2. KAVRAMSAL ÇERÇEVE LG ARA TIRMALAR
2.6. ntihal Yöntemleri
diagnóstico de gestação em fêmeas caprinas
Todas as fêmeas inseminadas (n=53) foram submetidas à coleta de sangue para a dosagem de progesterona plasmática entre 19 e 21 dias após a inseminação artificial
(D33), e à avaliação ultrassonográfica aos 21 e 60 dias ou aos 30 dias, dependendo do lote ao qual pertenciam, para a confirmação da condição gestacional. Os valores médios de progesterona foram de 9,36 ± 0,50 e 6,72 ± 1,18 ng/mL (P<0,05) para as fêmeas consideradas gestantes ou não gestantes, respectivamente (Tabela 4.36).
X ± EP Valores máximos Valores mínimos
Gestantes 27 9,36 ± 0,50a 13,93 1,00
Não gestantes 26 6,72 ± 1,18b 20,77 0,00
Total 53 8,06 ± 0,65 20,77 0,00
a,b
Médias na coluna seguidas por letras diferentes, diferem (P<0,05)
Tabela 4.36. Valores médios de progesterona plasmática aos 23 dias após a primeira aplicação de Prostaglandina F2α (19 a 21 dias após a inseminação artificial) em fêmeas caprinas da raça Toggenburg, gestantes ou não
Valores de progesterona (ng/mL) n
Condição gestacional
A concentração de progesterona plasmática pode ser avaliada 23 a 28 dias após a cobrição ou inseminação artificial com elevada acurácia (Thimonier, 2000; Léga et al., 2005). Alguns fatores podem levar a resultados falso positivos, tais como duração do ciclo anormalmente longa ou curta, ocorrência de mortalidade embrionária e em casos de pseudogestação. Thibier et al. (1982) citados por Ishwar (1995), quantificaram a progesterona plasmática em cabras de raças leiteiras no
21º e 22º dia após a cobrição, e encontraram uma acurácia de 86% e 100%, para gestação positiva e negativa, respectivamente. Similarmente, a concentração de progesterona plasmática avaliada em ovelhas, no 18º dia após a cobertura, mostrou que todas as fêmeas diagnosticadas como não gestantes, não pariram, contra 83,5% daquelas diagnosticadas como gestantes (Thimonier et al., 1977 citados por Thimonier, 2000). Fonseca (2002) observou ao 18º dia após a
99 inseminação, aproximadamente, que cabras
gestantes da raça Alpina e Saanen apresentaram valores superiores (P<0,01), de 6,97 ± 0,66 e 7,50 ± 1,32, respectivamente, aos das cabras vazias de ambas as raças (0,17 ± 0,08 e 1,15 ± 1,47, respectivamente). Resultados similares foram reportados por Léga et al. (2005) com concentrações médias de progesterona em cabras gestantes e não-gestantes, ao 23º dia pós-acasalamento, de 7,86 ± 0,18 ng/mL e 0,12 ± 2,60 ng/mL, respectivamente, apresentando diferenças estatisticamente significativas entre elas (P<0,05).
Embora os resultados do presente estudo tenham demonstrado diferenças (P<0,05) quanto aos valores de progesterona entre fêmeas gestantes e não gestantes (Tabela 4.36), eles diferem dos encontrados por Fonseca (2002) e Léga et al. (2005), principalmente no que se refere às fêmeas não gestantes. Estes autores encontraram valores médios de 0,17 ± 0,08 e 1,15 ± 1,47 (Fonseca, 2002), para cabras não gestantes, ao passo que Léga et al., (2005) registraram valores de 0,12 ± 2,60 ng/mL, concentrações bem inferiores aos 6,72 ± 1,18 ng/mL, observados para o mesmo período, no presente estudo. Vale ressaltar neste momento, que 33,96% (18/53) das cabras apresentaram ciclos curtos (<10 dias) após a segunda aplicação de PGF2α (Tabela 4.28). Este grande percentual de ciclos curtos, observados no presente estudo, explicam de certa forma as diferenças observadas.
Embora a dosagem da progesterona venha sendo utilizada para o diagnóstico precoce da gestação em ruminantes, não há um consenso quanto à concentração utilizada para diferenciar animais gestantes de não gestantes. Valores variando de 0,5 a 4,0 ng/mL têm sido reportados, além do uso de diferentes métodos, como radioimunoensaio (RIA) e enzimunoensaio (EIA), que
aditivamente tem dificultado a sua interpretação (Boscos et al., 2003).
