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Kazak Hanlığı’nın Parçalanması ve Rus Çarlığı’nın Himayesine Girmesi

I. BÖLÜM

1.8. Kazak Hanlığı’nın Parçalanması ve Rus Çarlığı’nın Himayesine Girmesi

A máquina política no município de Petrolina funciona tal qual como uma empresa capitalista qualquer, obedece a uma racionalidade voltada exclusivamente para os lucros. No caso, seriam os ganhos pessoais do grande chefe. Neste caso, é dirigida por um profissional da política - desde a estrutura física ao pessoal. Ou seja, eles possuem escritórios instalados com um quadro de funcionários permanente. São conhecidos na cidade como o Escritório político do Dr. Oswaldo Coelho e o outro como Escritório Político de Fernando Bezerra Coelho. São estritamente separados dos negócios privados da família e independentes dos diretórios partidários. São os locais para receber a clientela e outros afins.

As máquinas políticas funcionam normalmente o ano todo, independente de ser ano eleitoral ou não. Como os chefes residem fora do município, não há incômodo nenhum para o pessoal quando do acesso do contingente que se dirige diariamente aos seus escritórios.

Como uma empresa sobrevive dos clientes, neste caso também não é diferente. Meta principal: alcançar o poder e mantê-lo, objetivo maior que lhe confere as urnas e, em seguida, honrar seus compromissos políticos de toda a monta, independente de ideologias ou cores partidárias.

Exercendo a atividade politica em caráter permanente, vivendo profissionalmente da política, dirigiriam os partidos como empresários, transformando-os em empresas políticas voltadas essencialmente para maximização das condições de êxito eleitoral (DINIZ, 1982, p. 32)

Existem vários fatores fundamentais para os quais são de vital importância à existência do “empreendimento” tão quanto sua sobrevivência: primeiro, os financiadores; segundo, o poder político para dar suporte e retorno aos negócios dos investidores. Apesar da legislação, os tribunais de contas e a aparente transparência com a publicação dos gastos públicos na internet, esta prática a cada dia ganha mais sofisticação, o que tem tornado os nossos parlamentos, em todas as esferas (municipal, estadual e federal) em caríssimos agentes representantes de corporações exclusivamente privadas em detrimento da representação popular. Até mesmo numa cidade do interior, como é o caso de Petrolina. Pode se obter a comprovação do fato, isto é, pode ser visto através das emendas parlamentares e demais obra de infraestruturas, que são contratadas pelo poder público ao longo dos seus mandatos eletivos, quer seja do executivo ou do parlamento (emendas), coincidentemente: são agraciados aqueles mesmos financiadores de campanhas eleitorais através de suas empresas. A questão é tanto moral quanto ética a que a sociedade assiste no dia a dia. Sabe-se que as instituições acadêmicos superiores nas áreas de ciência política, de sociologia e da economia estão abarrotados de teses voltadas para esta questão.

Diante da visibilidade das máquinas política, atenta-se logo para a existência de uma clientela cativa e a parentela, que formam uma base permanente de atores e sujeitos, objetivando as atividades fins da rede de “empreendimentos”. Atribuímos à palavra rede diante a sua estruturação básica de comunicações entre os agentes. Porque, hoje, tudo funciona em grande parte utilizando o sistema das redes sociais da internet, onde a cada eleição surge um novo blog, que enviam seus recados fazendo as convocações necessárias visando ao “lucro” na ação do “empreendedorismo eleitoral”.

Do ponto de vista político, os ideários partidários são substituídos pela ação da máquina política, num processo de deformação que faz, no caso de Petrolina, uma transformação na existência dos partidos políticos em meras facções familiares, cooptadores contumazes através de manobras particularistas e clientelísticas na utilização dos cargos públicos.

No entanto, a variação do conceito de máquina política está ligada à própria dinâmica dos fatos - houve uma evolução ao longo dos anos. Para Eli Diniz27, “a literatura especializada aponta alguns traços básicos que permitem distinguir as máquinas de outras organizações político-partidárias que visam igualmente à conquista do poder através da mobilização de apoio eleitoral” (Diniz, 1982, p. 27).

