II. BÖLÜM
3.3. Ba ımsızlık Sonrası Azerbaycan Ekonomisi: Tarihsel Yakla ım
3.3.2. kinci Dönem: stikrar Çabaları (1995 2000)
A análise do comprometimento da saúde sexual feminina por meio do escore total do FSFI não identificou alterações entre as pacientes com os diferentes graus de obesidade, reunidas nos grupos 1 e 2. Todavia, no grupo de pacientes obesas nas quais foram encontradas disfunções (CD), estas foram significativamente predominantes quando foi realizada a avaliação dos escores individuais de três dos seis domínios analisados.
5.1.1. Escore total
Foi observado no presente estudo que o escore total do FSFI (Figuras 1 e 2) das pacientes com obesidade nos graus I e II (grupo 1) não diferiu daquele obtido para aquelas portadoras do grau III de obesidade (grupo 2), nem mesmo quando os resultados foram analisados separadamente, por cada um dos 6 domínios (Figuras 3). Esses resultados são contrários àqueles de alguns trabalhos que encontraram a obesidade como fator causal no aumento do grau de disfunção sexual dos sujeitos (Kolotkin et al 2001, 2006, 2008; Wadden
45 et al 2006) ainda que essas disfunções possam estar mais associadas aos aspectos emocionais, envolvendo baixa auto-estima e piora na avaliação da auto-imagem corporal. Os autores argumentam que esses fatores poderiam explicar um maior impacto da obesidade na qualidade de vida sexual feminina, uma vez que esse grupo estaria, segundo essa visão, mais propenso aos impactos no campo psicológico (Hammoud et al 2009; Kolotkin et al 2001, 2006, 2008; Wadden et al 2006).
Por outro lado, em estudo censitário realizado na Suécia por Adolfsson et al (2004), foram aplicados questionários sobre a qualidade de vida sexual em 830 mulheres e também não foram encontradas associação entre IMC e aumento no índice de disfunção sexual. Yaylali et al (2010) estudaram uma população de 75 mulheres turcas, sendo 45 delas portadoras de obesidade ou sobrepeso, e também não encontraram significância estatística nos escores de FSFI entre os dois grupos. Todavia é importante salientar que, nesses estudos, as pacientes portadoras de obesidade não foram agrupadas de acordo com seus índices de IMC (grau I, II e III de obesidade) o que pode interferir na interpretação final dos resultados, já que indivíduos com graus I e II de obesidade comportam-se como indivíduos não obesos em relação à qualidade de vida (Kolotkin et al 2001).
Em estudo recente, Kadioglu et al (2010) publicaram resultados bem semelhantes aos estudos citados anteriormente, com a diferença de terem separado as pacientes nos grupos I, II e III, de acordo com o IMC. Nesse delineamento também não foi encontrada relação entre o IMC e os escores do FSFI, reforçando os resultados aqui apresentados, uma vez que ambos não demonstraram relação entre a presença de obesidade e aumento nos índices de disfunção sexual feminina.
Assim, observa-se que outros autores encontraram evidências de que não há correlação entre obesidade e uma maior incidência de disfunção sexual (Kadioglu et al 2009; Adolfssom et al 2004; Yaylali et al 2010), que estão em acordo com os resultados do presente estudo. É
46 importante enfatizar também que dois desses trabalhos utilizaram o FSFI para acessar a função sexual das pacientes, reforçando ainda mais a comparação com os resultados aqui encontrados (Kadioglu et al 2009; Yaylali et al 2010) .
Desse modo, observa-se que os resultados da literatura são divergentes, o que parece ser decorrente das diferentes metodologias empregadas, uma vez que nem todos os estudos utilizaram o mesmo instrumento para diagnóstico da DSF, ou agruparam as pacientes de forma semelhante, observando diferentes graus de obesidade e faixas etárias. Outro ponto que deve ser considerado é a ausência do grupo controle em alguns desses trabalhos, como é o caso de Kolotkin et al 2001, 2008 e deste estudo.
5.1.2. . Principais domínios sexuais afetados nas pacientes com disfunção sexual
Ao proceder à análise dos dados dos questionários do FSFI, separando os 6 domínios individualmente, foi verificado que as pacientes portadoras de disfunção sexual não foram afetadas de forma homogênea. A análise estatística evidenciou que os menores escores foram registrados para os domínios de excitação, desejo e orgasmo, indicando que esses são os principais afetados na resposta geral da função sexual das pacientes.
Esposito et al (2007) analisaram cinquenta e duas mulheres com disfunção sexual, e encontraram que as mesmas apresentavam escores mais baixos em todos os domínios do FSFI, quando comparadas com sessenta e seis pacientes sem disfunção. O mesmo estudo evidenciou uma forte correlação negativa entre os índices de IMC em quatro domínios (excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação) dos seis medidos pelo FSFI. Também utilizando o FSFI, Assimakopolus et al (2006) compararam sessenta pacientes obesas com
47 cinquenta mulheres não obesas, encontrando escores mais baixos nas primeiras para a maioria dos aspectos do questionário, exceto em relação ao domínio da dor.
Em estudo recente, Assimakopolus et al (2011) acompanharam cinquenta e nove pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica, e verificaram um aumento do escore em todos os domínios das funções sexuais, exceto orgasmo, um ano após o procedimento cirúrgico. Do mesmo modo, Kolotkin et all (2006, 2008) estudaram grupos de mulheres que buscavam cirurgia bariátrica, relatando que as mulheres portadoras de disfunção sexual foram afetadas em todas as quatro dimensões medidas pela dimensão sexual do IWQOL.
Os dados apresentados neste trabalho estão de acordo com essas evidências da literatura e demonstram que o impacto sobre a qualidade de vida sexual destas pacientes não ocorre de forma homogênea, afetando principalmente os domínios de excitação e orgasmo, que são afetados de forma mais acentuada do que as demais. Estes resultados estão de acordo com a literatura, uma vez que disfunções de desejo e orgasmo estão entre as de maior prevalência nas mulheres (Abdo 2004; Marques et al 2008).