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Mobil Oyun Endüstrisinin Kuruluş ve Gelişme Aşamaları

2. BÖLÜM DİJİTAL OYUNLAR TARİHİ VE KURAMI

2.2. Türkiye’de Mobil Oyun Endüstrisi

2.2.1. Mobil Oyun Endüstrisinin Kuruluş ve Gelişme Aşamaları

Muitos programas ligados a APLs - e não só relativos a APLs evidentemente - e muitos dos respectivos conteúdos se valem de conceitos sem que os mesmos sejam apuradamente entendidos. Com isso, não há um desenho pedagógico que contemple simultaneamente fatos relacionados, os conceitos em si e os valores que deles decorrem ou que lhes dêem ou completem o significado.

O programa Cooperar para Competir tinha como objeto conceitos de amplo espectro os quais requeriam, num primeiro momento, descortinar todos os seus sentidos para, depois, focar naqueles que mais aderência poderiam ter com o eixo epistemológico e pedagógico escolhidos.

Esses conceitos, direta ou indiretamente, trazem nos seus significados outros conceitos aderentes e relacionados ao espectro conceitual com o qual estávamos lidando, nas dimensões institucionais, sócio-psicológicas e pedagógicas (confiança, compromisso, cooperação, arranjo, valores, aprendizagem, etc.). Vamos, então, repassar alguns desses conceitos.

Ao retomar a idéia de APL, quando se fala em arranjo, fala-se em harmonia, situação ou circunstância planejada, ordenada, um acordo de conveniência entre pessoas, uma combinação, um ajuste. Isso nos remete ao conceito de aliança, que diz respeito a um pacto ou tratado entre indivíduos ou grupos para determinada finalidade; diz também de uma união harmoniosa de coisas diferentes entre si. Já competição, que é central no programa que desenvolvemos, refere-se à concorrência a uma mesma pretensão por parte de duas ou mais pessoas ou grupos, com vistas a igualar ou superar o outro; tem também a conotação de luta, conflito, oposição, reivindicação simultânea do mesmo poder. (HOUAISS, 2010)

Em termos de processo, é uma hipótese sustentável que a cooperação é suportada pelo compromisso que, por sua vez, depende da confiança. Como já dito no início do trabalho, Morgan e Hunt (1994) afirmam que a existência de compromisso e confiança é essencial para o sucesso nas relações de mercado e que a presença de ambos – não apenas um ou outro – promove eficiência, produtividade e eficácia. “In short, commitment an trust lead directly to cooperative behaviors that are conducive to relationship marketing success.” (MORGAN & HUNT, 1994, p.22, in press)

Assim, cooperar tem o sentido de atuar, juntamente com outros, para um mesmo fim, contribuir com trabalho, com esforços, colaborar; compromisso pode se referir a uma obrigação mais ou menos solene assumida por uma ou diversas pessoas, um comprometimento e diz respeito também a um acordo político, a um pacto. (HOUAISS, 2010)

[...] an exchange partner believing that an ongoing relationship with another is so important as to warrant maximum efforts at maintaining it; that is, the committed party believes the relationship is worth working on to ensure that it endures indefinitely. (MORGAN & HUNT, 1994, p.23)

Por fim, confiança supõe uma crença na probidade moral, na sinceridade afetiva, nas qualidades profissionais etc., de outrem, que torna incompatível imaginar um deslize, uma traição, uma demonstração de incompetência de sua parte; também tem o sentido de força interior, segurança, firmeza, crença ou certeza de que suas expectativas serão concretizadas; também se refere à esperança, otimismo, sentimento de respeito, concórdia, segurança mútua. (HOUAISS, 2010)

Valor trata da apreciação ou medida subjetiva da importância de um dado ou fator determinado de qualquer classe em relação a outros dados ou fatores da mesma classe (HOUAISS, 2010). Enquanto que aprendizado refere-se

à aquisição e à construção de diferentes tipos de conhecimentos, competências e habilidades, não se limitando a ter acesso a informações... envolve uma tentativa de desvendar os mecanismos de funcionamento da mente humana com relação ao processo pelo qual indivíduos adquirem e utilizam seus conhecimentos como base para formar suas opiniões e pautar suas ações e tomadas de decisões. (REDE DE PESQUISA EM SISTEMAS PRODUTIVOS E INOVATIVOS LOCAIS, 2010)

É oportuno destacar ainda algumas formas de aprendizado, fundamentais para o desenho de processos pedagógicos. São elas: learning-by-doing, learning-by-using, learning-by-searching, learning-by-interacting and cooperating, learning-by-imitating. Já o conhecimento tácito, diferentemente do codificado (formalizado e estruturado), por sua vez, é o conhecimento que reside em crenças, valores, saberes e habilidades do indivíduo ou organização. (REDE DE PESQUISA EM SISTEMAS PRODUTIVOS E INOVATIVOS LOCAIS, 2010)

Percebe-se nos significados desses conceitos uma dimensão axiológica que os permeia e os aproxima. Pensar em desenvolvimento de um ou outro sem considerar todo o seu espectro é oferecer um “martelo” e esperar que o aluno saiba usar a “caixa de ferramentas”. Assim, levados por interpretações de senso comum, usualmente são utilizadas práticas pedagógicas correspondentes: quantas vezes já vimos programas que visavam o “envolvimento” dos participantes, simularem esse envolvimento em sala de aula a partir de atividades tais como jogos ou disputas do tipo ganha-perde, esperando que o envolvimento visto nessas atividades lúdicas seria automaticamente transferido para o ambiente de trabalho. Embora uma caricatura, isso pode nos ensinar muitas coisas. O que ficou, neste sentido, foi que, ao se pretender “ensinar” valores, há que se desenhar projetos pedagógicos que contemplem todo o espectro possível da dimensão volitiva – cognitiva. Uma das razões do sucesso do Programa Cooperar para Competir residiu, portanto, no atendimento da dimensão axiológica no seu desenho pedagógico. Menos que falar sobre cooperação, por exemplo, procuramos produzir cooperação, ao integrarmos competências, interesses, valores para concebermos projetos conjuntos, culminando com o projeto Unisinbi. O programa foi desenhado visando a vivência conjunta de experiências axiológicas.