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1. BÖLÜM KARAKTER TASARIMI TANIMLANMASI

1.2. Karakter Tasarımının Kullanıldığı Alanlar

1.2.3. Animasyon Karakteri

Predominam no aglomerado de Birigui as micro e pequenas empresas, que representam aproximadamente 80% do total das empresas calçadistas locais, enquanto as empresas de médio porte representam cerca de 15% e as de grande porte apenas 5% do total de empresas do setor. (SINBI, 2009)

O grande número de empresas de porte similar instaladas na mesma região, que se valem de tecnologias, competências e demais recursos muito semelhantes e ofertam produtos voltados para o mesmo segmento de mercado (calçado infantil) basicamente via os mesmos canais de distribuição, torna bastante acirrada a concorrência local, obrigando-as a permanentemente buscar estratégias funcionais e competitivas na busca da sobrevivência e do crescimento. Além de competirem entre si, as empresas de Birigui se deparam, nos mercados em que atuam, com vários fabricantes de calçados infantis de outras cidades de São Paulo, de outros estados brasileiros como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e com produtos importados, em especial de países da Ásia.

Em se tratando das condições de fatores, mais especificamente em termos de recursos naturais e infra-estrutura física, Birigui é cortado por duas rodovias estaduais, a rodovia Marechal Rondon (SP-300), que o liga, no sentido leste, à região próxima à capital do estado e, no sentido oeste, ao estado do Mato Grosso do Sul, e pela rodovia Engenheiro Gabriel Melhado Filho (SP-461), que corta parte da região noroeste do estado. A região, que engloba também a cidade de Araçatuba, distante apenas 11km de Birigui, possui um grande terminal na hidrovia Tietê-Paraná, o Porto Fluvial Pio Prado, aeroporto regional e a Ferrovia Noroeste, ligada ao Porto de Santos. O gasoduto Brasil- Bolívia também passa por Birigüi, oferecendo alternativa de energia barata, limpa e ecologicamente correta. (PREFEITURA DE BIRIGUI; PREFEITURA DE ARAÇATUBA, 2010)

O principal destino da produção de mais de 60 milhões de pares de calçados fabricados por ano em Birigui é o mercado nacional, que em 2009 absorveu 85,7% do total fabricado na cidade. (SINBI, 2009) Dessa forma, ao pensar em condições de demanda e no contexto para estratégia e rivalidade das empresas, estima-se que metade desta produção voltada ao mercado doméstico tenha como destino o estado de São Paulo, considerado maior e mais competitivo mercado comprador do país, enquanto a outra

metade se distribuí pelos demais estados brasileiros. De modo geral, as empresas de Birigui competem nos diferentes segmentos de consumidores de calçados infantís em todo o Brasil, ofertando seus produtos tanto em pequenas lojas do interior do país, quanto em canais de vendas exigentes como os grandes varejistas brasileiros de confecções e calçados e até mesmo em canais destinados a públicos de maior renda, como as lojas especializadas em calçados infantís de shopping centers.

Apesar do calçado de Birigui estar presente em mais de 30 países, as exportações, que já representaram quase 15% da produção calçadista de 2004, cairam para apenas 4,3% em 2009. As razões que levaram a esta redução, segundo empresários locais, estão relacionadas à crise internacional, ao câmbio desfavorável à exportação e ao dinamismo do mercado doméstico, que tem se mostrado mais interessante e acessível do que os mercados internacionais. Apesar disso, as exportações continuam no horizonte estratégico das maioria das empresas de grande porte e de várias médias empresas locais.

Por fim, em termos de setores correlatos e de apoio, estima-se que, na cidade, estejam estabelecidas também cerca de 70 empresas fornecedoras de matérias primas (borrachas, plasticos, tecidos, cola etc), de componentes (palmilhas, solados, matrizes, ilhoses, fivelas e outros adereços), de embalagens (cartonagens) e de equipamentos para calçados. Além destas empresas, a cidade é atendida por representantes comerciais das principais industrias de fornecimento de produtos que o setor necessita, de modo que, apesar de muitos destes insumos, componentes e equipamentos não serem fabricados localmente, existe uma boa e competitiva disponbilidade deles no município.

Birigui concentra ainda um grande número de prestadores de serviços de apoio ao negócio calçado, como transportadoras, serviços de manutenção, de informática, de contabilidade e finanças, agentes de crédito etc. Outra modalidade de prestação de serviços presente no cluster é o de empresas especializadas na execução de etapas específicas da produção calçadista (modelagem, montagem, costura etc), chamadas de empresas terceirizadas. De modo geral, observa-se também uma boa e competitiva oferta dos serviços necessários para a fabricação e distribuição de calçados no local.

