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1.1. Problem Durumu

1.1.3. Müfredatlar

1.1.3.3. Lise Tarih Müfredatı

Pasquali (2010) divide esta etapa na análise semântica dos itens e análise dos juízes (Passo 5 da FIG. 1). Para se concretizar uma análise semântica recorre-se a duas técnicas diferentes. A primeira, realizar um pré-teste com uma amostra de sujeitos da população-alvo. A segunda, fazer um brainstorming com grupos de três a

4 (quatro) sujeitos. A análise dos juízes, representada pela validade de conteúdo do instrumento, objetiva a verificação da representatividade do construto por meio dos itens.

A análise semântica dos 34 itens ou critérios de observação propostos para a primeira versão do TCTP:Bb se realizou com cinco técnicos de basquetebol com experiência em categorias de formação e alto rendimento. Os técnicos fizeram a leitura dos 34 itens e solicitou-se a estes para reproduzirem aquilo que o item estava solicitando. Esse processo contribuiu para ajustar a redação de alguns dos itens e preparar o instrumento para a análise dos juízes (análise de conteúdo).

Para a análise de conteúdo, por meio dos juízes, utilizou-se o denominado Coeficiente de Validade de Conteúdo proposto por Hernández-Nieto (2002) que considera necessário determinar a validade de conteúdo da clareza de linguagem, da pertinência prática e da relevância teórica, por meio do Coeficiente de Validade de Conteúdo para Cada item do instrumento (CVCc) e para o instrumento como um

todo (CVCt).

Ainda investigou-se também a dimensão teórica para cada um dos 34 itens/critérios, isto é, se as ações propostas representam dimensões ou situações de ataque e defesa típicas do basquetebol, por meio da participação de um jogador (ações individuais), dois jogadores ou três jogadores (ações de grupo).

A validade de conteúdo da clareza de linguagem, da pertinência prática e da relevância teórica é calculada com base nas respostas dos juízes, por meio da utilização de uma escala tipo Likert de 5 (cinco) pontos. Hernandez-Nieto (2002) recomenda mínimo três e máximo cinco juízes para realizar este processo.

A clareza de linguagem, diz respeito aos termos e a linguagem utilizada em cada um dos itens. Analisa se a forma de escrita e a redação apresentada são de fácil compreensão (HERNANDEZ-NIETO, 2002). Para avaliação da primeira versão do TCTP:Bb no que se refere a clareza de linguagem, perguntou-se para os juízes se a

linguagem de cada item/critério de observação era suficientemente clara, compreensível e adequada para a população que faria uso do instrumento proposto.

A pertinência prática visa conhecer se o item é representativo da situação tática individual ou grupal a ser observada e se possui importância para o quê o instrumento se propõe a avaliar (HERNANDEZ-NIETO, 2002). Perguntou-se para os juízes se os itens propostos eram pertinentes para avaliar o comportamento tático- técnico de jogadores de basquetebol entre os 12 aos 19 anos de idade.

A relevância teórica considera o grau de associação entre o item e a teoria ou construto que pretende ser mensurado (HERNANDEZ-NIETO, 2002). Perguntou-se para os juízes se o conteúdo do item/critério de observação era representativo do comportamento tático e técnico que se quer medir ou de uma das dimensões/situações dele, considerando a teoria em questão (conhecimento tático processual no basquetebol).

No que se refere a dimensão teórica, perguntou-se para os juízes se o conteúdo do item/critério de observação pertence a determinada dimensão/situação no ataque ou na defesa e se era uma ação individual ou de grupo entre dois ou três jogadores. De posse da primeira versão do TCTP:Bb, após a análise semântica, elaborou-se uma planilha para avaliar o nível de adequação dos itens no que se refere a clareza de linguagem, pertinência prática, relevância teórica e dimensão teórica (APÊNDICE B).

A primeira versão do TCTP:Bb foi encaminhada para avaliação de 5 (cinco) juízes formados em educação física e com experiência mínima de 10 anos atuando como técnicos e pesquisadores na área da pedagogia dos jogos desportivos e no processo de iniciação esportiva, especialização e alto nível de rendimento no basquetebol (TAB. 2). A seguir a TAB. 2 traz o perfil dos juízes que participaram da avaliação do instrumento:

TABELA 2

Perfil dos juízes que participaram da avaliação do instrumento

JUIZ FORMAÇÃO E ATUAÇÃO NO BASQUETEBOL EXPERIÊNCIA

Juiz 1 Especialista. Experiência como professor – técnico nas categorias

mini-basquete, sub-13, sub-14, sub-15 e sub-16. 10 anos.

Juiz 2 Doutor. Experiência como professor – técnico nas categorias mini-

basquete, sub-13, sub-15 e sub-19. 15 anos

Juiz 3 Doutor. Experiência como professor – técnico nas categorias mini-

basquete, sub-13, sub-14, sub-15, sub-16, sub-17, sub-18 e sub- 19.

