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HADİS USULÜ ve İLİMLERİ AÇISINDAN MUHADDİS SÛFÎLER

B. HADİS ÇEŞİTLERİ

3. KAYNAĞI BAKIMINDAN HADİSLER

espaços legíveis. Mas é mais exato reconhecer nessas "estratégias" um tipo específico de saber, aquele que sustenta e determina o poder de conquistar para si um lugar próprio. De modo semelhante, as estratégias militares ou

157 científicas sempre foram inauguradas graças à constituição de campos "próprios" (cidades autônomas, instituições "neutras" ou independentes", laboratórios de pesquisas "desinteressadas", etc.) Noutras palavras, um poder é a

preliminar deste saber, e não apenas o seu efeito ou seu

atributo. Permite e comanda suas características. Ele se produz aí. " .

6

LE GOFF, Jacques - O historiador e o homem quotidiano. In.: O Maravilhoso e o

Quotidiano no Ocidente Medieval, Edições 70, Lisboa, 1985, p. 185/197. 7

ALBUQUERQUE, Roberto Cavalcanti e VILAÇA, Marcos Vinícius - Coronel,

Coronéis, Editora Tempo Brasileiro, 1965 (ver obra).

. Estes autores são um exemplo de como é possível tratar o coronelismo sem maniqueísmos e ao mesmo tempo não perder de vista suas ações.

8

CAMPOS, Itami - Coronelismo em Goiás, 1ª edição, Editora da UFG, Goiânia, 1983, p. 51.

9

Idem, p. 51.

10

ALMEIDA , G.X.- Op. Cit.

11

CAMPOS, F.I. - Op. Cit. p. 81.

12

Os coronéis de Morrinhos se lançavam na política ainda muito jovens, Hermenegildo Lopes de Moraes, o filho, elegeu-se deputado federal aos 24 anos, tendo morrido também jovem, aos 55 anos, foi sucedido pelo irmão caçula, Alfredo Lopes de Moraes. O mesmo aconteceu com os filhos de Pedro Nunes da Silva e de José Xavier de Almeida, João Lopes Zedes. Ao final do período pesquisado, o poder havia sido passado para uma geração mais nova, descendentes dos mesmos que governavam no início da pesquisa (ver Quadros 37, 38, 39).

13

Os documentos do Arquivo Histórico de Goiás mostram que os coronéis também eram Delegado Literário (Pedro Nunes da Silva e Joaquim de Barros Toró), Promotor de Justiça (Pedro Nunes da Silva) Juiz de Direito (Cel. Hermnegildo, Senador Hermenegildo, Cel. Pedro Nunes) , os filhos e filhas dos coronéis eram alunos das escolas masculina e feminina de primeiras letras (Alfredo Lopes de Moraes, Pedro Nunes da Filho, Joaquim de Barros Toró Filho, Amélia Augusta de Moraes, Francisca Nunes da Silva) . Fonte: documentos do Arquivo Histórico de Goiás/ Morrinhos, Caixas 04, 06, 06.

158

14

Termo de Exame da Escola Pública Masculina de 2ª Entrância, em 07/12/1891. Arquivo Histórico de Goiás/ Morrinhos, Caixa 04.

15

Termo de Exame da Escola Pública Feminina de 1ª Entrância, em 07/12/1892. Arquivo Histórico de Goiás/ Morrinhos, Caixa 04.

16

Ofício de Alfredo Lopes de Moraes ao Vice-Presidente do Estado, Antônio José Caiado . Arquivo Histórico de Goiás/ Morrinhos, Caixa 04.

17

Ofício de Antônio Lourenço Araújo para José Ignácio Xavier de Brito. Arquivo Histórico de Goiás/ Morrinhos, Caixa 04.

18

FRANÇA JR., Joaquim da - Como se Fazia um Deputado, Coleção Prestígio, Ediouro, 1985, p. 19.