Outro aspecto a ser considerado, com a “institucionalização” da máquina política pela família Coelho na região do São Francisco, diz respeito à sua diversidade de acordo com a realidade local e, baseado no que diz Robert Merton sobre as suas características, elegemos para essa mesma realidade os seguintes tipos: primeiro, a clientela tradicional, que diz respeito às famílias mais antigas da cidade, com os apadrinhamentos de batizados, casamentos e emprego certo para os familiares. Nesta modalidade se cultiva acima de tudo a fidelidade que se perpetua através das novas gerações. São favores prestados tanto individualmente como coletivos que vão, por exemplo, desde um calçamento de rua a um simples padrão de camisas para o time de futebol do bairro. Tudo isto tem um custo para o cidadão: o voto. Geralmente essas pequenas operacionalizações são efetuadas pelos vereadores locais, que prestam contas aos seus chefes “superiores”. Essa clientela cativa o seu voto independe de sigla partidária: funciona à base da reciprocidade. A organização é verticalizada, e obedece a uma hierarquia pelo nível de cargo eletivo: do vereador para o prefeito e deste para o deputado e assim sucessivamente. Em Petrolina, embora a cidade tenha tido um grande crescimento populacional (ver tabela IBGE – 2010), esta prática ainda é muito utilizada e de grande valia para o poder da tradicional família Coelho, que não só a alimenta como tem obtidos resultados positivos através das urnas - afinal de contas, trata-se também de uma classe média “formadora de opinião” ou multiplicadora de votos como apregoam outros. A segunda modalidade é a “clientela institucionalizada”. Em Petrolina é a mais bem organizada, pois envolve pessoas da sociedade civil, quer seja de natureza pública ou privada. Os sindicatos petrolinense, dos patronais aos

27 “A primeira dimensão relevante na caracterização das organizações políticas é chamamda de dimensão motivacional. Sob esse aspecto, os autores coincidem na ênfase atribuída aos incentivos e recompensas materiais na estrutura e funcionamento das máquinas políticas. Estas organizações utilizariam, sobretudo, esse tipo de recurso para conquistar e manter a lealdade dos seus quadros, bem como a fidelidade do conjunto mais amplo de seus seguidores e adeptos. Desta forma James Wilson define máquina política como a organização partidária que se baseia no poder de atração das recompensas materiais”. ELI DINIZ, Voto e Máquina Política, Patronagem e Clientelismo no Rio de Janeiro, Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1982.p.27

trabalhadores rurais da cidade, estão atrelados de alguma forma com o poder dominante local, ou estão do lado do Ex-deputado Oswaldo Coelho, DEM, ou do lado de Fernando Bezerra Coelho, PSB, a única exceção fica por conta do sindicato dos Bancários, cujo presidente, foi candidato a prefeito pelo PSTU( ver Tabela de eleições para Prefeito). Essa clientela de grupos funciona também com o controle das agremiações pelos correligionários (ou cabos eleitorais?). Os dirigentes mantêm uma aproximação muito grande com o poder, porque na sua maioria sua eleição foi por indicação do prefeito ou do deputado de uma das facções familiar Coelho da vez. A eleição para a Cooperativa de Eletrificação Rural de Petrolina tem servido de parâmetro até para eleição de prefeito da cidade. Há uma mobilização geral da máquina e os deputados federais da terra saem de Brasília-DF para fazerem campanhas pelos seus candidatos preferidos. A facção política que consegue ganhar o pleito da Cooperativa tem grandes possibilidades de conseguir eleger o futuro prefeito. A terceira é a modalidade denominada clientela classe “A”, talvez a mais importante para os políticos profissionais. Seria, a princípio, um grupo muito seleto, que possui pouca visibilidade no meio da massa, atua de bastidores nos salões e, quando os atores entram em cena, eles ficam na ribalta. São discretos, ricos e poderosos, são aqueles que de fato contribuem com a maior fatia econômica financeira para uma campanha política. Quando suas identidades são reveladas, aparecem quase sempre como pessoas jurídicas, embora de alguns se tenha a noção de quem se tratam como pessoas físicas; outros aparecem com mais clareza quando há licitações para os órgãos públicos locais, aos quais os deputados destinaram suas emendas. No entanto, as grandes empreiteiras financiadoras estão em toda a parte do país. Neste expediente há uma linearidade entre essa clientela de grandes doadores de campanhas e as obras contratadas. Por fim, a quarta modalidade onde se encontram os gestores, os chamamos de clientela de gestão pública. Diz respeita à indicação dos cargos públicos de direção dos principais organismos federais e estaduais com sede no município. São diretores regionais da CODEVASF, INCRA, SUS/SAMU e Secretarias de Estado entre tantos. A primeira barganha quando eleito é tomar para si a indicação das chefias das instituições estaduais, federais e municipais com a indicação pessoal de um gestor de sua “inteira confiança”. Necessariamente não são obrigados a terem capacidades técnicas comprovadas; o importante é ter habilidades nas questões políticas para agradar o chefe. Além do cargo, em certas ocasiões, a recompensa se estende a

uma ascensão social e a melhora do status nos meios sociais. E são eles que no dia da eleição se colocam à disposição dos comitês partidários para trabalharem. Em alguns casos, servem até de motoristas no transporte de eleitores, o que é proibido por lei. Esta é uma realidade presenciada na cidade de Petrolina.