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Kanun Yolundan Vazgeçme ve Kabul

D. Kanun Yolları

5. Kanun Yolundan Vazgeçme ve Kabul

A delimitação do problema de pesquisa e dos sujeitos pesquisados nos remete a pensarmos o lócus de investigação (Narita, 2006), ou seja, o lugares/espaços onde dar-se-ão os contatos com os sujeitos de pesquisa e a realização dos procedimentos metodológicos. Conforme a autora, esta escolha não pode se resumir às facilidades ou comodidades para o pesquisador, e deve levar em consideração o contexto histórico e social na questão a ser compreendida, pois pode-se estar entrando em um terreno totalmente desconhecido que irá requerer uma leitura das relações sociais e das condições históricas que perpassam a vida cotidiana dos atores de pesquisa. O campo de pesquisa é o recorte em termos de espaço (Minayo, 1992) que o pesquisador realiza para conhecer a dinâmica das interações sociais estabelecidas em um determinado contexto, tornando-se o lugar de encontro de subjetividades e de troca de experiências entre atores de pesquisa e pesquisador.

Em relação ao campo de pesquisa, já havia por parte do pesquisador um conhecimento parcial do contexto das instituições que vêem desenvolvendo na RM de BH programas de inserção profissional, devido a sua experiência de trabalho anterior como educador social. Considero importante ressaltar que este antecedente contribuiu para minha inserção em espaços de fundamental importância para o desenvolvimento deste trabalho. O contexto onde poderia ser desenvolvida a pesquisa era, neste sentido, conhecido e também desconhecido para mim, pois precisei distanciar parcialmente das minhas certezas e permitir que o exercício da dúvida me guiasse por caminhos desconhecidos. O trabalho de campo, conforme aponta Neto (1994), representou este exercício de se aproximar daquilo que se pretende conhecer, de estabelecer uma relação de troca com os atores sociais envolvidos e deixar-se ser transformado por novas descobertas.

A aproximação a este contexto mais amplo que envolvia a relação jovem e trabalho foi iniciado com uma fase exploratória de conhecimento das instituições que desenvolviam na RM de BH serviços que tinham como foco a relação citada acima. Para este levantamento realizado no início de março de 2009 foram consultados os sites da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), o site da Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (SEDESE), o site da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o Guia Jovem de Cultura e Cidadania da Associação Imagem Comunitária de Belo Horizonte (AIC) e contatos pessoais com profissionais que trabalhavam em algumas das instituições, que foram indicando outras, formando-se uma rede de informações. Essa fase exploratória e de aproximação de algumas instituições foi fundamental para a definição do campo de pesquisa e o posterior contato com os atores.

4.3.1 Reuniões do Fórum de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador / FECTIPA

O levantamento das instituições e serviços foi realizado no intuito de identificar os possíveis atores que fariam parte da pesquisa. Eles não estavam previamente definidos, mas havia uma indicação que aos poucos foi se confirmando: seriam os representantes de instituições que desenvolvem programas de aprendizagem profissional na RM de BH, e os jovens que fazem parte destes programas. Contudo, era preciso estabelecer critérios de recorte dentro do levantamento realizado para definir quais instituições poderiam oferecer o que

parecia ser importante para a compreensão do problema: a) a existência de um programa estruturado17 de formação profissional onde o jovem participa e se relaciona em diversas atividades com distintos profissionais (professores/educadores/coordenadores/disciplinários) da instituição, e b) a realização do encaminhamento dos jovens para vagas no mercado de trabalho formal, mantendo com eles um vínculo para monitoramento e avaliação processual. Por meio destes dois critérios seria possível compreender como os objetivos das instituições se configuram nas atividades realizadas com os jovens e buscar entender como estes avaliam as experiências vivenciadas no programa em suas vidas; diante de um contexto em que a inserção no mercado de trabalho não se trata de uma promessa futura ou algo a ser conquistado mais adiante sem a mediação da instituição.

Após a realização do levantamento dos serviços prestados que envolviam a relação jovem e trabalho ficaram de fora do foco principal desta pesquisa as inúmeras ONG’s e entidades que têm desenvolvido na RM de BH apenas cursos de capacitação profissional para jovens, que ao seu final diplomam os concluintes e não os inserem no mercado de trabalho. Os jovens que participam destas instituições algumas vezes são encaminhados para processos seletivos via entidade ou são inseridos em bancos de dados para preenchimento de vagas de empresas parceiras, sem que isso represente a manutenção de um vínculo posterior com a instituição que forneceu o curso. A noção, portanto, de “inserção profissional” representa nessa pesquisa o serviço de formação/capacitação profissional associado à inserção do jovem no mercado de trabalho, com a manutenção de um vínculo com a instituição enquanto durar a experiência de trabalho. Assim, as instituições que oferecem esses dois serviços separadamente (apenas capacitação profissional ou apenas inserção profissional sem a manutenção de vínculo) não fizeram parte do campo de pesquisa.

