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1.2. Çeviri Alanında Çeviri Alanıyla Sınırlı Sosyolojik Yaklaşımlar

1.3.2. Niklas Luhmann Odaklı Çeviri Sosyolojisi

Segundo DUNNE & LEOPOLD (1978), a zona sub-superficial saturada ou zona freática é a fonte de água doce mais importante do mundo: 21% do total de água doce do planeta ou 97% da água doce não congelada. Segundo GUERRA & CUNHA (1998), estimativas do DNAEE realizadas em 1984, revelaram

Urbanização Densidade População aumenta Volume de águas servidas aumenta Demanda de água aumenta Qualidade das águas pluviais deteriora Problema de recursos hídricos Qualidade dos cursos receptores deteriora Área impermeabilizada aumenta Modificações no sistema de drenagem Clima urbano se altera Densidade de construções aumenta Escoamento superficial direto aumenta Escoamento superficial direto aumenta Velocidade de escoamento aumenta Qualidade dos cursos receptores deteriora Tempo de concentração e recessão menores Recarga subterrânea diminui Picos das cheias aumentam Problemas de controle de poluição

que o ano de 1990, no Brasil, seria um período de consumo baixo: 10 km3 / ano para uso doméstico e público, 8 km3 / ano para indústrias e 16 km3 / ano para a agricultura, os quais representariam apenas 0,6% do potencial da água superficial. Segundo CLEARY (1989), estima-se, para o Brasil, um volume de 0,11 x 106 km3 de água subterrânea. Entretanto, o mesmo autor ressalta que este volume é pouco utilizado devido às condições climáticas e geológicas que favorecem uma grande ocorrência de águas superficiais (cursos d’água), principalmente na Região Sudeste do Brasil, onde se concentram as maiores manchas populacionais.

A água subterrânea ou sub-superficial tem sua origem nos processos de precipitação, infiltração e percolação da precipitada, ou seja, da água superficial (Figuras 1.4 e 1.5).

Segundo GUERRA & CUNHA (1998), o plano situado na porção extrema superior da zona subterrânea saturada é chamado de lençol d’água. Abaixo deste plano, encontram-se poros intergranulares de solos ou rochas que mantêm a água retida, sendo que um pouco acima deste plano, situa-se a franja capilar, resultante da atuação da força capilar, na faixa de aeração imediatamente acima da zona saturada. Dependendo-se do tipo de solo, a franja capilar pode elevar-se somente poucos centímetros em solos cascalhentos ou atingir muitos metros em solos argilosos. Analisando-se as forças capilares, em zonas não saturadas, observa-se que as mesmas permitem a retenção de água na interface água-ar em pressões negativas impedindo, assim, a sua fluidez, contrapondo ao que acontece na zona saturada, onde se apresenta uma pressão atmosférica.

Observa-se que o volume de água estocada eleva-se quando há uma recarga de água recebida pela zona saturada por meio da não saturada, o que conseqüentemente aumenta o nível do lençol freático. Esta elevação gera um nível

mais íngreme, o que aumenta a velocidade do fluxo. Segundo CLEARY (1989), um fluxo subterrâneo rápido apresenta-se da ordem de 1m / dia, enquanto um rio de alta velocidade atinge velocidades em torno de 1m/s. No momento em que o lençol freático encontra-se com a superfície, a água se manifestará para fora do ambiente subterrâneo.

Adota-se, geralmente, segundo GUERRA & CUNHA (1998), os divisores de água das bacias hidrogeológicas, num certo grau de aproximação, correspondentes aos de bacias hidrográficas subterrâneas, o que, comentam os autores, não é uma regra geral, visto que os contornos de uma unidade subterrânea não necessariamente coincidem com os divisores traçados de acordo com a topografia encontrada devido aos controles lito-estruturais do substrato geológico e também as possíveis ocorrências de inversões de relevo da evolução geomorfológica, segundo mostram os trabalhos de MEIS & MOURA (1984) e COELHO NETO & FERNANDES (1990).

