1. BÖLÜM KARAKTER TASARIMI TANIMLANMASI
1.3. Karakter Tasarımında Karakter Tipleri
1.3.3. Nesne Karakterleri
1º Encontro: O Indivíduo e seu ambiente (Eu, a Organização e a Coletividade) Como esse seria o primeiro contato com todos os participantes do programa, os professores julgaram que seria interessante focar o trabalho no indivíduo, visando a sua maior inserção no grupo. Os principais temas desse encontro estariam pautados nos conceitos de motivação, liderança, talentos, coaching, mentor e conselheiro, utilizando-se os exercícios “O que gosto de fazer” e “O que faço bem”, mostrados no ANEXO C. Portanto, esse primeiro contato visaria atingir os empresários, a partir da definição de seus respectivos papéis na organização e do questionamento acerca do modo como eles lidavam com essa organização.
2º Encontro: O individuo no Contexto da Organização
O segundo encontro, por sua vez, voltaria a discussão para a relação entre os empresários e o seu grupo, distinguindo os conceitos de grupos, equipes e tropas com base nos filmes “Como enlouquecer seu chefe”, “Wall Street” e “Motivação de equipe de vendas”. A
reflexão desejada seria a idéia de que grupos de pessoas articuladas e alinhadas são capazes de atingir um maior e melhor resultado, envolvendo, ademais, os temas de complexidade e inteligência coletiva através de um exercício sobre Resolução de Problemas Complexos em Grupos (análise do tema “caos aéreo”). Por fim, vale ressaltar que esse encontro, diferente dos demais, contou com a colaboração dos professores João Baptista Brandão e Edward Yang.
3º Encontro: O que é Estratégia
A lógica que permearia os três encontros seguintes estaria fundamentada em exercícios e discussões focados em três eixos distintos: o pensamento a partir de si próprio, a partir da empresa e a partir da coletividade, a qual seria representada pelo APL Birigui. Assim, buscando relacionar os participantes ao ambiente em que estão inseridos e, ao mesmo tempo, suscitar dúvidas e reflexões acerca de algo que fosse implementável em suas empresas, os professores pensaram em trabalhar com o tema de estratégia no terceiro encontro. Esse tema transporia tanto a revisão dos conceitos de competências, gestão e planejamento estratégico (Análise SWOT, Missão, Visão, Valores, Objetivos e Metas) quanto uma visão mais instrumental sobre a sua aplicação prática.
4º Encontro: O Ambiente Externo e a Estratégia
Ainda seguindo a lógica descrita acima, o quarto encontro desenvolveria a questão do impacto daquilo que os empresários não detêm controle, isto é, do ambiente externo. Dessa forma, os conceitos de estratégia estariam focados, agora, no macroambiente e em todos os seus componentes, almejando capacitá-los de modo a adquirir uma visão macro e sistêmica, capaz de auxiliá-los ao lidar com essas externalidades.
5º Encontro: O Ambiente Interno e a Estratégia
Durante o último encontro voltado à estratégia, pretendia-se estudar o conceito de estratégia baseada em competências e recursos com um olhar para as organizações e o seu melhor entendimento. No entanto, como os participantes eram concorrentes entre si, os professores optam por trabalhar esse tema a partir da análise e de exemplos voltados ao APL, grupo do qual todos participavam e, portanto, poderiam contribuir para a discussão sem o receio de comprometer seus próprios negócios.
6º Encontro: Estratégia Coletiva
O sexto encontro deu início ao trabalho com a idéia de cooperação. Por meio de filmes, dinâmicas de negociação e discussões referentes aos benefícios que essa cooperação poderia trazer para o desempenho dos integrantes, os professores tinham o intuito de sensibilizar todos acerca do tema, incitando a importância da própria cooperação entre eles.
No sétimo encontro, os empresários deveriam realizar dois trabalhos distintos. O primeiro com a finalidade de construir um roteiro individual sobre sua vida e trabalho. Já o segundo seria a realização de um plano de negócios, a partir da exposição feita durante o encontro. Além disso, seria proposta uma dinâmica de discussão em grupos sobre os principais problemas do APL Birigui.
8º Encontro
Por fim, no último encontro dessa primeira fase do programa, haveria um fechamento com base na discussão dos pontos levantados no sétimo encontro. Logo, haveria três dinâmicas principais: a análise da estrutura e nexo dos planos de negócio, uma apresentação dos projetos individuais e apresentações em grupo de cinco propostas estratégicas para solucionar os problemas do APL identificados no encontro anterior.
Os resultados da primeira fase instigaram os participantes que, após o término do programa, entraram em contato com os professores com a demanda de uma continuidade desses encontros, focando, principalmente, nos projetos que eles haviam discutido no oitavo e último encontro. Sendo assim, os professores Marcio e João pensaram e estruturaram uma segunda fase do Cooperar para Competir. Em complementação à primeira fase do programa, desenvolvida no período de junho a novembro de 2007, a segunda etapa, desenvolvida a partir de fevereiro de 2008, teve como principal objetivo ampliar e consolidar a competência estratégica de empresários de micro e pequenas empresas de Birigui participantes do APL, procurando assegurar o fortalecimento competitivo de toda a rede calçadista envolvida.
