2. KURAMSAL VE KAVRAMSAL ARKA PLAN
2.2. KİMLİK VE ÖTEKİ KAVRAMI 1. Kimlik olgusu olarak “Öteki”
De maneira geral, o que se pode observar pelos resultados dos questionários é que os alunos dos primeiros anos dos cursos analisados apresentaram índices mais altos em respostas afirmativas nas perguntas do questionário. Se levarmos em consideração que as perguntas se referem a dificuldades, importância de entendimento de todas as palavras do texto, se existe palavras desconhecidas nos textos, se consideram importante que as palavras desconhecidas sejam explicadas e se existe a necessidade de saber um pouco de economia para se entender perfeitamente os textos, esse índice pode apontar para uma maior dificuldade em lidar com textos com termos técnicos e mesmo, dificuldades para compreensão.
Quanto à opinião dos respondentes sobre a classificação dos textos como muito difícil /difícil, mais ou menos difícil, e fácil/muito fácil, pode-se observar que os leitores leigos, representados nessa pesquisa pelos alunos de Letras e de Jornalismo, assim como pelos alunos do 1° ano do curso de Economia, apresentam índices maiores nas opções muito difícil /difícil e mais ou menos difícil, do que os apresentados pelos leitores iniciados- representados pelos alunos do 4° ano de economia. Apesar de os alunos do 1° ano de Economia terem apresentado índices consideráveis para a opção “fácil/muito fácil” para os textos 2 e 3, ainda assim a diferença, se comparado ao índice dos leitores iniciados, foi significativa, uma vez que os textos 2 e 3 foram assinalados como “fácil/muito fácil” por 90,9% e 91% dos respondentes, respectivamente. Dos alunos do 1° ano do curso de Economia, 70,7% acreditam que as palavras sublinhadas dificultam um pouco o entendimento do texto. Na opinião dos alunos do 4° ano, no entanto, esses termos utilizados “dificultam um pouco” o entendimento dos textos- 50%- e “dificultam muito”, opinião de 40% deles.
Aos alunos que responderam ao questionário foi pedido que sublinhassem no texto as palavras cujo significado desconhecessem. A palavra mais sublinhada em todos os cursos foi “Treasuries” apresentada no primeiro texto, sem definição. Na seqüência, as palavras mais salientadas pelos respondentes foram IPCA, Selic, Copom, IGP-M, IGP-DI, Boletim Focus. Esses termos foram apresentados nos textos seguidos pela definição entre parênteses.
Deste modo, apesar da definição ter sido dada aos termos e ainda assim terem sido assinalados como palavras cujo significado era desconhecido, pode ser uma sugestão de que a simples definição de um termo econômico, às vezes, não é suficiente para que a informação econômica seja clara ao leitor. Neste caso, uma possível solução seria uma breve explicação do termo, em vez da simples definição.
Média Geral 72.1 18.1 9.3 8.8 4.4 3.9 3.9 2.0 2.0 1.5 1.0 1.0 0.5 0.5 19.6 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 60.0 70.0 80.0 Treasuries SELIC IPCA IGP-DI BOLETIM FOCUS Copom- IGP-M BC Indicadores Patamar Percentuais Euro Gerente de câmbio Expectativa de inflação Não grifaram nenhuma palavra
desconhecida. Da mesma forma as palavras “indicadores”, “patamar”, “euro”, “percentuais”, “gerente de câmbio” e “expectativa de inflação” também foram grifadas pelos respondentes.
Gráfico 53: Palavras desconhecidas presentes nos textos e sublinhadas pelo respondente- Todos os cursos
Outro aspecto que se deve ressaltar é o percentual de respondentes que assinalaram a opção de que as palavras sublinhadas no texto, como aquelas que desconheciam, “dificultavam um pouco” o entendimento do texto. Os que assinalaram a opção “dificulta muito” também teve um percentual similar, em torno de 20% para as duas turmas do curso de Letras e para os primeiros anos de Jornalismo e Economia. A diferença dos resultados, no entanto, aconteceu nas turmas de 4° ano de Economia e Jornalismo. A alternativa “dificulta muito” e “dificulta um pouco” obteve aproximadamente 40% e 50% de respostas, respectivamente.
Esses resultados podem indicar que os respondentes dessas turmas, por já terem um maior contato com a linguagem, no caso do jornalismo, que sabe da necessidade da clareza no texto para a boa compreensão do leitor, e o de economia, que já teve contato com os termos apresentados pelos textos durante a vida acadêmica, sabem que esses termos não fazem parte do cotidiano de grande parte dos leitores, o que dificulta o entendimento do texto. Esse raciocínio pode ser justificado pelo índice de respostas negativas –90% - na dificuldade em compreender os textos. Outro índice que pode auxiliar na esse raciocínio é o resultado da questão 9, que se segue.
Na questão 9, em que os respondentes assinalam como conseguiriam explicar esses textos com suas próprias palavras, percebe-se uma diferença acentuada na compreensão do leitor leigo e do iniciado. Enquanto um alto percentual de respondentes - isso significa acima dos 70%- assinalaram as alternativas “apenas a idéia central” e “sem muitos detalhes”, os de leitores iniciados, ou seja, o percentual para essas duas alternativas ficou em torno dos 50% para os alunos do 4° ano de Economia. Outro dado que confirma uma maior facilidade dos leitores iniciados é o índice mais elevado para a opção “perfeitamente”. Para o texto 1, o índice para a alternativa “perfeitamente” foi de 18, 2%, que apesar de não ser muito alto, ainda assim é 4 a 5 vezes maior que a mesma opção assinalada pelos leitores leigos. Já para os textos 2 e 3, a opção “perfeitamente” foi assinalada por 50% e 68,2% dos leitores iniciados, respectivamente.
Ao serem questionados se consideram importante que as palavras que desconhecem o significado e que foram sublinhadas no texto pelos respondentes sejam explicadas na matéria, uma média de 97% dos respondentes dos questionários responderam que sim.
Para facilitar a análise, uma média foi calculada dos resultados assinalados na questão que verifica a opinião do leitor sobre o nível de conhecimento que ele considera necessário para entender perfeitamente uma
necessário para uma compreensão perfeita de uma matéria de economia pelo leitor.