2.1. MİLLÎ MÜCADELENİN GENEL MANZARASI
2.1.2. Millî Mücadele Sürecinde Halkın Durumu
A realização do projeto Pedagogia Cidadã, na prefeitura pesquisada, aconteceu no período de outubro de 2002 até maio de 2005. Para tanto, foram utilizados cinco ambientes de aprendizagem, localizados em dois espaços diferentes: Fundação Municipal de Educação - 2 salas de aula (uma para cada turma), 1 laboratório de informática com 20 computadores conectados à Internet, 1 sala de aula com capacidade para 100 alunas, onde eram exibidas as videoconferências – e Departamento Municipal de Educação - 1 anfiteatro onde eram exibidas as teleconferências.
As atividades do projeto foram organizadas em 4h diárias, de segunda a sábado. Essas atividades eram as seguintes: trabalhos monitorados com as professoras/tutoras, atividades no laboratório de informática, 2 videoconferências por semana e uma teleconferência a cada 15 dias.
Nas salas de aula, as professoras/alunas realizavam atividades monitoradas por uma professora/tutora. Os trabalhos eram baseados nos conteúdos dos cadernos de formação de cada módulo de aprendizagem. Nas turmas pesquisadas, as principais estratégias de estudo foram: seminários, exibição de filmes, discussão dos textos em
grupos, aulas expositivas, uso de dinâmicas, oficinas pedagógicas, promoção de passeios dirigidos e presença de convidados para realização de palestras.
Antes de apresentar cada módulo de aprendizagem às professoras/alunas, as professoras/tutoras participavam de um Seminário de Capacitação em São Paulo, com duração, em geral, de 15 horas. Nesses eventos os organizadores dos cadernos de formação apresentavam e discutiam os conteúdos a serem estudados pelas professoras/alunas. O Prof. Dr. Palma Filho em sua entrevista falou sobre esses seminários:
É, os Seminários não estavam nem previstos. Os Seminários surgiram quando nós vimos, logo no primeiro Caderno, que não ia haver tele e nem vídeo basicamente [nos primeiros meses do curso]. Então, a gente ia trabalhar muito em cima de texto e, aí, tinha 2 problemas: tinha que ter textos bons no Caderno e tinha que dar um preparo para os professores, porque os professores, na realidade, têm que dar conta de todos os temas. Como é o teu caso, você é psicóloga, como você vai encarar matemática? Então, você, realmente, tem que fazer o Seminário para poder orientar um pouco como é que trabalha o Caderno, quais são as questões principais que têm o texto. E, também, nós tivemos Seminários bons e Seminários péssimos. Teve Seminário que eu tenho certeza que vocês não aproveitaram nada, porque o Seminário não foi bem feito, não foi bem dado e etc.
Além das atividades com a professora/tutora, uma vez por semana as alunas utilizavam por duas horas o laboratório de informática. As turmas foram distribuídas de forma que houvesse um computador para cada aluna. Nesse espaço, elas
aprenderam noções básicas para navegar na Internet e para utilizarem o software
Microsoft Office. Para isso, contaram com o apoio de um estagiário. Essas noções
passadas tinham o intuito de auxiliá-las em pesquisas para a preparação de aulas e trabalhos acadêmicos.
Esses conteúdos de informática foram dados a elas sem qualquer orientação da coordenação central do projeto Pedagogia Cidadã. Essa iniciativa partiu dos estagiários, das professoras/tutoras e professoras orientadoras das turmas, dado a existência do laboratório de informática e falta de material didático. Os estagiários, então, procuraram orientar as professoras/alunas no que elas queriam saber e, quase sempre, essas dúvidas eram quanto ao uso da Internet e do software Microsoft Office.
As teleconferências eram geradas para todos os Pólos receptores e ficavam sob a responsabilidade de professores universitários da própria Unesp ou por ela convidados. As teleconferências aconteciam às sextas-feiras (quinzenalmente). No município pesquisado, elas eram exibidas em um telão, em um ambiente confortável, com cadeiras almofadadas e boa qualidade de som. Além disso, tínhamos um telefone à disposição, para que as alunas enviassem perguntas aos professores palestrantes.
Já as videoconferências, geradas nos estúdios localizados nos diversos Pólos da Unesp, eram proferidas por docentes-pesquisadores de cada universidade ou por educadores convidados. As videoconferências eram exibidas duas vezes por semana. As turmas pesquisadas assistiam às videoconferências em um televisor de 29 polegadas cujas qualidades de imagem e som eram ruins. Nas videoconferências, a comunicação com o palestrante podia ser feita simultaneamente através de uma
municípios que recebem o sinal podem vê-la. A seguir, o coordenador do projeto descreve as tele e videoconferências:
As teleconferências abordam um tema mais geral, elas não têm aquela especificidade da vídeo. Na tele, primeiro você escolhe um professor universitário que já tem uma visão maior do todo do assunto, do tema. Há uma interação, é interessante que a vídeo também permite uma interação, mas eu tenho observado certas vídeos que não há interação. No caso da tele tem. Teve algumas que eu vi, você fala meia hora e já começam as perguntas e, aí, quando tem essas perguntas a dinâmica fica melhor, pelo menos para mim fica, pois eu sou mais objetivo na pergunta. Então, o que eu acho que faz com que o pessoal goste mais da tele é um pouco isso: primeiro o profissional geralmente é um cara mais gabaritado, quer dizer, ele já tem uma experiência na área, então, ele pode dar mais exemplos sobre o assunto, ele não fica tão preso ao texto. Se bem que nós tivemos teleconferências que a pessoa leu o tempo inteiro, aí fica também muito chato. E outra, ela cansa menos, porque são 2 por mês. As vídeos, onde está funcionando direitinho, são duas por semana. É cansativo, e é à noite, também, na maior parte das turmas. O fato de ser à noite, se a dinâmica não for boa, o pessoal cansa logo. (trecho da entrevista com o
Prof. Dr. Palma Filho).
Dessa forma, tentei caracterizar o formato/metodologia de trabalho do projeto Pedagogia Cidadã no município estudado. No próximo tópico, detalharei os papéis dos profissionais envolvidos nesse projeto.