Se o objetivo do mapeamento de todas as ONG’s e entidades que desenvolviam algum tipo de serviço focado na relação entre jovem e trabalho foi o de explorar este contexto e, também, de escapar da obviedade de realizar o campo com as instituições de aprendizagem profissional – pois o problema de pesquisa surge da minha experiência em uma delas – o resultado alcançado me levou novamente a este grupo de instituições. Neste sentido, o campo de pesquisa, diante dos dois critérios apresentados, ficou definido como sendo as instituições que desenvolvem e os jovens que participam de programas de aprendizagem profissional na RM de BH. Apesar de ter me levado para o mesmo tipo de instituição de onde se construiu a

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A noção de programa pauta-se na existência no serviço prestado de um projeto político pedagógico com referencias teóricos e metodológicos que orientam o planejamento, a execução e avaliação processual das atividades realizadas.

pergunta desta pesquisa, o levantamento foi importante para identificar no nosso contexto social a quantidade expressiva de instituições envolvidas nesse campo de intervenção da juventude, ficando em alguns momentos impossível ter dimensão da extensão das atividades desenvolvidas pelas mesmas. Foram encontrados vários registros de atividades nas fontes consultadas, porém o contato para obter maiores informações não foi possível em muitos casos, pois a intervenção já havia se encerrado, o número de telefone não atendia ou era inválido, ou simplesmente não foi encontrada nenhuma forma de contato com a entidade.

Ainda durante a minha experiência de trabalho como educador social tomei conhecimento da existência das reuniões do FECTIPA – Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador, que se realizavam uma vez por mês no prédio da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho em Emprego, em Belo Horizonte. Nessas reuniões participam os representantes das instituições privadas, ONG’s e serviços públicos ligados às questões do trabalho infantil e da proteção ao trabalhador adolescente em Minas Gerais. No início de março de 2009 realizei um contato com minha ex- coordenadora que participava das reuniões representando minha antiga instituição de trabalho no Fórum e consegui o contato da pessoa responsável pela organização das reuniões. Entrei em contato com esta para apresentar meu interesse acadêmico em participar do Fórum, sendo que fui convidado para fazer parte do grupo na reunião deste mesmo mês.

A minha participação no Fórum tinha como princípio conhecer as instituições que se reuniam para discutir temas relacionados à proteção ao adolescente trabalhador. O interesse no Fórum era exploratório e não tomando-o de antemão como parte do campo de pesquisa, o que foi se confirmando à medida que o problema de pesquisa foi sendo fechado. As instituições que desenvolviam os programas de aprendizagem eram um possível campo de pesquisa, por isso a decisão de participar do Fórum. Contudo, eu esperava encontrar nele outras instituições que atendessem aos critérios elencados como importantes para a compreensão do problema de pesquisa, o que na medida em que fui participando das reuniões percebi não ser possível.

O Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador / FECTIPA é formado por representantes de diversas entidades (públicas, privadas e ONG’ s) do Estado de Minas Gerais, que em suas atividades realizam discussões, articulações e ações práticas de enfrentamento ao trabalho infantil e de proteção ao adolescente trabalhador, sendo o seu objetivo principal fortalecer as ações realizadas por estas instituições. O Fórum que tem como sede a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE/MG) em Belo Horizonte se reúne há 15 anos, foi criado e ainda é

coordenado por uma servidora pública, técnica de nível superior, lotada no Núcleo de Apoio a Projetos Especiais / NAPE do MTE/MG/BH. O NAPE é coordenado por uma auditora fiscal do trabalho, conta com mais 7 auditoras, a técnica de nível superior e outros servidores da parte administrativa. As ações do NAPE voltam-se para as questões da aprendizagem profissional e do combate ao trabalho infantil, sendo a função das auditoras atuarem na fiscalização trabalhista das empresas e instituições públicas envolvidas com a aprendizagem profissional, e o papel da técnica de nível superior atuar na questão do trabalho infantil e na articulação do Fórum.

O FECTIPA é composto por, aproximadamente, 150 membros que representam serviços públicos municipais e estaduais, empresas privadas, ONG’s, conselhos, sindicatos, pessoas físicas e jurídicas. Contudo, nas reuniões o número de participantes não chegava a 50 membros. A reunião sempre começava com uma apresentação pessoal de todos os presentes e prosseguia com a discussão de diversos assuntos sobre aprendizagem profissional e erradicação do trabalho infantil. A pauta das reuniões envolvia ações realizadas pela SRTE/MG relacionadas aos temas do Fórum, estabelecimento de parcerias e redes de apoio entre os diversos serviços públicos e privados, organização de mobilizações, apresentação dos serviços prestados por algumas das instituições e acompanhamento de ações desenvolvidas por outros órgãos públicos ligados ao trabalho infantil e adolescente. As reuniões tinham, portanto, caráter informativo, de tomada de decisões e consultivo, pois o Fórum além de estar representado em outros conselhos, comissões e redes, também era constantemente convidado a se posicionar publicamente em relação aos temas abordados em suas reuniões.