As premissas que nortearam a segunda fase do programa Cooperar para Competir foram as seguintes:
i. A competitividade estratégica se assenta não só na eficiência individual das empresas, mas na excelência da rede;
ii. A competição, quando orientada pela perspectiva da rede, estimula o crescimento da rede como um todo;
iii. A orientação estratégica supõe “olhar de cima, para frente”, buscando resultados consistentes no futuro a partir de resultados sustentados no presente;
iv. A sobrevivência e o crescimento de uma empresa em particular estão, por um lado, obviamente relacionados com a visão estratégica singular do seu empresário; por outro lado, num contexto complexo, dinâmico e de recursos escassos, a capacidade de estabelecer cooperação, por meio de compartilhamento e criação coletiva de idéias, de competências e de recursos etc., se torna o principal desafio para a obtenção de sucesso – e, portanto, se transforma na poderosa e distintiva competência gerencial e estratégica das empresas;
v. Compatibilizar a aparente contradição entre competição, que é intrínseco ao espírito empreendedor, e cooperação, que se dá hoje como uma vital oportunidade no mundo dos negócios, requer visão estratégica e maturidade empresarial;
vi. Mobilizar o interesse, o entusiasmo, a energia dos empresários para esses desafios exige doses adequadas de ampliação de conhecimentos teóricos associados a múltiplas vivências concretas e estabelecimento de propósitos empresariais realistas e motivados; vii. A construção de modelos, estratégias e práticas consistentes decorre da interação contínua entre pensar, fazer, rever, repensar, reconstruir – é isto o que a cooperação vai estimular. Não existe fórmula pré-determinada: experiências vencedoras são sempre peculiares, singulares, o que impede que sejam facilmente copiadas ou reproduzidas, e não dá para copiar facilmente um contexto cooperativo. Uma rede de empresas que, ao mesmo tempo, está preparada para competir e sabe aproveitar o potencial da cooperação, cria uma vantagem competitiva diferenciada e sustentada;
viii. A implementação dos conceitos de estratégia e de gestão de pessoas, desenvolvidos na fase 1 do programa, no âmbito dos projetos de carreira e vida dos empresários, dos planos de negócios das empresas calçadistas e do plano estratégico do APL, demandam o desenvolvimento de novas competências e da sua consolidação com as competências já adquiridas, consolidação esta que se dará por meio da aplicação prática destes conceitos em projetos reais, de modo que os participantes possam apreender, vivenciar, operar e interiorizar estas práticas ao seu cotidiano de líderes, gestores e empresários.
Nessa segunda fase do programa, foi estruturada uma programação distinta, a qual continha a realização de 5 encontros, com 12 horas de duração cada. Estas sessões foram conduzidas, novamente, pelos professores João Baptista Brandão e Marcio Rodrigues Sanches.
Os dois primeiros encontros dessa fase teriam foco no desenvolvimento da negociação e contariam com a participação e colaboração do professor Seiji Uchida, Doutor em Psicologia, docente da FGV e especialista em negociação. Ao longo desses encontros, seriam levantadas as principais técnicas e estilos de negociação, bem como dinâmicas de trabalho em grupo e jogos com o intuito de demonstrar de uma forma mais prática toda a teoria.
O terceiro encontro, no entanto, centrar-se-ia na gestão de projetos. Seriam expostos modelos, conceitos e ferramentas, os quais seriam aplicados, posteriormente, para retomada dos trabalhos em grupo no que se referia às propostas estratégicas para os principais problemas e dificuldades do APL. Assim, seria realizada uma votação para eleger uma das propostas, a qual deveria ser elaborada em forma de projeto com base em todos os insumos expostos no encontro. Esse projeto seria realizado coletivamente e demandaria dos participantes uma maior dedicação e esforço para trabalhar também fora da carga horário do programa. Com o objetivo de delinear mais a fundo os conceitos relacionados a projetos, colaborando, inclusive, para o trabalho dos empresários, o quarto encontro, com participação da professora Rosangela D’Elia, especialista em elaboração de projetos, seria responsável por definir mais claramente como são feitos os projetos, o que eles são e onde é possível buscar recursos para realizá-lo.
A segunda fase do programa seria concluída por meio da apresentação e discussão do projeto, bem como retomada de alguns pontos essenciais que seriam trabalhados durante o programa. Os pontos a serem ressaltados eram, fundamentalmente, a liderança, o papel dos líderes e as projeções para a vida e a carreira profissional, a partir de exercícios de reflexão e auto-avaliação.
Como já mencionado acima, houve um novo grupo que iniciou o programa Cooperar para Competir; no entanto, este foi interrompido ainda em seu quarto encontro. Embora houvesse sido feitos alguns ajustes com base no perfil do novo grupo e devido à participação de empresas terceirizadas, o roteiro e conteúdo dos encontros permaneceram os mesmos.
5. A CONSTRUÇÃO DAS BASES DE COOPERAÇÃO EM SALA DE AULA: UMA