21 anos Juiz 4 Doutor. Experiência como professor de graduação e pós-

graduação. Linha de pesquisa: análise estrutural e funcional das situações de ensino-aprendizagem dos jogos esportivos coletivos.

21 anos

Juiz 5 Mestre. Experiência como professor – técnico nas categorias mini-

basquete, sub-13, sub-14 e sub-19. 10 anos

Fonte: Dados da Pesquisa

Uma das exigências colocadas por Pasquali (2010) consiste em que os peritos apresentem um grau diverso de experiência. Assim, como se observa na TAB. 2 os peritos consultados destacam-se pela variabilidade de áreas em que atuam dentro do basquetebol, sendo não somente treinadores da modalidade, ou pessoas com longa experiência como jogadores.

Para proceder a avaliação de cada um dos itens/critérios, recorreu-se a uma escala tipo Likert que variou de 1 a 5 pontos, em que cada um dos cinco juízes deveria dar uma nota conforme o nível de adequação no que se refere a clareza de linguagem, pertinência prática e relevância teórica. Assim, 1 correspondia a um item/critério avaliado como inadequado, 2 pouquíssimo adequado, 3 pouco adequado, 4 adequado e 5 muito adequado.

Os juízes paralelamente também avaliaram a dimensão teórica dos itens, isto é, se representavam ações táticas individuais ou de grupo no ataque ou na defesa. Para isso, os juízes selecionaram a dimensão que melhor representava cada item/critério, marcando com um “x” no espaço correspondente na planilha de avaliação.

Após receber as planilhas com as respostas dos juízes, o cálculo do Coeficiente de Validade do Conteúdo (CVC) para a clareza de linguagem, pertinência prática e

relevância teórica foi realizado como proposto por Hernández-Nieto (2002) da seguinte maneira:

1) com base nas notas dos juízes, calculou-se a média das notas de cada item (Mx): J x M J i i x

  1 (1)

onde xi representa a soma das notas dos juízes e J representa o número

de juízes que avaliaram o item.

2) Com base na média, calculou-se o CVC para cada item (CVCi):

máx x i V M CVC  (2)

onde Vmáx representa o valor máximo que o item poderia receber.

3) Realizou-se ainda o cálculo do erro (Pei), para descontar possíveis vieses

dos juízes avaliadores, para cada item:

J i J Pe        1 (3)

4) Com isso, o CVC final de cada item (CVCc) foi assim calculado:

i i

c CVC Pe

CVC   (4)

5) Para o cálculo do CVC total do questionário (CVCt), para cada uma das

características (clareza de linguagem, pertinência prática e relevância teórica), utilizou-se:

i i

t Mcvc Mpe

CVC   (5)

onde Mcvci representa a média dos Coeficientes de Validade de Conteúdo

dos itens do questionário e Mpei,, a média dos erros dos itens do

geral, isto é, a média calculada para todos os itens referente a clareza de linguagem, pertinência prática e relevância teórica.

Após o cálculo do CVC, Hernandez-Nieto (2002) recomenda que só os itens que alcançaram CVCc > 0,80 no quesito pertinência prática e relevância teórica sejam

mantidos no instrumento. Os itens que não alcançaram esse ponto de corte no quesito clareza de linguagem devem ser reformulados e encaminhados para nova avaliação dos juízes (HERNADEZ-NIETO, 2002).

Para análise da dimensão teórica da versão preliminar do TCTP:Bb, solicitou-se para cada um dos juízes classificarem os 34 item em uma dimensão de ataque ou defesa, isto é, avaliar se o item era representativo de uma situação individual ou de grupo no ataque ou na defesa.

Calculou-se o Coeficiente de Kappa de Cohen e médio no intuito de examinar a concordância entre os juízes. Para isso, foi necessário calcular o Coeficiente de

Kappa de Cohen, entre o juiz 01 e juiz 02, juiz 01 e juiz 03, e assim sucessivamente

até comparar todos os juízes entre si. Foram necessárias ao todo dez comparações. Por fim, calculou-se a média dos dez coeficientes resultantes para cada uma das comparações para se chegar ao valor final do Coeficiente de Kappa de Cohen.

Pasquali (2010) recomenda a aplicação do Coeficiente Kappa médio no caso de contar com mais de três juízes para avaliação da dimensão teórica do instrumento proposto, o que fora o caso deste trabalho em que se contou com a participação de cinco peritos.

Os valores do Coeficiente de Kappa médio foram interpretados conforme classificação sugerida por Landis e Koch (1977), em que valores entre 0,01 a 0,20 apresentam concordância leve; entre 0,21 e 0,4 regular; entre 0,41 e 0,6, moderada; entre 0,61 e 0,8, substancial e entre 0,81 e 1,0 perfeita.

Após o cálculo do CVC e da análise da dimensionalidade teórica a segunda versão do TCTP:Bb foi confirmada e os procedimentos teóricos finalizados. Portanto, os itens propostos encontram-se prontos para aplicação, por meio dos procedimentos experimentais, de forma a se completar os passos solicitados por Pasquali (2010) na sua proposta de validação de instrumentos psicológicos.