19

LOBO, José - Senador Hermenegildo Lopes de Moraes . In.: Goianos Ilustres, Oriente, Goiânia, 1974, p. 145/147.

20

Idem .

21

O nome do rábula consta de uma lista anexa ao Ofício do Suplente de Delegado (nome ilegível), datado de 17/02/1890, que pedia para serem enviados a Morrinhos os presos José Coelho Furtado e Manuel Alves de Oliveira, que estavam presos na capital . Arquivo Histórico de Goiás/ Morrinhos, Caixa 04.

22

CAMPOS, F.I. - Op. Cit. p. 71/75.

23

CAMPOS, F.I. - Op. Cit. p. 78.

24

ALMEIDA JR. , José Xavier de - Leituras e Lembranças , Editora Oriente, Goiânia, 1971, p. 15.

25

LOBO, J. - Op. Cit , p. 145/147.

26

Da administração pública em Morrinhos (Anônimo) . In.: Revista da XIV Festa

de Artes de Morrinhos, p. 24/25. 27

ROSA, J. - Por esse Goiás Afora .... p. 61.

28

CAMPOS, F.I. - Op. Cit. p. 82.

29

CAMPOS, F.I. - Op. Cit. p. 79.

30

FERREIRA, Joaquim Carvalho- Alfredo Lopes de Moraes. In.: Presidentes e

159 da UFG, 1980, p. 115/116.

31

O Futuro Presidente Goyano. In.: A Informação Goyana, Ano XIII, Vol. XII, Nº

06, Rio de Janeiro, Janeiro, 1929, p. 52.

32

ROSA, Joaquim - Alfredo Lopes de Morais - O Estadista. In.: De Totó Caiado a

Pedro Ludovico , Editora Oriente, Goiânia,1980, p. 55/59. 33

A plataforma do novo Presidente de Goyaz . In.: A Informação Goyana, Ano

XIII, Vol. XIII, Nº 08, Rio de Janeiro, Março, 1929, p. 63 e 70.

34

A Mensagem do Presidente de Goyaz . In.: A Informação Goyana, Ano XIV,

Vol. XIII, Nº 12, Rio de Janeiro, Julho , 1930, p. 93/93 . Ano XIV , Vol. XIV, Nº 01, Rio de Janeiro , Agosto , 1930, p. 06/08.

35

ROSA, J. - Por esse Goiás Afora .... p. 61.

36

Idem .

37

CERTEAU, Michel de - A invenção do cotidiano.Artes de fazer. Trad.: Ephraim Ferreira Alves, Editora Vozes, Petrópolis, 1994, p. 201/204.

38

Idem, p. 171.

39

Termos de Exame das Escola Pública Feminina e Masculina. Arquivo Histórico de Goiás/ Morrinhos, Caixas 04 e 05.

40

VASCONCELLOS, Sylvio de - Arquitetura dois estudos, 2ª ed., Goiânia, MEC / SESU / PIMEG - ARQ / UCG, 1983, p. 46.

41

Idem.

42

VIEIRA, Bruno José - Morrinhos ao Som da Lira, s/e , s/l , 1981, p.p. 16 e 17.

43

VASCONCELLOS, S. - Op. Cit. p. 46.

44

ALMEIDA, G. X - Op. Cit.

45

Idem .

46

ALMEIDA , G.X.- Op. Cit.

47

Livros de Registros de Batismo da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, 1899/1923.

160

48

VIEIRA, B.J. - Op. Cit., p.p. 13 e 56.

49

Idem , p.13

50

Idem , p. 54.

51

CERTEAU, M.- Op. Cit. p.p. 41/42.

. Estas são características que se encaixam na reinvenção dos conteúdos, conforme a concepção de Michel de Certeau, onde as representações chegam a um público final e são por ele apreendidas e reelaboradas. Neste processo não existe uma rejeição , mas o modo de emprego dos conteúdos é transformado em outra produção, subvertendo a ordem sem com ela se indispor, pois não possui meios para recusá- la . Dessa forma os setores populares se apropriam daquilo que lhes chega e lhe dão novos significados .