Os membros que participavam do FECTIPA eram coordenadores, supervisores, gerentes, técnicos e demais profissionais que em suas instituições respondiam ou lidavam diretamente com serviços relacionados ao Fórum. Algumas instituições eram representadas por mais de um membro na mesma reunião, sendo que na maioria dos casos as instituições não enviavam seus representantes. Em todas as reuniões circulava entre os participantes uma lista de presença para ser assinada pelos presentes, com abertura para aqueles que estavam pela primeira vez na reunião acrescentarem seu nome, instituição representada e seus contatos pessoais. Isso me permitiu ser inserido na lista de emails do Fórum por onde mensalmente chegava a ata da última reunião e pauta da reunião seguinte, além de outros tipos de informativos.

As reuniões eram realizadas sempre na última quarta-feira do mês, na parte da manhã, no auditório do prédio da SRTE/MG, localizado na região central de Belo Horizonte. A disposição em fila das cadeiras fazia com que os membros assentassem um de costas para o

outro. No início da reunião a coordenadora pedia que cada um ficasse de pé e se apresentasse para o restante do auditório. Este foi um momento importante para conhecer a maioria dos representantes das instituições que participaram do grupo de discussão, e, também, de me fazer conhecido para os membros do Fórum. Durante a discussão da pauta de assuntos, a coordenadora detinha o maior monopólio da fala, mas sempre provocava outros membros para opinar e debater os assuntos. A participação, na maior parte das vezes, era pequena e alguns membros tinham maior visibilidade durante as reuniões para falar.

Participei das reuniões do Fórum de março de 2009 a junho de 2010 compondo um diário de campo que poderia ser útil na realização da pesquisa. Após todo o processo de re- construção da pergunta de pesquisa no primeiro ano do mestrado, em março de 2010 ficou definido que as instituições de aprendizagem fariam parte do meu campo de pesquisa. Com isso, continuei a frequentar as reuniões até o mês de junho de 2010, momento em que coincidiu a realização dos primeiros procedimentos metodológicos com os atores de pesquisa com a impossibilidade de continuar participando das reuniões nos meses de agosto a novembro, por conta de compromissos acadêmicos assumidos na universidade.

Nas primeiras reuniões eu me apresentava como ex-educador de uma instituição de aprendizagem, no momento em questão mestrando em psicologia pela UFMG, e que estava interessado em estudar a relação jovem/trabalho. Eu apontava que estava ali para conhecer a dinâmica de funcionamento do Fórum e as instituições que faziam parte dele. Ao longo das reuniões a coordenadora passou a referir a mim como o pesquisador da UFMG, ex-educador social e que pretendia estudar a Lei da Aprendizagem. Foi preciso sustentar o lugar incômodo de pesquisador e que estava estudando a Lei da Aprendizagem por um tempo, pois isso poderia gerar uma confiança para os representantes que a coordenadora me apresentava. Este lugar, ao longo do tempo, passou a gerar expectativas em alguns representantes que diziam ter poucos estudos acadêmicos sobre o trabalho que eles desenvolviam, o que, certamente, foi fazendo com que eu ficasse mais próximo deles.

Diante do formato e das pautas do Fórum, nunca participei das discussões. Contudo, durante os momentos de lanche e no fim das reuniões eu me envolvia em alguma conversa ou assunto debatido no Fórum com algum dos representantes. Eram trocas de experiências, críticas aos temas debatidos ou avisos do tipo: “você vai ver isso quando for conversar com os jovens”. O que me chamava atenção nessas conversas era o fato de ora ser tratado como o pesquisador que desconhecia completamente essa realidade que envolvia os jovens, ora ser reconhecido no meu lugar de ex-educador e que fazia parte, em alguma medida, deste universo das instituições.

A utilização da observação participante como procedimento metodológico me levou a enfrentar estes dilemas ao participar do Fórum, colocando em análise os efeitos da minha presença nas reuniões para o desenvolvimento da pesquisa. Fazer uso de um procedimento que se baseia no contato direto do pesquisador com os atores de pesquisa, estabelecendo uma relação face a face com os mesmos, permitiu coletar informações e, também, interagir com os mesmos, sendo o conhecimento compartilhado um produto da minha intervenção naquele espaço. É possível que a minha postura de observador que registrava as informações no diário de campo ou daquele que puxava uma conversa e fazia perguntas aos representantes das instituições nos momentos de intervalo tenha influenciado de algum modo o compartilhamento das informações naquele espaço. Se a neutralidade não foi pretendida durante a minha presença no Fórum, a objetividade na produção do conhecimento esteve localizada a partir da minha contribuição neste processo, pois observar e perguntar é, também, intervir e cooperar na construção de uma dada realidade.

