3.6. BirleĢme ve Satın Alma GerçekleĢtirmiĢ Yöneticilerin AĢırı Güven
3.6.2. BirleĢme ve Satın Alma GerçekleĢtirmiĢ Yöneticilerin AĢırı Güven
3.6.2.1. Model 1: Tobin Q Değerinin Firma Değeri Olarak
Sobre quais textos devem ser entendidos como neorrealistas, a problemática não é simples e envolveria um estudo maior e a elaboração de critérios para análise das obras neorrealistas e a aproximação de um corpus de grande peso. Por enquanto, nos limitamos a aceitar, para a produção literária, o estudo realizado pela teórica Maria Corti, segundo o qual é a combinação de critérios temáticos e formais que enquadra uma obra na etiqueta neorrealista, e não apenas critérios cronológicos. Em outras palavras, nem tudo o que se produziu na Itália entre os anos de 1941 e 1950 é neorrealista e nem tudo o que se produziu antes ou depois disso necessariamente não o é47.
Trata-se de um conjunto de obras disperso no que diz respeito à cronologia, ideologia e forma. Mesmo assim, Corti tenta propor um conjunto de constantes que agregariam as obras neorrealistas sob esse nome, apesar de o Neorrealismo não ter desenvolvido uma ―poética com regras codificantes‖48
.
A primeira constante genérica postulada pela autora é uma ―constante de contraditoriedade‖ que tem ―por base a contraditoriedade do contexto sócio-cultural‖ e está expressa na dualidade entre ―mentalidade burguesa ainda ativa e consciência florescente de um futuro socialmente distinto‖. Essa dualidade apresentou para a
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ASOR ROSA apud CORTI (1978, p. 32).
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Sobre as datas: 1941, dois anos antes do início da Resistência italiana; 1950, dois anos depois do início da ―involução política italiana com as conseqüentes desilusões dos intelectuais e o declínio da narrativa firmemente engajada‖ (CORTI, 1978, p. 29).
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literatura neorrealista problemáticas de ordem ―temática, ideológica, lexical e estilística‖ e gerou, segundo Corti, a partir de uma citação de Italo Calvino, uma cisão entre a realidade social e o protagonista, deixando os textos neorrealistas sempre no ―meio do caminho‖, não conseguindo desenvolver nem a dimensão coletiva nem a individual.
A segunda constante postulada por Corti é um pouco mais específica e trata da novíssima relação da literatura italiana com uma tradição oral recém-desenvolvida durante os anos de Resistência. Essa constante está expressa na ―idéia de uma potencialidade narrativa nova, recém-descoberta‖ e na ―consciência de poder dar início a algo diferente no plano tanto temático quanto formal‖. A citação de Italo Calvino utilizada pela autora nessa argumentação é também retirada do prefácio à segunda edição do Il sentiero dei nidi di ragno (1964) e elucida muito bem a discussão.
Durante a guerra partigiana as história recém-vividas se transformavam e transfiguravam em histórias contadas de noite em volta da fogueira, adquirindo já um estilo, uma linguagem, um humor como de façanha, uma pesquisa de efeitos angustiantes e truculentos. Alguns dos meus contos, alguma páginas deste romance, têm em sua origem esta tradição oral recém nascida, nos fatos, na linguagem49.
A problemática da aproximação oralidade/literatura tem relação ainda com o vínculo existente entre esse narrador oral, o narrador literário desenvolvido a partir do primeiro, e o destinatário de ambas as narrativas. Segundo Corti, por trás do narrador oral havia a inserção de ―uma voz que vinha de baixo, dada a mistura dos estratos sociais nos grupos
partigiani, de atores e testemunhas de fatos‖ e não de relatórios institucionais ou oficiais mediados por funcionários de altos cargos, como acontecia nos comunicados de guerra do Exército Régio.
A partir dessa constatação, Corti lança uma inquietante pergunta: ―Havia de onde fazer nascer uma literatura épica-popular. Porque não nasceu e no seu lugar nasceu o
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Neorrealismo?‖50. A pergunta merece uma longa discussão. Fica aqui a ideia de mais um ideal frustrado na Itália do pós-guerra e de mais uma característica que fundamente o recorte do corpus desta pesquisa: segundo Corti, Beppe Fenoglio, com seu romance póstumo Il partigiano Johnny, constitui a única exceção de uma épica popular bem sucedida nos autores neorrealistas.
A terceira constante trata da tensão moral e formal de que estavam dominados os escritores do Neorrealismo na Itália. Tal tensão, como também a segunda constante da ―idéia de uma potencialidade narrativa nova‖, nasce da impossibilidade de aqueles escritores permanecerem, em qualquer lugar da península, indiferentes a ―uma nova realidade popular e a um novo sentido de coletividade como força ativa e comunicante‖. De onde deriva a constante que está expressa no ―programa de engajamento, a consciência de um engajamento como modelo de comportamento absoluto do intelectual e do artista‖51.
Logo, o que entendo aqui como Neorrealismo é um conjunto de obras e autores que estavam lidando em seus textos diretamente com essas questões, sem resolvê-las. Pois o Neorrealismo ―é um modo de organizar-se da experiência histórico-social de um momento da coletividade italiana; daqui sua função de signo em uma tipologia da cultura italiana pós-bélica‖52.
2.3 A literatura neorrealista em divergências
Faço minhas, novamente, as palavras de Corti, quando a autora afirma que poucos são os autores cuja produção possa ser entendida como inteiramente neorrealista, já que o Neorrealismo nasce de um momento histórico, e não de uma imposição ou suposição
50 A autora cita em resposta a célebre frase do germanista Cesare Cases: ―Vivemos em um país onde se
verificam sempre as causas e nunca os efeitos‖. A discussão prossegue no texto em questão, a que enviamos para possível aprofundamento (CORTI, 1978, p. 35).
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Sobre o desenrolar mal sucedido de muitas das pretensões explicitadas nessas constantes, enviamos ao mesmo texto de Maria Corti, em que a autora trata das dificuldades, para o escritor neorrealista, em realizar plenamente seu propósito (CORTI, 1978, p. 36).
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