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IV. Laboratuvar incelemeleri ve diğer tanısal testler: Mikrobiyolojik inceleme:
Carroll (1979) propôs um modelo conceitual para os gestores das empresas, que de uma certa forma contempla o significado amplo da Responsabilidade Social. Na sua proposta, a definição deve incluir uma variedade de responsabilidades dos negócios para a sociedade, e, ainda, esclarecer os componentes de RSE que estão além de gerar lucros e obedecer a lei.
[...] a responsabilidade social dos negócios engloba as expectativas econômicas, legais, éticas e discricionárias que a sociedade tem da organização num dado ponto de tempo.
(Carroll, 1979, p. 500, apud Carroll, 1999, p. 282)
A pirâmide da responsabilidade social corporativa desenvolvida por Carroll integra a maioria dos argumentos do debate da RSE em um modelo único A estrutura de quatro dimensões define responsabilidade social como responsabilidade econômica, legal, ética e filantrópica surgidas das expectativas da sociedade, como mostra a figura 1, adiante.
i) Responsabilidade Econômica
Os negócios têm uma responsabilidade de natureza econômica, pois, antes de mais nada, a instituição dos negócios é a unidade econômica básica da nossa sociedade, e como tal tem a responsabilidade de produzir bens e serviços que a sociedade deseja e vendê-los com lucro. Todos os outros papéis dos negócios são atributos derivados desse pressuposto fundamental. Produzir e vender bens e serviços para obter lucro é a base do funcionamento do sistema capitalista. A sociedade espera que os negócios realizem lucros; é um incentivo e uma recompensa para sua eficiência e eficácia.
ii) Responsabilidade Legal
A sociedade espera que os negócios obedeçam às leis. O ordenamento jurídico legal representa as regras do jogo pelas quais os negócios devem funcionar. A sociedade espera que os negócios realizem sua missão econômica dentro dos requisitos legais estabelecidos pelo sistema legal da sociedade. Obedecer à lei é uma das condições para a existência dos negócios na sociedade; atuar dentro das regras estabelecidas pela sociedade. Espera-se que os negócios ofereçam produtos que tenham padrões de segurança e obedeçam a regulamentações ambientais estabelecidas pelo governo. Leis são o resultado de processos de políticas públicas e formam o ambiente legal e institucional no qual os negócios operam.
iii) Responsabilidade ética
Responsabilidade ética representa o comportamento e as normas éticas que a sociedade espera dos negócios, que tem adquirido cada vez maior importância, principalmente porque os níveis de tolerância da sociedade em relação a comportamentos antiéticos estão cada vez menores. O que implica análise e reflexão ética e exige que a tomada de decisões seja feita considerando- se as conseqüências de suas ações, honrando o direito dos outros, cumprindo deveres e
evitando prejudicar os outros. Também significa procurar justiça e equilíbrio nos interesses de vários grupos atuantes nas corporações: empregados, consumidores, fornecedores e os residentes da comunidade na qual os negócios operam.
iv) Filantropia Empresarial
A filantropia empresarial consiste nas ações discricionárias tomadas pela gerência em reposta às expectativas sociais e representam os papéis voluntários que os negócios assumem onde a sociedade não provê uma expectativa clara e precisa como nos outros componentes. Essas expectativas são dirigidas pelas normas sociais e ficam por conta do julgamento individual dos gestores e da corporação. Essas atividades são guiadas pelo desejo dos negócios em se engajar em papéis sociais não legalmente obrigatórios e que não são expectativas no senso ético, mas estão se tornando cada vez mais estratégicas. Exemplos dessas atividades: contribuições filantrópicas, condução de programas internos para usuários de drogas, treinamento de desempregados, extensão de benefícios para os familiares dos funcionários, academias no local de trabalho, programas comunitários etc. Programas filantrópicos são a dimensão mais aberta da RSE; muitos pensam que a responsabilidade econômica é o que as empresas fazem por si mesmas, e os outros componentes o que fazem pelos outros.
FIGURA 1.: PIRÂMIDE DA RSE
Responsabilidades Filantrópicas
Ser um bom cidadão
Contribuir com recursos para a comunidade, melhorar a
qualidade de vida
Responsabilidades Éticas
Seja Ética
Obrigação de fazer o que é certo, justo. Evitar danos.
Responsabilidades Legal
Obedecer a Lei
A legislação é a codificação do certo e errado
da sociedade
Jogar dentro das regras do jogo
Responsabilidades Econômicas
Ser Lucrativo
A base da responsabilidade sobre a qual derivam as outras
Fonte:
The Pyramid of Corporate Social Responsability
SOURCE: Archie B. Carroll, "The Pyramid of Corporate Social Responsability: Toward the Moral Management of Organizational Stakeholders," Business Horizons (July-August, 1991).
A definição de Carroll é mais abrangente porque a Responsabilidade Social é um conjunto de dimensões das relações interdependentes entre empresas e sociedade. Embora Carroll destaque que essas dimensões não implicam uma seqüência ou estágios de desenvolvimento da RSE, fica claro que a ênfase da sua definição é na dimensão econômica e legal, e que não é suficiente e sim essencial o desempenho econômico e o cumprimento das leis. Os outros papéis são derivados da missão econômica. Contudo, a dimensão ética fica à mercê da compreensão do que são comportamentos éticos e antiéticos. E a responsabilidade discricionária fica à mercê da compreensão do contexto e de situações particulares nos quais se desenvolvem as ações e programas sociais específicos.
Segundo Wood (1996) a visão estrutural e funcional de Carroll intuitivamente é atrativa, mas não se distancia muito da visão clássica de que o negócio dos negócios são os negócios (the
only business of business is busines, (Friedman, 1979, apud Wood, Collins, Carroll) e acaba
levando mais a focar no conteúdo e debate ideológico da RSE do que orientar o comportamento social empresarial.
Essa abordagem é inconclusiva porque é intrincado definir o que constitui um comportamento socialmente responsável, principalmente quando envolve esferas de atuação fora do controle da empresa e depende do julgamento de grupos e indivíduos do que é ético, moral e socialmente responsável. Nesse sentido, adota-se uma visão pragmática orientada para atender aos agentes sociais que se relacionam com as empresas. A visão pragmática permite introduzir a idéia de processos, práticas ou procedimentos, nos quais e a partir dos quais se apresentam os princípios, objetivos e diretrizes. Dessa forma, em vez de o debate ideológico se perpetuar, pode-se falar em processos adequados ou inadequados.