1. GİRİŞ
3.2. Türkiye’de Konfederasyon ve Bağlı Sendikalarda Kadın Yapılanması
3.2.1. Sendikal Kadın Yapılanmasında Odak Noktası Olan İşçi ve Memur
3.2.1.6. Kamu Emekçileri Sendikaları Konfederasyonu
Dentre as atribuições dos sujeitos envolvidos no processo de estágio a PNE/ABEPSS 2009 também elenca alguns pontos que merecem destaque em relação às atribuições da instituição campo de estágio e da instituição de ensino, nesse caso, representado pela sua
coordenadoria de estágio, “cabe à esta Coordenação atuar diretamente articulada às coordenações de curso ou departamentos, de modo a viabilizar as novas demandas de qualificação do estágio como elemento central da formação profissional” (PNE/ABEPSS, 2009, p.24). Caso a instituição de ensino não possua coordenador de estágio, essas atribuições devem ser desenvolvidas pelo coordenador do curso de serviço social e ainda que não possua a coordenação estágio, a política mencionada propõe a sua necessidade de criação, viabilizando o estágio de qualidade.
Entre as atribuições que competem à coordenação de estágio da instituição de ensino elencadas pela PNE/ABEPSS 2009, podemos destacar:
operacionalizar através de uma política de estágio normas e diretrizes condizentes com os objetivos da formação profissional; acompanhar e avaliar o desenvolvimento do estágio;
manter contato com as diferentes instituições no intuito de analisar sua programação e o interesse da possibilidade de oferta de vagas de estágio, além de estabelecer parceria para assegurar a efetivação do estágio, promovendo eventos e atividades direcionados a capacitar os supervisores de campo;
deverá em cada semestre entrar em contato com as instituições campos de estágio a fim de manter, ampliar ou abrir novos campos de estágio para disposição dos estudantes, podendo também estes novos campos serem indicados por alunos, professores e assistentes sociais, neste caso, os interessados deverão encaminhar para a coordenação de estágio o interesse em alguma instituição para campo de estágio, a mesma analisará e obedecerá os critérios para abertura de novos campos;
levando em consideração as demandas dos estudantes, esta coordenação deverá selecionar, credenciar e acompanhar o desempenho dos campos de estágios, respeitando os princípios da política de estágio;
indicar e rever os modelos de documentações que fazem parte do processo de estágio: avaliações pelos professores do processo de estágio, avaliação pelo supervisor do processo de aprendizagem do estudante no campo de estágio, roteiro de avaliação de relatório, plano de estágio, entre outros; favorecer troca de informações entre instituições campo de estágio,
estudantes e supervisores com a coordenação de estágio e professores visando estabelecer continua comunicação através de encontros, reuniões,
visitas, entre outros;
é importante a promoção de reuniões entre os professores da disciplina de estágio, visando a troca de informações e experiências entre eles, propondo a articulação do processo de estágio com a proposta curricular;
analisar em conjunto com o professor da disciplina e o supervisor de campo do desligamento ou a transferência do estagiário quando for o caso de problemas referentes a extinção de programas e/ou projetos;
possibilitar o acesso dos estudantes, professores e supervisores de campo ao material produzido pela coordenação, por alunos e por professores do material referente a temática do estágio;
promover encontros entre os supervisores acadêmicos e os estudantes com os futuros estagiários, proporcionando a apresentação dos campos de estágios e a troca de experiências de praticas profissionais; importantíssimo promover curso de capacitação de supervisores;
caso não exista, deverá estimular em conjunto com o CRESS a criação do Fórum Estadual de Supervisores articulado ao Fórum de Supervisores ( da respectiva unidade de ensino);
acatar as demandas do CRESS de sua região em conformidade da documentação exigida pela Res. 533/08.