A observação participante guiou, neste sentido, minha presença nas reuniões do Fórum. Passei pelas etapas de ser inserido no grupo por um terceiro – a coordenadora do Fórum, conquistar a confiança dos membros, quebrar o mito do pesquisador neutro e isolado do grupo, até ser reconhecido como aquele que tinha o interesse de estudar jovens inseridos em programas de inserção profissional e não de estudar em si a Lei da Aprendizagem. Obviamente, a minha observação participante não tinha as mesmas características dos estudos clássicos em antropologia e sociologia, onde os grupos “estudados” pertencem a um mundo cultural bastante diverso daquele compartilhado pelo pesquisador. Isso demandaria uma imersão maior de tempo e contato com o grupo, que não meu caso não foi necessário, pois os mundos compartilhados por mim e pelos membros do Fórum não mostravam-se tão distantes. Como aponta Valladares (2005), um dos mandamentos da observação participante está em manter uma diferenciação entre os demais membros do grupo, tendo seu papel afirmado e reafirmado como alguém externo ao coletivo. Na minha experiência de observador participante os lugares de dentro e fora oscilaram ao longo do tempo, existindo momentos em que, também, fui convidado a responder pelo Fórum, como no convite recebido para escrever uma matéria sobre juventude e trabalho para o jornal comemorativo de 15 anos do FECTIPA. Ser identificado como alguém que se interessa por “nossas questões” permitiu, portanto, este convite por parte do Fórum, que foi aceito e deu origem a um texto intitulado Juventude e

inserção profissional: questões atuais em um país de jovens.

O diário de campo, que será adiante discutido, foi construído tendo como referência este meu lugar de observador participante, como alguém de dentro e ao mesmo tempo de fora

do Fórum. Estes questionamentos me levaram a mudar de pensamento, a produzir novas hipóteses, a abandonar determinadas concepções e a estar atento às implicações éticas e políticas na realização da minha pesquisa, ao assumir uma postura de respeito à experiência do outro e de pensar as possíveis contribuições do meu trabalho para a sua vida.

4.3.2 A Lei da Aprendizagem Profissional (Lei 10.097/2000)

A Aprendizagem profissional foi estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no

5.452, de 1o de maio de 1943, instituindo a figura do menor aprendiz. Atualmente é regulada pela Lei n° 10.097/2000, regulamentada pelo Decreto n° 5.598/2005, e estabelece que todas as empresas de médio e grande porte estão obrigadas a contratar adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos para um contrato especial de trabalho por tempo determinado, de no máximo dois anos. Estes jovens devem estar matriculados e frequentes à escola, caso não hajam concluído o ensino médio. Ficam excluídas da obrigação de contratação de aprendizes as microempresas, as empresas de pequeno porte e as entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e à educação profissional. Os jovens são contratados por empresas como aprendizes de ofício previsto na Classificação Brasileira de Ocupações/CBO do Ministério do Trabalho e Emprego, ao mesmo tempo em que são matriculados em cursos de aprendizagem de instituições qualificadoras reconhecidas e responsáveis pela certificação de qualificação profissional dos jovens.

A cota de aprendizes por empresa varia de 5% a 15% por estabelecimento e é calculada sobre o total de empregados cujas funções demandem formação profissional. São incluídas, também, nesta base de cálculo as profissões proibidas para os jovens menores de 18 anos. As funções gerenciais, as de nível superior e de nível técnico são retiradas da base de cálculo para definição do número de aprendizes a serem contratados. Cabe às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego, por meio da fiscalização do trabalho, verificar o cumprimento das cotas de aprendizes às quais cada empresa está obrigada. A contratação dos aprendizes prevê anotação na Carteira de Trabalho e inscrição na Previdência Social. É garantido ao aprendiz o salário mínimo hora, salvo condição mais favorável, FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, vale-transporte e férias. A duração do trabalho do aprendiz não pode exceder seis horas diárias.

As instituições qualificadas a ministrar os cursos de aprendizagem são: 1) Os Serviços Nacionais de Aprendizagem: SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo. Nas hipóteses de os Serviços Nacionais não oferecerem cursos ou vagas suficientes para atender à demanda dos estabelecimentos, esta poderá ser suprida por outras entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica, cabendo à inspeção do trabalho verificar a insuficiência de cursos ou vagas. Estão autorizadas também a desenvolver programas de aprendizagem