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Katılma Başvurusunun Şekli

Belgede Ceza muhakemesinde katılan (sayfa 151-156)

3. KATILMA BAŞVURUSU

3.2. Katılma Başvurusunun Şekli

A prestação de serviços de saúde no Brasil, de acordo com a Constituição Federal, é dever do Estado, sendo o Sistema Único (SUS) ali definido, universal e gratuito para toda a população. Esta norma define ainda que instituições privadas poderão participar de forma complementar do Sistema.

No que tange ao consumo, o setor representa, aproximadamente, 8,8% do Produto Interno Bruto, mobilizando, em 2009, cerca de R$ 283 bilhões. Quando se analisa o consumo pela perspectiva de quem é responsável por seu pagamento, no setor de saúde do Brasil, três agentes podem ser identificados: as famílias (ao pagarem diretamente ou por meio da intermediação de planos de saúde ou de suas empresas empregadoras), a administração pública (que oferece serviços públicos e contrata serviços em estabelecimentos privados credenciados pelo Sistema Único de Saúde - SUS) e as instituições sem fins de lucro a serviço das famílias. De acordo com o IBGE, o total do consumo final dos brasileiros com saúde, em 2009, 43,5% foi público e 56,5% privado (consideradas aqui as famílias e as instituições sem fins de lucro), conforme Tabela 3, a seguir.

Ressalte-se que, em se isolando apenas os serviços incluídos nesta conta, quais sejam: planos de saúde, saúde pública, serviços de atendimento hospitalar, outros serviços relacionados com

atenção à saúde e serviços sociais privados, a participação da Administração Pública passa a 54%, não apenas superior à participação privada, como também crescente nos últimos anos (em 2007 a participação era de 52%).

Tabela 3: Consumo final em saúde no Brasil, 2007-2009

Conforme pode ser visto na Tabela 2 do Capítulo 3, o gasto público per capta no Brasil é de US$ 317 por ano. Este valor corresponde a cerca de 20% do que é gasto na média dos países europeus e menos do que 10% do valor americano. A insuficiência de recursos públicos incentivou o crescimento do setor de seguros de saúde privado, que embora em expansão, com crescimento de cerca de 57% no período de 2000 a 2013, como pode ser verificado na Tabela 4, abaixo, atinge menos de 25% da população brasileira tem plano de saúde .

Tabela 4: Beneficiários de planos de saúde privados no Brasil

As condições precárias dos serviços públicos são o principal motivo do aumento significativo de beneficiários de planos privados. Uma pesquisa do IESS/Datafolha indica, inclusive, que plano de saúde privado é o 3º item de consumo mais desejado pela população, perdendo apenas para casa própria e educação.

Vale ressaltar que a precariedade dos serviços não é necessariamente extensiva a todas as especializações. Existem algumas áreas de atuação, como transplantes, tratamento de câncer e AIDS, nas quais o serviço oferecido pelo SUS é considerado referência.

Além da oferta de serviços, desde 2000, o governo intervém no mercado também como regulador do setor. Para isso, criou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regulamenta o setor de saúde suplementar atua também como fiscal do setor.

No que tange ao problema da assimetria de informação, o governo brasileiro atua no setor público, lançando mão da universalidade: garante o tratamento de qualquer indivíduo que necessite, mediante prestação de serviços próprios ou contratação de prestadores privados (normalmente instituições sem fins lucrativos), de maneira que indivíduos de alto ou baixo risco tenham acesso. Assim, se as seguradoras não conseguirem oferecer um contrato justo para o indivíduo, ou se ele não dispuser de renda para adquiri-lo, o setor público absorve a

Data Quantidade dez/00 31.161.481 dez/01 31.727.080 dez/02 31.513.309 dez/03 32.074.667 dez/04 33.840.716 dez/05 35.441.349 dez/06 37.248.388 dez/07 39.316.313 dez/08 41.446.310 dez/09 42.556.797 dez/10 44.997.412 dez/11 46.299.636 dez/12 47.896.324 set/13 49.032.912 Fonte: SIB/ANS/M S - 09/2013

Caderno de Informação da Saúde Suplementar - dezembro/2013

Beneficiários de planos privados de saúde por cobertura assistencial do plano Brasil

demanda. Note-se que, idealmente, o serviço público de saúde não deveria ser caracterizado como solução residual, a ser acessado apenas caso o indivíduo não consiga chegar ao mercado privado de seguros de saúde, mas sim como solução integral para toda a população, de acordo com o previsto na Constituição Federal.

A distribuição de renda entre indivíduos saudáveis e doentes no Brasil é criada pela regulamentação da ANS, que se utiliza de ferramentas como reajustes de contratos e rol de tratamentos que devem ser disponibilizados. Cabe relembrar que este tipo de atuação acaba por acentuar a assimetria de informação, por impedir que as seguradoras possam oferecer contratos atuarialmente justos. O aspecto mais relevante da política de saúde deste país, contudo, diz respeito à distribuição de renda entre pobres e ricos.

Embora o SUS seja universal em sua concepção, em virtude das restrições de orçamento público, nem toda a população consegue acessá-lo. Dada esta realidade, para garantir que quem conseguirá fazê-lo são as pessoas com menor renda (e que portanto têm mais dificuldades de ingressar no mercado privado), o governo faz uma triagem (targetting) dos indivíduos, colocando “barreiras” para que eles se auto-selecionem. Estas barreiras são principalmente de tempo (demora na marcação de consultas ou cirurgias, longas filas de espera para tratamentos emergenciais e etc.), mas também de qualidade (serviços precários, profissionais menos qualificados), fazendo assim com que a procura pelo SUS seja inibida pelos demandantes que valorizam estes itens e disfrutem de renda para adquirir planos de saúde.

Outra estratégia que direciona as pessoas de renda mais elevada para o setor privado é a isenção de pagamento de imposto de renda nas despesas com seguro de saúde.

Belgede Ceza muhakemesinde katılan (sayfa 151-156)