A Resolução CFESS 533/2008 que Regulamenta a Supervisão Direta de Estágio em Serviço Social agrega mais uma atribuição à instituição de ensino:
Art. 1º - As Unidades de Ensino, por meio dos coordenadores de curso, coordenadores de estágio e/ou outro profissional de serviço social responsável nas respectivas instituições pela abertura de campo de estágio, obrigatório e não obrigatório, em conformidade com a exigência determinada pelo artigo 14 da Lei 8662/1993, terão prazo de 30 (trinta) dias, a partir do início de cada semestre letivo, para encaminhar aos Conselhos Regionais de Serviço Social de sua jurisdição, comunicação formal e escrita, indicando:
I- Campos credenciados, bem como seus respectivos endereços e contatos; II- Nome e número de registro no CRESS dos profissionais responsáveis pela supervisão acadêmica e de campo;
III- Nome do estagiário e semestre em que está matriculado.
Parágrafo 5º. Cabe ao profissional citado no caput e ao supervisor de campo averiguar se o campo de estágio está dentro da área do Serviço Social, se garante as condições necessárias para que o posterior exercício profissional seja desempenhado com qualidade e competência técnica e ética e se as atividades desenvolvidas no campo de estágio correspondem às atribuições e competências específicas previstas nos artigos 4º e 5º da Lei 8662/1993.
Considerando as atribuições acima, é importante destacar que para a iniciação do estágio a instituição campo de estágio deve estar conveniada com a instituição de ensino, depois disso o estagiário deverá entregar a sua documentação na coordenação de estágio, nesta documentação consta a sua carga horária, o local do seu campo de estágio, as atividades que serão desenvolvidas e qual será o seu supervisor de campo, este deve estar devidamente registrado no CRESS de sua região. A coordenação de estágio também deverá enviar uma relação semestral ao CRESS correspondente, informando o nome dos alunos, o local do campo de estágio constando os nomes dos supervisores de campo e acadêmico.
A Lei 11.788/2008 que dispõe sobre o estágio de estudantes, agrega algumas atribuições da parte concedente do estágio, entre elas podemos citar algumas como:
Art.9º I- celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e educando, zelando por seu cumprimento; [...]
II- ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social, profissional e cultural; [...]
VI- manter à disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio.
É importante mencionar que para receber o estagiário, a instituição deverá oferecer condições para que esse processo aconteça de maneira digna para as partes envolvidas. O profissional de Serviço Social deve ter seu espaço reservado na instituição para atender seus usuários com sigilo profissional e espaço físico adequado, já que essas são exigências que não dependem da atuação do profissional, pelo contrário, são exigências necessárias para que o profissional possa desenvolver suas ações, conforme a Resolução CFESS 493/2006 que dispõe sobre as condições éticas e técnicas do exercício profissional do assistente social, cabendo aqui destacar os seguintes artigos:
Art. 1º. É condição essencial, portanto obrigatória, para a realização e execução de qualquer atendimento ao usuário do Serviço Social a existência de espaço físico, nas condições que esta Resolução estabelecer.
Art. 2º. O local de atendimento destinado ao assistente social deve ser dotado de espaço suficiente, para abordagens individuais ou coletivas, conforme as características dos serviços prestados, e deve possuir e garantir as seguintes características físicas:
organização institucional;
b-recursos que garantam a privacidade do usuário naquilo que for revelado durante o processo de intervenção profissional;
c-ventilação adequada a atendimentos breves ou demorados e com portas fechadas;
d-espaço adequado para colocação de arquivos para a adequada guarda de material técnico de caráter reservado.
Art. 3º. O atendimento efetuado pelo assistente social deve ser feito com portas fechadas, de forma a garantir o sigilo.
Art. 4º. O material técnico utilizado e produzido no atendimento é de caráter reservado,sendo seu uso e acesso restrito ao assistente social.
Portanto, na hora de se estabelecer os vínculos que possibilitam o processo de estágio supervisionado, é importante que as partes envolvidas neste processo observem se essas condições estão de acordo para que o estágio se desenvolva com a qualidade necessária. Condições estas que envolve as condições de trabalho e as possibilidades para que o estágio seja efetivado como um processo educativo, desenvolvendo no estagiário suas competências ético-política, teórico-metodológica e técnico-operativa já que destas dependem do seu desempenho profissional, tanto quanto uma supervisão que envolva reflexão, crítica, criatividade, proposições e contínuas avaliações.
