• Sonuç bulunamadı

4. BULGULAR VE YORUMLAR

4.3. retim Elemanlar ile lgili Nitel Bulgular ve Yorumlar

4.3.8. ntihali Önleme Stratejileri ile lgili Bulgular

A concentração de manganês no feto, placenta, fluido fetal, útero, glândula mamária, coração, rins, língua, sangue, órgãos, vísceras e pele dos animais avaliados encontram-se na Tabela 26.

Observa-se que não houve efeito da restrição alimentar na concentração relativa ou na quantidade de manganês em nenhuma das partes estudadas. Esse resultado é um indício de que, assim como para a maioria dos microminerais avaliados neste trabalho, os alimentos utilizados para a confecção da dieta para as borregas são pobres em manganês, reforçando a idéia de que estes devem ser sim suplementados, uma vez que são indispensáves por exercer inúmeras funções vitais no organismo animal, como formação de cartilagens (Leach and Muenster, 1962), ativação de enzimas (Leach and Harris, 1997), tensão e força dos ligamentos e parede de artérias (Lehningher, 2005).

Por outro lado, observa-se que a fase de gestação afetou significativamente (P<0,05) a concentração relativa de manganês na placenta, sendo que a quantidade desse microelemento diminuiu gradativamente coma fase gestacional, variando entre 7,53 a 1,42 ppm, dos 100 aos 140 dias respectivamente. É provável que durante essa fase, que corresponde ao terço medial da gestação, tenha havido um maior acúmulo de manganês na placenta em decorrência da maior demanda fetal nesse período, tendo em vista que coincide com a maior concentração do elemento na massa fetal, embora não tenha sido significativa (P>0,05). O manganês além de outras funções desempenha um papel importantíssimo na formação de cartilagens e desenvolvimento dos tecidos(Leach and Muenster, 1962), o que se torna imprescindível nesta idade gestacional em que o animal se encontra.

De acordo com Cunningham, (1999), até que a placenta se desenvolva, o embrião troca substâncias por difusão através de líquidos uterinos e conforme o feto aumenta de tamanho, o órgão de troca especializado (placenta), torna-se essencial e mais desenvolvida, uma vez que ela coloca o sangue fetal e o materno em estreita aposição numa grande extensão de superfícies formada por uma rede de capilares.

98 Tabela 26.Concentração relativa (parte por milhão – ppm) e quantidade (miligramas – mg) de manganês nos componentes não carcaça de borregas da raça Santa Inês submetidas à dois manejos nutricionais e diferentes idades gestacionais

Componentes não carcaça

Manganês (ppm)

CV1 (%)

Manganês (mg)

CV1 (%) Manejo Nutricional Manejo Nutricional

Ad libitum Restrito Ad libitum Restrito

Feto 3,03 2,61 22,09 7,56 7,3 47,91 Placenta 5,27 2,61 40,87 2,19 1,05 64,89 Fluido Fetal 0,19 0,21 38,14 0,15 0,14 51,99 Útero 4,03 4,36 19,74 1,73 1,71 48,73 Glândula Mamária 4,65 4,48 14,32 1,93 1,41 46,55 Coração 3,24 3,69 17,52 0,48 0,56 23,13 Rins 8,74 7,85 18,93 0,71 0,61 28,08 Língua 2,87 2,42 27,27 0,27 0,20 35,52 Sangue 2,30 1,87 27,54 4,02 3,09 29,64 Órgãos 3,46 3,68 32,67 5,13 4,96 35,54 Vísceras 33,35 41,78 52,03 75,03 93,37 53,33 Pele 7,19 8,66 48,53 16,14 18,20 37,21

Componentes não carcaça Idades Gestacionais 2 CV1 (%) Idades Gestacionais2 CV1 (%) 0 100 130 140 0 100 130 140 Feto - 3,12 2,95 2,38 22,09 - 7,56 8,24 6,49 47,91 Placenta - 7,53a 2,87ab 1,42b 40,87 - 3,09 1,28 0,48 64,89 Fluido Fetal - 0,21 0,20 0,19 38,14 - 0,14 0,14 0,15 51,99 Útero 4,83 4,31 4,02 3,61 19,74 2,64a 2,05ab 1,23ab 0,94b 48,73 Glândula Mamária 4,39 4,73 5,32 3,83 14,32 2,11 2,02 1,5 1,06 46,55 Coração 3,46 3,99 3,07 3,34 17,52 0,51 0,65 0,42 0,51 23,13 Rins 10,08a 8,38b 8,12b 6,57b 18,93 0,82a 0,67ab 0,61ab 0,53b 28,08 Língua 3,94 2,56 2,14 1,94 27,27 0,37 0,24 0,17 0,17 35,52 Sangue 1,91 2,92 1,94 1,59 27,54 3,31 5,24 2,99 2,67 29,64 Órgãos 3,23 3,12 4,10 3,83 32,67 4,79 4,31 5,62 5,46 35,54 Vísceras 44,83 44,05 32,99 28,39 52,03 97,75 101,76 70,95 66,32 53,33 Pele 9,74 8,58 8,06 5,33 48,53 22,83a 17,85ab 16,76b 11,22b 37,21

No entanto, observa-se que a quantidade do micromineral na placenta não alterou significativamente (P>0,05) com o tempo de gestação, embora tenha ocorrido uma redução na concentração com os dias gestacionais. Como essa concentração é dependente da massa do órgão avaliado e estando esta em pleno desenvolvimento com o decorrer das idades gestacionais, a quantidade do micromineral provavelmente se diluiu em conseqüência do aumento de volume do complexo placentário.