52

Idem , p.p. 14/15.

53

VIEIRA, B.J.- Op. Cit. , p.p. 80/82.

54

Idem, p.p. 26, 28 , 34, 38, 39 e 48.

55

Idem, p.p. 59/65.

56

REIS FILHO, Nestor Goulart - Quadro da Arquitetura no Brasil, Editora Perspectiva, s/d, p. 32.

57

ALMEIDA, G. X - Op. Cit..

58

VIEIRA, B.J.- Op. Cit. , p.18.

59

Idem , p. 19.

60

Relatório à Assembléia Legislativa do Presidente José de Assis Mascarenhas, 1839. In.: Memórias Goianas 3, p. 141.

61

PALACÍN, Luís et alii - História Política de Catalão , Coleção Documentos Goianos Nº 26, Editora da UFG, 1994, p.p. 28/29.

62

ALMEIDA, G. X - Op. Cit..

. FONTES, Zilda Diniz- Morrinhos: de Capela a Cidade dos Pomares, Gráfica do CERNE, Goiânia, 1980.

63

161

64

HOLANDA, Sérgio Buarque de - Raízes do Brasil, 16 ª ed. Editora José Olympio, Rio de Janeiro, 1983, p.p. 106/107.

65

Idem , p. 107.

66

PECHMAN, Robert Moses - Os Excluídos da Rua: Ordem Urbana e Cultura

Popular. In.: BRESCIANI, Stella (Org.) Imagens da Cidade , Séculos XIX

e XIX, ANPUH/SP/Marco Zero/FAPESP, 1993, p. 29/34. 67

Ofício do Delegado de Polícia José Sátmo Ribeiro Roza, de 27/05/1889, enviado ao Dr. Ramiro Pereira de Abreu, Chefe de Polícia da Província. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

68

Ofício do Inspetor de Quarteirão , José Joaquim de Abreu, ao Delegado José Sátmo Ribeiro Rosa. a correspondência não está datada , mas deve ter sido escrita em data próxima à citada na nota anterior, uma vez que , naquele ofício, José Sátmo Ribeiro Rosa fala dos problemas enfrentados pelo Inspetor de Quarteirão. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

69

Ofício de Francisco Manoel de Souza, 1º Suplente de Delegado de Polícia, de 23/10/1889, enviado ao Dr. Antônio José Pereira , Chefe de Polícia da Capital. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

70

Ofício de José Sátmo Ribeiro Roza, de 14/06/1889, enviado ao Dr. Ramiro Pereira de Abreu, Chefe de Polícia da Província. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

71

Ofício do Delegado de Polícia Miguel Gonçalves Ribeiro, de 20/06/1892, enviado ao Chefe de Polícia do Estado de Goiás (o nome não consta do ofício). Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

72

Resposta ao ofício do Delegado de Polícia Miguel Gonçalves Ribeiro, de 20/06/1892, enviada pelo Chefe de Polícia do Estado de Goiás (que também não assina a correspondência). Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

73

VIEIRA, B.J.- Op. Cit. , p.26/27.

74

Idem , p. 27.

75

Idem ..

76

Formulário telegrama , de 04/10/1899, sem nome do destinatário nem do remetente. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 05.

77

VIEIRA, B.J.- Op. Cit. , p. 28.

78

162

79

CERTEAU, M. - Op. Cit. , p 172.

80

PECHMAN, R.M.- Op. Cit. , p. 32.

81

Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 07/01/1929, contra o tenente Florêncio de Souza Teixeira.Cartório do Crime de Morrinhos.