O diagnóstico de gestação através da dosagem de progesterona pode ser avaliado através da sensibilidade, especificidade e da acurácia dos resultados. Diversos estudos avaliaram a sensibilidade e especificidade através da percentagem de animais gestantes e não gestantes corretamente diagnosticados, respectivamente. A acurácia é determinada como a percentagem de animais que são corretamente diagnosticados, no total de animais avaliados (Engeland et al., 1997; Boscos et al., 2003; González et al., 2004). No presente estudo, as fêmeas submetidas à dosagem de progesterona tiveram a gestação confirmada pela ultrassonografia. Apenas uma cabra gestante (1/27 – 3,70%) apresentou ao D33, concentração de progesterona com o valor mínimo de 1,0 ng/mL (Anexo J). Esta fêmea perdeu a gestação entre 21 e 60 dias. Sendo assim, a sensibilidade observada no presente estudo foi de 100%. Quanto às fêmeas não gestantes, 65,38% (17/26) apresentaram concentrações de progesterona acima de 1,0 ng/mL, ao passo que apenas 34,62% (9/26) apresentaram concentrações inferiores a 1,0 ng/mL (Anexo J), indicando que a especificidade foi baixa, ou seja, poucos animais foram corretamente diagnosticados como não gestantes. A acurácia total foi de 67,92% (36/53). Diante destes resultados, a avaliação de progesterona entre 19 e 21 dias após a inseminação artificial, diferentemente dos achados de Thimonier et al. (1977), Thibier et al. (1982), Fonseca (2002) e Léga et al. (2005), não pode substituir o exame ultrassonográfico para o diagnóstico de gestação, neste período. Deve-se considerar que a presença da progesterona em concentrações elevadas indica apenas a existência de corpo lúteo funcional. Condição esta também presente em casos de hidrometra, piometra,
100
maceração e mumificação fetal. Ciclos de duração anormalmente longa ou curta, ocorrência de mortalidade embrionária, e casos de pseudogestação também podem levar a um diagnóstico falso positivo. Novamente, vale enfatizar que os 33,96% (18/53) de ciclos curtos observados após a segunda aplicação de PGF2α (Tabela 4.28) podem responder pela baixa acurácia da progesterona como indicativo de gestação neste experimento.
Quanto à avaliação pela ultrassonografia, verifica-se no Anexo J que das fêmeas diagnosticadas como gestantes, 80,95% (17/21) tiveram um diagnóstico de gestação positivo à ultrassonografia aos 21 dias, devidamente confirmado aos 60 dias. Por outro lado, 19,05% (4/21) apresentaram dúvida aos 21 dias, embora tenham sido confirmadas como gestantes, posteriormente, aos 60 dias. No que se refere às fêmeas não gestantes, 72,73% (8/11), foram diagnosticadas como não gestantes aos 21 dias, sendo confirmadas aos 60 dias. Neste grupo, 27,27% (3/11) das fêmeas apresentaram um resultado duvidoso de gestação, e foram confirmadas vazias, aos 60 dias. Diante destes resultados, observa-se que aos 21 dias, a ultrassonografia respondeu por valores de 80,95% (17/21), 72,73% (8/11) e 78,13% (25/32), no que se refere à sensibilidade, especificidade e acurácia do método, respectivamente.
Portanto, no presente experimento, a ultrassonografia realizada aos 21 dias de gestação conferiu maior acurácia que a dosagem de progesterona no mesmo período, tanto para gestação positiva quanto para negativa. Entretanto, a ultrassonografia requereu um exame complementar para dirimir as dúvidas, entre 30 e 60 dias. Poucos estudos compararam a eficiência da dosagem de progesterona com a ultrassonografia no que diz respeito à sensibilidade, especificidade e acurácia.
Neste sentido, González et al. (2004) avaliaram a sensibilidade, a especificidade e a acurácia do diagnóstico de gestação realizado pelos métodos de ultrassonografia trans-retal, dosagem de progesterona e dosagem da glicoproteína associada à gestação (PAG), em cabras. Todas as fêmeas gestantes apresentaram concentrações de progesterona acima de 1,0 ng/mL no dia 22, resultado similar ao observado no presente estudo. Quanto às fêmeas não gestantes, 34,4% apresentaram concentrações similares à das fêmeas gestantes (8,01 ± 0,75 ng/mL). Destas fêmeas, quatro (23%) passaram a apresentar concentrações basais de progesterona no dia 26, enquanto 17 fêmeas (77%) permaneceram apresentando concentrações médias de 7,72 ± 0,83 ng/mL, caracterizando a ocorrência de falsos positivos. Entretanto, no presente estudo, observou-se um número muito maior de falso positivos (65,38%) no período de 19 a 21 dias após a inseminação artificial (Anexo J).
Ainda de acordo com González et al. (2004), a ultrassonografia transretal forneceu uma maior acurácia (99,4%) no dia 26, enquanto a dosagem de progesterona foi muito efetiva (100%) em detectar animais gestantes no dia 22. Porém, a acurácia em determinar animais não gestantes foi mais baixa (82,8%), uma vez que concentrações de progesterona acima de 1,0 ng/mL no dia 22 podem ter ocorrido, segundo os autores, pela presença de um corpo lúteo de vida longa decorrente de outras condições além da gestação, o que levou a uma alta porcentagem de resultados falso positivos (34,4%). Engeland et al. (1997) avaliaram a sensibilidade, a especificidade e a acurácia das técnicas de RIA e da observação do estro ao 20º dia após a cobrição, em comparação à confirmação da gestação pela ultrassonografia no 50º dia. A sensibilidade de ambos os métodos em detectar animais gestantes foi de 100%, porém a
101 especificidade foi de 83 e 67% para a
técnica de RIA e a observação do estro, respectivamente, sendo a sua acurácia de 95% para a técnica de RIA e de 90%, no que se refere à observação do estro.
Observa-se que os resultados do presente estudo diferem dos reportados por González et al. (2004) e Engeland et al. (1997). No presente experimento, a técnica de RIA utilizada para o diagnóstico de gestação entre 19 e 21 dias após a inseminação artificial apresentou menor especificidade e acurácia do que a observada por estes autores, quando comparada ao exame ultrassonográfico no mesmo período. O método de diagnóstico através da ultrassonografia embora exija maior experiência do operador, fornece um resultado imediato, além de permitir a obtenção de informação sobre o número de embriões, enquanto a dosagem da progesterona requer análise laboratorial e não é capaz de diferenciar gestações únicas das múltiplas.
4.3. Influência do peso, do escore da