A área de treinamento e aperfeiçoamento de recursos humanos, infra-estrutura de informação, científica e tecnológica é fortalecida por diversas instituições como as listadas a seguir:

a) Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – o Centro Paula Souza é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e tem por objetivo a promoção da educação tecnológica. Em Birigui, o Centro Paula Souza é representado pela Escola Técnica (ETEC) Doutor Renato Cordeiro, que oferece ensino médio, curso técnico em administração, em administração empresarial (na modalidade de educação à distância), em enfermagem, em calçados, além ensino médio com matérias na área de calçados;

b) Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui (FATEB) – segundo a própria FATEB, sua busca é pela “formação de profissionais qualificados que possam suprir a carência do mercado desta cidade e região bem, como as demandas sociais e a demanda por melhoria na qualidade de vida da população”. Para tanto, a faculdade oferece cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de ciências e tecnologia (ex. Administração, desenho industrial, sistema de informações, entre outros).

c) Incubadora de empresas Sarkis Nakad – a incubadora de Birigui define-se como um ambiente planejado para acolher e auxiliar micro e pequenas empresas, ainda em seus primeiros estágios de desenvolvimento, de forma a agregar conhecimento, inovação e tecnologia para que processos, produtos e serviços sejam oferecidos com qualidade e competitividade (INCUBADORA DE BIRIGUI, 2010). Atualmente conta com onze empresas residentes e oito empresas graduadas, das quais uma boa parte tem setor calçadista a sua atividade principal. a) SEBRAE-SP – o SEBRAE é uma entidade civil sem fins lucrativos, que busca “estimular e promover as empresas de micro e pequeno porte com as políticas de desenvolvimento econômico e social [...] para obterem as condições necessárias para crescer e acompanhar o ritmo de uma economia competitiva.” (SEBRAE-SP, 2010) A intituição encontra-se em todos os estados da federação e no Distrito Federal, buscando ainda fortalecer o empreendedorismo com iniciativas como parcerias com os setores público e privado, programas de capacitação, acesso ao crédito e à inovação, estímulo ao associativismo, feiras e rodadas de negócios.

b) Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) – criado em 1942, o SENAI é um dos pólos mais importantes de geração e difusão de conhecimento aplicado ao desenvolvimento industrial e o maior complexo de educação profissional da América Latina. Além da formação de recursos humanos, presta serviços como assistência ao setor produtivo, serviços de laboratório, pesquisa aplicada e informação tecnológica. (SENAI, 2010)

c) Serviço Social da Indústria (SESI) – o SESI é uma entidade que presta assistência social aos trabalhadores do setor industrial e de atividades semelhantes em todo o país, além de “estimular a gestão socialmente responsável da empresa industrial” (SESI, 2010). Para tanto, oferece serviços nas áreas de educação, saúde, lazer e esporte, cultura, alimentação, entre outros.

Por fim, no que se refere à infra-estrutura administrativa e aos recursos de capital, o município de Birigui conta com diversas entidades e instituições, também listadas abaixo.

a) Sindicato da Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui (Sinbi) – o Sinbi representa os interesses das empresas associadas participando ativamente de ações governamentais, parcerias e projetos com a FIESP e outras entidades, negociações trabalhistas, entre outras atividades.

b) Sindicato dos Sapateiros de Birigui – ógão de classe filiado à Força Sindical Nacional, que representa os interesses dos trabalhadores do setor calçadista. c) Conselho de Desenvolvimento Industrial (Condei)

d) Associação de Pequenos e Médios Exportadores de Birigui (APEMEBI) – consórcio de exportação que “orienta os participantes nas vendas externas de calçados, na importação de insumos e equipamentos, na elaboração de revistas, catálogos e informativos e outras formas de divulgação no exterior dos produtos fabricados pelos associados.” (SOUZA, 2007)

e) Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empresários do Setor Industrial Associados ao Ciesp da Alta Noroeste do Estado de São Paulo (Sicredi/Ciesp Alta Noroeste) – cooperativa de crédito disponível para 33 municípios da Alta

Noroeste e que “visa baratear o crédito em até 30% para o segmento industrial.” (FOLHA DA REGIÃO, 2004)

Além das entidades acima citadas, a prefeitura e as secretarias municipais complementam a infra-estrutura administrativa.

De modo geral, verifica-se que estão presentes no aglomerado calçadista de Birigui os quatro elementos estabelecidos pelo “Modelo Diamante” de Michael Porter para a competitividade dos clusters. São eles as Condições dos Fatores, o Contexto para a Estratégia e Rivalidade da Empresa, os Setores Correlatos e de Apoio e as Condições de Demanda. (PORTER 1998b)