82

Representação de Zacarias Raimundo da Costa, em 18/02/1894, encaminhada ao promotor de justiça Maurílio Fleury. Cartório do Crime de Morrinhos

83

Denúncia do Promotor de Justiça Maurílio Augusto Curado Fleury, de 21/02/1891, contra Luiz Arantes Pimentão. Cartório do Crime de Morrinhos

84

Queixa-crime do Delegado de Polícia Saturnino Exequiel de Figueiredo, formulada em 24/02/1891, encaminhada ao promotor ao sub-delegado de Polícia, contra o cadete Joaquim de Arthur Gadelha. Cartório do Crime de Morrinhos

85

Denúncia do Promotor de Justiça João Elias de Souza, de 20/05/1889, contra Pedro Nunes Tassara e Sabino Antônio de Almeida. Cartório do Crime de Morrinhos

86

Denúncia do Promotor de Justiça Francisco Joaquim Marques, sem data, contra Pedro Nunes Tassara . Cartório do Crime de Morrinhos.

87

Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 21/10/1924, contra João Henrique e Agenor Henrique. Cartório do Crime de Morrinhos.

88

Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 21/09/1928, contra Euclides José dos Santos. Cartório do Crime de Morrinhos.

89

Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 29/06/1929, contra Alfredo Alves de Oliveira. Cartório do Crime de Morrinhos

90

Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 13/06/1929, contra Antônio Bernardino de Souza e Eugênio de Tal. Cartório do Crime de Morrinhos.

91

Mesmo caso apresentado na nota 86.

92

Denúncia do procurador Antônio Moreira de Souza, em 04/12/1890, contra Francisco Luiz de Castilho, Honorato Teixeira e Alcebíades de Souza . Cartório do Crime de Morrinhos.

93

Denúncia do procurador Antônio Moreira de Souza, sem data do protocolo, mas distribuído em 14/03/1890, contra D. Joaquina. Cartório do Crime de Morrinhos.

94

163

95

Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 16/04/1923, contra Archimedes Alcides de Mello.Acórdão do Tribunal de Justiça 26/08/1924. Cartório do Crime de Morrinhos.

96

Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 22/06/1928, contra José Pedro da Silva. Cartório do Crime de Morrinhos.

97

Ofício do Juiz de Direito Interino (nome ilegível) , de 08/04/1890. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

98

Ofício de Virgínio Pereira para Tenente-Coronel Bernardo Antônio de Faria Albernaz, em 27/05/1889. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

99

Ver ítem 3.2. População, do Capítulo II, desta dissertação.

100

Pela legislação que região a instrução pública , na época, considerava de primeira entrância, as escolas com até 20 alunos (ver ítem 3.2.2. A Instrução), desta dissertação).

101

A Escola Pública Feminina , em Morrinhos, era de primeira entrância, mas tinham um número mais que 20 alunas . No termo do exame realizado 10/12/1903, consta que 32 alunas estavam matriculadas. No Mapa Trimestral das Alunas da Escola Efetiva de 1º Entrância do Sexo Feminino da Cidade de Morrinhos, do segundo trimestre de 1890, constam 54 alunas.Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

102

Da Administração Pública em Morrinhos. In.: Revista da XIV Festa de Artes

de Morrinhos, Ano XVIII, Morrinhos/GO, Agosto/1982, Nº 04, Gráfica-Escola de

Jornal e de Artes do SJPDF, p. 24/25.

103

Certificados dos Correios de Morrinhos nº 289, de 1º/12/1891; 185, de 02/09/1891; 168, de 04/08/1891, 06, de 07/01/1892; 154, de 18/07/1891, 251, de 02/11/1891. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

104

VIOTTI, Emília - Urbanização no Brasil no Século XIX. In.: Da Monarquia à

República: Momentos decisivos, Editora Ciências Humanas, SP, 1979,

p. 205.

105

DIAS, Maria Odila Leite da Silva - Quotidiano e Poder em São Paulo no Século

XIX , Editora Brasiliense, 2ª edição, 1995 (1ª edição em 1984), p. 19. 106

Idem , p. 15, 18 e 19 .

107

Dívida Ativa dos Devedores de Impostos de Casas Comerciais, Industriais e Profissões para o ano de 1894. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 04.

164

108

Censo de 1872.