Desta forma, define-se aqüífero como uma unidade geológica com capacidade de armazenar e transmitir água em quantidade relevante e regida por gradiente hidráulico natural implicando-se na presença de materiais com porosidade conectados entre si e com boa permeabilidade. Um aqüífero consubstancia-se com grandes áreas, o que permite um grande acúmulo de água superior ao que é drenado para fora do ambiente subterrâneo. Dá-se o nome de aquitarde à unidade geológica que se apresentam acumuladoras de água, mas que a confina não permitindo sua movimentação, a não ser a velocidades ínfimas (Figura 1.7).

Figura 1.7 – Diagrama esquemático representando: franja capilar, aqüífero freático, aquitarde, aqüífero confinado, nível potenciométrico dos aqüíferos e artesianismo. Adaptado de

GUERRA & CUNHA (1998)

Referenciando-se à figura acima, quando a água subterrânea está em livre contato com a atmosfera por meio de poros do aqüífero, este se chama aqüífero não confinado, livre ou freático, apresentando como limite o lençol d’água. Já o aqüífero limitado superiormente por um aquitarde, chama-se aqüífero confinado e não possui superfície de água livre ou freática, apresentando-se saturado em sua espessura e sendo recarregado por aquitardes ou por afloramentos da camada confinada na superfície do terreno. Aos aqüíferos confinados sob alta pressão que apresentam a propriedade de extravasar água naturalmente por meio de fraturamentos que podem transpor o aqüífero, o aquitarde e as camadas superiores, ou por meio de poços escavados, são chamados de artesianos. Observa-se também a formação de faixas de saturação temporária que podem ocorrer acima de aquitardes de menor extensão ou locais, que são chamadas de lençóis d’água temporários suspensos, geralmente

franja capilar aqüífero freático aquitarde aqüífero confinado aquitarde meta-arenito meta-argilito Pz – piezômetro PA – poço artesiano Pz Pz Pz PA lençol suspenso superfície potenciométrica FALHA ou FRATURA

situados acima do lençol d’água regional principal e com formação durante alguns eventos chuvosos e na estação chuvosa.

Assim sendo, as zonas saturadas encontram-se sobre poro-pressão positiva, as quais podem atingir pressões superiores à atmosférica. A superfície que representa o nível de pressão do aqüífero é chamada de superfície piezométrica. Em aqüíferos confinados sob alta pressão, apresenta-se comum o termo superfície potenciométrica. A medida da pressão da água em determinado ponto é feita através da inserção de tubos fechados com ponta porosa denominados piezômetros (Figura 1.7), os quais medem a altura da água em metros. A instalação destes equipamentos em diferentes pontos de uma bacia hidrográfica permite mapear as variações de carga piezométrica, a partir das quais traçam-se linhas de igual carga ou potencial piezométrico, denominadas linhas equipotenciais. Observa-se que entre os pontos de baixa e alta carga piezométrica, apresentam-se fluxos d’água subterrâneos que formam ângulos retos com as linhas equipotenciais. Logo, essas linhas de fluxos reproduzem a trajetória da água, enquanto que as linhas equipotenciais reproduzem os estados de igual energia potencial.

Conforme visto, os estudos sobre o escoamento das águas (superficiais e subterrâneas) em suas diferentes trajetórias reveste-se de grande importância em relação aos fenômenos erosivos e ao fenômeno das inundações.

Observa-se que estes estudos apresentam-se de grande importância para o conhecimento da vocação hidrológica de cada bacia hidrográfica, sendo os mesmos de direta aplicação para previsões relacionadas ao escoamento superficial e para a recarga de mananciais subterrâneos, dentre as quais citam-se as enchentes, a propagação de poluentes para os cursos d’água, o que auxilia no planejamento

integrado da bacia hidrográfica em relação ao uso da água e aos usos e manejos mais adequados dos solos.