e a transferência, o que permite caracterizar o Programa, portanto, como um mecanismo de pré-incubação de potenciais novos empreendimentos80. Sob essa perspectiva, mesmo os projetos cuja intenção inicial é a transferência por meio de licenciamento são considerados, artificialmente, spin-offs em formação; afinal, parte-se da premissa de que os estudos e desenvolvimentos técnicos e comerciais realizados durante a pré-incubação podem levar à alteração do modelo de transferência preferido para o de abertura de uma nova empresa81. Dessa forma, o PII fornece uma valiosa amostra dos SOAPIs de MG.

Além disso, pelo fato de o apoio ser concedido (ou não) com base em uma metodologia estruturada de tomada de decisão fundamentada nos critérios propostos por De Coster & Butler (2005), os bancos de dados gerados pelas comissões de avaliação de cada ICT são especialmente adequados para a pesquisa proposta. Esses bancos incluem as notas dadas por cada avaliador em cada ICT a cada projeto de novo empreendimento em cada uma das oito variáveis.

A quantidade de projetos avaliados foi 20 em todas as instituições, com exceção da UFV, em que foram analisados 21. Por diretriz estabelecida pelos investidores, pelo menos a metade dos projetos tinha que ser apoiada em cada instituição. Assim, em todas as universidades, cerca de 10 dos SOAPIs receberam aporte de recursos (sendo que, na UFMG, exatamente 10 receberam e 10 não; na UFV, a relação foi de 11 para 10; na UNIFEI, de 11 para 9; e na UFJF, de 12 para 8).

As avaliações foram feitas em março de 2008 na UFJF, em abril do mesmo ano na UNIFEI, em janeiro de 2009 na UFV e em setembro do mesmo ano na UFMG. De uma universidade para outra, o grupo de especialistas avaliadores variou tanto em tamanho (sendo, no mínimo, 4 membros – na UFMG – e, no máximo, 9 – na UFJF), quanto em composição – envolvendo sempre, porém, pelo menos um representante de cada instituição investidora (i.e. SECTES-MG, SEBRAE-MG e ICT).

80 Com base, por exemplo, em Ndonzuau et al. (2002) e Vohora et al. (2004).

Cada avaliador atribuiu suas notas em separado, numa escala ímpar de 1 a 9, com base em regras condicionais (ver Anexo A) fornecidas a todos os especialistas, fundamentadas nas regras propostas no modelo de De Coster & Butler (2005)82. Para subsidiar o julgamento em relação a essas condições, as pontuações foram realizadas a partir da análise de (resumos de) Estudos de Viabilidade elaborados durante quatro meses em cada universidade por uma equipe de assessoria aos proponentes dos projetos, sendo a estrutura e o tipo de conteúdo esperado em cada seção padronizados para todos os casos, a fim de permitir a avaliação comparativa necessária.

Por envolver o investimento de instituições públicas (SECTES-MG e ICTs) e privadas com fins públicos (SEBRAE-MG), dois novos critérios foram considerados necessários para complementarem os utilizados por De Coster & Butler (2005)83: o potencial de contribuição para o desenvolvimento do Estado e o impacto ambiental (ver Anexo A84). Para o conjunto formado, então, por dez variáveis, foi calculada, também, uma medida de dispersão, para avaliação de equilíbrio nos critérios.

Além disso, os projetos foram avaliados em termos de seu estágio de desenvolvimento e de sua viabilidade econômico-financeira. Contudo, em ambos os casos, apesar de a pontuação ter sido feita com base em tentativas de objetivação (modelos de fases de desenvolvimento de SOAPIs e análises quantitativas de potencial de retorno sobre o investimento), a avaliação teve um caráter mais subjetivo e não foi realizada pelas comissões de especialistas, mas sim pelas próprias equipes de assessores.

O tratamento dos dados obtidos foi feito com base em um algoritmo de ordenação e em disposições visuais dos projetos em termos de medidas de centralidade e dispersão. Os resultados finais foram definidos a partir de discussão presencial entre os especialistas com base nas saídas fornecidas pelo sistema de suporte à decisão, não correspondendo, necessariamente, contudo, à classificação sugerida pelo tratamento realizado.

Essa metodologia estruturada para a construção desse banco de dados foi elaborada pelos pesquisadores do Núcleo de Tecnologia da Qualidade e da Inovação do Departamento de Engenharia de Produção da UFMG (NTQI/DEP/UFMG), estando descrita em sua forma consolidada por Coelho (2008). Por ter participado ativamente da elaboração e utilização

82

Ver, também, o Anexo B.

83 Mais voltados para o suporte à decisão de fins privados.

84 Observe, no Anexo A, que, da maneira como foi avaliado o potencial de contribuição para o desenvolvimento

do Estado, esta variável não deve ser vista como uma dimensão que resume as demais (como se poderia supor). Caso não tivesse sido tomado esse cuidado preventivo na definição deste critério, os resultados das análises poderiam se configurar como tautologias.

dessa metodologia e por ser um dos atuais subcoordenadores do NTQI, o autor tem total acesso aos bancos de dados construídos85.

Portanto, dada a quantidade de SOAPIs envolvidos, a acessibilidade aos dados e, principalmente, o fato de as pontuações terem se dado em termos do resultado de interesse e dos atributos escolhidos nesta pesquisa, essas potenciais empresas participantes do PII foram definidas como os casos a serem estudados.