109

DIAS, M.O.L.S. - Op. Cit. , p. 213/216.

110

Denúncia do procurador Antônio Moreira de Souza, em 04/12/1890, contra Francisco Luiz de Castilho, Honorato Teixeira e Alcebíades de Souza. A vítima era Maria Messias das Dores, que morava com a mãe e a irmã. Denúncia do Promotor de Justiça Egesilêo de Araújo, de 21/10/1924, contra João Henrique e Agenor Henrique, que mataram João Henrique por causa de uma rixa , ocorrida na casa de Emília Paula de Jesus, por ocasião de um baile promovido por ela. Cartório do Crime de Morrinhos.

111

Emília Paula de Jesus, Joaquina Maria Custódia, Maria Ferreira de Souza, Ana Cândida de Jesus, Maria Rita da Conceição, Maria Barbara de Jesus aparecem como testemunhas nos processos encontrados no Cartório do Crime de Morrinhos e já citados anteriormente.

112

Queixa-crime do Delegado de Polícia Saturnino Exequiel de Figueiredo, formulada em 24/02/1891, encaminhada ao promotor ao sub-delegado de Polícia, contra o cadete Joaquim de Arthur Gadelha, narra o encontro deste último com uma prostitua nas dependências da Cadeia Pública . Cartório do Crime de Morrinhos

. ROSA, J. - Por esse Goiás Afora .... p. 59.

"...um moço de pouco mais de 20 anos , egresso dos bancos acadêmicos, com algumas idéias liberais na cachola, teria muito que observar nos arraiais de sua terra: a cor dos olhos das meninas bonitas, a importância dos papais, o

movimento dos melhores bordéis, as possibilidades de fazer

carreira."

113

VIOTTI, E.- Op. Cit. p. 205.

114

DIAS, M.O.L.S. - Op. Cit. , p. 104/105.

115

FERREIRA, Lena Castello Branco - Arraial e Coronel : dois estudos de

história

social, Editora CULTRIX, São Paulo, p. 119. 116

CHANDLER, Billy Jaynes - Os Feitosa e o Sertão dos Inhamuns. A história

de

uma família e uma comunidade- 1700-1930, trad. Alexander F. Carkey e

Ignácio R. P. Montenegro, Coleção Retratos do Brasil, Editora Civilização Brasileira/UFC, RJ e Fortaleza, 1980, p. 14.

165

117

FERREIRA, Lena Castello Branco - Arraial e Coronel : dois estudos de

história

social, Editora CULTRIX, São Paulo, p. 120. 118

ALMEIDA, Guilherme Xavier de - Por culpa de Ponson du Terrail. In: Revista

Oeste , Fev./1944, p. 87. 119

Ver ítem 3.4.2., desta dissertação.

120

ALMEIDA, G.X. - O Sobrado...

121

As mulheres das famílias tradicionais de Morrinhos viajavam tanto quanto os homens, e , nestas ocasiões, mandavam cartões postais para a família dando notícias. Arquivo particular de D. Nina, filha do Cel Pedro Nunes.

122

Livros de Registros de Batismo da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, 1899/1923.

123

As mulheres costumavam escrever cartas entre si, por ocasiões de aniversários e também de pequenas viagens. Esta correspondência, da qual transcrevemos alguns trechos, a seguir, faz parte do Arquivo particular de D. Nina, neta do Cel. Pedro Nunes.

"Caríssima nenê.

Hoje, dia do teu aniversário natalício, eu te envio afetuosos cumprimentos, desejando-lhe inúmeros anos de existência, sempre acumulados de mil felicidades e venturas.

Abrace a amada prima"

(De Alice A. Rossi para Francisca N. da Silva/ 1907)

" Salve 19 de maio de 1928.

Elzinha do meu coração. Meu Coraçãozinho. Hoje é todo seu. Pedi muito a Jesus pela minha Donana.

Parabéns afetuosíssimo e mil amplexos e beijinhos de sua inteira.