Embora não tenha ocorrido efeito significativo (P>0,05) do tempo de gestação na concentração relativa de manganês no útero e na pele, nota-se que quando avaliada a concentração absoluta destes, houve um decréscimo significativo (P<0,05) da quantidade do mineral com o avanço da gestação. Tendo em vista que esta concentração é expressa em relação à massa do componente estudado, esta resposta já era esperada, uma vez que o útero aumenta gradativamente o seu tamanho com o decorrer da gestação, assim como acontece um estiramento do pelame em consequência do maior desenvolvimento fetal, fazendo com que essas concentrações sejam diminuídas. Ao avaliar o desenvolvimento do útero grávido em cabras leiteiras durante a gestação, Silva (2010)tambémobservou que em relação aos componentes do útero grávido (útero vazio, feto, fluido fetal e anexos placentários), o útero vazio aumentou de peso em função da idade gestacional de forma exponencial a uma taxa linear, corroborando com a justificativa acima.

Para o componente não carcaça rins, também houve efeito do tempo de gestação na concentração de manganês, tanto na percentagem quanto na quantidade absoluta. Verifica-se que a quantidade relativa desse microelemento foi máxima para os animais com 0 dias de gestação, onde apresentou a concentração de 10,08 ppm. Para as borregas gestantes de 100 dias em diante, o conteúdo do mineral não variou significativamente (P>0,05), apresentando as menores concentrações. Essa resposta possivelmente reflete a maior mobilização do mineral durante o período gestacional, sugerindo então uma divisão do direcionado do elemento no corpo do animal, principalmente para os tecidos associados à gestação, no intuito de suprir as necessidades do feto para que ocorra o seu desenvolvimento normal.

Não foi observado efeito de interação entre os tratamentos para as concentrações de manganês nas variáveis estudadas, com exceção do fígado, no qual houve efeito de interação somente para a concentração absoluta de manganês (Tabela 27).

Tabela 27.Concentração relativa (parte por milhão – ppm) e quantidade (miligramas – mg) de manganês no fígado de borregas da raça Santa Inês submetidas a dois manejos nutricionais e diferentes idades gestacionais

Manejo Nutricional Idades Gestacionais2 0 100 130 140 Média Fígado (ppm) Ad Libitum 15,52 13,85 13,27 11,38 13,51 Restrito 13,59 13,61 14,74 13,73 13,91 Média 14,55 13,73 14,01 12,55 13,71 CV1 (%) 16,46 Fígado (mg)

Ad Libitum 8,68aA 5,97abA 5,98abA 5,42bA 6,51

Restrito 5,59aB 7,36aA 6,13aA 6,18aA 6,32

Média 7,14 6,67 6,06 5,80 6,42

CV1 (%) 27,67

Médias seguidas de letras distintas, minúsculas nas linhas e maiúsculas nas colunas, diferem entre si, pelo teste SNK (P<0,05). 1CV=coeficiente de variação; 2em dias.

Animais com alimentação restrita não apresentaram alterações (P>0,05) para a quantidade absoluta de manganês em razão da gestação, demonstrando que o tamanho do órgão por ser menor nesses animais devido à limitação energética, pouco alterou o conteúdo do micromineral no fígado. No entanto, para os animais sob alimentação ad libitum, verifica- se que a maior concentração de manganês no fígado foi ao 0 dias de gestação (8,68 mg) e a menor foi aos 140 dias de gestação (5,42 mg), registrando o maior desenvolvimento do órgão no decorrer da gestação.

É interessante notar que, com exceção das variáveis que representam um pool de amostras compostas como é o caso de “órgãos” e “vísceras”, as maiores concentrações relativas de manganês foram observadas nos rins e no fígado, uma vez que são órgãos com alto consumo de energia e consequentemente com grande quantidade de mitocôndrias.

A resposta da concentração de manganês nos rins (g) e na pele (g) em função do peso do feto em kilogramas (kg), foi do tipo quadrática, sendo expressa pela equação:

Mn Rins= 0, 96708 – 0,30686x + 0,05082x2 (R2 = 0,74) onde:

Mn Rins = Conteúdo manganês em gramas nos rins; x = peso feto em kg;

Mn Pele = -0,24932 + 1,19519x + 0,18257x2 (R2 = 0,79) onde:

Mn Pele = Conteúdo manganês em gramas na pele; x = peso feto em kg;

O comportamento da equação de regressão para as variáveis dependentes acima, provavelmente se deve à mobilização de manganês nestes componentes para suprir a demanda do útero gravídico e glândula mamária, uma vez que a quantidade do elemento presente nesses componentes diminui com o aumento do peso do feto.

A resposta da concentração de manganês no feto (g) em função do peso do feto em kilogramas (kg), foi do tipo linear crescente, sendo expressa pela equação:

Mn Feto = -1,18665 + 3,8084x(R2 = 0,69) Onde:

Mn Feto = Conteúdo manganês em gramas no feto; x = peso feto em kg;

A equação linear reflete o maior desenvolvimento fetal no terço final da gestação que está relacionado ao maior acúmulo do mineral na massa fetal. Conforme citações de Leach e Harris (1997) o Mn tem papel crucial em várias enzimas como as glicosiltransferases, e de acordo com Lehningher (2005) o sulfato de condroitina contribui para a tensão e força da cartilagem, dos tendões, ligamentos e da parede das artérias, tão importantes nos processos do crescimento fetal, destacando-se ainda a presença do Mn em inúmeras enzimas.