Dentre as legislações que regem a supervisão de estágio em serviço social podemos destacar o Regulamento de Estágio do Curso de Serviço Social da UFSC, é esse o documento que orienta essa prática nessa instituição de ensino. Temos a destacar que esse regulamento nos apresenta de maneira clara e objetiva as atribuições que os sujeitos envolvidos nesse processo devem desempenhar.
3 SUPERVISÃO DE ESTÁGIO: UMA ANÁLISE A PARTIR DA AVALIAÇÃO DO
SUPERVISOR DE CAMPO
Nesta seção são apresentados os dados levantados por meio da pesquisa documental realizada nas avaliações sobre o desempenho que os supervisores de campo fazem dos seus estagiários no final de cada semestre (ver anexo). A pesquisa foi realizada na Coordenação de
Estágio do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina. Através dessas avaliações são levantados os principais pontos que merecem destaque e consideração para pensar na qualidade do ensino aprendizagem no processo de estágio supervisionado. As avaliações analisadas correspondem aos semestres de 2009.1, 2009.2 e 2010.1.
No total foram analisadas 128 avaliações, que correspondem a 113 avaliações de estágio obrigatório e 15 avaliações de estágio não-obrigatório. Entre as instituições campos de estágio, as áreas de atuação identificadas foram:
Família e Assistência Social; Criança e adolescente; Saúde;
Idoso; Habitação; Educação
Pessoa com deficiência; Gênero.
Na ilustração abaixo veremos como se deu a distribuição desses campos de estágios de acordo com a área de atuação de cada um e qual o percentual correspondente de cada campo em relação às avaliações analisadas nessa pesquisa.
Interessante destacar que a maioria dos campos de estágio conveniada a esta universidade é de caráter público, onde podemos destacar a Prefeitura Municipal de Florianópolis- PMF, o próprio hospital da universidade- HU, , Organizações Não Governamentais - ONG’s, entre outros.
Áreas de Atuação dos Campos de Estágio 29,6875 22,65625 21,09375 7,8125 5,46875 2,34375 1,5625 1,5625 7,8125 0 5 10 15 20 25 30 35 Fam ílias e a ssis tênc ia Cria nça e ad oles cent e Saú de Idos o Hab itaçã o Edu caçã o Pes soa com def iciê ncia Gên ero Não iden tific ado*
Gráfico 1 - Áreas de atuação dos campos de estágio
* Algumas avaliações não constavam o nome da instituição campo de estágio, não sendo possível fazer a identificação da área de atuação do campo de estágio.
Como podemos perceber os campos de estágios conveniados com a UFSC durante o período referido são diversificados. Entre os que mais oferecem vagas de estágio estão as instituições que atendem famílias através de projetos e/ou programas sociais, essas instituições correspondem a 29% das avaliações analisadas, seguido das instituições que atendem crianças e adolescente que ocupam 22% das vagas de estágio oferecidas, a área da saúde também é uma área que oferece um número significativo de vagas de estágio que correspondem a 21% dos atuais campos de estágio conveniados. Não menos importante, mas com números menos significativos ficaram os campos que atuam com a população idosa com 7%, habitação 5%, educação 2%, deficientes 1% e gênero 1%. Devido algumas avaliações não ter vindo no papel timbrado na instituição e nem ter o nome da instituição mencionado na avaliação, não foi possível identificar a área de atuação dos campos de estágio dos 7% restantes das avaliações. Dando destaque a esses campos de atuação identificados, o estagiário terá a oportunidade de atuar diretamente com a implementação e execução de programas e projetos sociais condizente com a realidade do campo de atuação da instituição.
3.1 AS DIMENSÕES ÉTICO-POLÍTICA, TEÓRICO-METODOLÓGICA E