Neduzinha".

( De Neduzinha para Elza/ 1928)

166 Envio-lhe as minhas saudades pela data que se passa hoje, fazendo votos para que essa data ainda se reproduza muitas e muitas vezes e seja sempre um dia de júbilo e alegria. A vossa afilhada obediente

Iracema".

(De Iracema para Nenê Nunes / sem data).

124

VIEIRA, B.J.- Op. Cit. , p. p.19, 25, 83, 86.

125

Idem, p.19.

126

ALMEIDA, Guilherme Xavier de - Vivendo . In: Revista da Academia Goiana

de

Letras , 1977, p. 167.

127

NORA, Pierre- Memória. In.: LE GOFF (org.) - História e Memória. Trad.: Bernardo Leitão et alii, 2ª edição, Editora UNICAMP, 1992, p. 476.

128

ALMEIDA JR. , José Xavier de - Leituras e Lembranças , Editora Oriente, Goiânia, 1971, p. 15.

129

Idem .

130

ALMEIDA JR. , José Xavier de- Carta a Ursulino Leão, de 30/09/1977. In.:

Revista da Academia Goiana de Letras , 1977, p. 165/166. 131

FONTES, Zilda Diniz - Morrinhos. In.: Morrinhos: Um Século de Cidade/

Revista da XIV Festa de Artes de Morrinhos, Nº 04, agosto de 1982,

p. 02.

132

SILVA, Nilda Diniz - A Escola em Morrinhos. In.: Morrinhos: Um Século de

Cidade/Revista da XIV Festa de Artes de Morrinhos, Nº 04, agosto de

1982, p. 02.

133

VIEIRA, Bruno José - Hino a Morrinhos. In.: Morrinhos: Um Século de

Cidade/

Revista da XIV Festa de Artes de Morrinhos, Nº 04, agosto de 1982, p.

05.

134

BARBOSA, Altinor - Os Corrêa, Os Pontes e Os Alves , Campo Grande, 1993, s/e, p.20.

167

135

ALMEIDA JR. , José Xavier de - Leituras e Lembranças , Editora Oriente, Goiânia, 1971, p. 21.

136

Conforme já se disse anteriormente, os cartões postais mostram que a elite morrinhense viajava bastante. Vários são os cartões postais encontrados no arquivos particular da família Nunes, só para se ter uma idéia, citaremos algumas localidades e as respectivas datas, constantes de algumas dessas correspondências : Madrid (1910, 1926), Viena (1911, 1920), Ilha da Madeira (1907, 1910) Paris (1907, 1920, 1925,1926), Nice (1924,1926), Veneza(1907, 1920, 1921), Berna (1920), Bordeaux ( 1910), Amsterdan (1920), Bruxelas (1920), Roma (1920), Lisboa (1910), Berlim (1920), Japão (1911), Londres (1907, 1916, 1928), etc.

137

VIEIRA, B.J.- Op. Cit. , p. 41/49.

138

ALMEIDA, Guilherme Xavier de - Vivendo . In: Revista da Academia Goiana

de

Letras , 1977, p. 167. 139

PESAVENTO, Sandra Jatahy - Em busca de uma outra história : imaginando

o imaginário. In.: Revista Brasileira de História/ANPUH, vol. 15, nº 29,

SP, 1995, p. 15/16.

140

NAXARA , Marcia Regina Capelari - A construção da Identidade: um

momento privilegiado . In.: Revista Brasileira de História/ANPUH, vol.

15,

nº 29, SP, 1995, p. 15/16.

141

Ata do Conselho Municipal em 29/10/1895. Arquivo Histórico de Goiás, Caixa 05.

142

ROSA, J. - Por esse Goiás Afora .... p. 61.

143

LEAL, Oscar - Viagem às Terras Goianas, Coleção Documentos Goianos, Editora

da UFG, 1980, p. 41.

144

Cartões sociais trocados entre a população das classes mais abastadas.Arquivo pessoal de D. Nina, filha do Cel. Pedro Nunes.

145

Cartões postais da Europa. Arquivo pessoal de D. Nina, filha do Cel. Pedro Nunes.

146

168

Revista da XIV Festa de Artes de Morrinhos, Nº 04, agosto de 1982,

p. 03.

147

Ulpiano In.: Resgate . Revista de Cultura. de Morrinhos, Nº 04, 1995, p. 14 (pegar a revista no Mestrado e completar a informação).

148

ALMEIDA, Guilherme Xavier de - Vivendo . In: Revista da Academia Goiana

de

Letras , 1977, p. 167.

169

FINAIS

Buscamos, no decorrer deste trabalho, escrever a história do município de Morrinhos durante a Primeira República tomando por base dois elementos norteadores para a pesquisa : o coronelismo e o cotidiano. Foi um caminho difícil e muito ainda existe para ser pesquisado a respeito deste município que possui uma história tão contraditória e, talvez por isso mesmo, tão rica. Apesar disso, é possível registrar algumas observações a partir dos estudos desenvolvidos.

Ao se analisar a história do segundo povoamento de Goiás, a partir da economia agropecuária, nota-se que Morrinhos foi um pólo importante nessa marcha e sua história confunde-se com a de tantos outros municípios que só

170 vieram a existir em decorrência da atividade agropecuária, a qual trouxe consigo laços de permanência e de fixação à terra, o que não foi possível com a mineração. Principalmente na virada do século, percebe-se o interesse por Morrinhos através do aumento de sua população, que saltou de 13.483 habitantes em 1900 para 24.459 em 1920, suplantando até mesmo a capital.

A perseverança de quem enfrentava a construção de um Estado não pode ser negada. Não existiam facilidades, as estradas eram poucas; as moradias, de acordo com os documentos e com os visitantes, não ofereciam conforto, com exceção das pertencentes às famílias de maior poder econômico; a urbanização e a assistência médico-hospitalar eram apenas sonhos distantes. Isto para se falar apenas do núcleo urbano, porque as condições de sobrevivência na zona rural deviam ser piores, a julgar pelos poucos instrumentos de trabalho encontrado nos estabelecimentos.

A população de Morrinhos era composta basicamente de gente do triângulo mineiro, com alguns elementos de outros Estados e mesmo de Goiás. Uns poucos estrangeiros moravam na cidade na época pesquisada. Provavelmente eram pessoas que, como os próprios brasileiros, buscavam a estabilidade econômica, a fortuna ou mesmo a tranqüilidade numa terra estrangeira.

Sendo Goiás um Estado essencialmente agrário à época, o mundo do trabalho também tinha fortes ligações com a terra, de onde saíam muitos empregos, tanto para homens quanto para mulheres. Mas, em Morrinhos, por ser passagem quase obrigatória para quem chegava de Minas e por ter um bom comércio, encontravam-se várias categorias de artesãos e também manufaturadores. Para o censo de 1920 muitos destes profissionais não existiam, pois as fábricas de fundo de quintal não foram consideradas como indústrias. Se a comparação era feita em relação aos Estados do Centro-Sul, as diferenças deviam ser gritantes, mas não se pode esquecer que Goiás apresentava uma outra realidade, onde a população tinha

171 conceitos diferentes daqueles estabelecidos pelos órgãos governamentais e muitas coisas que não existiam para um lado existiam para o outro. Assim sendo levamos em conta não só os resultados do Censo de 1920, mas também dos de 1900 e de 1872, e também informações contidas nos documentos encontrados no Arquivo Histórico de Goiás.

Outra coisa que não existia em Morrinhos para a estatística de 1920 eram as escolas. No número de prédios apresentados nenhum destinava-se a esse fim. Realmente, nas duas primeiras décadas do século XX a instrução formal foi um problema a ser resolvido em Morrinhos, uma vez que as escolas particulares suplantaram a pública por essa época. Não seria demais dizer que houve um